Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 22 de Maio de 2018






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Na sessão de julgamento desta quarta-feira (07/02), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade aprovou, por maioria, a aquisição da Votorantim Siderurgia S/A (que pertence ao Grupo Votorantim) pela concorrente ArcelorMittal Brasil S/A (Ato de Concentração 08700.002165/2017-97). A fusão foi condicionada à celebração de Acordo em Controle de Concentrações – ACC.

Segundo a conselheira relatora do caso, Polyanna Vilanova, a operação gera preocupações em relação à alta probabilidade de exercício de poder de mercados envolvendo atividades de fabricação e comercialização de aços longos comuns: perfis leves; perfis médios; fio-máquina comum; vergalhões CA-60; telas eletrosoldadas; arame recozido; treliças; vergalhões; e compra de sucata.

Além disso, Vilanova destacou que a entrada e a rivalidade de concorrentes não se mostraram suficientes para contestar eventual exercício de poder pela empresa resultante do ato de concentração. Ficou demonstrado ainda que a importação dos produtos também não é concorrencialmente significativa.

A Superintendência-Geral já havia dado parecer apontando os possíveis prejuízos ao ambiente concorrencial, destacando que a operação consiste na fusão entre duas das três principais fornecedoras de aços longos comuns do país — as requerentes e a Gerdau.

Para endereçar os problemas concorrenciais identificados e viabilizar a autorização da operação pelo órgão antitruste, as empresas negociaram um ACC por meio do qual se comprometem a atender medidas estruturais e comportamentais.

“O ACC contempla todas as preocupações concorrenciais aventadas ao longo da instrução da presente operação. O acordo foi elaborado considerando três obrigações principais, a fim de preservar as condições de concorrência nos mercados relevantes impactados direta e indiretamente pela operação”, afirmou a Vilanova.

O presidente do Cade, Alexandre Barreto, manifestou-se no sentido de que os remédios aplicados pelo Conselho em controles de concentração devem cumprir duas funções primordiais: efetividade e exequibilidade. Neste caso, segundo ele, o conjunto de remédios é o necessário para mitigar os problemas concorrenciais, e também suficiente, pois não implica em uma tentativa do Cade em organizar o setor.

“Entendo que a opção por duas linhas de remédios estruturais e ainda por um remédio comportamental endereça de forma adequada as preocupações decorrentes da operação”, disse.

O Tribunal, por maioria, acompanhou o voto da relatora, vencidos os conselheiros João Paulo de Resende e Cristiane Alkmin J. Schmidt, que votaram pela reprovação da operação.

Fonte: Investimentos e Notícias / Infomet

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ArcelorMittal considera que restrições impostas pelo Cade foram duras

O presidente da ArcelorMittal Aços Longos para a América do Sul, Jefferson De Paula, avaliou que as restrições impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a compra da Votorantim Siderúrgica foram duras, mas a operação ainda gerará muito valor para o grupo. “Estamos muito satisfeitos com o resultado, a aquisição da Votorantim é muito importante para a ArcelorMittal e permitirá muitas sinergias e melhorias operacionais. Vamos nos tornar o líder do mercado de aços longos no Brasil”, afirmou.

O Cade aprovou por maioria o negócio, condicionado à assinatura de um acordo que prevê a venda de dois pacotes de ativos. Como já adiantado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, foram incluídos nove mercados em que o conselho identificou que a fusão geraria concentração muito alta. Um primeiro pacote prevê a venda de ativos para a produção de vergalhões, telas eletrosoldadas, perfis leves, perfis médios, arames recozidos, barra MBQ e CA-60. Um segundo pacote contemplará treliças e fio-máquina.

Os pacotes terão que ser vendidos a compradores diferentes. Segundo o Broadcast apurou, uma das empresas interessadas é a mexicana Simec. As vendas incluem unidades hoje da ArcelorMittal em Cariacica (ES), Itaúna (MG) e outras duas em local não divulgado.

Além da relatora, votaram pela aprovação do acordo os conselheiros Maurício Maia e Paulo Burnier e o presidente Alexandre Barreto. Os conselheiros João Paulo Resende e Cristiane Alkmin votaram pela reprovação da operação.

Para o advogado da ArcelorMittal, Ademir Pereira Júnior, da Advocacia Del Chiaro, apesar de dois conselheiros terem votado contra a operação, os remédios construídos no acordo dão segurança de que a concorrência não será prejudicada.

Fonte: Estadão / Infomet

ArcelorMittal espera concluir vendas de ativos a 2 compradores e assumir Votorantim Siderurgia até 2ºtri

O grupo siderúrgico ArcelorMittal (AS:MT) espera concluir até o segundo trimestre a venda de dois pacotes de ativos no Brasil para poder assumir o comando de instalações da Votorantim Siderurgia no país, negócio que catapulta a empresa à liderança entre os maiores produtores de aços longos do país.

O grupo europeu recebeu nesta quarta-feia aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a compra, cerca de um ano após anunciar a operação, na qual a Votorantim passará a ser acionista minoritária no capital da ArcelorMittal Brasil.

