Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018






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Anfavea negocia incentivo para ferramentaria com governo

Presidente da entidade diz que projeto, que prevê alternativas por competitividade, está desenhado

Com o intuito de fortalecer a indústria da ferramentaria, fortemente presente no Grande ABC, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) pretende lançar iniciativa junto ao governo federal com proposta de opções de financiamento ao setor. O intuito é que o assunto seja contemplado dentro do Rota 2030 ou paralelamente a ele, e a perspectiva é a de que o anúncio da política seja feito neste ano.

Sem dar maiores detalhes sobre o plano, que já estaria definido, mas em análise pelo governo federal, conforme revelou ontem o presidente da associação Antonio Carlos Megale, o objetivo é promover a retomada das indústrias ferramenteiras. Segundo estimativa da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), há 1.852 firmas do ramo no País, sendo cerca de 100 na região.

“No passado, essas empresas eram muito expressivas, mas, infelizmente, pela perda de competitividade da indústria de autopeças no Brasil, elas foram perdendo terreno. Nós estamos pensando em alternativas de financiamento para o setor e, se conseguimos viabilizá-las, isso vai impactar na geração de emprego e desenvolvimento de tecnologia, e evitar que a indústria compre peças e complementos fora do País e gere emprego lá, e não aqui”, explicou Megale.

A inclusão de políticas para o setor de ferramentaria dentro do Rota 2030 também é bandeira do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC desde o início das discussões sobre o tema. Porém, na avaliação do coordenador de MBA em Gestão Estratégica da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Antonio Jorge Martins, políticas de incentivo desse tipo não representam a saída para recuperação do setor. “Na realidade, as próprias montadoras têm que apoiar essas empresas, fundamentais para a produção. Sem essa relação, não adianta ter incentivos. Além disso, muitas delas já estão altamente endividadas, e o governo deixou de ser um pronto-socorro fabril, até mesmo por conta da situação de dificuldade econômica que o País enfrentou”, analisou.

CRÉDITO DO ICMS

No fim do ano passado, havia a expectativa de liberação de incentivo ao setor de ferramentaria da região por parte do governo do Estado com a injeção de R$ 5 bilhões nos caixas das seis montadoras locais – o que, até o momento, não ocorreu. A proposta, assinada pelos sete prefeitos, por Megale e representantes da Abinfer (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais) e da Abimaq, prevê a devolução de 6% dos créditos retidos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao setor automotivo, desde que ele se comprometa a consumir de ferramentarias paulistas e ajudar na capacitação do ramo.

Hoje, quando a montadora compra uma peça, paga 18% de ICMS mas, quando a companhia exporta o veículo, o índice vai a 12%, ou seja, tem-se uma diferença de 6%, e é esse valor que vem sendo acumulado. O montante oriundo dos créditos seria ainda maior com o recorde de exportações de veículos, que registrou o melhor janeiro da série histórica.

Questionado, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou que na reunião do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC de amanhã será incluído na pauta o pedido de reunião com o governo estadual para tratar do assunto. “A expectativa realmente era de que até o fim do ano o incentivo fosse liberado, até porque se trata de um recurso que já está disponível. Poderia ser uma injeção de valores significativa ao setor. Para entender o que aconteceu, vamos cobrar reunião com a Casa Civil, por intermédio do representante do governo no Consórcio, Edmur Mesquita (subsecretário de Assuntos Metropolitanos).”

ROTA 2030

Perguntado sobre a implantação do Rota 2030, programa direcionado aos incentivos fiscais da indústria automobilística que deve ser apresentado pelo governo federal até o fim de fevereiro, Megale afirmou que a definição ainda não aconteceu porque não houve consenso sobre como o incentivo deve ser aplicado. Sobre a possibilidade da aplicação do teto de R$ 1,5 bilhão, ele sinalizou a questão como positiva, mas fez ressalvas. “O ideal seria que tivéssemos mais apoio quanto mais investirmos em inovação. Se considerarmos que o Brasil, que consegue mais de R$ 200 bilhões em incentivos, direciona só R$ 1,5 bilhão ao setor automotivo, que representa 5% do PIB (Produto Interno Bruto) e gera arrecadação importante para o desenvolvimento industrial, é pouco. A gente tem capacidade de geração de tributos que em 2016 chegou em R$ 40 bilhões, então, é um apoio pequeno perto de benefício que trazemos para a indústria e a economia.”

