Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 25 de Setembro de 2018






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Balança registrou superávit de US$ 808 mi na 3ª semana do mês

 

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 808 milhões na terceira semana de fevereiro de 2018, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O valor é resultado de exportações de US$ 3,022 bilhões e importações de US$ 2,214 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10,343 bilhões e as importações, US$ 6,909 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,434 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 27,311 bilhões e as importações, US$ 21,109 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,202 bilhões.

Vale destacar que a média das exportações da terceira semana chegou a US$ 1,007 bilhão, valor 3,7% abaixo da média de US$ 1,046 bilhão até a segunda semana de fevereiro. Tal resultado se deve à queda nas exportações de produtos manufaturados (-43%) e semimanufaturados (-8,6%). Por outro lado, aumentaram as vendas de produtos básicos (68,4%), principalmente petróleo em bruto, soja em grão, carnes de frango e bovina, minério de ferro, arroz em grão, fumo em folhas.

Do lado das importações, a média da terceira semana (US$ 737,8 milhões) foi 10% maior que a segunda semana do mês (US$ 670,8 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, plásticos e obras, cobre e suas obras, equipamentos mecânicos, siderúrgicos.

Fonte: Infomet

 

 

IGP-M desacelera no 2º decêndio de fevereiro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,03% no segundo decêndio de fevereiro. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, o índice havia subido 0,82%. Os dados foram apresentados hoje pela FGV/Ibre.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,13% no segundo decêndio de fevereiro. Uma desaceleração expressiva em relação à taxa de 1,07% apurada no mesmo período do mês anterior. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais caíram em média 0,74% em fevereiro, após subirem 0,93% em janeiro. A maior contribuição para este resultado partiu no subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,48% para -2,18% no mesmo período.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários subiu 0,97% em fevereiro. Em janeiro, esse grupo havia registrado alta de 1,04%. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 2,37% para 0,69%.

O índice referente ao grupo Matérias-Primas Brutas caiu 0,71% em fevereiro. No mês anterior, a taxa havia subido 1,29%. Contribuíram para a queda da taxa de variação do grupo os seguintes itens: minério de ferro (6,37% para -1,28%), bovinos (1,45% para -1,95%) e aves (1,19% para -4,81%). Em sentido oposto, destacam-se os itens mandioca (aipim) (0,81% para 8,00%), soja (em grão) (-1,47% para -0,94%) e suínos (-4,85% para -1,14%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,35% no segundo decêndio de fevereiro, ante 0,43%, no mesmo período do mês anterior. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,84% para 0,13%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 9,22% para 3,47%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,02% para -0,24%) e Comunicação (0,30% para 0,02%). Nestas classes de despesa as maiores influências observadas partiram dos itens gás de bujão (2,06% para -0,97%) e pacotes de telefonia fixa e internet (1,04% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variaçãoos grupos Transportes (0,74% para 1,17%), Educação, Leitura e Recreação (0,63% para 1,21%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,56%), Vestuário (-0,40% para -0,06%) e Despesas Diversas (0,14% para 0,22%).Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nas taxas dos seguintes itens: tarifa de ônibus urbano (0,39% para 1,18%), show musical (-2,80% para 1,05%), medicamentos em geral (-0,01% para 0,27%), roupas (-0,78% para 0,14%) e cartório (0,56% para 1,54%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,26% no segundo decêndio de fevereiro. No mês anterior, este índice havia subido 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,57%, acima do resultado de janeiro, de 0,43%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.