Segundo o presidente da ArcelorMittal Aços Longos para Américas do Sul, Central e Caribe, Jefferson de Paula, as negociações para a venda dos ativos para dois compradores estão em estágio avançado. “Hoje não está totalmente negociado, mas esta muito bem adiantado”, afirmou o executivo.

Ele evitou citar quais ativos estão nos pacotes ou o valor total dos desinvestimentos. Porém, não negou que incluam a fábrica de Cariacica (ES), que produz vergalhões e outros produtos, conforme mencionado pela relatora do caso no Cade, a conselheira Polyanna Vilanova, ao citar condicionantes para a aprovação do negócio. [nL2N1PX14D]

Com a aquisição da Votorantim Siderurgia no Brasil, De Paula disse que a ArcelorMittal vai elevar sua capacidade de produção em cerca de 2 milhões de toneladas anuais, atingindo “5 milhões a 6 milhões” de toneladas por ano. A Gerdau (SA:GGBR4), a única outra grande participante do mercado após o negócio aprovado pelo Cade nesta quarta-feira, tem no Brasil capacidade de entre 5 milhões e 5,5 milhões de toneladas anuais de aços longos.

“Estamos muito satisfeitos com a (aquisição da) Votorantim (Siderurgia) porque existe muita sinergia e vamos aumentar a competitividade da ArcelorMittal no Brasil. Vamos agregar valor com outros produtos. A Votorantim tem clientes diferentes dos nossos”, disse o executivo em entrevista por telefone depois da decisão do Cade.

De Paula afirmou que o consumo de aço longo no Brasil este ano deve subir 7 a 9 por cento em 2018, depois de cair 34 por cento nos três anos anteriores. A ArcelorMittal pretende acompanhar o crescimento do mercado, afirmou o executivo.

Ele disse que a recuperação do mercado de construção civil do país está se dando de forma mais acelerada desde o último trimestre do ano passado, em função da retomada de obras que haviam sido paralisadas.

Apesar disso, a ArcelorMittal ainda não tem cronograma definido sobre quando vai decidir duplicar a capacidade de produção da fábrica de aços longos de Monlevade (MG) em relação aos atuais 1,2 milhão de toneladas. A empresa tem todos os equipamentos comprados, “mas depende do mercado” o momento em que fará o investimento para colocá-los em funcionamento, disse De Paula.

“Vamos fazer o investimento que está parado lá, mas quem vai definir isso é o mercado. Temos certeza que a ArcelorMittal vai fazer esse investimento no Brasil”, acrescentou o executivo.

Fonte: Reuters / Infomet

Inesfa lamenta aprovação do Cade sobre Votorantim e Arcelor

 

O Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa) diz lamentar a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da fusão entre a Votorantim Siderúrgica e a ArcelorMittal. Em relação aos remédios impostos pelo órgão antitruste para o negócio, a entidade afirma ver com apreensão a efetividade das restrições. O Inesfa acrescenta ainda que respeita a decisão e reforça que manterá sua atuação vigilante em prol da competitividade do mercado.

O Cade aprovou nesta quarta-feira, 7, com restrições, a compra da Votorantim Siderúrgica pela ArcelorMittal. Dois conselheiros chegaram a votar pela reprovação da operação, mas foram vencidos pela maioria, que seguiu o voto da relatora Polyanna Vilanova.

Como antecipado pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), o acordo prevê a venda de um pacote de ativos produtivos nos mercados de aços longos, comuns e perfilados a um comprador, e outro pacote de produção de trefilados e fio máquina para um segundo comprador. As vendas incluem unidades hoje da ArcelorMittal em Cariacica (ES), Itaúna (MG) e outras duas unidades em local não divulgado.

O Inesfa participou do processo de análise no Cade como terceiro interessado e sempre se posicionou contra a operação. Nesta quarta, em nota, a entidade diz que “compreende a complexidade do caso e respeita a decisão do Cade”, mas afirma lamentar a aprovação da fusão.

Quando o Departamento de Estudos Econômicos (DEE) do Cade recomendou a reprovação do negócio, o Inesfa avaliou a decisão como “adequada”. “As conclusões do Departamento Econômico do Cade estão absolutamente alinhadas com os resultados práticos desta fusão: irreversível concentração do mercado nas mãos dos grandes”, destacou, na ocasião, o presidente da entidade, Clineu Alvarenga.

A entidade alegava que uma aprovação da transação por parte do regulador daria à ArcelorMittal grande poder de mercado, o que provocaria queda nos preços da sucata e prejuízo ao setor.

Em seu parecer, o DEE considerou que a venda de ativos proposta pelas companhias poderia ser para uma das empresas que já atuam no mercado.

No posicionamento divulgado nesta quarta, o Inesfa lembra que, há 30 anos, eram quase 30 grupos siderúrgicos no Brasil e que, a partir da decisão desta data, serão dois grandes grupos controlando de forma amplamente dominante o mercado de aços longos.

Fonte: Isto É / Infomet

Redação On fevereiro - 8 - 2018
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