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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018






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Mercosul e Canadá lançam, no dia 9, negociações para ter livre comércio

Os sócios do Mercosul e o Canadá vão anunciar no dia 9 de março, em Assunção, a abertura de negociações para um acordo de livre comércio. E não querem perder tempo: menos de duas semanas depois, a partir do dia 19, autoridades dos dois lados já se reúnem em Ottawa para dar início às tratativas. A percepção é de que pode haver um entendimento amplo, rápido e equilibrado.
Há poucos dias, o governo canadense avisou aos sul-americanos que todas as instâncias para a obtenção de um mandato negociador haviam sido finalmente percorridas. Do lado de cá, não existem mais pendências a resolver. Com isso, os dois lados se disseram prontos para sentar-se à mesa e começar o processo de barganha típico das negociações.
O lançamento ocorrerá em Assunção não apenas devido ao exercício da presidência rotativa do Mercosul pelo Paraguai, mas porque o ministro canadense de Comércio, François Philippe Champagne, estará em Santiago na véspera para a assinatura do “TPP-11” – a nova versão da Parceria Transpacífica sem um dos 12 membros originais, os Estados Unidos, que abandonaram o tratado na primeira semana de Donald Trump na Casa Branca.
Os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Marcos Jorge de Lima (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), bem como seus colegas do Mercosul, devem ir também para o anúncio.
O governo brasileiro confia em uma evolução relativamente célere das negociações porque, ao contrário das tratativas com a União Europeia, não há grande incompatibilidade entre interesses “ofensivos” e “defensivos”.
No jargão comercial, são chamados de interesses ofensivos aqueles produtos, ou setores, em que há pedidos de eliminação acelerada de tarifas para exportar mais. Interesses defensivos são o oposto: quando se luta para preservar alíquotas que protejam bens ou segmentos considerados sensíveis na concorrência com os importados.
Um dos grandes atrativos para o Mercosul, nas negociações com o Canadá, foi o aceno feito por Ottawa de que estaria disposto a liberalizar o mercado de compras públicas tanto em âmbito federal como nas províncias canadenses. Trata-se de um mercado de quase US$ 250 bilhões e no qual se aposta em possibilidade de maior participação das empresas brasileiras. Normalmente, os acordos internacionais só preveem abertura de licitações no nível federal. No caso canadense, 90% de todas as compras são de governos locais.
Em 2017, o comércio Brasil-Canadá atingiu US$ 4,48 bilhões, com crescimento de 6% sobre o ano anterior, mas ainda cerca de 50% abaixo do pico registrado em 2011. Os superávits têm se alternado bastante de lado a lado.
Em um extenso trabalho de pesquisa, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mapeou oportunidades de avanço dos produtores brasileiros no mercado canadense. Há potencial de ganhos para bens manufaturados como máquinas, produtos químicos, alimentos, metalúrgicos, automóveis e pneus. Carnes, milho, café, melão e fumo são áreas agrícolas que oferecem chances de aumento das vendas.
Como tem uma ampla variedade de acordos de livre comércio, à qual se soma um tratado anunciado no ano passado com a UE, o Canadá importa mais de 90% de suas mercadorias com tarifa zero. Pagando alíquotas, os produtos brasileiros tornam-se menos competitivos na comparação com outros fornecedores.
A mídia canadense tem apontado automóveis, serviços financeiros, produtos minerais e da indústria florestal (papel e celulose) como pontos de forte interesse na negociação com o Mercosul. Mas lembra que o país vem enfatizando a necessidade de incluir regras trabalhistas e ambientais em seus acordos, o que pode provocar alguma dificuldade nas conversas.
Um trunfo político que pode ser usado na negociação é o bom entendimento entre o primeiro-ministro Justin Trudeau e o presidente argentino Mauricio Macri. Além de jovens lideranças globais, que têm se dado bem, ambos terão certo protagonismo em 2018 – o Canadá comanda o G-7 e a Argentina lidera o G-20.

