Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2018






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China deve bater meta de capacidade de aço para 2020 já em 2018, mas alerta para riscos

A China pretende atingir sua meta de redução na capacidade de produção de aço dois anos antes do planejado, disse o Ministério da Indústria em um comunicado nesta quarta-feira, em um momento em que o principal produtor mundial impulsiona esforços para cortar o excesso de produção.

O plano original exigia a redução de 150 milhões de toneladas de capacidade de produção de aço até 2020.

No entanto, a China enfrentará mais pressão para combater o excesso de capacidade, já que os preços altos reduziram a disposição dos produtores de aço em cortar a capacidade, disse o Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação.

Pequim disse várias vezes que sinais de adição de novas capacidades estão em aparecendo e que ainda há risco de fornos retomarem a produção.

“A prevenção rigorosa da adição de novas capacidades será a chave para atingir com êxito a reforma estrutural da oferta na indústria siderúrgica em 2018”, disse o ministério.

A China começará a realizar controles no primeiro semestre deste ano em fornos de indução fechados para evitar que eles retomem a produção, disse a pasta. O ministério também pediu que autoridades locais ampliem investigações e proíbam qualquer tipo de aumento de capacidade.

Fonte: Reuters / Infomet

Importações da China têm forte salto em janeiro; exportações também superam expectativas

A máquina comercial da China acelerou em janeiro após queda no mês anterior, com as exportações e as importações crescendo bem mais do que o esperado e indicando forte início do ano para a demanda global.

Os dados robustos divulgados nesta quinta-feira, junto com as pesquisas na semana passada dos setores industrial e de serviços, sugerem que a economia da China continuou resiliente no início de 2018 e pode até mesmo ter ganhado alguma força, apesar das repressões à poluição industrial e ao financiamento de maior risco que estão elevando os custos de empréstimo.

As exportações em janeiro subiram 11,1 por cento sobre o ano anterior, acelerando sobre ganho de 10,9 por cento em dezembro, mostraram dados oficiais. Analistas esperavam que o crescimento desaceleraria pelo segundo mês seguido, a 9,6 por cento.

As importações saltaram 36,9 por cento, disse a Administração Geral de Alfândegas, ritmo mais forte desde fevereiro passado e ante expectativa de analistas de crescimento de 9,8 por cento.

O aumento das importações da China havia desacelerado com força a 4,5 por cento em dezembro, provocando temores de que a demanda doméstica estava diminuindo conforme Pequim forçava indústrias a reduzir a produção para diminuir a poluição no inverno.

As commodities mais uma vez lideraram a balança comercial em janeiro, com as importações de petróleo da China atingindo recorde e as compras de minério de ferro no segundo nível mais forte já registrado.

Os dados deixaram o país com o menor superávit comercial em 11 meses, de 20,34 bilhões de dólares, ante 54,69 bilhões em dezembro e projeção de superávit de 54,1 bilhões de dólares.

Entretanto, dados da China nos dois primeiros meses do ano devem sempre ser tratados com cautela devido a distorções provocadas pela data em que cai o feriado do Ano Novo Lunar, comemorado no final de janeiro em 2017 mas que será em meados de fevereiro neste ano.

Fonte: DCI

Brasil toma espaço da China nas vendas para a Argentina

O Brasil avançou nas exportações para a Argentina em 2017 e consolidou tendência para recuperar fatia perdida para a China nos últimos anos. Os embarques brasileiros para o país vizinho no ano passado cresceram 31,5%, em ritmo bem acima dos 17,5% de alta das exportações da China para igual destino. As compras externas da Argentina subiram em média 19,7% em 2018. Com o desempenho do ano passado, a fatia brasileira nas exportações de todo o mundo rumo à Argentina subiu de 24,6% em 2016 para 26,9% no ano passado enquanto a participação chinesa caiu levemente, de 18,8% para 18,4%.

Para analistas, o avanço mais acelerado do Brasil no ano passado mostra que está se consolidando a reação iniciada em 2016, quando as exportações brasileiras aos argentinos cresceram 4,4% contra queda de 11% das vendas dos chineses. Somando o desempenho dos dois anos, a fatia brasileira nas compras externas argentinas aumentou cinco pontos percentuais enquanto a da China recuou 1,3 ponto percentual. A expectativa é de que em 2018 os embarques do Brasil à Argentina continuem avançando em ritmo maior que os da China, embora de forma mais desacelerada. Os dados constam de relatório da balança comercial do governo argentino.

