Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 17 de Julho de 2018






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Acordo Mercosul-UE provoca alerta entre concorrentes

A perspectiva de conclusão proximamente do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) coloca países concorrentes em estado de alerta e interessados em acelerar as negociações comerciais com o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A expectativa na Europa é que Mercosul e UE consigam anunciar o pré-acordo no começo de março, depois de quase 20 anos de negociações.

O exemplo mais claro vem da Associação Europeia de Livre Comércio (conhecida pela sigla inglesa Efta), formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países pequenos, mas com poder aquisitivo entre os maiores do mundo. O governo suíço, com influência na Efta, considera prioritário concluir um acordo de livre comércio com o Mercosul para que o Efta não fique em desvantagem em relação à UE.

O ministro suíço da Economia, Johann Schneider-Ammam, vê risco de a indústria de máquinas e outros setores industriais do país perderem competitividade no bloco do Cone Sul, quando for fechado o acordo com a Europa comunitária. Enquanto produtos industriais da Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein continuarão a pagar tarifa de 7% a 35%, exportações dos 27 países da UE terão taxação menor ou ficarão isentas no médio prazo.

O acordo Mercosul-UE poderá levar tambem o Canadá e outros parceiros, incluindo os EUA, a dar novo ritmo às discussões com o bloco do Cone Sul, ao sentirem o peso da preferência que será dada aos 27 países comunitários. A competitividade agrícola do Mercosul, como sempre, causa temores nos parceiros. Suíços e noruegueses são os que globalmente mais protegem seu setor agrícola, com fortes taxas na fronteira.

Sem surpresa, a pressão de agricultores nos países da Efta também é forte contra o acordo com o Mercosul. Os produtores na Suíça não querem mais nem ouvir falar no seu ministro da Economia. Reclamam que um acordo com o Brasil e Argentina será a “‘morte da agricultura local”.

A Federação dos Agricultores Suíços reclama que a renda do agricultor limita-se hoje a 45 mil francos (R$ 156 mil) anuais, em média, e muitos abandonam o setor. Acusa o governo de não respeitar um voto popular pela garantia de segurança alimentar no país. Segundo a federação, a Suíça importa 40% dos alimentos que consome, uma das maiores dependências em relação ao estrangeiro.

Fonte: Valor

Macri e central sindical se enfrentam na Argentina

Uma das maiores ameaças às reformas pró-mercado do presidente Mauricio Macri vai emergir nesta semana, quando Hugo Moyano, o principal líder sindical da Argentina, tentará paralisar o país.

Uma greve dos caminhoneiros convocada para quarta-feira pelo veterano presidente do Confederação Geral do Trabalho (CGT) é um protesto contra o plano de Macri de liberalizar a economia argentina, na qual os sindicatos trabalhistas têm enorme poder.

Reformas trabalhistas que visam reduzir custos para as empresas e elevar a produtividade devem ser debatidas no Congresso em março, e Moyano quer obstruir essa agenda antes da campanha presidencial para as eleições de 2019.

“As pessoas estão convencidas de que esse governo está fracassando e que não tem respostas”, disse Moyano na semana passada, após ficar claro que Macri está disposto a bater de frente com o mais influente líder sindical do país – ao contrário de seus antecessores.

Milhares de caminhoneiros devem parar por pelo menos 24 horas. Num país grande quanto a Argentina e com uma malha ferroviária limitada, os caminhoneiros são uma parte muito importante da economia e poderão deixar vazios caixas automáticos, postos de gasolina e supermercados.

“Não podemos permitir que esse governo neoliberal acabe com nossos direitos apenas para beneficiar os ricos”, diz Federico Suarez, um pedreiro que apoia a greve e descreve Macri como “escória”.

Além de estimular distúrbios sociais, os sindicatos poderão enfraquecer a importante batalha do governo para domar a inflação, que continua alta. Com a rodada de negociações salariais deste ano prestes a começar, os sindicatos estão fazendo campanhas por aumentos salariais de mais de 20%.

“Hoje, a taxa de inflação está sendo determinada pelos sindicatos, e não pelo banco central”, afirma Nicolás Catena, figura importante da indústria vinícola argentina e um economista respeitado.

A greve será a primeira grande demonstração de força contra a tentativa do governo de conter os aumentos salariais neste ano dentro da nova meta de inflação de 15%, além de uma demonstração da insatisfação com uma onda de demissões no inchado setor público e ajustes na Previdência.

Sindicalistas vão protestar ainda contra a reforma trabalhista proposta, criticada pela direita por ser pouco ambiciosa, que inclui uma tentativa de atrair mais trabalhadores para a economia formal e um plano polêmico de reduzir a indenização por demissão.