Fonte: Folha de S. Paulo

Crescimento econômico do Reino Unido no 4º tri é revisado para baixo, a 0,4%

A economia britânica cresceu mais lentamente do que estimado inicialmente durante o quarto trimestre, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira, levantando dúvidas sobre a força econômica no momento em que o banco central se prepara para elevar os juros.
Muitas famílias no Reino Unido estão sentindo o golpe de uma forte alta na inflação após votarem em 2016 pela saída da União Europeia.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4 por cento entre outubro e dezembro, informou a Agência Nacional de Estatísticas, abaixo da expectativa de economistas e da estimativa preliminar de 0,5 por cento.
Na comparação anual, o crescimento revisado para baixo de 1,4 por cento foi o mais fraco em mais de cinco anos.
“Uma série de revisões muito pequenas nos setores de mineração, energia, geração e serviços foi suficiente para ter uma leve revisão para baixo do crescimento trimestral geral”, disse o estatístico da agência Darren Morgan.
A economia britânica cresceu 1,7 por cento em 2017 como um todo, 0,1 ponto abaixo da estimativa preliminar e o ritmo mais fraco desde 2012.
Os dados mostraram que os gastos do consumidor cresceram a uma taxa anual de 1,4 por cento no quarto trimestre de 2017, contra 1,3 por cento no terceiro trimestre.
O investimento empresarial ficou estável no trimestre e cresceu 2,1 por cento no ano. As exportações subtraíram 0,5 por cento do crescimento no quarto trimestre.
O Banco da Inglaterra afirmou neste mês esperar que a economia cresça 1,8 por cento este ano, contra estimativa anterior de 1,6 por cento, devido principalmente à força da economia global.

Fonte: Reuters

Cenário para emergente segue benigno

A esperada ata da última reunião de política monetária do banco central americano gerou uma dose de instabilidade nos mercados financeiros. Aqui, o dólar zerou a queda e fechou em leve alta, enquanto o Ibovespa deixou para trás as máximas intradiárias. Mas, mesmo com idas e vindas, o documento ainda traça cenário considerado benigno para mercados emergentes, em especial para os de ações.

A alta de inflação nos Estados Unidos pode justificar elevações adicionais de juros no país, possibilidade da qual investidores começam a se convencer. Porém, não a ponto de frear a economia americana, cujo crescimento é considerado muito favorável para ativos de risco de forma geral, uma vez que gera importação, investimentos e, consequentemente, contribui para o bom desempenho de economias em desenvolvimento e suas empresas. “Em 2017, houve três altas de juro no começo do ano, e isso não alterou as condições financeiras. […] Essa deve ser também a situação neste ano”, afirma Felipe Sichel, economista de internacional da Modal Asset.

Nesse contexto, investidores mantiveram as compras de ações no Brasil, ainda que com menor ímpeto. Pela primeira vez, o Ibovespa terminou um pregão acima dos 86 mil pontos – em alta de 0,29%, aos 86.052 pontos. Na máxima durante os negócios, o índice foi a 87.358 pontos, apenas 3% abaixo da meta de fim de ano dos principais bancos de investimento, de 90 mil pontos.

O mercado acionário doméstico resistiu a virar para baixo mesmo com a piora dos índices em Wall Street, o que pode ser lido como indicativo da convicção de investidores no potencial de alta da bolsa local. Outra evidência disso é a volta do estrangeiro, que depois de sucessivas retiradas de recursos da Bovespa voltou a colocar quase R$ 2 bilhões nos últimos pregões.

O forte volume de negócios na bolsa ontem – de R$ 12,4 bilhões – também é indício do reposicionamento de investidores nas ações brasileiras, com destaque para Itaú Unibanco (+1,32%, a R$ 52,35) e outros bancos, ativos mais líquidos e, portanto, mais procurados em momentos como esse. O giro financeiro foi 29% superior à média diária de R$ 9,6 bilhões neste mês. E também o maior desde o último dia 6, quando o mercado respirava após o susto com a onda de vendas de ações que em poucos dias varreu US$ 4 trilhões dos mercados acionários mundiais.

“Estamos falando de uma bolsa que conta com dados de atividade positivos, inflação e juros baixos, um aspecto que deve continuar colaborando na alta estrutural dos ativos locais”, afirma Gustavo Rangel, economista-chefe para a América Latina do banco ING.

Para José Pena, economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, novos ganhos para os mercados emergentes vão depender do quanto os próximos indicadores macroeconômicos americanos reforçarão a necessidade de aperto monetário pelo Fed. De toda forma, a retomada da atividade econômica brasileira neste ano deve garantir importante fluxo estrangeiro ao país, num cenário em que sustos como o ocorrido no começo de fevereiro são menos prováveis.

Contudo, analistas não deixam de fazer ressalvas quanto ao risco negativo vindo do plano doméstico, que ainda carrega dúvidas sobre a trajetória das contas públicas. De modo geral, o desanuviamento do cenário político após a condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 ajuda a manter algum otimismo, mas a sensação de atraso em medidas consideradas cruciais – como a reforma da Previdência – e o recente episódio de embate entre Legislativo e Executivo servem de lembrete de que o mercado conta com avanços mais significativos para corrigir o problema fiscal. Isso ainda que, por ora, o desenho da campanha eleitoral ocupe a maior parte das atenções.

Esse raciocínio foi apontado como motivo de o real exibir desempenho mais fraco que vários de seus pares emergentes. O dólar fechou ontem em alta de 0,18%, a R$ 3,2610. Em fevereiro, a moeda americana sobe 2,55%, o que deixa a brasileira com o amargo título de quarta maior queda entre 33 pares do dólar – e a maior entre as principais emergentes.

