Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018






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A consolidação da indústria

A cada mês o nível de atividade da indústria fica mais distante do atoleiro da recessão. A tendência deve ter se mantido em fevereiro, a julgar pela produção de veículos

A recuperação da indústria continuou em janeiro, quando o setor produziu 5,7% mais que um ano antes, segundo o balanço mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cada mês o nível de atividade fica mais distante do atoleiro da recessão. A tendência deve ter se mantido no mês passado, a julgar pela produção de veículos, 6,2% superior à de fevereiro de 2017. A montagem de cada automóvel, ônibus ou caminhão depende de um grande número de fornecedores de peças, componentes e matérias-primas, disso resultando, portanto, um poderoso efeito multiplicador.

Em relação a dezembro, a produção da indústria geral, medida pelo IBGE, recuou 2,4%, numa variação típica do período posterior às festas de fim de ano. Na comparação mensal, a atividade caiu em todos os grandes setores. Mas em todos a variação foi positiva quando o confronto envolveu períodos mais longos.

O produto industrial cresceu 2,8% nos 12 meses até janeiro. Em 2017, a expansão ficou em 2,5%, depois de três anos consecutivos de quedas – de 3% em 2014, 8,3% em 2015 e 6,4% em 2016. O declínio da indústria precedeu a recessão geral da economia brasileira, contabilizada em anos inteiros apenas em 2015 e 2016.

O enfraquecimento do setor, já visível no meio do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, comprovou bem cedo o fracasso da política industrial petista, baseada no protecionismo, na distribuição de favores fiscais e financeiros. Essa distribuição foi muito benéfica para alguns grupos e até para alguns setores, mas, como indicam os números, inútil para a modernização do sistema produtivo e para a promoção do crescimento econômico nacional. Além disso, alguns dos mais notórios beneficiários acabaram envolvidos em problemas com a Polícia Federal e com a Justiça.

Em janeiro, a produção foi maior que a de um ano antes em 20 dos 26 segmentos cobertos pela pesquisa do IBGE. A variação também foi positiva nos três grandes setores – bens de capital (+18,3%), bens intermediários (+4,2%) e bens de consumo (+6,2%). Entre os subsetores, o de bens duráveis de consumo teve o resultado mais notável, com produção 20% superior à de janeiro de 2017. Esse número é em boa parte explicável pelo desempenho da produção de veículos automotores, carrocerias e reboques, com volume produzido 27,4% maior que o de um ano antes.

O avanço do setor automobilístico prosseguiu em fevereiro, com fabricação de 213,4 mil unidades, número 2,1% menor que o de janeiro, mas 6,2% superior ao de igual mês do ano passado. Os números foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O total de empregados em fevereiro, de 130.421 trabalhadores, foi 2,5% maior que o de fevereiro de 2017. Sobre a mesma base de comparação houve aumento de 15,7% nas vendas internas. O valor das exportações de veículos e máquinas agrícolas, de US$ 1,48 bilhão, superou por 23,7% o de igual mês do ano passado.

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também aponta expansão da atividade industrial em janeiro. Não há informação direta sobre volume produzido, mas dados positivos sobre horas de trabalho na produção (aumento de 0,4% em relação ao número de janeiro e de 1,1% em relação ao de um ano antes) e sobre o uso da capacidade (variações positivas de 0,2 e 0,6 ponto porcentual naquelas comparações). Também há dados sobre rendimento médio e sobre a expansão da massa de salários. Esta foi 0,5% maior que a de dezembro e 0,3% menor, descontada a inflação, que a de janeiro de 2017.

De modo geral, informações de fontes diferentes apontam a firme recuperação da indústria. Um dos dados mais animadores, no balanço do IBGE, é o desempenho do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) com expansão de 18,3% sobre janeiro de 2017 e de 6,9% em 12 meses. É um bom indício de retomada do investimento produtivo. Mas investimento depende de confiança e, portanto, de um ambiente político favorável. Esta condição será testada seriamente nos próximos meses.

