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Tera-feira, 22 de Maio de 2018






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Desemprego, corrupção e saúde: principais problemas do país, indica pesquisa CNI

Pesquisa da CNI Retratos da Sociedade Brasileira – Problemas e Prioridades ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 7 e 10 de dezembro de 2017

As crises econômica e ética mudaram a percepção dos brasileiros sobre os principais problemas e as prioridades na ação do governo federal.  Na avaliação da população, o desemprego, a corrupção e a saúde foram os principais problemas enfrentados em 2017.

Para este ano, as prioridades são a melhoria dos serviços de saúde, o aumento do salário mínimo e o controle da inflação, informa a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Problemas e Prioridades (http://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/rsb-41-problemas-e-prioridades-para-2018/), divulgada nesta semana pela CNI – Confederação Nacional da Indústria.

“Os reflexos da crise econômica se fazem sentir nas respostas da população. O desemprego aparece como maior problema pelo segundo ano consecutivo, e as medidas de recuperação de poder de compra ganham espaço entre as principais prioridades para 2018. A população aspira recuperar o poder de compra que tinha antes da crise, o que deve ocorrer apenas com a queda do desemprego e o crescimento sustentado da economia”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

De acordo com o levantamento, o desemprego, com 56% das citações, ficou em primeiro lugar na lista de principais problemas.  Em segundo lugar, com 55% das assinalações, apareceu a corrupção e, em terceiro, com 47% das menções, a saúde. Em quarto lugar, com 38% das respostas, a população apontou a segurança pública.

A pesquisa chama atenção para o aumento da preocupação dos brasileiros com a corrupção. Em 2016, a corrupção ocupava o terceiro lugar da lista de principais problemas, com 40% das citações. Em 2017, recebeu 55% das menções e subiu para o segundo lugar, passando à frente da saúde e se aproximando do primeiro lugar em citações. Segundo a CNI, o segundo problema com maior ganho de citações foi o custo de vida, fator que passou de 7% de citações para 13% em 2017. Com isso, o custo de vida passou do 10º lugar em 2016 para o quinto lugar em 2017.

Saúde é prioridade número um
A preocupação com o custo de vida e a perda do poder de compra também mudou as prioridades apontadas pela população para 2018. A melhoria dos serviços de saúde, com 37% das respostas, permanece em primeiro lugar desde 2014. Mas o aumento do salário mínimo, com 33% das citações, subiu do quarto lugar em 2017 para o segundo lugar em 2018. Em terceiro lugar, com 32% da menções, aparece o controle da inflação. Em quarto lugar aparecem, empatadas, a geração de empregos e a redução dos impostos, ambas com 30% das respostas.

“O destaque dado a essas medidas reflete a alta taxa de desemprego, a percepção de perda de poder de compra da população nos últimos anos e a preocupação em recuperar a capacidade de consumo”, avalia a CNI. Em 2014, o controle da inflação ocupava o nono lugar na lista de prioridades da população. A redução dos impostos estava na oitava posição e, a geração de empregos, em sétimo lugar.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

 

IPCA sobe 0,29% em janeiro, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,29 por cento em janeiro, após alta de 0,44 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
No acumulado de 12 meses até janeiro, o IPCA teve alta de 2,86 por cento, contra alta 2,95 por cento do mês anterior.
Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,41 por cento em janeiro, acumulando em 12 meses alta de 2,98 por cento.