Segundo ele, um dos principais pontos a serem incluídos no programa é a segurança, como o teste para impactos laterais. “Porém, eles têm de entrar de forma gradual, porque refletem diretamente nos veículos e no poder aquisitivo do brasileiro. Fizemos isso num passado recente com o ABS e airbag.”

O Ministério da Fazenda manteve posicionamento de que ainda não há formato para o Rota 2030. O MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) não se manifestou.

Fonte: Diário do Grande ABC

Montadoras batem recorde de exportação

A indústria automobilística brasileira iniciou o ano com volume recorde de exportação para o mês de janeiro, com 47 mil unidades vendidas fora do País, alta de 23,6% em relação ao mesmo mês de 2017. O resultado ajudou a impulsionar a produção e os empregos do setor.

Mais da metade dos carros exportados foi para a Argentina, que segue sendo a principal cliente do Brasil. Em valores, foram exportados, ao todo, US$ 1,03 bilhão, 26% a mais que em janeiro do ano passado.

Por terem importado, nos últimos dois anos, volume de carros acima da regra estabelecida no acordo automotivo, montadoras argentinas terão de dar cartas de crédito ao governo local para evitar que eventuais calotes em multas a serem aplicadas ao final do acordo, em 2020. O chamado regime flex prevê que, para cada US$ 1 exportado para o Brasil, a Argentina pode importar R$ 1,5 sem impostos.

A produção de veículos em janeiro somou 216,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 24,6% maior que o de um ano atrás.

Essa alta também teve reflexo nos empregos, com a abertura de 676 vagas e do retorno de 164 funcionários que estavam em lay-off (contratos suspensos).

As montadoras ainda têm 1.721 trabalhadores com jornada reduzida ou em lay-off. “Está havendo um crescimento gradual de empregos, gota a gota”, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Em março passado o setor tinha 36 mil funcionários afastados ou com jornada reduzida. Desde 2014, quase 28 mil postos foram fechados.

Megale acredita que, após o retorno de todo o pessoal afastado, deve ocorrer mais contratações. Nos últimos meses, cinco empresas anunciaram aumento de turnos de trabalho e algumas operam com horas extras.

Há um receio entre as montadoras de que as fabricantes de autopeças não consigam acompanhar o ritmo da produção e falte componentes, pois os fornecedores também enxugaram seus quadros. “Há um descompasso e já vemos algumas montadoras com dificuldades em reforçar a produção”, diz Megale.

As vendas somaram 181,3 mil veículos, crescimento de 23% ante um ano atrás. Fábricas e revendas têm 228,7 mil unidades em estoque, equivalentes e 38 dias de vendas. Embora a média ideal seja de 30 dias, Megale afirma não ser preocupante, pois tradicionalmente o ritmo de vendas em janeiro é mais lento.

Rota

A Anfavea espera que o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030, seja aprovado neste mês ou em março. A política industrial que deve vigorar pelos próximos 15 anos deveria ter entrado em vigor em janeiro, mas está parada no governo.

Um dos itens que trava a publicação é o incentivo anual de R$ 1,5 bilhão para as empresas investirem em pesquisa e desenvolvimento, a exemplo do que ocorreu no programa anterior, o Inovar-Auto. O Ministério da Fazenda resiste em aprovar a medida em razão do aperto do orçamento fiscal e só deve decidir sobre o tema após a reforma da Previdência ser votada.

Megale diz que o valor está praticamente aprovado, mas falta consenso na forma de compensação. “O setor automotivo arrecadou mais de R$ 40 bilhões em impostos no ano passado e o R$ 1,5 bilhão é pouco para o que isso representa.” Segundo ele, a não aprovação do plano pode levar empresas a reverem investimentos previstos no País.

