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Domingo, 16 de Dezembro de 2018






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Balança comercial teve superávit de US$ 2,710 bilhões em janeiro, diz FGV/Icomex

O superávit da balança comercial atingiu o montante de US$ 2,710 bilhões em janeiro, resultado ligeiramente inferior ao de janeiro de 2017, quando foi de US$ 2,768 bilhões. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta terça-feira, 27 pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado, porém, ainda não indica que o comércio exterior este ano terá saldos similares aos de 2017, ressaltou a FGV. A previsão é de um saldo positivo mais baixo da balança comercial, entre US$ 48 bilhões e US$ 52 bilhões.
“As razões são: o maior crescimento no nível de atividade econômica e o menor crescimento nos preços das commodities em 2018 comparado com 2017. Surpresas, no entanto, podem ocorrer. Um saldo maior pode ocorrer com um desempenho mais favorável no volume das commodities e nas exportações de manufaturas, associado ao aumento esperado do comércio mundial em 2018”, frisou a FGV, em nota oficial.
O Icomex tem como objetivo contribuir para a avaliação do nível de atividade econômica do País, por meio da análise mais aprofundada dos resultados das importações e exportações.
Em valores, as exportações cresceram 16%, enquanto as importações subiram 14% em janeiro, ante o mesmo mês de 2017. Os preços das exportações aumentaram 11,8% no período, enquanto os das importações subiram 15,4%. Houve aumento nos preços exportados e importados tanto entre commodities quanto entre não commodities. O destaque foi a elevação de 40,1% nos preços das commodities.
O volume de exportações teve expansão de 2%, enquanto o de importações registrou elevação de 1,5%. Em janeiro, a agropecuária liderou o aumento no volume das exportações (45,5%), seguida pela indústria de transformação (2,3%). Entre as importações, houve recuo no volume da agropecuária e extrativa, mas crescimento na indústria de transformação (4,1%).

Fonte: DCI

Índice de sentimento econômico da zona do euro tem leve baixa em março

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu marginalmente em março, a 107,9, de 108 em fevereiro, nível que havia sido o mais alto desde março de 2011, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam leve alta do indicador, a 108,1.
Apenas a confiança do setor industrial recuou para 1,2 em março, de 1,3 em fevereiro, frustrando a previsão do mercado, que era de estabilidade a 1,3, enquanto a do setor de serviços diminuiu para 12,7, de 13,9. Por outro lado, a confiança do consumidor subiu para -5 em março, de -6,2 em fevereiro, vindo como previsto.
Já o índice de clima das empresas do bloco europeu ficou inalterado neste mês, em 0,82.
Segundo analistas, o índice de sentimento econômico continua robusto, apesar da ligeira queda em março, e em linha com outros sinais de que a zona do euro começou o ano numa posição mais sólida do que encerrou 2016.

Fonte: DCI

Mercosul já tem o mesmo peso que EUA e Europa

A América Latina está no radar de empreendimentos que querem reforçar o caixa com a exportação de produtos e serviços. Levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sinaliza que somente o Mercosul já tem o mesmo peso, ou 20,3% dos desembarques totais, que a União Europeia (20,2%) e os Estados Unidos e Canadá (20,5%). México e Colômbia aparecem como os novos destinos que os empresários deverão explorar em 2018.

“A existência de mercados de menor porte, além dos custos de viagens mais baixos, facilitam o início da exportação pela região”, analisa José Roberto Cunha, professor da disciplina de internacionalização de empresas na Fundação Instituto de Administração (FIA).

Foi o que pensou a empresária Mariana Vasconcellos, CEO e fundadora da Agrosmart, de tecnologias para a agricultura. A companhia de Campinas (SP) gera informações ao monitorar lavouras por meio de sensores e imagens de satélite, interpretando as necessidades das fazendas em tempo real, em relação à irrigação, doenças e pragas. Fundada em 2014, tem 35 funcionários e iniciou a internacionalização no ano passado pelo México, Peru, Chile, Argentina e Colômbia.