Fonte: Último Instante / Infomet

Indicador de atividade do BC mostra que economia cresceu 1,04% em 2017

Especialistas ouvidos projetam ainda um aumento de 1,1% do PIB no ano passado; para 2018, previsões vão de 2% a 3,2%, com maior confiança, queda dos juros e cenário de inflação baixa
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) aumentou 1,04% em 2017, após três anos seguidos de queda. E a projeção de especialistas ouvidos é que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido 1,1% no período.
O resultado oficial do indicador será divulgado no próximo dia 1º de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Somente no mês de dezembro, o IBC-Br avançou 1,41% ante novembro, alta que trouxe para este primeiro trimestre de 2018 um carregamento (carry over) positivo de 1%, avalia o economista da GO Associados Luiz Fernando Castelli. “É um dado bastante considerável”, diz Castelli. Isso significa, por exemplo, que se o IBC-Br não crescesse nos meses de janeiro, fevereiro e março, o carry over de dezembro já garantiria expansão de 1% no primeiro trimestre do ano.
Já os números para o PIB são um pouco diferentes. Castelli prevê elevação de 1,1% para o indicador de 2017, o que levará, para este ano, uma herança positiva de 0,6%. A expectativa da GO é que o PIB de 2018 tenha aumento de 3,2%.
O maior dinamismo da atividade esperado para este ano – quando comparado com 2017 – está alicerçado em um crescimento mais disseminado entre os setores da economia, diferentemente do que ocorreu ano passado.
Enquanto em 2017, a agricultura foi protagonista no PIB, com projeção de aumento de 12%, segundo a GO, os serviços (0,4%) e a indústria (0,0%) registraram desempenho próximo a zero. Já em 2018, o setor industrial deve ter a maior alta percentual (3,6%), seguido dos serviços (3%), ao passo que a agropecuária deve cair 0,8%.
Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, investimentos) deve sair de uma retração de 2,4% em 2017, para expansão de 5,5% neste ano. Por fim, a expectativa para o consumo das famílias é de crescimento de 1,1% em 2017 e de um acréscimo de 4,4% neste ano.
Conjuntura
O pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Claudio Considera, que também prevê alta de 1,1% para o PIB em 2017, analisa que os fatores que balizam a expectativa de uma expansão maior da atividade em 2018 são um aumento da confiança na economia, a queda da taxa básica de juros (Selic) – que reduz o custo dos financiamentos, por exemplo – e o cenário de inflação baixa que, ao promover avanço real (acima da inflação) da massa salarial, eleva o poder de compra das pessoas empregadas.
Divulgado ontem, o Relatório Focus, do Banco Central (BC), mostrou que o mercado financeiro alterou a sua projeção para o PIB, após cinco semanas sem mudanças. A expectativa de alta para o indicador deste ano passou de 2,70% para 2,80%. Para 2019, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 3,0%. Há quatro semanas, a expectativa era de avanço de 2 99%.
O BC também atualizou suas estimativas para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em dezembro. O crescimento projetado para 2017 é de 1,0%, enquanto para 2018 é de 2,6%.
Ainda no boletim Focus, a expectativa para a produção industrial de 2018 passou de aumento de 3,50% para alta de 3,51%. Há um mês, estava em 3,15%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,08% para 3,20%, contra 3,04% de quatro semanas antes.
O Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc (MUFG), holding do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil afirmou ontem, em nota à imprensa, que espera elevação de 1,1% para o PIB de 2017, com aumento de 0,5% no quarto trimestre.
“A expansão um pouco acima de 1% no ano passado veio depois de três anos consecutivos de queda da atividade econômica, sendo beneficiada pela safra recorde, pelo aumento da produção industrial (+2,5%) e pelo crescimento das vendas de varejo (+4,0%), enquanto o setor de serviços apresentou queda de 2,8%”, detalhou a holding em comunicado.
Já para este ano, o grupo indica avanço mais robusto (2%), abrangendo mais segmentos de serviços e industriais, baseado em um aumento do consumo doméstico dentro de um ambiente de inflação moderada, taxas de juros reduzidas e um aumento gradual das oportunidades de emprego.
Preços
O mercado financeiro também alterou as suas projeções para a inflação de 2018. O Focus mostrou que a mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano caiu de 3,84% para 3,81%. Há um mês, estava em 3,95%. Já a previsão para 2019 está em 4,25%, mesmo percentual de quatro semanas atrás.
Na prática, as estimativas dos analistas indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25% com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No acumulado em 12 meses até janeiro de 2018, a taxa acumulada do IPCA marca alta de 2,86%.
Por sua vez, a cotação da moeda americana para o fim de 2018 seguiu em R$ 3,30. Há um mês, ela estava em R$ 3,34. O câmbio médio de 2018 seguiu em R$ 3,28, ante R$ 3,31 de um mês atrás. No caso de 2019, a projeção do mercado financeiro para o câmbio no fim do ano continuou em R$ 3,39, ante R$ 3,40 de quatro semanas atrás. Já a expectativa para o câmbio médio foi de R$ 3,33 para R$ 3,34 de uma semana para outra ante R$ 3,38 de quatro semanas atrás.

