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Tera-feira, 25 de Setembro de 2018






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Volvo retoma 2º turno depois de três anos e contrata 250 funcionários

Com previsão de crescimento de quase 25% nas vendas neste ano, após a pequena recuperação em 2017, de 3,2%, as fabricantes de caminhões e ônibus começam um movimento de contratações, ainda que os números estejam muito longe de compensar os cortes realizados no período da crise econômica.

A Volvo anunciou ontem a contratação de 250 funcionários para retomar o segundo turno de produção na unidade de caminhões da fábrica de Curitiba (PR), que estava suspenso desde meados de 2015. Além do mercado interno, o reforço é para atender as exportações da marca, que aumentaram 27% no ano passado em relação a 2016.

No período mais drástico da crise, entre 2015 e 2016, a marca sueca reduziu seu quadro de funcionários em 20%, e emprega atualmente 3,4 mil trabalhadores. “As contratações, em princípio, são temporárias, por cerca de um ano, mas esperamos que se transformem em vagas efetivas”, diz o presidente da Volvo América Latina, Wilson Lirmann, que ontem apresentou, em São Paulo, o balanço das operações do grupo no País.

No início do ano, a Mercedes-Benz também contratou 272 trabalhadores para a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde produz caminhões, ônibus e componentes. Além disso, tem convocado os funcionários para horas extras em sábados alternativos.

Segundo o presidente da empresa no Brasil, Philipp Schiemer, se a demanda continuar aquecida a companhia poderá voltar a operar em dois turnos a partir de maio. Nos últimos quatro anos, a fabricante eliminou mais de 5 mil vagas e emprega atualmente cerca de 7 mil pessoas no ABC e 700 em Juiz de Fora (MG). Parte dos cortes é resultado da crise, mas também houve uma reestruturação das operações do grupo.

A Anfavea, associação do setor, prevê para este ano alta de 24,7% nas vendas de caminhões e ônibus, para 79,5 mil unidades, e de 16,2% na produção, para 120,3 mil unidades. O melhor ano do setor foi em 2011, quando foram vendidos 207,4 mil veículos dos dois segmentos.

Sem reformas

A recuperação será lenta, afirma Lirmann, “mas finalmente interrompemos e sequência negativa da crise”. As previsões de melhora, diz o executivo, têm como base a inflação sob controle, juros em queda, agricultura forte, retomada da confiança de consumidores e da indústria e aumento do emprego e do consumo.

O presidente da Volvo, contudo, se mostra preocupado com o adiamento de medidas como as reformas da previdência, tributária e política. “Temos um encontro marcado com as consequências de tomar ou não essas decisões”, diz. Ele também espera que as lideranças políticas, principalmente em ano de eleições, coloquem as agendas econômica e política de forma transparente. “Apesar de dizerem que a economia se descolou da política, há um limite para isso por causa dos desafios a serem apresentados, e isso depende da política.”

Em 2017, a Volvo vendeu 5.699 caminhões pesados e semipesados no mercado interno e exportou 4.637, num total de 10.336 unidades, alta de 20% ante 2016. Para este ano, a empresa espera alta próxima a 30%, a mesma projetada para o mercado total de modelos com capacidade acima de 16 toneladas de carga, segmento em que atua. As vendas de ônibus somaram 1,8 mil unidades e este ano devem chegar a 2,2 mil.

Fonte: O Estado de São Paulo

Caixa abre novo PDV para cortar quase 3 mil vagas

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a abertura do Programa de Desligamento de Empregado (PDE). O banco informou que aceitará no máximo a adesão de 2.964 empregados. Caso o banco atinja o número máximo de desligamentos, a expectativa é de economia de aproximadamente R$ 500 milhões ao ano a partir de dezembro de 2018.

O objetivo do PDE, informou o banco, é ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência. Em nota, a Caixa informa que o período para adesão será de 23 de fevereiro a 05 de março. O desligamento ocorrerá por meio de rescisão do contrato de trabalho a pedido do funcionários, dispensando-se o cumprimento de aviso prévio.

O PDV da Caixa neste ano foi antecipado pelo Estadão/Broadcast no fim de janeiro. Em 2017, o banco estatal abriu dois programas de demissão voluntária com o intuito de enxugar o quadro de funcionários, que beira 88 mil. No primeiro plano, encerrado em março, houve adesão de 4,4 mil colaboradores – a meta era 10 mil empregados. Já o segundo PDV, finalizado em agosto, o banco contabilizou 2,7 mil inscritos. Dados mais atuais – ainda do balanço de setembro – aponta para uma economia de meio bilhão de reais com os dois programas.