Fonte: O Estado de São Paulo

Automatização da indústria trará inúmeras vantagens para os trabalhadores e para a economia brasileira

Muito além de quais serão os benefícios para os profissionais, a discussão sobre a robotização e a automação da indústria leva em conta desde processos educativos de aprimoramento bem como o impacto que causará no mercado nacional.
“A Indústria 4.0 lança mudanças significativas na forma de pensar das empresas, na busca por conhecimentos e estratégias de produção e vendas. Cada vez mais, as empresas precisam estar preparadas para conviver com tecnologias como inteligência artificial e robótica” (Paulo Skaf)
Um dos temas mais debatidos nos últimos anos é a automação industrial, inserida no contexto da internet das coisas e da inteligência artificial, com outras palavras a famosa indústria 4.0. O conceito, prevê a robotização de parte dos processos industriais, assim como, a implementação de equipamentos que visam auxiliar no aumento constante de produtividade.
Dentro disto, as discussões sobre esta temática, muitas vezes de maneira equivocada trata deste irremediável processo como prejudicial para os profissionais do setor industrial brasileiro, incitando o desemprego. No entanto, em uma análise mais coesa sobre o assunto e tendo como base, inclusive, as revoluções industriais anteriores, é possível perceber que a consequência não é esta.
“Ainda temos um longo caminho a trilhar. Industria 4.0 significa a automação total das empresas e, dos processos industriais e de tomadas de decisão em geral, sendo que aquelas bem avançadas ainda não estão 100% neste patamar conceitual. O diferencial de países com empresas mais automatizadas, como a Alemanha, para o Brasil é que eles estão mais abertos a investimentos em tecnologia, por isso estão mais avançados que nós. Porém, isso não quer dizer que não podemos chegar lá, pelo contrário nos dá muita oportunidade de crescimento no Brasil”, diz Mairon Anthero, diretor da subsidiária brasileira da SCHUNK, empresa familiar alemã, líder competente em sistemas de garras e tecnologia de fixação.
Mais benefícios
Dizer que a automatização dos processos industriais trará prejuízos aos trabalhadores, como desemprego é uma análise equivocada.
Como parâmetro para referência, basta retornar 30 anos no tempo. A introdução do computador na vida das pessoas acarretou os mesmos questionamentos atuais e, no final, o que o mundo experimentou foi uma comunicação mais assertiva com seus consumidores, decisões de escolha e de compra muito mais rápidas. Além disso, hoje o departamento de TI gera salários com grande valor agregado e tem possibilitado milhares de empregos nos últimos anos.
Quando o computador surgiu muitas pessoas acharam que ficariam sem empregos mas, muito pelo contrário, novas áreas e novos postos de trabalho foram abertos.
Segundo dados do estudo Mercado Brasileiro de Software e Serviços 2017, realizado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e pela IDC (International Data Corporation), o setor de TI no Brasil, movimentou US$39,6 bilhões de dólares em 2016, representando 2,1% do PIB brasileiro e 1,9% do total de investimentos de TI no mundo. Já estes investimentos pelo planeta cresceram em 2% e somaram US$ 2,03 trilhões, no mesmo ano.
O Gartner Group, maior instituto de pesquisas global na área de Tecnologia da Informação, apresentou índices positivos sobre o setor com uma projeção, por exemplo, de crescimento de 36%, para 2018, em um dos ramos do setor. Além disso, mostrou que o mercado tem estimativa de crescimento para 4% neste ano.
Conforme foi mostrado em pesquisa realizada pela Advance Consulting, empresa de consultoria e treinamento em negócios para as áreas de gestão, marketing, vendas e canais, o setor de TI, no terceiro trimestre de 2017, teve o menor índice de refração de faturamento, com 35% das empresas crescendo acima de 15%. E ainda relatou que o percentual de contratações aumentou entre 7% e 8%.
“Os números do setor de TI confirmam que os receios de trinta anos atrás eram equivocados e, agora, não podemos cometer o mesmo erro e atrasar nossa inevitável evolução de processos e sistemas”, diz Thales Cortez, coordenador de vendas da SCHUNK.
Mais importante que questionar se as pessoas perderam seus empregos, é perceber como os profissionais da atualidade podem se adequar a esta nova realidade. “Este é o momento que nossa cultura precisa se renovar. É necessário perceber que todos profissionais precisam se atualizar e estudar as novas tecnologias e tendências para estarem aptos, dia após dia, para esta mudança no mercado”, complementa.
Estudo e qualificação
Tendo em vista uma grande mudança profissional e comportamental, existem diversas instituições que já promovem o ensino de robótica e de mecatrônica focado em automação industrial, principalmente para jovens. Entres estas instituições se destaca o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que oferece diversos cursos de formação profissional, com foco nas necessidades industriais brasileira.