Fonte: DCI

Juros futuros curtos e médios cedem com chance de Selic menor em março

A possibilidade de que a inflação continue baixa se sobrepôs a sinais de retomada econômica e abriu espaço para o mercado financeiro aumentar fichas em novo corte de juros em março. Esse movimento, contudo, não veio acompanhado de percepções de alta de juros no segundo semestre, o que demonstra mais convicção do mercado na chance de o Banco Central adiar o ciclo de aperto monetário.
As apostas de investidores no mercados de juros futuros da B3 geram uma probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual no mês que vem de cerca de 60%, bem acima dos 54% de sexta-feira. Ao mesmo tempo, os derivativos de juros indicam 62 pontos-base de alta da Selic no segundo semestre de 2018. Na sexta-feira, essa precificação era de 71 pontos-base.
Considerando taxas médias, o juro projetado entre esta segunda-feira e o fim de 2018 caiu 16 pontos-base hoje, de 6,74% ao ano para 6,59%. Para 2019 houve alta de 3 pontos-base. O juro médio para 2019 está em 8,61% ao ano.
Nesse contexto, agentes aguardam o IPCA-15 de fevereiro, a ser publicado na próxima sexta-feira. De forma geral, analistas esperam aceleração da taxa mensal, mas algumas casas projetam queda do acumulado em 12 meses. Segundo um gestor que prefere não ser identificado, mais do que chances de revisões para baixo nas estimativas para o IPCA, o que tem chamado a atenção do mercado é a possibilidade de a composição do índice corroborar a ideia de extensão do ciclo de afrouxamento monetário. “A inflação de serviços tem estado bem baixa. E se você considera que o hiato do produto [diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial] segue muito aberto, há poucos motivos para se pensar em surpresas de alta nesse componente”, diz.
Nas contas do Goldman Sachs, a chamada inflação subjacente de serviços – que mede a tendência dos preços mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica – desacelerou a alta em 12 meses, de 3,49% em dezembro de 2017 para 3,30% em janeiro deste ano.
Para o Bradesco, o resultado de dezembro da indústria puxou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) para cima, mas isso deve ser revertido em janeiro. “Dessa forma, o resultado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de retomada gradual da atividade econômica, compatível com crescimento de 0,3% do PIB no quarto trimestre de 2017”, afirma o banco em nota a clientes.
Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho/2018 caía a 6,530% ao ano (6,54% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 recuava a 6,600% (6,62% no ajuste anterior). O DI janeiro/2020 cedia a 7,680% (7,71% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 operava estável, a 8,620%. E o DI janeiro/2023 subia a 9,510% (9,47% no ajuste anterior).

Fonte: Valor Econômico

 