Fonte: Reuters / Abimaq

IPC-S sobe 0,70% na 1ª quadrissemana de fevereiro ante 0,69% na anterior, diz FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou ligeiramente de 0,69% na última quadrissemana de janeiro para 0,70% na primeira leitura de fevereiro, informou nesta quinta-feira, 8, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Das oito classes de despesas analisadas, quatro apresentaram acréscimo nas taxas. O principal destaque, segundo a FGV, foi o grupo Transportes (1,12% para 1,40%), seguido por Habitação (-0,47% para -0,34%), Despesas Diversas (0,14% para 0,20%) e Vestuário (0,34% para 0,39%).
Em contrapartida, outros quatro grupos registraram decréscimo no período: Educação, Leitura e Recreação (2,75% para 2,12%), Alimentação (1,23% para 1,15%), Comunicação (0,13% para 0,10%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,45%).
O leve avanço do IPC-S entre a última quadrissemana de janeiro e a primeira medição de fevereiro teve como principal contribuição a aceleração do grupo Transportes (1,12% para 1,40%). Dentro do grupo, a maior influência foi do item tarifa de ônibus urbano (2,08% para 2,41%), que sofre os efeitos dos reajustes das passagens em algumas capitais.
Além disso, a deflação menor em tarifa de eletricidade residencial (-4,25% para -3,31%) contribuiu para a queda menos intensa em Habitação, enquanto o encarecimento de serviço religioso e funerário (0,18% para 0,71%) pressionou Despesas Diversas, e o item roupas (-0,01% para 0,18%) provocou o aumento de Vestuário.
Nos grupos que apresentaram alívio no período, o maior destaque foi o subgrupo cursos formais (5,84% para 4,16%), em Educação, Leitura e Recreação, devido à dissipação dos reajustes escolares aplicados em janeiro. Além disso, o item carnes bovinas (1,12% para 0,68%) contribuiu para a nova desaceleração em Alimentação, pacotes de telefonia fixa e internet (0,36% para 0,22%) influenciaram o arrefecimento de Comunicação e o segmento de salão de beleza (0,59% para 0,39%) ajudou a reduzir a taxa de Saúde e Cuidados Pessoais.

Fonte: O Estado de São Paulo / Abimaq

IGP-M da FGV fica em 0,16% na 1ª prévia de fevereiro, ante 0,75% na 1ª de janeiro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,16% na primeira prévia de fevereiro, após ter aumentado 0,75% na primeira prévia de janeiro. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira, 8, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou alta de 0,91% no ano, mas uma redução de 0,34% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, aumentou 0,05% em fevereiro, ante um avanço de 1,03% na primeira prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou elevação de 0,40% na prévia de fevereiro, depois de uma alta de 0,30% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,25% na primeira prévia de fevereiro, depois do aumento de 0,14% na primeira prévia de janeiro.
O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de janeiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M subiu 0,76%.
Os aumentos nos custos com educação e transportes aceleraram a inflação ao consumidor na primeira prévia de fevereiro do IGP-M.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) apresentou elevação de 0,40% no primeiro decêndio de fevereiro ante um aumento de 0,30% na mesma leitura de janeiro. Cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais altas, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de uma queda de 0,56% na primeira prévia de janeiro para avanço de 1,42% na primeira prévia de fevereiro.
Houve impacto do item cursos formais, que passou de estabilidade de preços (0,00%) para alta de 2,13% no período.
Os demais acréscimos ocorreram em Transportes (de 0,66% para 1,02%), Vestuário (de -0,60% para 0,53%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,61%) e Despesas Diversas (de 0,17% para 0,23%). Os itens de maior contribuição foram tarifa de ônibus urbano (de -0,56% para 0,36%), roupas (de -0,72% para 0,54%), salão de beleza (de 0,33% para 1,04%) e cartório (de 0,00% para 1,83%), respectivamente.
Na direção oposta, as taxas ficaram mais baixas nos grupos Habitação (de 0,39% para -0,18%), Alimentação (de 0,44% para 0,18%) e Comunicação (de 0,30% para 0,06%), sob influência de itens como tarifa de eletricidade residencial (de 1,95% para -2,33%), carnes bovinas (de 0,17% para -0,88%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,04% para 0,00%).
 
IPAs
Os preços dos produtos agropecuários medidos pelo IPA Agrícola caíram 1,06% no atacado, na primeira prévia do IGP-M de fevereiro. Na mesma prévia de janeiro, houve elevação de 0,63%. Os produtos industriais no atacado, mensurados pelo IPA Industrial, tiveram aumento de 0,41% na primeira prévia de fevereiro, ante alta de 1,16% na mesma prévia do mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os bens finais tiveram queda de 0,32% na primeira prévia de fevereiro, depois do aumento de 0,70% na mesma prévia de janeiro.
Os preços dos bens intermediários tiveram aumento de 1,25% na prévia de fevereiro, ante elevação de 1,04% na primeira prévia de janeiro. Os preços das matérias-primas brutas caíram 0,94% na primeira leitura de fevereiro, após uma alta de 1,42% na mesma prévia de janeiro.

