Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 17 de Julho de 2018






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Usiminas: vitória do bom senso

 

A Usiminas encerrou o exercício passado com bons motivos para comemorar. Com receita líquida de R$ 10,7 bilhões, valor que representa ganho de 27% sobre o período anterior, a empresa apurou lucro líquido de R$ 233 milhões, contra prejuízo de R$ 670 milhões em 2016. São resultados que refletem mudanças internas, indicativos que a superação das questões de governança que a siderúrgica enfrentou nos últimos anos estão, de fato, ficando para trás. Refletem igualmente melhorias no mercado, interno e externo, o que possibilitou ganhos tanto em volume quanto em faturamento, com destaque para o início da retomada do setor de material de transportes no Brasil, que tem na Usiminas a principal fornecedora de chapas. Para 2018, as avaliações de conjuntura sugerem que o volume de 4 milhões de toneladas entregues no exercício anterior poderá ser facilmente superado.

O ciclo de boas notícias se completou, nesse início de ano com o acordo firmado entre os sócios controladores, Nippon Steel e Ternium, pondo fim, aparentemente, aos conflitos que foram acirrados nos últimos anos, gerando muita tensão e, em alguns momentos, a virtual paralisia da empresa que chegou muito próxima de uma situação de colapso. O acordo, pelo qual as partes se comprometem a optar por processos de arbitragem, evitando demandas judiciais, estabelece também regras mais objetivas de governança, com os sócios controladores indicando, alternadamente e por períodos de até quatro anos, seus principais executivos. Nesses termos, as expectativas são de que o atual diretor-presidente, Sergio Leite, possa permanecer no posto até 2022, tendo a seu lado o presidente do Conselho, Ruy Hirschheimer, indicado pela Nippon. A diretoria será constituída de seis membros, escolhidos meio a meio pelos dois sócios, cujas posições na empresa só poderão ser alteradas com aceitação da outra parte.

O mercado já comemora que a bandeira branca tenha sido erguida na sequência das comemorações dos 55 anos de atividades da usina de Ipatinga e quando as condições para o mercado siderúrgico começam a se apresentar mais favoráveis. Daqui para a frente, dizem alguns especialistas, o processo de reestruturação da empresa, focado na rentabilidade e na produtividade, tende a ganhar velocidade e mais previsibilidade, favorecendo a consolidação da retomada que faz pouco tempo era dada como impossível.

São, portanto, novos horizontes que se abrem à Usiminas, com efeitos diretos e da maior importância na região de Ipatinga e Vale do Aço ou, mais amplamente, em todo o Estado, que reconhece na empresa um dos marcos referenciais de sua industrialização. O acordo afinal estabelecido não foi mais que a vitória do bom senso, além de alívio que como tal merece ser bem comemorado.

Fonte: Diário do Comércio

Automatização da indústria trará inúmeras vantagens para os trabalhadores e para a economia brasileira

Muito além de quais serão os benefícios para os profissionais, a discussão sobre a robotização e a automação da indústria leva em conta desde processos educativos de aprimoramento bem como o impacto que causará no mercado nacional.

“A Indústria 4.0 lança mudanças significativas na forma de pensar das empresas, na busca por conhecimentos e estratégias de produção e vendas. Cada vez mais, as empresas precisam estar preparadas para conviver com tecnologias como inteligência artificial e robótica” (Paulo Skaf)

Um dos temas mais debatidos nos últimos anos é a automação industrial, inserida no contexto da internet das coisas e da inteligência artificial, com outras palavras a famosa indústria 4.0. O conceito, prevê a robotização de parte dos processos industriais, assim como, a implementação de equipamentos que visam auxiliar no aumento constante de produtividade.

Dentro disto, as discussões sobre esta temática, muitas vezes de maneira equivocada trata deste irremediável processo como prejudicial para os profissionais do setor industrial brasileiro, incitando o desemprego. No entanto, em uma análise mais coesa sobre o assunto e tendo como base, inclusive, as revoluções industriais anteriores, é possível perceber que a consequência não é esta.

