Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 17 de Julho de 2018






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Poucos indicadores são tão eficientes para retratar a retomada da economia quanto a produção industrial. É verdade que o setor enfrenta uma série de obstáculos que emperram o desenvolvimento e que o caminho até a plena recuperação será tortuoso. A boa notícia, porém, é que os primeiros passos já foram dados. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria brasileira começa a respirar — pelo menos boa parte dela.

De acordo com o levantamento, em novembro, a produção industrial nacional cresceu 0,2% e oito das 14 localidades pesquisadas mostraram taxas positivas. O Espírito Santo liderou com folga o ranking brasileiro, com expansão de 5,8%. Em dois meses consecutivos, a alta da indústria no estado foi de 7%, o que espanta definitivamente, pelo menos na região, qualquer sintoma de crise.

Na sequência aparecem Bahia (crescimento de 3,5% em novembro), Pernambuco (2,6%) e Minas Gerais (2,4%). Rio Grande do Sul (1,4%), Pará (1,1%) e Região Nordeste (0,2%) também apresentaram resultados positivos. Detentor do maior parque industrial brasileiro e responsável por 33,5% do Valor da Transformação Industrial (VTI) do país, São Paulo avançou 0,7% em novembro, o que confirma que os ventos favoráveis sopraram em quase todas as regiões do país.

A pesquisa do IBGE mostra que os resultados não são reflexo de uma recuperação momentânea. No acumulado de janeiro a novembro de 2017, a performance da indústria brasileira foi ainda melhor, com altas em 12 dos 15 locais pesquisados e crescimento médio de 2,3%. Nesse período, o Pará aparece com destaque, registrando avanço acima de dois dígitos (10,5%), à frente de Paraná (4,8%), Goiás (4,6%), Mato Grosso (4,5%), Santa Catarina (4,5%) e Rio de Janeiro (3,9%), os primeiros colocados no ranking nacional.

O desempenho expressivo do Pará se deve à expansão da extração de minério de ferro, que chegou a 10,7% entre janeiro e novembro do ano passado ante o mesmo período do ano anterior. Detalhe: a atividade responde por quase 80% da indústria local e vem sendo impulsionada pelo aumento das exportações.

No Brasil, os indicadores positivos foram influenciados pelo forte desempenho da indústria de bens de capital (especialmente no setor de transportes, construção e agrícola), bens intermediários (minério de ferro, petróleo e celulose), bens duráveis (carros e eletrodomésticos da linha marrom) e bens não duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário). A conclusão é óbvia: há sinais favoráveis em quase todos os setores industriais, o que demonstra que a recuperação se deve ao conjunto da economia e não a atividades específicas.

Recuos

Apesar dos avanços expressivos, algumas regiões apresentaram desempenho decepcionante. No Amazonas (estado que, vale lembrar, abriga a Zona Franca de Manaus), a produção industrial recuou 3,7% em novembro, enquanto no Rio a queda foi de 2,9% (o que eliminou parte da expansão de 13,3% acumulada entre agosto e outubro). O Ceará fechou o mês com redução de 2,3% na produção industrial, seguido por Paraná (queda de 0,9%), Goiás (0,6%) e Santa Catarina (0,1%).

Se algumas regiões apresentaram avanço, é inegável que a indústria tem motivos para preocupação. A elevada carga tributária brasileira, uma das mais altas do mundo, aniquila a competitividade das empresas. Pior ainda: parece haver no Congresso pouca disposição para mudanças, apesar de os debates de uma eventual reforma estarem na pauta de 2018. Outra questão que impõe obstáculos é a falta de estímulos à inovação. Falta um plano nacional que abranja vários atores capazes de trabalhar em conjunto, incluindo governo, iniciativa privada, sociedade e terceiro setor. Enquanto isso não for feito, o Brasil continuará atrasado na corrida em direção ao futuro.

Fonte: Correio Brasiliense

 

 

 

Produção industrial em SP sobe 0,7% em novembro, acima da média do País

A produção industrial em São Paulo subiu 0,7% em novembro ante outubro, acima da média do País no mesmo mês, que foi de 0,2% na mesma comparação, e 7,1% contra igual mês de 2016, informou nesta quinta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o Estado de São Paulo acumula alta de 3% e nos últimos doze meses terminados em novembro, de 2,7%. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pela expansão na fabricação de bens de capital, em especial aqueles voltados para o setor de transportes, para construção e agrícola.

Em todo o País, a produção industrial subiu em 8 dos 14 locais pesquisados de outubro para novembro. Os destaques foram Espírito Santo, que registrou alta de 5,8% nessa comparação com ajuste sazonal, Bahia (+3,5%), Pernambuco (+2,6%) e Minas Gerais (+2,4%). Por outro lado, Amazonas, Rio de Janeiro e Ceará tiveram taxas negativas em novembro, de 3,7%, 2,9% e 2,3%, respectivamente.

No geral, a indústria brasileira subiu 0,2% em novembro contra outubro, 4,7% na comparação com igual mês do ano anterior e 2,3% no acumulado do ano até novembro.

Segundo o IBGE, na comparação com novembro de 2016, a indústria subiu em 14 dos 15 locais pesquisados – sem ajuste sazonal, a série inclui Mato Grosso -, sendo as maiores altas dos Estados de Goiás (17%) e do Pará (10,7%). Foram impulsionadas, principalmente, pelos avanços observados nos setores de produtos alimentícios (açúcar cristal, leite esterilizado/UHT/Longa Vida, óleo de soja refinado, leite em pó e carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico e biodiesel) e veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), em Goiás; e de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no Pará.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice da indústria nacional subiu 2,2%, maior alta desde setembro de 2013 (+2,3%), com taxa positiva em 12 dos 15 locais pesquisados, sendo as principais do Paraná (+4,9%), Santa Catarina (+4,6%) e Goiás (+3,7%).

Fonte: O Estado de São Paulo / Infomet

Redação On janeiro - 12 - 2018
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