Fonte: O Estado de São Paulo / Abimaq

Índice de preços sobe 0,50%

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) subiu 0,50% em janeiro, após a queda de 0,03% registrada em dezembro de 2017 informou ontem (7), a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,02% em 12 meses.
Em janeiro, o IPC-C1 ficou abaixo da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, obtida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que teve alta de 0,69% no mês. No acumulado em 12 meses, a taxa do IPC-BR também foi superior, aos 3,22%.
As famílias de baixa renda gastaram mais com alimentação em janeiro, o que pressionou o IPC-C1 no mês. Cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para Alimentação (de 0,13% para 1,19%).

Fonte: O Estado de São Paulo / Abimaq

Mesmo com a queda da Selic, juros bancários seguem elevados para padrões internacionais

Enquanto os juros básicos estão em um patamar historicamente baixo, após a decisão do Banco Central (BC), que levou a Selic para 6,75% ao ano, os juros bancários seguem elevados para padrões internacionais, e o consumidor ainda demora a sentir essa diferença nas taxas cobradas pelos bancos.

A taxa média cobrada em operações de crédito no Brasil no ano passado foi de 25,6% ao ano. A do rotativo de cartão de crédito chegou a 334,6% ao ano e a do cheque especial 323% ao ano. Na prática, uma dívida de R$ 5.000 no rotativo transforma-se em R$ 5.650 após um mês. No caso do cheque, ela passa para R$ 5.640.

Embora bancos também reduzam os juros quando a Selic cai, há uma defasagem entre a medida tomada pelo Copom e o custo dos empréstimos aos clientes. A taxa média de juros de crédito consignado cobrada dos trabalhadores do setor privado, que é uma das modalidades mais vantajosas no mercado, por exemplo, era de 39,8% em dezembro de 2017 – um ano antes, estava em 42,7%.

“Há um descasamento entre a atividade econômica e a tomada de crédito. O mercado de trabalho é o último a reagir depois de uma crise, o que leva a uma lentidão na reação dos salários nominais, da renda e da informalidade. Tudo isso é mensurado pelas instituições na hora de conceder crédito. O banco não olha apenas os juros básicos, mas a capacidade que o cliente tem de pagar o empréstimo”, segundo Maurício Godói, da Saint Paul Escola de Negócios.

Ele avalia que a partir do segundo trimestre deve haver uma redução mais expressiva dos juros cobrados para o crédito. “Vai cair, mas, de qualquer modo, não acompanha a Selic.”

Segundo o economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Nicola Tingas, é preciso considerar que a economia costuma funcionar no curto prazo. “O risco é alto, porque o nível de planejamento tanto das pessoas quanto das empresas é baixo.”

Ele também lembra que há um problema estrutural que depende da melhora das finanças públicas. “Estamos saindo de um processo de recessão severa, em que as perdas foram muito grandes. Desde o fim do ano passado, a inadimplência vem caindo e a oferta de crédito está aumentando. Esse movimento de transmissão das quedas da Selic para o consumidor tende a ficar mais perceptível.”

Nesta quarta-feira, 7, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander anunciaram, na sequência da decisão do Banco Central de cortar a Selic, que vão repassar a redução para suas principais linhas de crédito. Os juros menores vão beneficiar, conforme comunicados dessas instituições, pessoas físicas e jurídicas.

Apesar da redução da Selic, o presidente executivo do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que espera que os spreads se mantenham estáveis neste ano. Tende a contribuir para isso, segundo ele, uma maior demanda por crédito que deve elevar o volume de empréstimos e, assim, compensar as margens menores.

Para Erivelto Rodrigues, da Austin Rating, os bancos terão de buscar outras formas de compensar a queda dos juros. “Não terá outro jeito além de crescer a carteira de crédito com qualidade.”