“O Brasil deve recuperar mais espaço em 2018, mas não com uma diferença tão grande em relação à China”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Ele lembra, porém, que há um grande caminho a percorrer, já que o desempenho brasileiro nas exportações para a Argentina foi pior que o da China ao menos desde 2012 (até 2015), quando a economia argentina recuou 1% após avançar 6% em 2011 e 10,1% em 2010, segundo dados do Banco Mundial. Em 2011 a China participou com 14,4% das exportações totais para a Argentina enquanto o Brasil ficou com 29,7%. Ou seja nos últimos sete anos, mesmo com o desempenho de 2017, os chineses avançaram quatro pontos percentuais enquanto o Brasil perdeu 2,8 pontos percentuais.

Quando a economia argentina recua, as exportações brasileiras de automóveis caem, diz Castro. Os veículos, explica ele, representam uma grande vantagem comercial do Brasil nas vendas para a Argentina em relação ao resto do mundo, inclusive na comparação com os chineses. Com a reação da economia tanto argentina quanto brasileira, a exportação de veículos é ainda mais favorecida, já que o acordo automotivo atualmente vigente entre os dois países segue o índice “flex” de 1,5. Para cada dólar importado pelo Brasil em automóveis e autopeças, as montadoras brasileiras podem vender US$ 1,5 à Argentina sem a incidência de tarifas. Ou seja, com maior capacidade de importar por conta da demanda doméstica, o Brasil também poderá exportar mais ao país vizinho.

No ano passado a venda de automóveis brasileiros aos argentinos, segundo classificação da balança do país vizinho, alcançou US$ 4,85 bilhões, com alta de 43,3% em relação a 2016. Os veículos representam 27% do que os argentinos compram do Brasil. A venda de automóveis chineses aos argentinos é praticamente inexistente: somou US$ 83 milhões em todo o ano passado.

Mas em 2017 o embarque de outros tipos de bens também se destacou, como os bens de capital e os intermediários, que avançaram 40,1% e 25,2%, respectivamente. Em 2016, o valor vendido em bens de capital pelo Brasil foi de US$ 2,93 bilhões, atrás dos US$ 3,12 bilhões exportados pela China. Com o avanço no ano passado, o Brasil somou US$ 4,11 bilhões em bens de capital vendidos à Argentina e ultrapassou os US$ 3,95 bilhões embarcados pelos chineses.

André Mitidieri, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) também acredita que a tendência é de recuperação da fatia brasileira nas vendas à Argentina. Ele lembra que além da crise, a política externa do país vizinho mudou muito desde que Mauricio Macri assumiu a presidência, em dezembro de 2015. Macri reverteu as restrições impostas pelo governo anterior, de Cristina Kirchner, quando o Brasil enfrentou dificuldades com licenças não automáticas e maior concorrência da China nas vendas aos argentinos.

A política do governo Macri, concorda Castro, fez diferença para as relações comerciais com a Argentina. “Depois de muito tempo os dois países estão falando o mesmo idioma.” Um reflexo disso são as negociações em andamento de acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Uma dificuldade que se mantém, porém, diz ele, é em relação aos investimentos chineses, que influenciam também as importações. A ofensiva chinesa nesse sentido, porém, não tem apenas como alvo a Argentina, como também o Brasil e outros países da América do Sul.

Castro destaca, porém, o peso que o Brasil tem para a Argentina em termos comerciais. A balança bilateral encerrou 2017 com superávit de US$ 8,2 bilhões para o Brasil, muito perto dos US$ 8,4 bilhões de déficit na balança comercial total da argentina no ano passado. Enquanto as exportações brasileiras rumo a Argentina aumentaram 31,5% no ano passado, as importações subiram apenas 3,1%. “Houve um período em que a Argentina precisava gerar superávit comercial porque estava fora do mercado financeiro. Com a mudança de política econômica e aprovação de reformas internas, a Argentina tem conseguido atrair mais investimentos e pode se dar ao luxo de ter um déficit comercial.”

De qualquer forma, diz Castro, é possível que com a recuperação da economia doméstica, a demanda brasileira por produtos argentinos aumente e equilibre um pouco mais a balança bilateral.

Lia Valls, coordenadora de comércio exterior do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), destaca que apesar de o Brasil ter avançado sua fatia de participação nas compras externas argentinas nos últimos dois anos, isso não significa necessariamente que houve deslocamento das exportações chinesas.