Governo anuncia plano B para economia após desistir de Previdência

Autonomia do Banco Central está entre as medidas que dependem do Congresso
O governo apresentou nesta segunda-feira (19) uma lista de 15 pautas prioritárias para a área econômica no Congresso a serem tocadas ainda neste ano diante da decisão de desistir de aprovar a reforma da Previdência antes das eleições presidenciais.
As medidas foram apresentadas por quatro ministros (Casa Civil, Fazenda, Planejamento e Secretaria de Governo) e líderes do governo no Congresso.
Das 15 pautas selecionadas, 11 são projetos de lei que já estão em tramitação no Congresso, como a reoneração da folha de pagamento e a privatização da Eletrobras.
Também estão na lista de prioridades a autonomia do Banco Central, a reforma do PIS/Cofins, a atualização da lei de telecomunicações e a extinção do fundo soberano.
“São medidas de curto, médio e longo prazo. Grande parte não é necessariamente medida fiscal. A reforma do PIS/ Cofins é algo fundamental para o país, para facilitar a vida das empresas e aumentar a capacidade do país de produzir mais e melhor”, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
“É um projeto em andamento na Receita Federal. Está agora em formatação final. O que vamos fazer é um grupo de trabalho para finalizar esse projeto”, disse.
Sobre o projeto que dá autonomia ao Banco Central, o ministro da Fazenda afirmou que será “fundamental” para dar mais confiança à política monetária.
“É um projeto que, de fato, é discutido há bastante tempo. Eu defendi por muito tempo, e nunca houve uma decisão política. Agora, existe uma decisão política”, disse Meirelles.
Previdência
O ministro disse ainda que a aprovação da pauta prioritária pode ter um impacto maior em 2018 do que a reforma da Previdência. “A Previdência é fundamental, pois tem um efeito de longo prazo. Agora, as medidas fiscais equacionam o curto prazo, 2018, e colaboram com 2019.”
Meirelles afirmou que a pauta da Previdência “continua prioritária e fundamental”. “A ideia é que a Previdência continua sendo uma agenda de reforma do país, que é a reforma mais importante para o setor fiscal. Será submetida ao Congresso assim que houver possibilidade constitucional para isso.”
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), afirmou que os 15 pontos definem as “prioridades políticas e econômicas”.
“A reforma da Previdência não pode ser votada, mas há pontos que vão melhorar o ambiente fiscal, de negócios, e dar condições do país de continuar a responder nas votações de reforma”, disse.
A Constituição não pode sofrer modificações, como seria o caso das mudanças nas regras de aposentadoria, na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. Dessa forma, seria necessário suspender, ao menos temporariamente, a intervenção federal no Rio de Janeiro para que a reforma da Previdência, uma PEC (proposta de emenda à Constituição) fosse votada.
Reformista Por Excelência
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sustentou que, apesar da impossibilidade da aprovação da reforma, a gestão do presidente Michel Temer continua sendo “reformista por excelência”.
“Tivemos a reforma do ensino médio, a trabalhista, juros e inflação baixos.”
Ele ainda afirmou que, a princípio, se considerou a possibilidade de suspender a intervenção para votar a Previdência, mas que a ideia foi abandonada após reação da Câmara e do Senado.
“Vencido o primeiro estágio da intervenção, esta poderia ser levantada, e se fosse o caso se voltar a ela. Isso se mostrou ineficaz diante do que se viu, nos parlamentares de forma geral, com as manifestações do presidente da Câmara e do Senado.”
Mais cedo, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não fazia sentido ter uma intervenção se fosse para extingui-la com o objetivo de votar a reforma previdenciária.
“Possivelmente, no final do ano, quando tenhamos a possibilidade de levantar a intervenção por já ter um resultado, levantaremos. Mas, seguramente, o próximo governo terá que fazer, pois o Brasil precisa da reforma da Previdência”, afirmou Padilha.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que a a eleição de outubro pode oferecer condições políticas para votar a reforma no final do ano. “Teremos renovação de 45% dos membros da Câmara”, lembrou Padilha.
Revisão De Programas
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, declarou que haverá um aprofundamento da revisão de políticas públicas, com o objetivo de identificar fraudes e ineficiências.
“Essa pauta não inclui as medidas provisórias, que já são prioritárias e urgentes”, disse Oliveira.

Fonte: Folha de S. Paulo

Alta da gasolina nos postos foi 6 vezes maior, diz estatal

A Petrobrás começou a divulgar em seu site os preços médios de gasolina e diesel, sem tributos, comercializados em suas refinarias. A ideia é dar mais transparência à composição do valor final dos combustíveis. Paralelamente, a empresa informou que vai elevar em 1,5% o preço do diesel vendido às distribuidoras a partir de hoje, a R$ 1,7369 o litro, e aumentar em 1,8% o preço da gasolina, a R$1,5148 o litro.

Depois da venda para distribuidoras, os combustíveis passam a incorporar impostos aos seus preços, além de custos e margem das distribuidoras e dos revendedores. Os produtos também sofrem adições dos biocombustíveis: biodiesel, no caso do diesel, e etanol anidro, no caso da gasolina, fatores que também afetam o valor na bomba.

A decisão ocorre após autoridades, como o presidente Michel Temer e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, apontarem que reduções implementadas pela petroleira não estavam chegando às bombas. Na ocasião, os setores de distribuição e revenda de combustíveis do País refutaram os comentários culpando a elevada carga de tributos pela alta nas cotações aos consumidores finais.

Desde outubro de 2016, a Petrobrás vem praticando uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional de combustíveis. Em julho do ano passado, a empresa começou a reajustar os valores quase que diariamente, em busca de maior agilidade.