Centro de excelência
Um exemplo de como isso vem sendo feito pode ser conferido na Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul-SP. Referência de ensino na área de Mecatrônica, a unidade recebeu investimento de R$ 63,2 milhões e ganhou um novo prédio, inaugurado no ano passado.
Desde o ano passado, a unidade oferece curso de pós-graduação em Indústria 4.0., onde os alunos têm aulas práticas em uma planta construída de acordo com o conceito da indústria do futuro. E um dos objetivos é estar no centro da discussão desse processo de mudança que impactará não somente o modo de produção, mas o consumo e a organização do trabalho.
A nova escola é a única do Sistema Senai de todo o país a ter uma planta modelo da Indústria 4.0. construída de modo colaborativo, em parceria com Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), 20 empresas, 6 startups e 2 Institutos de Ensino.
A planta se insere no conceito de “OpenLab”, que possibilita às empresas testar tecnologias e aos alunos aprender, na prática, a manufatura avançada. Também conta com o UpLab, espaço voltado para o desenvolvimento de Startups, e dezenas de oficinas e laboratórios que ampliarão o alcance desse centro de excelência em ensino profissionalizante.
“Considerada a quarta revolução industrial, a Indústria 4.0 lança mudanças significativas na forma de pensar das empresas, na busca por conhecimentos e estratégias de produção e vendas. Cada vez mais, as empresas precisam estar preparadas para conviver com tecnologias como inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf.
Para se ter ideia, segundo o levantamento da Agência CNI de Notícias, os cursos de automação industrial e mecatrônica, estão entre os dez mais buscados pelos jovens no SENAI.
Benefícios para o mercado brasileiro por custo e produtividade
Se a abordagem sobre a Indústria 4.0 for feita de uma maneira mais profunda, é possível notar que, por custo e produtividade, a inserção de equipamentos inteligentes e robôs trará mais agilidade nos processos industriais, e menores custos de produção. “De acordo com a consultoria Porsche Consulting, a produtividade da indústria dobrará se ela for adequada aos processos mais atualizados de automação, no chão de fábrica. Hoje se o custo for, por exemplo, de U$ 4 dólares por hora, com equipamentos inteligentes este custo cairá pela metade com uma produtividade dobrada. E se pensarmos na gestão destes processos, podemos mencionar que esta produtividade triplicará” afirma Mairon.
Em números
Mais do que teorias, os dados são quem determinam como novos processos vão refletir nos mercados.
Segundo informações da Consultoria PwC Brasil, 30% dos empregos serão automatizados até 2030. Já a última previsão da Federação Internacional de Robótica (IFR), publicada no World Robotics Report, por todo o planeta haverá mais 1,4 milhões de robôs industriais e um total de 2,6 milhões de robôs em operações, até o próximo ano.
Hoje, nos grandes centros industriais (tanto produtores como exportadores), como o asiático e o europeu, o número de robôs já atinge um alto número. Sendo a Coréia, Japão e Alemanha os países com maior quantidade de equipamentos por cada 10 mil trabalhadores, sendo cerca 400, 350 e 300, respectivamente.
Os países mencionados são polos altamente produtivos, mas com baixa taxa de desemprego e isso deixa claro que a inserção de robôs equipamentos na indústria não tem nenhuma relação com o desemprego. E de uma maneira mais simplista, a automação diminui os custos de produção, que reduzem os preços, consequentemente aumentando a demanda dos produtos e, por sua vez, a quantidade de postos de trabalho.
Cases
Nos Estados Unidos, de acordo com o estudo Robots Create Jobs da IFR, entre 2010 e 2015, foram instalados 80 mil novos robôs industriais, no entanto o mercado norte-americano registrou a abertura de 230 mil novos postos de trabalho.
Já na Alemanha, considerando o mesmo período, o estoque de robôs aumentou cerce de 3% ao ano, equivalente a mais de 13 mil unidades, com aumento de mais 2,5%, por ano, nos postos de trabalho, equivalente a mais de 93 mil novos empregados.
“É notório como a indústria brasileira será beneficiada com a chegada de robôs e equipamentos inteligentes, o que temos que ter como foco principal é como agregar isso em nossa empresa de forma gradativa para que os processos internos possam ir se adaptando corretamente e para que a mão de obra se adeque a tempo.”, fala Mairon.
“Não há como escapar: para maior produtividade e competitividade da indústria nacional, inclusive internacionalmente, é preciso que as empresas se automatizem. Quanto mais tempo passa mais nossa indústria fica para trás e menor será o nosso poder econômico. O momento é agora.” diz Thales.