“Ainda temos um longo caminho a trilhar. Industria 4.0 significa a automação total das empresas e, dos processos industriais e de tomadas de decisão em geral, sendo que aquelas bem avançadas ainda não estão 100% neste patamar conceitual. O diferencial de países com empresas mais automatizadas, como a Alemanha, para o Brasil é que eles estão mais abertos a investimentos em tecnologia, por isso estão mais avançados que nós. Porém, isso não quer dizer que não podemos chegar lá, pelo contrário nos dá muita oportunidade de crescimento no Brasil”, diz Mairon Anthero, diretor da subsidiária brasileira da SCHUNK, empresa familiar alemã, líder competente em sistemas de garras e tecnologia de fixação.

Mais benefícios

Dizer que a automatização dos processos industriais trará prejuízos aos trabalhadores, como desemprego é uma análise equivocada.

Como parâmetro para referência, basta retornar 30 anos no tempo. A introdução do computador na vida das pessoas acarretou os mesmos questionamentos atuais e, no final, o que o mundo experimentou foi uma comunicação mais assertiva com seus consumidores, decisões de escolha e de compra muito mais rápidas. Além disso, hoje o departamento de TI gera salários com grande valor agregado e tem possibilitado milhares de empregos nos últimos anos.

Quando o computador surgiu muitas pessoas acharam que ficariam sem empregos mas, muito pelo contrário, novas áreas e novos postos de trabalho foram abertos.

Segundo dados do estudo Mercado Brasileiro de Software e Serviços 2017, realizado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e pela IDC (International Data Corporation), o setor de TI no Brasil, movimentou US$39,6 bilhões de dólares em 2016, representando 2,1% do PIB brasileiro e 1,9% do total de investimentos de TI no mundo. Já estes investimentos pelo planeta cresceram em 2% e somaram US$ 2,03 trilhões, no mesmo ano.

O Gartner Group, maior instituto de pesquisas global na área de Tecnologia da Informação, apresentou índices positivos sobre o setor com uma projeção, por exemplo, de crescimento de 36%, para 2018, em um dos ramos do setor. Além disso, mostrou que o mercado tem estimativa de crescimento para 4% neste ano.

Conforme foi mostrado em pesquisa realizada pela Advance Consulting, empresa de consultoria e treinamento em negócios para as áreas de gestão, marketing, vendas e canais, o setor de TI, no terceiro trimestre de 2017, teve o menor índice de refração de faturamento, com 35% das empresas crescendo acima de 15%. E ainda relatou que o percentual de contratações aumentou entre 7% e 8%.

“Os números do setor de TI confirmam que os receios de trinta anos atrás eram equivocados e, agora, não podemos cometer o mesmo erro e atrasar nossa inevitável evolução de processos e sistemas”, diz Thales Cortez, coordenador de vendas da SCHUNK.

Mais importante que questionar se as pessoas perderam seus empregos, é perceber como os profissionais da atualidade podem se adequar a esta nova realidade. “Este é o momento que nossa cultura precisa se renovar. É necessário perceber que todos profissionais precisam se atualizar e estudar as novas tecnologias e tendências para estarem aptos, dia após dia, para esta mudança no mercado”, complementa.

Estudo e qualificação

Tendo em vista uma grande mudança profissional e comportamental, existem diversas instituições que já promovem o ensino de robótica e de mecatrônica focado em automação industrial, principalmente para jovens. Entres estas instituições se destaca o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que oferece diversos cursos de formação profissional, com foco nas necessidades industriais brasileira.

Centro de excelência

Um exemplo de como isso vem sendo feito pode ser conferido na Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul-SP. Referência de ensino na área de Mecatrônica, a unidade recebeu investimento de R$ 63,2 milhões e ganhou um novo prédio, inaugurado no ano passado.