Fonte: Estadão

Cortes de produção de aço na China serão o “novo normal”, diz executivo

Corte na emissão de gases poluentes devem desacelerar a produção no país

Cortes repentinos na produção do enorme setor siderúrgico da China provavelmente se tornarão o “novo normal”, já que o país continua a travar sua batalha contra a poluição, disse nesta terça-feira uma autoridade da indústria nos corredores do parlamento chinês.

Zhang Wuzong, presidente da Shandong Shiheng Special Steel e um delegado parlamentar, viu a produção em sua fábrica cair um quinto nos meses de inverno como resultado de uma campanha de seis meses promovida por Pequim para cortar as emissões de gases poluentes.

A Shiheng foi obrigada a reduzir a produção durante 58 dias durante o inverno, totalizando 160 mil toneladas de aço, disse Zhang, estimando que a empresa deixou de ganhar 160 milhões de iuanes (25,25 milhões de dólares).

Desde outubro do ano passado, a China forçou 28 cidades do norte a fazer cortes drásticos na produção industrial, restringir o tráfego e reduzir o consumo de carvão durante o inverno.

Algumas cidades foram forçadas a cortar a produção de aço pela metade em um esforço para reduzir as concentrações de partículas microscópicas perigosas na atmosfera em 10 a 25 por cento em relação ao ano anterior.

Fonte: Reuters

Tarifas dos EUA sobre aço e alumínio devem criar oportunidades a montadoras no Brasil, diz Anfavea

No início deste ano, siderúrgicas brasileira elevaram seus preços ao setor automotivo em cerca de 25%, depois de terem reajustado contratos de fornecimento entre 25 e 28% em 2017

As montadoras de veículos no Brasil podem se beneficiar da provável imposição de tarifas de importação para aço e alumínio nos Estados Unidos, mas por outro lado podem ver um aumento da competição pelo mercado brasileiro em um eventual rearranjo global da indústria automotiva, afirmou o presidente da associação de montadoras instaladas no Brasil, Anfavea, nesta terça-feira.

Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, as sobretaxas norte-americanas sobre aço e alumínio podem favorecer uma queda nos preços internacionais dos dois insumos, o que pode contribuir para revisões nos preços praticados pelas siderúrgicas no Brasil.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país imporia tarifas de importação de 25 por cento para o aço e de 10 por cento para o alumínio. O anúncio desencadeou ameaças de retaliação por parte da União Europeia e outros receios de que o país esteja caminhando para uma guerra comercial.

No início deste ano, siderúrgicas brasileira elevaram seus preços ao setor automotivo em cerca de 25 por cento, depois de terem reajustado contratos de fornecimento entre 25 e 28 por cento em 2017.

“Embora seja negativo para o comércio global, é uma oportunidade para indústria automotiva brasileira”, disse Megale. “As exportações que antes iam para os Estados Unidos, vão ter de ser direcionadas a outros mercados sob condições mais favoráveis e isso pode implicar em preços menores (de aço e alumínio) no Brasil”, disse Megale, acreditando que eventuais impactos no país devem ocorrer mais a médio prazo.

Sobre a possibilidade de aumento de custos às montadoras dos EUA e potencial criação de espaço para exportações de veículos ao país, Megale afirmou que Washington mantém postura protetora de seu mercado, exigindo percentuais crescentes de conteúdo local para os veículos vendidos nos EUA.

Este protecionismo dos Estados Unidos pode fazer o Brasil virar um cliente maior de veículos do México, rivalizando com a Argentina, atualmente principal parceiro brasileiro no comércio de veículos.

No primeiro bimestre, as exportações de veículos do Brasil para o México caíram 47 por cento sobre um ano antes, para cerca de 7.500 unidades, informou a Anfavea nesta terça-feira, em meio a uma queda nas vendas no mercado interno mexicano de 9,4 por cento na comparação anual. Enquanto isso, as exportações totais de veículos do México subiram 8,5 por cento sobre um ano antes, para 507 mil unidades, segundo a associação local de montadoras, Amia.

Como comparação, o Brasil exportou no primeiro bimestre 112,7 mil veículos, uma alta anual de 7,2 por cento. O principal mercado foi a Argentina, destino de 74 por cento deste volume, segundo a Anfavea.