Setores mais conciliadores do dividido movimento sindical argentino não vão aderir à greve. Há quem acredite que Moyano, que nega acusações de ter embolsado verba do movimento sindical, possa estar tentando ganhar um tratamento leniente nos tribunais, em troca de uma eventual amenização em sua posição de confronto.

Diante desse cenário instável, muitos investidores estão receosos com as perspectivas para a inflação neste ano. Poucos acreditam que o governo alcançará a meta ajustada de inflação de 15%, já acima da banda de 8% a 12%. No ano passado os preços subiram quase 25% – bem acima da meta de 12% a 17%.

Enquanto a inflação seguir em dois dígitos e o déficit fiscal primário (que caiu para 3,9% em 2017, abaixo da meta de 4,2%) forçar o governo a continuar tomando grandes empréstimos no mercado internacional, os investidores na economia real continuarão cautelosos. Os mercados financeiros, por outro lado, estão animados com Macri. O índice da Bolsa de Buenos Aires dobrou, em dólar, desde que ele assumiu o governo.

“É muita ingenuidade achar que investimentos diretos subitamente vão aparecer só por causa da mudança de governo”, diz Eduardo Costantini, experiente financista e incorporador imobiliário.

Embora os investimentos estrangeiros diretos tenham subido, de cerca de US$ 7 bilhões ao ano nos últimos anos do governo Kirchner, para quase US$ 11 bilhões no ano passado, eles continuam representando apenas 1,7% do PIB, em comparação à média de cerca de 3% da região, segundo o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne.

Mas Costantini está otimista. Assim como muitos outros investidores, ele acredita que Macri conseguirá um segundo mandato de quatro anos em 2019.

Muitos investidores “estão muito otimistas com a Argentina”, diz ele, apontando para uma grande fila de ofertas públicas iniciais de ações. Ele próprio já comprou mais de US$ 200 milhões em terrenos em Buenos Aires no último ano e está investindo US$ 400 milhões em novas incorporações no distrito financeiro da cidade.

Ainda assim, a resistência às tentativas do governo de liberalizar a economia significam que o progresso é bem mais lento do que investidores – e Macri – gostariam. “A inclinação natural de Macri, como empresário, é avançar a plena marcha. A terapia de choque é da sua natureza”, diz o empresário Alec Oxenford.

Fonte: Valor

EUA avaliam iniciativa de “sharp power” para conter a China na Ásia

Num momento em que as duas maiores economias do mundo travam uma competição por expansão de suas esferas de influência, os Estados Unidos e a China empreendem iniciativas de desenvolvimento distintas, centradas em torno do Oceano Índico.

A China tem a Iniciativa Um Cinturão, Uma Estrada, proposta em 2013 pelo presidente Xi Jinping, que pretende construir infraestrutura que se estende da Ásia até a Europa e incorporar elementos terrestres e marítimos. O país já gastou uma fortuna na construção de estradas e portos.

Os EUA, por sua vez, desenvolveram sua própria iniciativa para manter a atual ordem internacional, a Estratégia para uma Região do Indo-Pacífico Livre e Aberta.

A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, confirmou ontem que está discutindo o plano com EUA, Índia e Japão. “Há uma enorme necessidade de infraestrutura na região.”

No início de janeiro, especialistas em segurança nacional e em economia do Hudson Institute, de tendência direitista, além de ex-autoridades dos EUA, se reuniram no instituto, sediado em Washington, para debater a situação.

“Temos de ficar de olhos bem abertos”, disse Daniel Twinning, o presidente do International Republican Institute, referindo-se ao que a China pretende fazer na região do Oceano Índico. Além do poder do “soft power” (poder não coercitivo), como a ópera chinesa, e do “hard power” (poder coercitivo), representado por sua capacidade militar, Twining advertiu para uma terceira forma de poder que vem tomando forma.

“Existe agora a forma emergente do ‘sharp power’ “, disse ele. Países como a China conquistam “alavancagem indevida” por meio de enormes investimentos em infraestrutura. Os alvos dessas operações de influência não se limitam a países pequenos, carentes de ajuda, mas abrangem também democracias sólidas, como a Austrália e a Nova Zelândia.

Twining descreveu essa tendência como um novo conjunto de instrumentos de poder e influência. “Há um debate sobre a nossa própria competitividade e sobre como afiaremos as ferramentas à nossa disposição”.

Discussão semelhante está ganhando força nos bastidores da Casa Branca, segundo dizem fontes. O Conselho de Segurança Nacional se reuniu várias vezes em novembro e dezembro do ano passado, após a volta do presidente Donald Trump de uma viagem a cinco países asiáticos.