Segundo a Petrobrás, o preço médio da gasolina nos postos em outubro de 2016 era de R$ 3,69 por litro, ante R$ 4,23 o litro em fevereiro deste ano – variação de R$ 0,54. “Neste total, os ajustes feitos pela Petrobrás respondem por R$ 0,09, ou seja, um sexto do ajuste total”, diz a nota.

Fonte: O Estado SP

Mesmo sem Previdência, mercado reforça aposta em juro menor

A surpresa com o IBC-Br de dezembro mais forte que o esperado chamou atenção do mercado financeiro, mas não a ponto de impedir nova rodada de reforço em apostas de mais corte de juros em março. A possibilidade de a inflação seguir baixa e eventualmente trazer leituras aquém do projetado continua dando suporte a cenários nos quais o Banco Central não só voltará a reduzir a Selic como demorará mais para retomar processo de aperto monetário. Isso a despeito de o governo ter confirmado que não conseguirá votar a reforma da Previdência neste mês.

Nos contratos de juros futuros (DI) da B3, a probabilidade de declínio de 0,25 ponto percentual da Selic no mês que vem flertou ontem com 60%, bem acima dos 54% de sexta-feira, quando essa chance se tornou majoritário nos preços dos derivativos da bolsa brasileira.

Ao mesmo tempo, a alta de juros prevista nos contratos de juros futuros para o segundo semestre do ano caiu de 71 pontos-base na sexta-feira passada para 64 pontos-base ontem. Os derivativos incorporam agora uma Selic de 7,39% ao ano no fim de 2018, ante 6,75% atuais.

Considerando taxas médias, o juro projetado entre ontem e o fim de 2018 caiu 16 pontos-base, a 6,59% ao ano. Para 2019 houve alta de 2 pontos-base, mas bastante pequena levando-se em conta a queda na taxa média para 2018. O juro médio para 2019 está em 8,59% ao ano.

Nesse contexto, agentes aguardam com ansiedade o IPCA-15 de fevereiro, a ser publicado na sexta-feira. De forma geral, analistas esperam aceleração da taxa mensal, mas algumas casas projetam queda do acumulado em 12 meses.

“Olhando o que se vê para a inflação para os próximos meses, acho que [uma probabilidade] na casa de 50% é pouco”, diz um gestor que prefere não ser identificado. Segundo ele, mais do que chances de revisões para baixo nas estimativas para o IPCA, o que tem chamado a atenção do mercado é a possibilidade de a composição do índice corroborar a ideia de extensão do ciclo de afrouxamento monetário.

“A inflação de serviços tem estado bem baixa. E se você considera que o hiato do produto segue muito aberto, há poucos motivos para se pensar em surpresas de alta nessa componente”, diz o gestor.

Nas contas do Goldman Sachs, a chamada inflação subjacente de serviços – mais acompanhada pelo BC na definição de política monetária – desacelerou a alta em 12 meses de 3,49% em dezembro de 2017 para 3,30% em janeiro.

Para o Bradesco, o resultado de dezembro da indústria puxou o IBC-Br para cima, mas isso deve ser revertido em janeiro. “Dessa forma, o resultado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de retomada gradual da atividade econômica, compatível com crescimento de 0,3% do PIB no quarto trimestre de 2017”, afirma o banco em nota a clientes.

No fim da tarde, o contrato de DI com vencimento em julho de 2018 – que reflete apostas para as decisões do Copom de março, maio e junho – caiu a 6,53% ao ano, ante 6,54% de sexta-feira. O DI janeiro de 2019 cedeu a 6,59%, de 6,61%.

No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,41%, a R$ 3,2337. Arnaldo Curvello, sócio-diretor da Ativa Investimentos, acredita que os mercados não vão se deteriorar hoje após a confirmação de que o texto da reforma previdenciária não será votado neste mês. “Há algum tempo o mercado espera a votação apenas para 2019, por causa da incerteza eleitoral”, diz o executivo. Ele afirma que os mercados devem voltar cada vez mais as atenções para os impactos da intervenção federal no Rio de Janeiro sobre as eleições. “Se trouxer resultado, a situação pode se beneficiar e ganhar alguma força nas pesquisas. Dá para imaginar o surgimento de um novo ‘player'”, afirma.