A expectativa da direção da Caixa é que haja uma queda das despesas com pessoal já em 2018, cenário que será apoiado por um ajuste operacional do banco que inclui também a limitação em 6,5% da folha do custeio do plano de saúde dos seus funcionários.

Agências. Em outra frente, o banco também pretende reduzir o número de agências e postos de atendimento, além de unificar áreas administrativas.

Hoje, o banco conta com 3.400 agências bancárias, depois de fechar 100 no ano passado. A rede da Caixa conta com 13 mil lotéricas e 11 mil correspondentes bancários, que realizam serviços básicos.

A iniciativa ocorre depois de o banco ter visto rejeitada a proposta de reforço de capital em R$ 15 bilhões com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Podem aderir ao programa os empregados aposentados pelo INSS até a data de desligamento, sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na Caixa; ou aptos a se aposentarem pelo INSS até 31 de dezembro de 2018, também sem exigência de tempo; ou com, no mínimo, 15 anos de trabalho na Caixa, no contrato de trabalho vigente, até a data de desligamento; ou ainda com adicional de incorporação de função de confiança/cargo em comissão/função gratificada até a data de desligamento, também sem exigência de tempo na Caixa.

O incentivo financeiro, de caráter indenizatório, será equivalente a 9,8 remunerações base do empregado, considerando como referência a data de 31 de janeiro de 2018, e pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda e sem recolhimento de encargos sociais.

Segundo a Caixa, os empregados optantes ao Saúde Caixa que se aposentarem até 31 de dezembro e aderirem ao PDE terão a manutenção do plano. Os demais casos terão a manutenção do plano por 24 meses sem a possibilidade de prorrogação.

Fonte: O Estado SP

Vaga formal fica com candidato ‘bom e barato’

Postos que exigem qualificação mais baixa continuarão a ser preenchidos por candidatos com melhor nível de escolaridade em 2018. São os profissionais “bons e baratos”. É o que mostra estudo da Confederação Nacional do Comércio.

Depois de três anos de queda, a geração de empregos formais deve voltar a ser positiva no País em 2018. Esse crescimento, no entanto, ainda se dará por meio de vagas que exigem uma qualificação mais baixa – mas que, em geral, são ocupadas por candidatos com nível de escolaridade maior. As empresas estão em busca de profissionais ‘bons e baratos’.

É o que mostra um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), feito a pedido do Estadão/Broadcast. O levantamento traça um perfil das vagas geradas no ano passado. As profissões que mais absorveram empregados em 2017 estavam na atividade industrial e nos serviços. E, em geral, foram funções que exigiam pouca qualificação, como alimentador de linha de produção, faxineiro, atendente de lojas e mercados, embalador a mão, auxiliar de escritório e repositor de mercadorias.

Os candidatos selecionados para essas vagas tinham um perfil bem específico: homens jovens, com até 24 anos de idade, e nível de escolaridade mais elevado, com pelo menos o ensino médio completo.

“As empresas estão com um poder de barganha enorme para escolher o bom e barato. O bom é o qualificado, e o barato é o jovem”, explicou Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC, responsável pelo levantamento.

Carteira Carteira assinada. assinada. Quem conseguiu se reposicionar, no entanto, não vê motivos para reclamação. O técnico em mecatrônica Rherison Walter Brandão da Silva, de 29 anos, por exemplo, aproveitou a recuperação da indústria automobilística para retornar ao setor no ano passado. Foi contratado como operador de logística na fábrica da Nissan, em Resende, no lado fluminense do Vale do Paraíba, onde está o polo automotivo do Estado do Rio.

Silva já havia trabalhado, por dois anos, em outra fábrica da região – onde há plantas da PSA Peugeot Citroën e da MAN Latin America. Em 2012, foi demitido, quando a unidade em que trabalhava encerrou o terceiro turno. Desempregado, foi obrigado a trancar a faculdade de administração, na Universidade Estácio de Sá, e procurar trabalho em outra área.

