Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 21 de Julho de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Pesquisa da FGV estima alta de 1% do PIB em 2017

A economia brasileira cresceu 1% no ano passado, segundo o Monitor do PIB, pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), que sinaliza também alta de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre. Para Claudio Considera, coordenador da pesquisa, a atividade mostra sinais de novo círculo virtuoso, impulsionado pelo consumo das famílias, o que também pode gerar impacto positivo na retomada do investimento na economia.

Segundo a pesquisa, a taxa de investimento no ano passado teria sido de 15,7% do PIB, percentual que, caso confirmado, seria o menor da história. O economista da FGV avalia que a trajetória de crescimento da atividade deve continuar em 2018, de forma gradual mas consistente, com o consumo interno influenciando positivamente a economia de serviços, que representa 68% do PIB.

Ao mesmo tempo, com aumento da demanda, a atividade industrial deve aumentar o ritmo de compras de máquinas e de equipamento, o que deve influenciar de forma favorável a formação bruta de capital fixo (FBCF).

No Monitor do PIB, o consumo das famílias teria apresentado crescimento de 1,1% no ano de 2017. Excluindo serviços, cuja atividade teria caído 0,6% no ano, todos os demais componentes do consumo das famílias apresentaram taxas positivas no ano na comparação com 2016. O consumo de bens não duráveis cresceu 0,9%, o de semiduráveis 8,0%, o de duráveis 5,5%. Na análise trimestral, o consumo das famílias teria subido 3% no quarto trimestre.

Para Considera, o fato de o consumo das famílias ser novamente motor de crescimento da atividade é algo normal, ainda mais em momento de saída de recessão. “Em uma recessão, não é o investimento que reage primeiro, porque você tem capacidade ociosa”, disse.

Segundo ele, o consumo dá sinais de melhora no começo de 2018, favorecido pela tendência de reação no mercado de trabalho, juros mais baixos, crédito mais acessível e inflação mais baixa.

O especialista admitiu que os investimentos têm longo caminho a seguir, tendo em vista o atual patamar reduzido. Segundo a pesquisa, a formação bruta de capital fixo teria encerrado 2017 com retração de 1,9%. A construção, sozinha, teria recuado 6,5%. A atividade de máquinas e equipamentos sinaliza alta de 5,8% em 2017. Para Considera, isso mostra que a indústria começa a se preparar para reação mais forte da demanda.

Fonte: Abinee / Valor

Governo centra o foco na reforma tributária

O governo pretende dar atenção especial ao projeto de reforma do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins), incluído pelo Palácio do Planalto entre as 15 prioridades da agenda Legislativa deste ano. A proposta está em fase final de formatação na Secretaria da Receita Federal e, segundo interlocutores do presidente Michel Temer, a intenção é encaminhar o texto o quanto antes ao Congresso Nacional, logo após a e equipe econômica finalizar os últimos detalhes.

A ideia é emplacar um texto que promova a redução do número de alíquotas do PIS e da Cofins, que variam, atualmente, conforme o setor de atividade. O objetivo é que a simplificação possa atrair para o mercado formal empresas que estejam à margem da tributação devido ao excesso de burocracia. E beneficiar também as que procuram estar com os impostos em dia, mas são penalizadas pelo complicado processo de recolhimento.

Na segunda-feira, quando o governo anunciou a nova agenda econômica, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a ideia é possibilitar que as empresas produzam mais com menores custos. “A simplificação sempre foi um item prioritário na visão de todos os analistas especializados e está na pauta do aumento da produtividade brasileira. A reforma está sendo, de fato, enfrentada. É um projeto que está em andamento há bastante tempo e vai elevar a produtividade das empresas”, destacou.

Diálogo

Por ora, o governo ainda aguarda a conclusão do projeto para iniciar as articulações com os líderes da base aliada. Não se sabe sob qual formato o governo planeja encaminhar as mudanças e qual a celeridade que a reforma terá no Congresso. No ano passado, debatia-se a possibilidade de o Planalto encaminhar duas medidas provisórias ao Congresso. Uma promovendo a reforma do PIS e outra, da Cofins. Na situação atual, isso é impensável.