Desde o ano passado, a unidade oferece curso de pós-graduação em Indústria 4.0., onde os alunos têm aulas práticas em uma planta construída de acordo com o conceito da indústria do futuro. E um dos objetivos é estar no centro da discussão desse processo de mudança que impactará não somente o modo de produção, mas o consumo e a organização do trabalho.

A nova escola é a única do Sistema Senai de todo o país a ter uma planta modelo da Indústria 4.0. construída de modo colaborativo, em parceria com Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), 20 empresas, 6 startups e 2 Institutos de Ensino.

A planta se insere no conceito de “OpenLab”, que possibilita às empresas testar tecnologias e aos alunos aprender, na prática, a manufatura avançada. Também conta com o UpLab, espaço voltado para o desenvolvimento de Startups, e dezenas de oficinas e laboratórios que ampliarão o alcance desse centro de excelência em ensino profissionalizante.

“Considerada a quarta revolução industrial, a Indústria 4.0 lança mudanças significativas na forma de pensar das empresas, na busca por conhecimentos e estratégias de produção e vendas. Cada vez mais, as empresas precisam estar preparadas para conviver com tecnologias como inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf.

Para se ter ideia, segundo o levantamento da Agência CNI de Notícias, os cursos de automação industrial e mecatrônica, estão entre os dez mais buscados pelos jovens no SENAI.

Benefícios para o mercado brasileiro por custo e produtividade

Se a abordagem sobre a Indústria 4.0 for feita de uma maneira mais profunda, é possível notar que, por custo e produtividade, a inserção de equipamentos inteligentes e robôs trará mais agilidade nos processos industriais, e menores custos de produção. “De acordo com a consultoria Porsche Consulting, a produtividade da indústria dobrará se ela for adequada aos processos mais atualizados de automação, no chão de fábrica. Hoje se o custo for, por exemplo, de U$ 4 dólares por hora, com equipamentos inteligentes este custo cairá pela metade com uma produtividade dobrada. E se pensarmos na gestão destes processos, podemos mencionar que esta produtividade triplicará” afirma Mairon.

Em números

Mais do que teorias, os dados são quem determinam como novos processos vão refletir nos mercados.

Segundo informações da Consultoria PwC Brasil, 30% dos empregos serão automatizados até 2030. Já a última previsão da Federação Internacional de Robótica (IFR), publicada no World Robotics Report, por todo o planeta haverá mais 1,4 milhões de robôs industriais e um total de 2,6 milhões de robôs em operações, até o próximo ano.

Hoje, nos grandes centros industriais (tanto produtores como exportadores), como o asiático e o europeu, o número de robôs já atinge um alto número. Sendo a Coréia, Japão e Alemanha os países com maior quantidade de equipamentos por cada 10 mil trabalhadores, sendo cerca 400, 350 e 300, respectivamente.

Os países mencionados são polos altamente produtivos, mas com baixa taxa de desemprego e isso deixa claro que a inserção de robôs equipamentos na indústria não tem nenhuma relação com o desemprego. E de uma maneira mais simplista, a automação diminui os custos de produção, que reduzem os preços, consequentemente aumentando a demanda dos produtos e, por sua vez, a quantidade de postos de trabalho.

Cases

Nos Estados Unidos, de acordo com o estudo Robots Create Jobs da IFR, entre 2010 e 2015, foram instalados 80 mil novos robôs industriais, no entanto o mercado norte-americano registrou a abertura de 230 mil novos postos de trabalho.

Já na Alemanha, considerando o mesmo período, o estoque de robôs aumentou cerce de 3% ao ano, equivalente a mais de 13 mil unidades, com aumento de mais 2,5%, por ano, nos postos de trabalho, equivalente a mais de 93 mil novos empregados.

“É notório como a indústria brasileira será beneficiada com a chegada de robôs e equipamentos inteligentes, o que temos que ter como foco principal é como agregar isso em nossa empresa de forma gradativa para que os processos internos possam ir se adaptando corretamente e para que a mão de obra se adeque a tempo.”, fala Mairon.