Mario Castro, estrategista para América Latina do Nomura, diz que ata do Fed veio “ligeiramente ‘hawkish'”, mas que isso não altera o cenário de dólar globalmente mais fraco ao longo deste ano – devido ao ajuste de política monetária também na Europa e à expectativa de crescentes déficits fiscais nos EUA. Ele revisará as estimativas para o real em breve. Dos atuais R$ 3,50 por dólar, a projeção deve cair para algo entre R$ 3,00 e R$ 3,20.

“Mas em relação a seus pares emergentes, o real vai ter desempenho mais fraco, puxado pelos problemas fiscais domésticos”, pondera.

No mercado de juros, as taxas abandonaram as mínimas do dia e ficaram entre estabilidade e leve alta. A probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual da Selic em março teve leve queda (de 63% para 62%), mas o juro básico projetado para o fim de 2018 caiu 6 pontos-base, para perto de 7,25% ao ano.

Fonte: Abinee / Valor

Coreia do Sul e países da América Central assinam tratado de livre-comércio

A Coreia do Sul assinou nesta quarta-feira (21) um tratado de livre-comércio com cinco países da América Central, que, segundo Seul, vai dar um impulso para “uma associação estratégica mais ampla

O ministro coreano de Comércio, Kim Hyun-chong, assinou o tratado na presença de seus equivalentes da Costa Rica e Nicarágua, Alexander Mora e Orlando Solórzano, o ministro salvadorenho de Economia, Tharsis Salomón López, o ministro de Desenvolvimento Econômico de Honduras, Arnaldo Castillo, e a vice-ministra de Negociações Comerciais Internacionais de Panamá, Diana Salazar.

“O TLC vai dar um impulso para que a Coreia do Sul e os países centro-americanos criem uma associação estratégica mais ampla”, disse Kim após a assinatura.

A Coreia do Sul tem uma economia muito dependente do comércio internacional, e o acordo com a América Central vai ajudar sua indústria a exportar mais bens, como automóveis, ferro e aço, eletrodomésticos e têxteis, disse o ministro de Comércio em nota.

O tratado, que entrará em vigor quando for refreado em cada um dos países signatários, também dará à Coreia do Sul, 11ª economia mundial, uma “terceira via” aos Estados Unidos, num momento em que Washington se orienta para o protecionismo.

De acordo com Kim, os chefes de comércio dos membros do Sistema de Integração Centro-Americana (SICA) e da Coreia do Sul assinaram um TLC que exige a eliminação das tarifas de importação em mais de 95% dos produtos, apontou a agência sul-coreana Yonhap.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos têm seu próprio acordo de livre-comércio, conhecido como KORUS, concluído em 2012, mas começaram a dialogar para renegociá-lo, a pedido de Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou repetidamente o pacto como um “acordo horrível” e um “desastre” e os dois países aliados estão presos nas discordâncias sobre tarifas para o aço, as máquinas de lavar e outros bens, impostas por Washington nas últimas semanas.

No ano passado, a Coreia do Sul registrou um superávit comercial de cerca de 1,9 bilhão de dólares em seus intercâmbios com esses cinco países centro-americanos, segundo dados do órgão comercial sul-coreano KITA. As exportações foram de 2,2 bilhões de dólares e as importações de 333 milhões.

O acordo, cujas negociações se iniciaram em junho de 2015, compreende 21 capítulos relacionais ao acesso a mercados, regras de origem, facilitação de comércio, defesa comercial, investimentos, entre outros.

O tratado “é um acordo que é exemplo de como se pode alcançar um equilíbrio adequado entre abrir novas oportunidades de mercado aos produtos e, ao mesmo tempo, atender às sensibilidades dos setores produtivos”, afirma na segunda-feira o Ministério de Economia salvadorenho.

A Guatemala será o único país da região que ficará de fora da assinatura do acordo comercial, porque ainda não concluiu uma negociação comercial com os sul-coreanos.

Fonte: AFP

Cresce déficit comercial da Argentina

O déficit comercial da Argentina aumentou em janeiro para US$ 986 milhões, contra US$ 51 milhões do mesmo período em 2017. No primeiro mês deste ano, as importações cresceram 32,1% na comparação interanual e chegaram US$ 5,73 bilhões. A exportações aumentaram 10,7% e atingiram US$ 4,75 bilhões.

No ano passado, a Argentina encerrou o ano com déficit comercial recorde de mais de US$ 8,4 bilhões. O crescimento do saldo negativo na balança comercial pode levar o país a registrar déficit em conta corrente acima de US$ 30 bilhões no ano passado, contra US$ 14,7 bilhões de 2016, segundo relatório do banco Goldman Sachs. O valor de 2017 equivale a 5% do PIB. Foi o maior déficit desde os anos 90.

Fonte: Valor

Redação On fevereiro - 22 - 2018
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