Fonte: Abinee / Valor

Conjunto de velhas propostas

O governo enterrou ontem sua proposta de reforma da Previdência. Depois de constatar que não teria votos suficientes para aprovar mudanças impopulares no regime de aposentadorias e partir para uma agenda com muito mais projeção política — a intervenção federal na segurança no Rio de Janeiro —, o Palácio do Planalto decidiu mudar sua estratégia. Jogou a Previdência para o lado e tentou colocar em seu lugar um conjunto de medidas velhas para mostrar que ainda tem uma agenda econômica.

O rol de propostas inclui ações que vão desde a reforma do PIS/Cofins — assunto que se discute desde o governo Dilma Rousseff — até a extinção do Fundo Soberano, medida que foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ainda em 2016, quando apresentou o pacote fiscal que criava um teto para os gastos públicos. Também entraram na pauta requentada medidas fiscais nas quais o governo tentou avançar, sem sucesso, ao longo de 2017: a criação de um teto remuneratório para o serviço público e a reoneração da folha de pagamento das empresas.

Na esfera microeconômica entraram o cadastro positivo, a duplicata eletrônica e a lei que regulamenta o distrato de imóveis. Todas ações que a equipe econômica cita recorrentemente quando quer mostrar que sua agenda é diversificada. Até mesmo a privatização da Eletrobras, que sempre foi uma prioridade para o governo, pois deve render ao mesmo R$ 12 bilhões aos cofres públicos em 2018, apareceu como algo que pode compensar o fim da reforma da Previdência.

Para tentar reforçar o discurso econômico, o pacote “novo” foi apresentado pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Secretaria de Governo, Carlos Marun; do Planejamento, Dyogo Oliveira, além de Meirelles, e dos líderes do governo no Congresso. Mas algumas coisas denunciavam o quanto o conjunto era reciclado. Logo no início da entrevista coletiva, o ministro da Fazenda já lançou mão de seu celular para acessar o WhatsApp. Quem conhece Meirelles sabe que isso acontece quando o ministro já perdeu — há muito tempo — o interesse no assunto.

Fonte: O Globo

Demanda por crédito sobe 20,3%

A demanda do consumidor por crédito cresceu 20,3% em janeiro em relação ao mesmo do ano passado. Indicador da Serasa Experian, divulgado ontem (19), também mostrou que, em comparação com dezembro último, houve um aumento de 5,3%.

De acordo com os economistas da Serasa, o recuo das taxas de juros, a expansão da oferta de crédito ao consumidor, juntamente com a melhora gradual do mercado de trabalho, e à queda da inadimplência, têm impulsionado essa procura.

Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o crescimento no indicador é altamente expressivo, uma vez que a procura por crédito em janeiro sempre é menor em comparação a dezembro, devido às compras de Natal. O resultado contrário apresentado no primeiro mês de 2018 seria uma indicação de que o consumo de bens deverá ter uma expansão significativa este ano, e irá refletir nos outros setores da economia.

“O aumento da demanda por crédito sinaliza também maior confiança do consumidor no avanço econômico país, uma vez que representa planos e investimentos em longo prazo. Por outro lado, tal procura deve ser realizada com responsabilidade, lembrando que nos anos de 2011 e 2012 a exagerada demanda por crédito levou muitos consumidores ao endividamento e inadimplência.”

Renda e região
O aumento da busca por crédito em janeiro ocorreu em todas as classes sociais, com destaque para as altas de 6,2% para aqueles que têm renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000 e de 6,4% para renda mensal maior que R$ 10.000.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a procura por crédito apresentou variações positivas também em todas as faixas de renda, com destaque para a alta de 46,7% para aqueles que recebem até R$ 500 por mês.

O crescimento da demanda pode ser visto em todas as regiões do País. Na Região Centro-Oeste, a alta foi de 7,4% em relação a dezembro de 2017. No Sul foi de 6,3%. No Sudeste, o avanço foi de 6,0%. Já no Norte e Nordeste, as expansões foram de 4,4% e de 1,9%, respectivamente. Na comparação interanual, houve avanços da demanda por crédito em todas as regiões: no Nordeste (25,4%); Norte (22,0%); Sudeste (20,1%); Centro-Oeste (18,9%) e no Sul (16,0%).

Fonte: DCI

Redação On fevereiro - 20 - 2018
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.