Mesmo vitorioso após aprovar o decreto de intervenção no Rio de Janeiro na Câmara e no Senado, o presidente Michel Temer está com a imagem desgastada perante o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Para Eunício, matérias que ainda não tramitam no Legislativo devem ser encaminhadas pelo governo na forma de projeto de lei em regime de urgência, e não por medida provisória. Temer pretende dialogar com os presidentes das duas Casas para evitar mais desgaste, destacou ontem o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. “O presidente está sempre aberto a contestações e, seguramente, vai conversar com ambos”, disse, ao ser questionado sobre os descontentamentos.

A priorização de uma reforma tributária, ainda que parcial, não é surpresa. Quando ainda tentava convencer os parlamentares da necessidade da reforma da Previdência, Temer sinalizava que, após a atualização das regras de aposentadoria, as atenções do governo se voltariam para a simplificação do sistema de impostos. A expectativa no Congresso era a de que o Planalto apoiasse a proposta do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que prevê a unificação de nove tributos, incluindo o PIS/Cofins. O problema é que o texto do tucano foi apresentado como uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Com a intervenção no Rio, o Congresso ficou impedido de deliberar sobre projetos que alterem a Carta Magna.

Viabilidade

Líderes aliados avaliam que o governo não terá muita dificuldade de aprovar a reforma do PIS/Cofins. Mas advertem que o Planalto deve ter o cuidado de não apresentar um texto que, na prática, provoque alguma espécie de bitributação. “Se isso ocorrer, vai haver muita crítica. De qualquer forma, será uma matéria muito bem discutida e modificada. Acredito que ela entrará de uma forma e sairá totalmente diferente”, avaliou o deputado José Rocha (BA), líder do PR na Câmara.

O chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, defende uma reforma que não retire as empresas do setor do atual regime de tributação cumulativa, para que elas não sejam oneradas ou se vejam obrigadas a frear o processo de recuperação. “Está muito claro que o governo tentará equilibrar as contas públicas pelo aumento da arrecadação. Mas isso deve vir do aumento da base de receita, e não de uma modificação nas alíquotas. Caso contrário, as empresas devem repassar o aumento de custos para os preços e isso pode desencadear aumento da inflação”, frisou.

Tributação em debate

O sistema tributário brasileiro estará em debate, no próximo dia 6 de março, no seminário Correio Debate: Tributação e Desenvolvimento Econômico, promovido pelo Correio Braziliense. Entre os palestrantes do evento, no auditório do jornal, estarão o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; a professora de direito civil e comercial da Universidade de Brasília Ana Frasão; o economista Raul Velloso; o ex-secretário da Receita, Everardo Maciel; e o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), entre outros. A participação é gratuita, porém, limitada. Inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico: http://www.correiobraziliense.com.br/correiodebate

Fonte: Correio Brasiliense

Crescimento da economia eleva em 5,9% as contas no varejo

Depois de um recuo de 2,2 milhões de clientes em 2016, o número de contas com aplicações financeiras no varejo tradicional e de alta renda aumentou 5,9% no ano passado, avançando de 69,5 milhões para 73,6 milhões no período.

O volume de recursos das 67,5 milhões de contas do varejo tradicional expandiu 7,4% para R$ 916 bilhões em 2017. Enquanto o patrimônio das 6,05 milhões de contas do varejo alta renda mostrou evolução de 12,1% para o montante de R$ 778 bilhões, no mesmo exercício anual.

Na prática, houve aumento de 1,9 milhão de novas contas em relação ao recorde anterior de 71,7 milhões do ano de 2015. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“É um número recorde de contas. Isso se deve a retomada da economia, ao aumento da bancarização, e ao interesse do público mais jovem que está aproveitando as plataformas digitais [de bancos, gestoras ou corretoras] para começar a investir”, respondeu ao DCI, o presidente do Comitê de Varejo da Anbima, José Rocha.