Como ficam os investimentos num cenário de juros baixos

‘Tão importante quanto a Selic cair para um nível recorde, manter taxas baixas durante um período de tempo considerável será fundamental para atrair novos investidores para o mercado de ações. Para que isso aconteça, o processo de reforma iniciado pelo governo do presidente Temer precisará ser mantido por quem ganhar as eleições de outubro. Esse caso de continuidade é a nossa expectativa e esperamos que isso finalmente cause uma mudança nas carteiras brasileiras. Os fundos de pensão e multimercado, por exemplo, têm uma fatia muito pequena de ações em sua composição – e isso deve aumentar. Também esperamos um resultado eleitoral positivo para atrair investidores internacionais que aumentem sua exposição às ações brasileiras. Temos uma visão positiva sobre os fundamentos do Brasil, dada a recuperação econômica impulsionada pelo corte das taxas de juros e o retorno a uma maior disciplina fiscal.’
William Landers, gestor dos fundos da Black Rock

Levando em consideração o curto prazo (um ano), há uma série de aplicações rentáveis disponíveis nas plataformas digitais de investimento. Em uma simulação detalhada que realizei com a nova taxa de juros, a poupança passa a ter rentabilidade anual de 4,7%. Vale considerar a necessidade dessa modalidade de completar um mês para o poupador obter a rentabilidade completa. Por essa razão, tenho considerado que a poupança não apresenta nenhuma oportunidade de ganho razoável. Afinal, se a inflação esperada para 2018 é de cerca de 4%, o retorno real dessa aplicação seria praticamente nulo no ano. Por outro lado, opções como títulos do Tesouro Selic, CDBs de bancos médios e pequenos, e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) podem oferecer retornos interessantes aos investidores de renda fixa. Para se ter uma ideia, considerando taxa de 115% do CDI para um CBD e 95% do CDI para uma LCA/LCI, ambos os investimentos apresentariam retorno de 6,3%.
Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos

O cenário de queda de juros, aos níveis mais baixos da história, já vem sendo construído há bastante tempo pelo Banco Central e, nesse sentido, há poucas novidades. O momento é muito propício para investir em ações de empresas brasileiras, por causa dos juros baixos e também da retomada econômica. Entretanto, como as incertezas devem continuar durante o ano todo, avaliamos os fundos multimercado como uma excelente opção, pois eles têm velocidade para aproveitar oportunidades e se adaptar às mudanças. Sempre enfatizamos que a diversificação é a melhor forma de obter ganhos de forma equilibrada e, sendo assim, ainda vemos oportunidades em prefixados e, com menos intensidade, em indexados à inflação. Reforçamos que é sempre bom ter pós-fixados para equilibrar o risco dos demais investimentos, e recomendamos aplicações no exterior para aumentar a diversificação.

Fonte: O Estado SP – Martin Iglesias, especialista em investimentos do Itaú Unibanco

‘Poupança deve ter rendimento quase nulo neste ano’

Levando em consideração o curto prazo (um ano), há uma série de aplicações rentáveis disponíveis nas plataformas digitais de investimento. Em uma simulação detalhada que realizei com a nova taxa de juros, a poupança passa a ter rentabilidade anual de 4,7%. Vale considerar a necessidade dessa modalidade de completar um mês para o poupador obter

Por a essa rentabilidade razão, tenho completa. considerado que a poupança não apresenta nenhuma oportunidade de ganho razoável. Afinal, se a inflação esperada para 2018 é de cerca de 4%, o retorno real dessa aplicação seria praticamente nulo no ano. Por outro lado, opções como títulos do Tesouro Selic, CDBs de bancos médios e pequenos, e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) podem oferecer retornos interessantes aos investidores de renda fixa. Para se ter uma ideia, considerando taxa de 115% do CDI para um CBD e 95% do CDI para uma LCA/LCI, ambos os investimentos apresentariam retorno de 6,3%.