A discussão se centrou em como fazer frente ao crescente poder exercido pela China com a Iniciativa Um Cinturão, Uma Estrada e por meio de outros recursos, e culminou na aprovação oficial de uma resposta dos EUA: a Estratégia para uma Região do Indo-Pacífico Livre e Aberta. Documentos que arrolavam medidas específicas também foram aprovados.

A ideia teve origem no governo do premiê japonês Shinzo Abe. O governo Trump “pegou carona”. Embora os planos da Casa Branca sejam confidenciais, eles têm três pontos principais, dizem fontes.

O primeiro prevê que os EUA cooperem com aliados e países amigos para manter uma ordem baseada na liberdade e no Estado de Direito no Mar do Leste da China, no Mar do Sul da China, no Oceano Índico e no Mar de Omã. O segundo é sobre os meios: EUA, Japão, Austrália e Índia deveriam fortalecer suas patrulhas marítimas e operar em colaboração com a guarda costeira de outros países litorâneos para garantir sua capacidade de proteger suas águas.

O terceiro defende que EUA, Japão, Austrália, Índia e outros países colaborem para garantir as rotas marítimas que se estendem desde a Ásia até o Oriente Médio, e para desenvolver portos em áreas fundamentais – o Sudeste Asiático, Sri Lanka e o Golfo de Bengala.

A estratégia é comandada pelo secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, e pelo assessor de segurança nacional de Trump, o general H.R. McMaster.

Um dos principais estrategistas do Departamento de Defesa dos EUA disse que Mattis e McMaster estão preocupados com a possibilidade de a Iniciativa Um Cinturão, Uma Estrada ser o meio pelo qual a China pretende alcançar sua meta de se tornar a potência máxima mundial até 2049, como proclamou o presidente Xi no Congresso do Partido Comunista no final do ano passado. Isso representaria um grande desafio à ordem geopolítica dominada pelos EUA.

A exemplo das pessoas, os países têm um determinado DNA. Ele tem raízes na história e na cultura de cada país.

Os EUA têm um impulso instintivo de ampliar sua esfera de influência em direção ao Oeste. Em 1620, os peregrinos ingleses do navio Mayflower chegaram ao território que se tornaria mais tarde a Costa Leste dos EUA. Depois de ter conquistado sua independência, 150 anos mais tarde, os americanos lentamente atravessaram o continente em direção ao Oceano Pacífico. No século XIX, o Havaí foi anexado, e as Filipinas se tornaram uma colônia americana. O ataque surpresa do Japão a Pearl Harbor, em 1941, desencadeou uma guerra máxima entre os dois países.

O mesmo está acontecendo agora do outro lado do Pacífico. A China tem sua própria tendência de ampliar sua influência, de modo a abranger seus vizinhos. Isso é simbolizado pela Grande Muralha. A corrida da China para realizar a Iniciativa Um Cinturão, Uma Estrada é uma demonstração do novo despertar dessa tendência.

Como superpotência, os EUA têm um instinto de sobrevivência que tentará não permitir o surgimento de um rival mais forte. Para garantir isso, os EUA terão de enfrentar o rio de concreto, aço e dinheiro que a China está usando para construir infra-estrutura ao longo de boa parte da Ásia.

Nas Maldivas, o ex-presidente Mohamed Nasheed advertiu que a dívida que o país tem com a China é impagável e que Pequim estará em condições de assumir o controle dos ativos de infraestrutura. “Sem disparar um único tiro, a China se apoderou de mais terra do que a Companhia das Índias Orientais no auge do século XIX”, disse ele em entrevista ao diário econômico “Nikkei Asian Review”.

Fonte: Abinee

Macri encontra “jeitinho inteligente” para frear carros brasileiros

A indústria automobilística brasileira está preocupada com a decisão do presidente da Argentina, Mauricio Macri, de exigir cartas de crédito das montadoras locais como garantia de que vão honrar eventuais multas a serem aplicadas em 2020 para quem ultrapassar o “flex”.

O termo é usado para definir a regra do acordo automotivo entre os dois países estabelecendo que, para cada US$ 1 importado da Argentina, o Brasil pode exportar US$ 1,5 livre de impostos.

As notificações de cobrança começaram a chegar às fabricantes argentinas na semana passada, mas nenhuma delas – assim como as coirmãs do Brasil – informou até agora quem são as “punidas”, nem valores a serem depositados e prazos.

São alvo as empresas que importaram carros brasileiros além do estabelecido no flex. No ano passado essa diferença ficou em mais de US$ 2.