Fonte: Reuters

Sindipeças contesta previsão de montadoras de que faltarão componentes

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), Dan Ioschpe, contestou, na manhã de ontem, durante palestra, as previsões de alguns dirigentes de grandes montadoras de que haverá falta de peças este ano.

Nos últimos dias, dirigentes da indústria automobilística têm insistido sobre o receio de não conseguirem elevar o ritmo de produção de veículos este ano por escassez de componentes. Há poucos dias, o presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, disse que nas fábricas da montadora alguns carros chegaram a ir para o pátio incompletos.

“É preciso ter muita cautela em torno de previsões sem eventos comprobatórios”, disse Ioschpe a uma plateia formada por executivos que participam de seminário do setor automotivo, promovido pela AutoData, publicação dirigida ao setor.

Fonte: Secco Consultoria de Comunicação / Infomet

Sem Rota 2030, Anfavea prevê menos investimento

A demora do governo em anunciar o Rota 2030, programa que teria duração de 15 anos, pode resultar em redução de investimentos das montadoras no Brasil, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

O Rota, por exemplo, prevê incentivo fiscal anual de R$ 1,5 bilhão (o mesmo aplicado no Inovar-Auto, que terminou em dezembro), para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para ele, o maior entrave não é o valor, pois “o setor gera, por ano, cerca de R$ 40 bilhões em impostos”. O problema está na forma como o incentivo seria concedido.

Uma das propostas do governo é usar a Lei do Bem, que abate o incentivo do Imposto de Renda a pagar. “O problema é que as empresas ainda estão dando prejuízo e, por isso, não vão pagar Imposto de Renda”, afirma Megale.

Sem o incentivo, o investimento em P&D sairá do Brasil e voltará para as matrizes no exterior, prevê o executivo. Com isso, o investimento em etanol no País seria abandonado.

Outra medida do Rota é estabelecer metas de eficiência energética para carros que circulam no País. No Inovar-Auto, a meta era reduzir o consumo em 12% e, quem ultrapassou esse porcentual obteve desconto extra no IPI. As montadoras alegam que fizeram elevados investimentos para atingir esses níveis e, sem a definição da próxima etapa, a alocação de novos recursos fica prejudicada

“A decisão da montadora vai depender de com qual cenário vamos trabalhar. Se não há necessidade de um certo nível de eficiência, as montadoras podem reduzir investimentos”, diz o presidente da Anfavea.

Para Dan Ioschpe, presidente do Sindicato da Indústria de Componentes para Veículos (Sindipeças), sem novas regras para eficiência energética há o risco de “nosso mercado ser invadido por produtos” que não cumprem as exigências atuais. Eles chegariam com preços abaixo dos modelos nacionais que incorporaram novas tecnologias para reduzir o consumo.

Em sua opinião, aspectos do Rota já definidos e que têm consenso de todos os formuladores do programa já poderiam entrar em vigor.

Fonte: O Estado de São Paulo / Infomet

Thyssenkrupp inaugura nova fábrica na Hungria

Nova unidade de produção para sistemas de direção e componentes de motores é inaugurada na Hungria. Investimento é de cerca de €100 milhões.

A thyssenkrupp acaba de abrir uma nova fábrica de componentes automotivos na Hungria. A nova unidade de produção para chassis e componentes de powertrain foi construída nos últimos meses em Jászfényszaru, situada a 70 quilômetros ao leste de Budapeste. No local serão produzidos sistemas de direção elétrica e sistemas de comando de válvulas para montadoras de veículos alemãs e internacionais. A empresa investiu cerca de €100 milhões na construção do novo complexo industrial. À medida que a produção for aumentada, serão criados até 500 novos postos de trabalho na unidade nos próximos meses.

“Nos últimos anos, a Hungria tornou-se um importante player para a indústria automotiva europeia. Somente no ano passado, cerca de 480 mil carros saíram das linhas de produção do País. Nossos clientes estão investindo em novas fábricas e também estamos buscando dar continuidade ao nosso crescimento lucrativo na Hungria. Nosso foco são os produtos de alta tecnologia, como sistemas de direção elétrica e componentes para motores de combustão interna altamente eficientes e motores elétricos “, diz Karsten Kroos, CEO da área de negócios Components Technology da thyssenkrupp. Uma nova fábrica de molas e estabilizadores está em construção na Hungria e programada para iniciar a produção ainda este ano. Novos pedidos de clientes exigem a expansão das capacidades de produção na Hungria. Por isso, a thyssenkrupp continua sua estratégia de crescimento lucrativo no negócio de componentes. No último ano fiscal, a divisão teve um aumento de 14% na entrada de pedidos.