Fonte: O Estado SP

Governo discute com Cade medidas para combater cartelização de combustíveis

O governo federal começa a se mobilizar para combater a formação de cartéis, em especial no setor de combustíveis. A Secretaria-Geral da Presidência já discute fórmulas jurídicas com representantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidente Michel Temer avalia que mesmo quando há redução do preço da gasolina, essa diferença não é repassada para as bombas, e portanto, o benefício acaba não chegando ao consumidor. Ao passo que quando há reajuste na refinaria, os repasses para as bombas são feitos

“Queremos que a queda de preços da Petrobras chegue aos consumidores. Não podemos assistir de mãos atadas à atuação cartelizada das corporações no setor em prejuízo da população”, escreveu Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, no Twitter. Um interlocutor do ministro acrescenta que “corporações” surgem entre o produtor e o consumidor, dificultando a queda do preço.

O governo está atento para todo o ciclo de distribuição dos e venda de combustíveis. Levantamentos de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP), feitos pela equipe de governo, mostram que tanto distribuidora quanto postos estariam acumulado “altos lucros”.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que não há receio de qualquer impacto à BR Distribuidora, em meio a uma eventual mobilização do governo para combater a cartelização no mercado de distribuição de gasolina. “Não tenho qualquer informação sobre esse tema. Não receio que possa haver qualquer questão relacionada à BR “, afirmou Parente, no Rio.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), por sua vez, esclareceu que os postos revendedores são a ponta final da cadeia do setor de combustíveis e que “os verdadeiros responsáveis pelas sucessivas altas nos preços dos combustíveis têm relação direta com a nova metodologia de precificação adotada pela Petrobras e os aumentos de impostos”.

Segundo a entidade os postos têm absorvido boa parte das elevações de custos, dada à dificuldade operacional para lidar com reajustes diários da Petrobras nas refinarias. A Fecombustíveis ressaltou que há um “alto peso da carga tributária” no segmento, que chega a 50% da composição de preço da gasolina.

A Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural, ex-Sindicom) argumenta que, ao declarar que estuda fórmulas jurídicas para obrigar os postos a repassar para a bomba as reduções nos preços anunciados pela Petrobras, o governo não trata a questão de forma adequada.

O tema, segundo a entidade, passa pela reavaliação do custo-Brasil e pela composição dos preços, que inclui preço de aquisição do produto, tributos, logística, remuneração dos distribuidores e dos revendedores. A margem média dos distribuidores representa menos de 5%.

Fonte: ABinee / Valor

Número de empresas inadimplentes no Brasil bate recorde em dezembro, diz Serasa

Brasil encerrou 2017 com um número recorde de 5,3 milhões de empresas inadimplentes, informou nesta quinta-feira (8) a consultoria especializada em informações de crédito.

O Brasil fechou 2017 com um número recorde de 5,3 milhões de empresas inadimplentes, informou nesta quinta-feira (8) a consultoria especializada em informações de crédito Serasa Experian.

Em relação a dezembro de 2016, houve um acréscimo de cerca de 500 mil CNPJs com dívidas em atraso –alta de 10,8%. O montante alcançado pelas dívidas das empresas também foi recorde: R$ 122,9 bilhões, ante R$ 111,6 bilhões em dezembro de 2016.

A pesquisa da Serasa passou a ser realizada em março de 2016.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da economia em 2017 não foi suficiente para superar os impactos da longa e intensa recessão de 2015/16 sobre a saúde financeira das empresas.

“Adicionalmente, as dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para as micro e pequenas empresas, prejudicam a gestão financeira das companhias”, afirmaram, em relatório.

A região Sudeste liderava o ranking, com 54,2% do total das empresas em situação de inadimplência no país, seguido pelo Nordeste (16,3%), Sul (15,6%), Centro-Oeste (8,6%) e Norte (5,3%).

O Estado de São Paulo sozinho abrigava 32,9% do total de empresas com dívidas em atraso, seguido por Minas Gerais (11%), e Rio de Janeiro (8,3%).

Segundo a Serasa Experian, o setor de serviços tinha o maior número de empresas no vermelho em dezembro, com 47,4% do total, seguido pelo comércio (43,1%) e pela indústria (8,6%).

Redação On fevereiro - 8 - 2018
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