Fonte: Meio Filtrante / Abimaq

Associação aposta em alta na receita líquida total das fabricantes

Em 2018, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) confia em volta do crescimento, mas o ritmo dessa recuperação vai depender das eleições.
A Associação aposta em alta de 5% a 10% na receita líquida total das fabricantes, sustentada nas exportações e na virada da maior parte dos setores internamente.
Dentre os destaques de setores esperados para este ano, estão o de Linha Amarela – para logística, construção e infraestrutura, por exemplo – e de bens de consumo, comenta Mário Bernardini, diretor de competitividade da ABIMAQ.
João Carlos Marchesan, presidente do conselho da entidade, após apresentar os números de 2017, afirma que ele e sua equipe vão se reunir com os potenciais presidenciáveis para mostrar qual é a agenda que o setor julga ser a melhor para a indústria e a economia.
Uma retomada sustentável do Produto Interno Bruto (PIB), afirma, depende do investimento.
Enquanto isso, acrescenta, se voltar ao exterior segue como opção viável. A ABIMAQ crê em continuidade da tendência de alta nas exportações durante 2018, mesmo que com rentabilidade bastante reduzida.
Em 2017, as vendas externas ajudaram no aumento do uso de capacidade da indústria, que foi de 67,1% em dezembro de 2016 para 74,9% no mês passado.
Resultados
A receita líquida total das empresas do setor de máquinas e equipamentos recuou 2,9% no ano passado, para R$ 67,14 bilhões. Internamente, as vendas renderam 19% menos, ou R$ 37,7 bilhões.
O consumo aparente – índice que reúne produtos nacionais e importados – somou R$84,88 bilhões, queda de 13,9%.
Além disso, o déficit comercial fechou US $ 3,68 bilhões para a indústria de bens de capital, 51,7% menor que o rombo de 2016. Nessa conta, as exportações ficaram com US$ 9,09 bilhões, avanço de 16,6%, e as importações, com US$ 12,77 bilhões, encolhimento de 17,2%.
O ano de 2017 também foi mais um em que o setor fechou postos de trabalho. Ao fim de dezembro, as fabricantes empregavam 289.637 pessoas, 0,7% de queda sobre o mesmo período de 2016. Quando essa crise se iniciou, em 2013, as empresas tinham 380.285 funcionários – desde então, foram fechadas 90.648 vagas.

Fonte: Revista Manutenção & Tecnologia / Abimaq

Demanda por bens industriais fecha 2017 com alta de 4,2%

O Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais referente a dezembro registrou alta de 2,4%, na comparação com novembro. O resultado consolidado de 2017 mostra uma demanda positiva por bens industriais, com elevação de 4,2% – ou seja, acima dos 2,5% de crescimento da produção nacional calculada pela Pesquisa Industrial Mensal, Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O bom desempenho da demanda por bens industriais ao longo de 2017, com destaque para a alta de 10,5% das importações, corrobora o cenário de recuperação da atividade econômica”, explica Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea que assina o estudo. O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais é definido como a produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações.

Entre os componentes do consumo aparente, em dezembro de 2017 as importações de bens industriais cresceram 2,2% e a produção doméstica líquida de exportações avançou 2,1%. A demanda por bens da indústria extrativa mineral subiu 3,8% no último mês de 2017 – após um avanço de 4,1% em novembro. Por sua vez, a alta entre os bens da indústria de transformação foi de 1,4%.

Nessa mesma base de comparação, foi verificado um crescimento em 17 segmentos, de um total de 22, aumentando o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 77%, ante 59% do período anterior.
Entre os segmentos com maior peso, contribuíram positivamente “outros equipamentos de transporte”, com alta de 40,1%, e “veículos automotivos”, com expansão de 8,3%. Na comparação com dezembro de 2017, os destaques foram os “veículos automotivos” (22,4%) e “metalurgia” (16,8%).

O resultado do indicador também foi positivo no quarto trimestre de 2017, quando comparado ao terceiro (alta de 2,9%). Frente a dezembro de 2016, o desempenho do Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais em dezembro de 2017 foi 9,7% superior.

Fonte: Investimentos e Notícias

Redação On fevereiro - 8 - 2018
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