As vendas brasileiras cresceram, diz Lia, por conta da melhora da economia argentina, mas a pauta de exportação do país asiático é mais ampla. “Além dos eletrônicos, a China tem uma diversidade de produtos que vem mudando e se sofisticando, em mercados em que o Brasil não entrou ou já perdeu.” Enquanto isso, o Brasil, destaca, é um exportador natural de automóveis e outros bens da área de transportes, além de implementos agrícolas. Até mesmo os bens de capital brasileiros exportados para os argentinos são predominantemente desse setor, diz.

Fonte: Abinee / Valor

Setor privado brasileiro espera concessões para acordo com UE

O setor privado brasileiro vê perspectivas de ocorrer até o fim deste mês o anúncio político do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), desde que certas demandas sejam resolvidas.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que continua acreditando que existem condições para o fechamento do acordo na próxima reunião, em Assunção, na semana depois do Carnaval. Apesar disso, alerta que “‘existem questões importantes para o desenvolvimento da indústria brasileira que precisam ser aceitas pela União Europeia, como a inclusão do drawback e a não inclusão de disciplinas relacionadas a bens manufaturados e similares”.

Carlos Eduardo Abijaodi, diretor da CNI, deixa claro que, no entender da entidade, o acordo deverá contar com a aceitação da indústria brasileira para ser efetivamente adotado na sua conclusão.

Uma questão que continua travada é a do regime aduaneiro especial de drawback – que isenta os insumos importados de produtos que serão exportados -, considerado essencial pela indústria brasileira. Já a UE condiciona sua eliminação a melhoras a certos produtos agrícolas para o Mercosul.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) aponta possibilidade de acordo, por perceber maior vontade política dos dois lados. “Temos certeza, no entanto, que o governo brasileiro saberá ser ofensivo e, ao mesmo tempo, resguardar os setores mais sensíveis do agronegócio”‘, diz Camila Sande, responsável pela área de negociações internacionais da CNA.

Delegações do Mercosul e da UE continuam negociando em Bruxelas, mas a constatação é que não conseguem destravar várias questões no nível técnico, e que elas só serão resolvidas no nível político. O engajamento dos ministros, e mesmo dos presidentes, será necessário para fazer o pré-acordo na próxima rodada de discussões. O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Nin Novoa, já cravou a data de 26 de fevereiro para anúncio do pré-acordo.

O comissário de Agricultura da UE, Phil Hogan, disse à imprensa da Irlanda, seu país, que “a bola está do lado dos países do Mercosul. Eles devem decidir sobre o que estão preparados a oferecer para nós, em troca de concessões na agricultura”. Hogan menciona melhor acesso para carros europeus nos mercados do Cone Sul, para ilustrar que a solução não vem “só com carne”.

Fonte: Abinee / Valor

UE eleva para 2,3% previsão de crescimento da zona do euro

A Comissão Europeia elevou suas previsões de crescimento para a zona do euro e disse que a economia do grupo continuará a mais rápida expansão desde a crise econômica global. A comissão alertou, no entanto, para a existência de riscos dos mercados.

O PIB da zona do euro crescerá 2,3% em 2018, disse a comissão, elevando a previsão de novembro que falava em crescimento de 2,1%. A economia da zona do euro deve crescer 2% no ano que vem, ante 1,9% da previsão anterior.

A expansão contínua marca o retorno a um sólido crescimento, observou a União Europeia (UE), apesar da desaceleração em relação ao crescimento de 2,5% em 2017. A aceleração global e o crescimento do comércio impulsionaram a atividade na UE, onde a baixa inflação e políticas monetárias do Banco Central Europeu devem ajudar a expansão.

“Esse crescimento veio para ficar”, disse Pierre Moscovici, comissário da UE para os assuntos econômicos, financeiros e de tributos. “O desemprego e os déficits continuam a cair, e o investimento finalmente está crescendo de forma significativa.”

O Reino Unido deve ter o pior desempenho da região, com crescimento de 1,4% neste ano e 1,1% em 2019. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas e Sociais britânico, se o Reino Unido não conseguir um acordo comercial com a UE há riscos para a economia britânica e crescem as expectativas de a inflação subir. Segundo o instituto, se houver acordo comercial, o Reino Unido crescerá 1,9% neste ano e também em 2019. Sem acordo comercial, a economia deve desacelerar até atingir crescimento de 0,5% em 2020.

Fonte: Abinee / Valor

Redação On fevereiro - 8 - 2018
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