Agora, Silva está otimista na retomada da carreira na indústria. Com o novo emprego, o técnico, que vinha ganhando a vida instalando câmeras de segurança e portões eletrônicos, destrancou a faculdade e vai se formar no fim deste semestre. O salário na Nissan pesou menos do que a perspectiva de crescer na empresa. “Eu ganhava mais, porém, com os benefícios que tenho aqui, acaba que fica a mesma coisa. A questão do futuro influenciou muito”, disse Silva, que também já está fazendo curso de inglês.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é natural que trabalhadores que foram demitidos durante a crise retornem ao mercado em funções menos qualificadas ou com salários mais baixos. “É preciso esperar até que a conjuntura econômica esteja mais favorável para conseguir se recolocar da forma que você deseja”, afirmou Azeredo.

Projeções. Nos últimos três anos, a destruição de empregos com carteira assinada no País foi enorme: 1,5 milhão de vagas a menos em 2015, 1,3 milhão em 2016 e 20 mil no ano passado. Para este ano, a CNC estima que o mercado de trabalho formal registre um saldo positivo de cerca de 600 mil vagas. Mas, segundo Bentes, o padrão de 2017, com foco na baixa qualificação, ainda deverá se manter.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) também tem perspectivas positivas para o ano: estima que sejam criadas aproximadamente 500 mil vagas com carteira. “Será um ano de recuperação do emprego formal, mas, possivelmente, o aumento será ainda maior nas ocupações informais”, disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Ibre/FGV.

No ano passado, de acordo com dados do IBGE, a maior parte das vagas de emprego criadas no Brasil foram no mercado informal.

Mão deobra • “As empresas estão com um poder de barganha enorme para escolher o bom e barato. O bom é o qualificado, e o barato é o jovem.” Fabio Bentes Chefe da divisão econômica da CNC

Fonte: O Estado SP

Emprego com carteira assinada volta, mas com baixa qualificação

Depois de três anos de queda, a geração de empregos formais deve voltar a ser positiva no País em 2018. Esse crescimento, no entanto, ainda se dará por meio de vagas que exigem uma qualificação mais baixa – mas que, em geral, são ocupadas por candidatos com nível de escolaridade maior. As empresas estão em busca de profissionais ‘bons e baratos’.

É o que mostra um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), feito a pedido do Estadão/Broadcast. O levantamento traça um perfil das vagas geradas no ano passado. As profissões que mais absorveram empregados em 2017 estavam na atividade industrial e nos serviços. E, em geral, foram funções que exigiam pouca qualificação, como alimentador de linha de produção, faxineiro, atendente de lojas e mercados, embalador a mão, auxiliar de escritório e repositor de mercadorias.

Os candidatos selecionados para essas vagas tinham um perfil bem específico: homens jovens, com até 24 anos de idade, e nível de escolaridade mais elevado, com pelo menos o ensino médio completo.

“As empresas estão com um poder de barganha enorme para escolher o bom e barato. O bom é o qualificado, e o barato é o jovem”, explicou Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC, responsável pelo levantamento.

Carteira assinada. Quem conseguiu se reposicionar, no entanto, não vê motivos para reclamação. O técnico em mecatrônica Rherison Walter Brandão da Silva, de 29 anos, por exemplo, aproveitou a recuperação da indústria automobilística para retornar ao setor no ano passado. Foi contratado como operador de logística na fábrica da Nissan, em Resende, no lado fluminense do Vale do Paraíba, onde está o polo automotivo do Estado do Rio.

Silva já havia trabalhado, por dois anos, em outra fábrica da região – onde há plantas da PSA Peugeot Citroën e da MAN Latin America. Em 2012, foi demitido, quando a unidade em que trabalhava encerrou o terceiro turno. Desempregado, foi obrigado a trancar a faculdade de administração, na Universidade Estácio de Sá, e procurar trabalho em outra área.

Agora, Silva está otimista na retomada da carreira na indústria. Com o novo emprego, o técnico, que vinha ganhando a vida instalando câmeras de segurança e portões eletrônicos, destrancou a faculdade e vai se formar no fim deste semestre. O salário na Nissan pesou menos do que a perspectiva de crescer na empresa. “Eu ganhava mais, porém, com os benefícios que tenho aqui, acaba que fica a mesma coisa. A questão do futuro influenciou muito”, disse Silva, que também já está fazendo curso de inglês.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é natural que trabalhadores que foram demitidos durante a crise retornem ao mercado em funções menos qualificadas ou com salários mais baixos. “É preciso esperar até que a conjuntura econômica esteja mais favorável para conseguir se recolocar da forma que você deseja”, afirmou Azeredo.