“Não há como escapar: para maior produtividade e competitividade da indústria nacional, inclusive internacionalmente, é preciso que as empresas se automatizem. Quanto mais tempo passa mais nossa indústria fica para trás e menor será o nosso poder econômico. O momento é agora.” diz Thales.

Fonte: CIMM

A recuperação da indústria de autopeças

 

“Após ter enfrentando a pior crise de sua história, o setor de autopeças começa a registrar os primeiros sinais de crescimento sustentável, principalmente com o incremento das exportações, tanto de veículos quanto de autopeças”, afirmou Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, em artigo recente.

O balanço do setor em 2017 revela alta de 22,1% no faturamento na comparação com o ano anterior. “Alinhada à retomada da produção de veículos de 2017, que se expandiu 25,2%, as vendas para montadoras, que representaram mais de 60% do faturamento total das autopeças, acumulou expansão de 33,1% no acumulado do ano”, informa o Sindipeças. O mercado de reposição apresentou alta de 9,3%.

A produção industrial do setor de autopeças apresentou alta de 10,77% no passado, na comparação com o resultado de 2016.

As exportações, em dólar, exibiram desempenho acima das expectativas do mercado: crescimento de 12,9%, aproximadamente o dobro do que havia sido projetado no início do ano (6,92%).

Quanto aos empregos, a entidade informa que continuam em expansão, registrando alta de 5,4% em relação a dezembro de 2016. “A recuperação dos postos de trabalho vem ocorrendo gradativamente e tende a se intensificar no decorrer do ano, embora só deva se aproximar dos maiores níveis históricos de 2010 (224,6 mil) e 2011 (229,7 mil) em cinco ou seis anos”.

A utilização da capacidade instalada cresceu de maneira gradual durante o ano passado e atingiu pico de 68% em outubro e novembro, o maior nível desde março de 2015.

Fonte: Usinagem-Brasil

Alta no mercado de equipamentos agrícolas reflete na siderurgia

Apesar de ter passado por 2017 com dificuldades, a expectativa é que mercado de máquinas agrícolas apresente uma recuperação considerável neste ano. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a previsão é que o setor atinja um crescimento de 3,7% nas vendas.

Além de influenciar os outros ramos de produção ligados à agricultura, essa melhoria no mercado de máquinas agrícolas reflete, também, nos produtores de matéria-prima para as indústrias de equipamentos.

Segundo Luiz Monegatto, Gerente Geral de vendas da América do Sul Atlântico da siderúrgica sueca SSAB, a venda de aço de alta resistência ao ramo de máquinas agrícolas praticamente dobrou. “O setor de máquinas agrícolas é muito importante para a SSAB e seguramente impacta em nosso negócio no Brasil, assim como em países vizinhos, especialmente na Argentina”, afirma Monegatto.

De acordo com ele, a siderúrgica obteve um aumento de 20% no número de clientes do setor. O gerente ainda afirma que o uso do aço de alta resistência em equipamentos agrícolas é recente comparado com as áreas mineração, construção e elevação de cargas, e que vê nesse crescimento uma grande oportunidade para buscar novas soluções às demandas do setor.

A Anfavea confirmou que a produção de máquinas agrícolas teve alta de 1,8% em comparação a 2016, somando 54,9 mil unidades no ano passado. Esses dados mantêm o otimismo por parte das indústrias siderúrgicas, que fornecem a maior parte dos materiais para o setor. “Nós acreditamos fortemente que o mercado agrícola irá contribuir para manter uma taxa de crescimento acima dos setores mais usuais”, afirma Luiz Monegatto. “A indústria siderúrgica se baseia nas premissas de crescimento de PIB, por se tratar de uma indústria de base. Entretanto, como nossos aços são considerados uma nova tendência no setor, nosso crescimento tende a ser muito maior”, completa.

Fonte: Correio da Manhã / Infomet

Redação On fevereiro - 20 - 2018
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