No varejo tradicional, o executivo aponta para 2018 uma recuperação mais consistente das aplicações em caderneta de poupança, mesmo com o rendimento atrelado a 70% da taxa básica de juros (Selic). Em 2017, o patrimônio depositado em poupança evoluiu 9% para R$ 665,7 bilhões, ante R$ 612 bilhões registrados em 2016.

“A poupança sempre vai ter apelo para o cliente tradicional. A inflação menor gerou juros reais mais atrativos para os investidores de varejo. A poupança terá benefícios para a baixa renda”, argumenta.

Atualmente, a taxa Selic está no patamar mais baixo da série histórica do Banco Central (BC), em 6,75% ao ano, ao passo que os novos depósitos em poupança rendem 4,72% ao ano, ou 0,3855% ao mês.

Para o segmento de varejo alta renda, José Rocha destaca a perspectiva positiva para aplicações em fundos de gestão ativa como multimercados e carteiras de ações em 2018. “A tendência é a busca por maior nível de risco”, afirma.

No ano passado, o volume do varejo (tradicional e da alta renda) em fundos de investimentos atingiu R$ 538 bilhões, 32,8% acima dos R$ 405 bilhões registrados em 2016.

Esse avanço dos fundos compensou a queda de 7,4% do volume em títulos e valores mobiliários, cujo patrimônio retrocedeu para R$ 492 bilhões em 2017, ante o montante de R$ 531,4 bilhões de 2016.

Rocha explicou que esse recuou nos títulos foi resultado do menor lastro em letras de crédito imobiliário (LCIs) e do agronegócio (LCAs) e da mudança de legislação ocorrida no final de 2016 nas operações compromissadas lastreadas em papéis privados.

Segundo os dados do segmento varejo (tradicional e alta renda), o volume em LCIs encolheu R$ 14,7 bilhões para o total de R$ 131 bilhões; queda de R$ 32,1 bilhões em LCA para R$ 48,6 bilhões no total; e recuo de R$ 27,7 bilhões em compromissadas para R$ 35,5 bilhões no total dos ativos. “O varejo alta renda tem sido bem atendido com outros papéis isentos”, comentou Rocha.

Em outras palavras, o presidente do Comitê de Varejo da Anbima indica que a emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), do agronegócio (CRA) e as debêntures incentivadas vão atender a demanda dos investidores da alta renda por títulos isentos do imposto de renda (IR).

Multimilionários
O segmento de private banking teve um acréscimo de 4,8 mil clientes no ano passado. Ao todo, as 117.421 contas desse público de altíssima renda acumularam um patrimônio financeiro de R$ 868 bilhões, média de R$ 7,4 milhões por conta, ou de R$ 17 milhões por grupo econômico (família).

“A previdência continua em expansão, alta de 27,6% no período, reflexo do benefício tributário para o investimento de longo prazo e de novos produtos”, destacou o presidente do Comitê de Private Banking da Anbima, João Albino.

Quanto às expectativas de crescimento do segmento para 2018, João Albino acredita que o crescimento da economia, a ocorrência de IPOs (ofertas públicas de ações) e de operações de fusões e aquisições devem aumentar ainda mais a base de clientes de private e os investimentos. “Vejo espaço para private equity, FIPs [participações societárias] e fundos imobiliários”, aponta Albino.

Ele contou que a carteira de crédito para esse público cresceu 11,8% em 2017, para um volume de cerca de R$ 30 bilhões. O financiamento para o agronegócio responde por 51,5% dessa carteira, seguido por fiança com 16,2%. “Muitas vezes, se toma um crédito com um juro bem menor que o ganho recebido nas aplicações”, disse Albino. Como exemplo, citou o crédito para aeronaves.

Fonte: Abinee

Congresso investe em pautas sobre microeconomia e segurança pública

A pauta original da Câmara e do Senado no início deste ano, com propostas de ajuste fiscal e contenção de despesas, dará espaço à propostas de estímulo à microeconomia e na área de segurança pública.