Projeções. Nos últimos três anos, a destruição de empregos com carteira assinada no País foi enorme: 1,5 milhão de vagas a menos em 2015, 1,3 milhão em 2016 e 20 mil no ano passado. Para este ano, a CNC estima que o mercado de trabalho formal registre um saldo positivo de cerca de 600 mil vagas. Mas, segundo Bentes, o padrão de 2017, com foco na baixa qualificação, ainda deverá se manter.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) também tem perspectivas positivas para o ano: estima que sejam criadas aproximadamente 500 mil vagas com carteira. “Será um ano de recuperação do emprego formal, mas, possivelmente, o aumento será ainda maior nas ocupações informais”, disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Ibre/FGV.

No ano passado, de acordo com dados do IBGE, a maior parte das vagas de emprego criadas no Brasil foram no mercado informal.

“As empresas estão com um poder de barganha enorme para escolher o bom e barato. O bom é o qualificado, e o barato é o jovem.”

Estudo da CNC mostra que o pior pode ter ficado para trás, mas este ano o crescimento do emprego formal ainda se dará em vagas de baixa qualificação

l Perfil

No ano passado, as vagas que mais absorveram emprego estão nos setores industrial e de serviços e os candidatos, homens jovens com até 24 anos, em geral

l Formalidade

O Ibre/FGV estima que este ano serão criadas 500 mil vagas com carteira assinada; no ano passado, a maioria das vagas estava no mercado informal

Fonte: O Estado SP

Trabalhador já pode receber por instituições não bancárias

O governo decidiu permitir que brasileiros recebam salários em instituições não bancárias. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem uma resolução que autoriza o trabalhador a fazer a portabilidade do seu salário para instituições de pagamentos a partir do dia 1º de julho. Com isso, fica permitido receber o dinheiro por meio de cartões pré-pagos de empresas que não são bancos, como fintechs (start-ups financeiras) como NuBank e até serviços como o Paypall e o PagSeguro.

— Portabilidade do salário já era possível. A novidade é que, agora, pode transferir para conta de pagamentos e não apenas conta-corrente — disse a chefe do departamento de Normas do BC, Silvia Marques. — Oferece mais de opções ao beneficiário. Hoje, ele já pode escolher o banco e, agora, vai poder escolher também uma instituição de pagamento.

Outra mudança aprovada é que o trabalhador poderá solicitar a portabilidade na instituição de destino. Antes, o correntista tinha de ir até ao banco que o empregador escolheu e pedir a transferência para outro.

Fonte: O Globo

Emprego com carteira assinada volta a crescer

O Brasil parece ter voltado, finalmente, a gerar empregos com carteira assinada. O ano de 2017 não foi bom para as pessoas que buscaram conseguir um emprego formal, mas a expectativa de analistas é a de que, no último trimestre do ano passado, tenha ocorrido uma “virada” nesse quadro. De acordo com a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, as contratações com carteira assinada devem somar um milhão em 2018, depois de três anos de queda. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é ainda mais otimista: espera a geração de 2,5 milhões de empregos. Apesar disso, economistas avaliam que o nível de desocupação ainda é alto, o que prejudica o crescimento econômico.

A queda dos índices de desemprego verificada nos últimos meses vinha ocorrendo por conta da criação de grande quantidade de vagas informais, ao lado do crescimento do número de trabalhadores por conta própria. Mas, no trimestre terminado em novembro de 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o total líquido de contratações formais parou de cair, registrando estabilidade. Com uma provável melhora nos dados de dezembro, há grande expectativa de que o quadro de empregos com carteira assinada mostre recuperação. Hoje, a instituição divulgará a Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) Contínua, com os dados do mercado de trabalho do último trimestre do ano passado.

Recuperação

O setor de hotelaria é um dos que vêm registrando aumento do número de empregos formais. A rede Accor, por exemplo, espera criar 1.633 empregos diretos e 6.532 indiretos, em 2018, devido ao melhor desempenho das reservas. Segundo analistas, a recuperação dos postos de trabalho está associada à atividade econômica, que deve ter crescido mais de 1% em 2017 e tem perspectiva de expansão de 2,8% neste ano, de acordo com estimativas do mercado.