“Também abrimos uma filial nos Estados Unidos para atender contas corporativas”, diz Mariana, que cresceu em uma família de agricultores. A expectativa é que cerca de um terço do faturamento virá do exterior, até 2020. Hoje, 66% do total captado fora do Brasil vêm da América Latina.

Interbrilho tem 40% das receitas no mercado latino, onde planeja abrir uma fábrica no Paraguai

Para iniciar os contratos externos, a Agrosmart investiu na capacitação de revendas e na formação de um time interno dedicado à abertura de novos mercados. “Um gestor está na Colômbia para coordenar a operação no país.” O maior desafio, segundo Mariana, é engajar as equipes no exterior. Para driblar a dificuldade, montou programas de incentivo e uma grade de eventos anuais com o intuito de reunir vendedores credenciados.

Na Interbrilho, com sede em Cabreúva (SP), o maior obstáculo para escoar a produção no bloco é identificar as melhores cadeias de distribuição. “Estamos fazendo parcerias locais e ações de relacionamento para fortalecer os contatos”, diz o presidente da empresa, Henrique Caran. O grupo opera há 18 anos e fabrica itens para o setor pet e automotivo. Com cerca de 100 funcionários, faturou R$ 62 milhões em 2017, com exportações para países como Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Uruguai, além dos Estados Unidos, onde vende 25 produtos. Pelo menos 2,5% do faturamento vêm das vendas externas, volume três vezes maior que o registrado entre 2014 e 2015. Do total, 40% dos negócios são originados no mercado latino e a ideia é inflar essa parcela. “Estamos estudando a entrada no Paraguai com uma planta produtiva.”

Na paulista Cazamba, de tecnologias digitais para a área de marketing, a entrada nos países vizinhos foi impulsionada por contratos locais. “Os clientes do Brasil pediram para abrirmos frentes em outros países”, diz o CEO Victor Canô, que atende corporações como Siemens e LG. As operações internacionais começaram no final de 2017 e hoje a empresa de 25 funcionários atua no México e Colômbia, além do mercado americano. Menos de 10% do faturamento chega de fora, mas a intenção é acelerar a expansão durante este ano. “Muitas vezes fechamos negócios no Brasil, mas para operações em outros países.”

Segundo Canô, as empresas latinas ainda são um pouco fechadas para novidades que não venham dos Estados Unidos. “Demora um pouco para quebrar a barreira, mas quando enxergam que o produto é bacana, abrem as portas e tratam você como um ‘local’.”

José Roberto Cunha diz que o processo de internacionalização pode ganhar musculatura com a participação em feiras de negócios, úteis para conhecer a competitividade da concorrência e identificar parceiros. Nessa linha, acontece no Rio de Janeiro, nos dias 1 e 2 de março, a Latin America Investment Conference 2018, voltada a profissionais do mercado financeiro que trabalham na região ou estão interessados em investir no bloco.

Fonte: Valor / Abinee

Mudança pode ter impacto para o Brasil

O aumento do poder de Xi Jinping na China pode ter impacto para o Brasil. Com pulso político mais forte, o atual líder chinês deve priorizar reformas de empresas estatais e a consolidação de certos setores pelos quais o Brasil compete no mercado internacional.

Segundo Andre Soares, pesquisador associado do Atlantic Council, em Washington, tudo vai depender de como será feita a reforma das empresas estatais e a consolidação (redução) do excesso de capacidade em alguns setores, diz.

“É possivel vermos maior nível de consolidação do setor de aço e do próprio minério de ferro na China”, diz. “Caso a consolidação no setor de aço seja mais rápida que no de minério de ferro, o Brasil perde market share. Mas se a do setor de minério de ferro for mais rápida que a do de aço, o Brasil ganha market share. O que está acontecendo agora pode vir a ser muito negativo ou muito positivo.”