A multa sobre o valor extrapolado só será efetivamente daqui a dois anos, quando vence esse acordo. Mas Macri, alegando receio de calote, encontrou uma forma “inteligente” de antecipar o recebimento da multa que até julho de 2020 poderá desaparecer se o “flex” for cumprido no acumulado desde julho de 2016.

Está claro para as montadoras brasileiras, e até para o governo, que a cobrança antecipada é uma forma de reduzir as importações do Brasil. Mandatários que antecederam Macri também adotaram medidas com esta finalidade, mas de forma mais drástica, por exemplo barrando carros na fronteira.

Ociosidade

A preocupação das companhias instaladas no Brasil é que uma queda nas importações argentinas pode atrapalhar a recuperação da produção, que tem ajudado o setor a reduzir a ociosidade das fábricas e até mesmo a retomar turnos de produção suspensos durante a crise.

Do crescimento de 25,2% na produção brasileira no ano passado – com saldo de 2,699 milhões de veículos –, metade veio das importações da Argentina, segundo fontes do setor automotivo.

Macri, por sua vez, está preocupado com o déficit da balança comercial total do país, que foi de US$ 8,4 bilhões, metade disso da relação comercial com o Brasil que, por sua vez, teve superávit total de US$ 8,1 bilhões, quase 90% a mais que no ano anterior.

Um freio nas encomendas argentinas vai atrapalhar os planos das montadoras nacionais de aumentar a produção em 13,2% neste ano, para 3 milhões de veículos. As linhas de montagem perderiam a chance de dar mais um passinho para chegar à tão sonhada produção de cerca de 5 milhões de veículos para a qual as fábricas estão preparadas.

Fonte: O Estado de São Paulo

Suécia já teme fim muito rápido do dinheiro

Cartazes de “não aceitamos dinheiro” estão se tornando cada vez mais comuns em lojas e restaurantes da Suécia, dando lugar a pagamentos com cartão e por celular.

Mas o ritmo de sumiço do dinheiro vivo preocupa as autoridades. Uma ampla análise da legislação do banco central avalia essa situação, e um relatório preliminar deve sair no meio do ano.

“Se esse desaparecimento do dinheiro vivo acontecer rápido demais, pode ser difícil manter a infraestrutura [para circulação] do dinheiro, disse Mats Dillén, do Ministério das Finanças. Ele não quis dar detalhes sobre que propostas podem ser incluídas no relatório.

A Suécia é considerada a sociedade com menos dinheiro vivo em circulação no planeta. A maioria das agências bancárias do país deixou de operar com dinheiro. Muitas lojas, museus e restaurantes atualmente só aceitam pagamentos com cartão ou por celular. Mas há desvantagens, já que muitas pessoas, em particular os idosos, não têm acesso ao mundo digital.

“Podemos entrar em uma espiral negativa que pode colocar em risco a infraestrutura para circulação de notas e moedas”, disse Dillen. “Estamos analisando isso.”

No ano passado, o total de dinheiro em circulação atingiu o menor nível desde 1990 e ficou mais de 40% abaixo do pico de 2007. As quedas de 2016 e 2017 foram as maiores já registradas.

Uma pesquisa anual da Insight Intelligence divulgada em janeiro mostra que só 25% dos suecos efetuaram pagamento em dinheiro vivo ao menos uma vez por semana em 2017, contra 63% há apenas quatro anos. Um total de 36% nunca usa dinheiro ou paga em notas ou moedas de coroa sueca somente uma ou duas vezes por ano.

Em resposta a esse fenômeno, o Riksbank (banco central sueco) analisa se há a necessidade de uma forma oficial de moeda digital, uma “e-krona” (coroa eletrônica). A proposta final é esperada só para o fim do ano que vem, mas a ideia é que a e-krona funcione como complemento do dinheiro vivo, e não o substitua integralmente.

O presidente do Riksbank, Stefan Ingves, disse que a Suécia deveria estudar obrigar os bancos a fornecerem dinheiro aos clientes. Em seu relatório anual, divulgado ontem, o Riksbank afirmou que a questão é o papel que o banco central deve desempenhar em um futuro com ainda menos pagamentos em dinheiro.

“O Riksbank está analisando cuidadosamente esse acontecimento”, disse Ingves. “No geral, penso que estamos enfrentando mudanças estruturais em áreas anteriormente estáveis. Este é um acontecimento que afetará todos os departamentos do Riksbank, e precisamos tomar decisões estratégicas sobre o caminho a seguir.”

Fonte: Abinee

Redação On fevereiro - 20 - 2018
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