Bruno Ottoni, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), aponta que os dados de dezembro, um período de grande aumento do consumo, devem mostrar um aumento mais forte na contratação de profissionais com carteira assinada. “Em 2018, ainda serão criados mais empregos informais do que formais, mas deve ocorrer uma geração expressiva de postos de trabalho com registro em carteira. É uma tendência nova”, afirmou.

O vendedor Mário Gomes, 28 anos, conseguiu emprego, há dois meses, numa loja de camisas estilizadas. Desde agosto do ano passado, ele entregava currículos nas empresas, em busca de uma vaga. “Eu cursava administração e tranquei a faculdade por conta da minha condição financeira. Agora que eu voltei a trabalhar, não sei se volto a fazer um curso profissionalizante. Acho que preciso de uma maior garantia de emprego”, disse.

Opções

Gomes não vê o país em situação confortável do ponto de vista de opções de trabalho. Ele observa que os salários ainda são baixos e que não é fácil encontrar trabalho. “As pessoas ganham para sobreviver, sem condições, realmente, de viver, aproveitar o dinheiro”, afirmou. “Por isso, procuro novos projetos, poder ganhar mais e ter maior segurança. Talvez o concurso público seja uma opção para mim, já que em Brasília é o carro-chefe.”

O economista-chefe e sócio do Modal Mais, Álvaro Bandeira, declarou que o emprego deve melhorar, mas ainda é muito complicado dizer que haverá uma criação vigorosa de vagas formais. “Na verdade, a taxa de desemprego está muito alta. Não sabemos se haverá medidas que farão investidores acreditarem que estamos no rumo certo para o crescimento”, opinou.

É o que sente a estudante Raliele Fonseca da Silva, 20 anos. Há três anos procurando emprego, ela ainda não conseguiu a ambicionada vaga de trabalho. “A situação está muito ruim. Quem sai do ensino médio não consegue ingressar facilmente no mercado. Todas as empresas exigem experiência profissional”, reclamou. Raliele está no 6º semestre da faculdade de enfermagem, mas vai começar o curso do zero, porque conseguiu passar no vestibular para uma universidade federal. “Eu tento trabalhar em shoppings ou fazer estágio, mas, mesmo assim, é difícil”, lamentou a estudante.

Em entrevista ao CB.Poder, na última terça-feira, a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, destacou ser normal, num momento de saída de crise, que a criação de empregos sem carteira assinada seja maior. “Em 2017, pelos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a economia parou de demitir. Estabilizou, mas não chegou a gerar vagas. Isso ocorreu em alguns setores, como o comércio e a própria indústria, mas não no total da economia, porque alguns segmentos, como a construção civil, ainda demitiram muito em 2017. Neste ano, devem ser criadas um milhão de vagas formais”, estimou.

Caixa incentiva demissões

A Caixa Econômica Federal abriu um novo Programa de Desligamento de Empregado (PDE). O prazo de adesão começa hoje e termina em 5 de março. “O objetivo é ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência do banco”, informou a Caixa, em nota. Quem aderir terá um incentivo financeiro equivalente a 9,8 remunerações base, considerando como referência a data de 31/1/2018, pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda e recolhimento de encargos sociais. O limite máximo de desligamentos está fixado em 2.964 empregados. Caso o número seja alcançado, a Caixa economizará R$ 500 milhões por ano a partir de dezembro de 2018.

Fonte: Correio Braziliense

30% dos brasileiros têm hábito de vender parte do vale refeição

Apesar da venda de benefício como ‘vale restaurante’ e ‘vale alimentação’ ser caracterizada como crime de estelionato, a prática é comum entre os trabalhadores brasileiros. De acordo com um levantamento realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), três em cada dez (30%) pessoas já venderam o ticket refeição que recebem de seu empregador, mesmo que ocasionalmente (15%). Para 14%, essa é uma prática frequente. Os que declararam nunca recorrer a essa prática somam 44% dos entrevistados, ao passo que 26% não recebem o benefício.

O levantamento demonstra que há uma série de razões para explicar esse movimento, todas elas ligadas a decisão de aumentar a renda pessoal. Na avaliação dos entrevistados, 29% tomam essa atitude para complementar a renda e 25% para realizar compras no dia a dia. Outros 22% o fazem para pagar contas ou dívidas e 22% poupam o dinheiro que recebem em troca. Mais de um terço (36%) não costuma analisar os gastos que fazem com o benefício.

Fonte: DCI

Redação On fevereiro - 23 - 2018
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