Sem a reforma da Previdência, há campo para aprovar tais medidas em razão da disposição dos parlamentares de agradarem suas bases com projetos de apelo eleitoral e voltadas à retomada do desenvolvimento econômico e combate à violência.

De acordo com o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Marcos Verlaine, a alteração no conjunto de prioridades do governo, após a retirada de pauta da reforma da Previdência, está adequada à nova estratégia político-eleitoral lançada em ano de eleição presidencial.

“É uma tentativa do governo de sair de uma agenda negativa e partir para uma positiva, do ponto de vista de uma parcela grande dos eleitores, para entrar de vez na corrida eleitoral. Vários outros Estados estão com problemas piores do que os do Rio de Janeiro, principalmente no Nordeste, mas o Rio tem a questão da visibilidade”, explicou ao DCI.

Segundo Verlaine, com essa reviravolta de prioridades, o presidente Michel Temer teria uma chance grande de assumir, por exemplo, parte considerável do eleitorado que pretende votar no deputado federal e pré-candidato Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Microeconomia
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), decidiu priorizar uma série de projetos voltados à melhoria do ambiente e de apoio aos pequenos negócios. Após pressão da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, o emedebista marcou para 6/3 a votação da derrubada do veto presidente ao Refis (programa de parcelamento de débitos).

A matéria seria votada anteontem (20), na sessão conjunta da Câmara e do Senado, que apreciou vetos presidenciais. Foi reagendada, segundo Eunício, a pedido de Temer, que solicitou mais prazo para encontrar uma solução alternativa e não ficar exposta a crime de responsabilidade fiscal.

O Senado quer recuperar terreno porque o vai e vem da votação da reforma da Previdência atrapalhou os planos de Eunício e do senador Armando Monteiro (PTB-PE) no sentido de aprovar uma agenda positiva para a retomada do desenvolvimento econômico.

Entre os projetos apresentados pelo Grupo de Trabalho de Reformas Microeconômicas, está o Projeto de Lei do Senado (PLS) 475/2017-Complementar, que propõe critérios para isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre as exportações de serviços para o exterior. Já outro projeto pretende tornar a verificação de regularidade do contribuinte mais objetiva e simples. Ele dispõe que devem ser levados em consideração pelo Fisco apenas os fatos existentes na data do pedido de emissão de certidão negativa e torna a certidão negativa válida por seis meses, desde a data de sua emissão.

Por fim, o PLS 478/2017 altera a cobrança extrajudicial de dívidas previstas em contratos com cláusula de alienação fiduciária de bens móveis, tais como financiamentos de veículos e contratos de leasing. Já foi aprovada proposta que alterou o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que restringe a aplicação do regime de substituição tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Na próxima semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai anunciar um pacote de medidas sobre segurança pública. Maia deixou claro que não aceita intromissão na pauta da Casa nem gostou de ter ficado de fora da decisão sobre a intervenção na sua base eleitoral.

“Pode deixar que a gente sabe o que fazer. Por exemplo, tem aqui a discussão da segurança pública, estamos tocando isso. Cada um na sua”, reclamou Maia. Ele discorda da ideia do Planalto de criar um novo imposto para custear gastos da segurança pública.

Eletrobras
Por causa da troca de prioridades, pelo menos 3 das 15 propostas elencadas como de preferência pelo governo foram solenemente rejeitadas pela base aliada porque afugentam votos, como a privatização do sistema Eletrobrás. As outras são repudiadas porque representam aumento de tributos: a reoneração da folha de pagamento e a simplificação do PIS/Cofins com aumento de alíquotas ao setor de serviços.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), descartou a ideia apresentada na terça-feira ao DCI por um dos vice-líderes do governo na Câmara, o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS), de que a reforma da Previdência será feita pontualmente por meio de projetos de leis ordinárias e complementares. “A reforma da Previdência não será feita em contas-gotas”, disse Jucá.

Fonte: DCI

Redação On fevereiro - 22 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.