A nova fábrica da thyssenkrupp em Jászfényszaru é a primeira da companhia na Europa a ter duas tecnologias de produtos diferentes no mesmo local. A combinação das atividades permitirá que vantagens de eficiência e custo sejam otimizadas. Nos últimos anos, a thyssenkrupp lançou unidades combinadas com sucesso na China e na América do Norte.

Atualmente, a thyssenkrupp opera uma fábrica de montagem de eixos de comando e um centro de serviço de aço em Györ para clientes automotivos da Hungria. A empresa também possui um centro de desenvolvimento de software em Budapeste, que cria softwares para sistemas de direção elétrica, novas aplicações para o sistema steer-by-wire e soluções para direção autônoma. No total, a thyssenkrupp emprega atualmente cerca de 1.100 pessoas na indústria automotiva na Hungria.

A thyssenkrupp e a indústria automotiva — A thyssenkrupp é um dos maiores fornecedores globais de materiais e componentes para a indústria automotiva. Nove em cada dez carros classe premium são equipados com componentes produzidos pela empresa. Além disso, um em cada três caminhões possuem componentes da thyssenkrupp. No ano fiscal 2016/2017, as vendas da companhia para o setor automotivo somaram cerca de 11,2 bilhões de euros. Entre os clientes estão praticamente todas as grandes montadoras do mundo.

A thyssenkrupp — A thyssenkrupp é uma empresa industrial diversificada com ampla tradição no mercado de materiais e participação crescente no setor de bens de capital e serviços. Visando sempre o progresso sustentável, a empresa conta com mais de 158.000 colaboradores, em 79 países, que atuam com paixão e experiência tecnológica no desenvolvimento de produtos de alta qualidade, bem como em processos e serviços inteligentes para a indústria. Competência e comprometimento são a base de nosso sucesso. No ano fiscal de 2016/2017, a thyssenkrupp obteve o faturamento global de aproximadamente 41,5 bilhões de euros.

Desenvolvendo negócios no Brasil desde 1837, a thyssenkrupp emprega aproximadamente 8 mil colaboradores em todas as regiões do país nos segmentos automotivo, energia, infraestrutura, mineração, cimento, construção civil, química, petroquímica e defesa.

Fonte: Portal Fator

Ociosidade na construção atinge menor nível desde 2015, diz CNI

Sondagem mensal divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o índice de ociosidade ficou em 40%, enquanto o de utilização bateu os 60 pontos

O índice de ociosidade da indústria da construção caiu para 40% em janeiro de 2018, menor nível observado desde julho de 2015 de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável por medir e divulgar os resultados.

O nível de utilização, por sua vez, ficou em 60 pontos, dois acima do registrado em dezembro e cinco acima do verificado em janeiro. Valores acima da faixa divisória de 50 pontos são considerados positivos, enquanto os abaixo significam queda.

Os índices que medem no nível de atividade e empregos cresceram 0,7 e 0,9 pontos, respectivamente, ficando em 45,6 e 43,9 pontos. Apesar de estarem abaixo da linha divisória dos 50 pontos, os resultados despertam otimismo e indicam menor ritmo de queda, uma vez que também cresceram em comparação com janeiro de 2017 – 6,3 e 5,5 pontos.

Os medidores de expectativa dos empresários oscilaram de maneira negativa na passagem de janeiro para fevereiro, entretanto todos permaneceram acima da linha dos 50 pontos. Os indicadores de expectativa do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços caíram 0,8 e 1,9 pontos, atingindo 55,4 e 53,8 pontos, em fevereiro. Os indicadores de compras de insumos e matérias primas e do número de empregados recuaram 0,5 e 0,7 pontos, respectivamente, ficando em 54,5 e 53,3 pontos.

Fonte: AECWeb

Redação On março - 7 - 2018
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