Se reformar o setor siderúrgico, a China diminuirá sua capacidade produtiva de aço e tende a comprar menos minério de ferro do Brasil. Mas se decidir mexer antes no setor de minério de ferro, precisará importar mais. Atualmente, a China é a principal compradora de minério de ferro do Brasil.

Embaixador do Brasil em Pequim entre 2013 e 2015, Valdemar Carneiro Leão acredita que a consolidação de poder de Xi favorece o Brasil. “Do ponto de vista pragmático, acho que o Brasil tem a ganhar”, disse. “Para Xi, o Brasil é algo conhecido. Ele já veio ao Brasil várias vezes antes de ser chefe de Estado, conhece lideranças políticas brasileiras e sempre manifestou interesse em relações mais densas com o Brasil.”

O diplomata acredita que ter um líder chinês que conhece a realidade brasileira é uma vantagem. “Um novo líder seria começar o aprendizado do zero. E o Brasil não é para iniciantes”, acrescentou.

Segundo Leão, a tendência agora é vermos uma desaceleração do movimento de grandes aquisições no mundo por grandes grupos privados chineses. “Xi é muito ‘estatizante’. Ele não é um grande defensor da iniciativa privada e buscará favorecer as estatais”, argumenta.

A leitura política de Leão é que a mudança constitucional, segundo a qual Xi poderia permanecer no poder por tempo indeterminado, reflete um grande controle do líder chinês sobre o Partido Comunista. Dificilmente deve aumentar a disputa de poder entre Xi e grupos dissidentes. “Essa mudança só é possivel a partir do momento em que ele tem controle completo. A premissa é que as resistências [internas] foram diminuídas”, diz.

O embaixador diz que “o debacle da União Soviética foi um choque para os chineses” e, desde então, o pesadelo das autoridades é que algo parecido aconteça na China. “Isso é um fantasma que os assombra. Por isso, na visão dos políticos de alto escalão, o partido tem de estar cada vez mais forte.”

Fonte: Valor / ABinee

País recebe US$ 6,5 bi em investimento estrangeiro

O Brasil começou o ano com um investimento estrangeiro maior do que o estimado e com uma entrada inesperada de lucros de subsidiárias de empresas brasileiras no exterior. De acordo com o Banco Central, há sinais de que a retomada do crescimento econômico começa a impactar os dados das contas externas. Um deles é a explosão de gastos com viagens internacionais. Mas alguns indicadores importantes, como aluguel de equipamentos, ainda não reagiram.

Dados do BC mostram que, em janeiro, entraram no país US$ 6,5 bilhões — quase o dobro dos US$ 3,5 bilhões estimados pelos técnicos. Grandes operações no setor de petróleo e gás (empréstimos entre companhias) responderam por US$ 2 bilhões dessa diferença. O US$ 1 bilhão restante entrou disseminado em vários setores da economia, reflexo da melhora da atividade. O BC estima que, em fevereiro, entrem mais US$ 4,2 bilhões.

— Temos de ressaltar essa surpresa, mas os dados do mês de janeiro são bastante inferiores aos de 2017 — lembrou o chefe do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha.

No ano, projeção de US$ 80 bi

Em janeiro do ano passado, o Brasil recebeu US$ 11,5 bilhões, em decorrência de uma grande operação no setor de energia. No ano todo, foram US$ 70,3 bilhões. Para 2018, a previsão é de US$ 80 bilhões em investimentos — mais do que suficiente para cobrir o déficit de US$ 18,4 bilhões esperado para as contas externas.

Só no mês passado, todas as trocas de serviços e o comércio com o resto do mundo ficaram negativas em US$ 4,3 bilhões. O déficit das chamadas transações correntes foi US$ 1 bilhão menor do que o esperado pelo BC. Isso ocorreu porque subsidiárias de multinacionais brasileiras no exterior mandaram mais recursos de lucros e dividendos para o Brasil, por causa do bom desempenho do balanço de 2017.

Fonte: O Globo

Redação On fevereiro - 27 - 2018
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