Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Domingo, 16 de Dezembro de 2018






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Montadoras chamam trabalhadores afastados durante a crise de volta

No ABC Paulista, as montadoras estão levando de volta para as fábricas trabalhadores que tinham sido afastados durante a crise.

Este vai ser um fim de ano bem mais animado na casa do Wellington. Ele ficou cinco meses com o contrato suspenso na montadora, uma das maiores da região do ABC Paulista. Foi chamado de volta junto com 120 colegas e desde então não parou de trabalhar.

“Isso deixa a gente mais aliviado ainda, hora extra, produto novo chegando então é um alívio bem grande”, disse o montador Wellington Freitas.

Além de trazer de volta os trabalhadores que estavam afastados, a montadora ainda teve que contratar mais gente para dar conta do aumento de produção. No chão da fábrica agora trabalham 170 novos funcionários. Folga? Nem pensar. Desde novembro, todo mundo trabalha aos sábados também. E as férias coletivas, neste fim de ano, vão ter uma semana a menos.

As exportações da fábrica cresceram 40% em 2017 e as vendas lá dentro também melhoraram, diz o presidente da companhia.

“Hoje nós estamos trabalhando com um turno. Felizmente hoje esse turno está cheio, mas a gente gostaria muito de entrar no segundo turno e aí com isso dobrar a nossa capacidade. Então estamos felizes com a melhoria, mas ainda temos muito para crescer”, declarou o presidente da Mercedes-Benz do Brasil.

Tem mesmo. As montadoras no Brasil ainda estão com 50% de capacidade ociosa, mas as máquinas, aos poucos, voltam a funcionar. Em março de 2016, quase 40 mil metalúrgicos estavam afastados ou com licença remunerada, ou dentro do programa de proteção ao emprego patrocinado pelo governo federal. Hoje, esse número caiu para menos de 3.400 funcionários.

Uma montadora de caminhão, que também fica no ABC Paulista, empregou 500 novos trabalhadores de maio para dezembro. A Juliana, que trabalhou lá com contrato temporário, foi chamada de novo.

“Aumentou bastante a produção, o que a gente pode observar tanto no mercado interno, que é o Brasil, quanto a exportação, então para gente é muito legal”, contou a técnica em montagem Juliana Bezerra.

A volta dos metalúrgicos às fábricas também é um alívio para o comércio em torno das montadoras.

“Eles pedem muitas coisas, entrega lá para eles, vem um pouco para cá, entrega pizza, baguete, refeições, lanches. Então melhorou sim”, contou o gerente da padaria, Marcelo Batista.

Fonte: G1 / Infomet

Indústria do Alto Tietê volta a crescer e empresas ampliam quadro de funcionários para 2018

Indústria de Mogi das Cruzes deve reativar aciaria em março de 2018. Setor estava desativado desde 2015. De março à outubro, 1 mil empregos foram gerados na indústria da região.

A indústria do Alto Tietê criou cerca de 1 mil empregos desde março até outubro, depois de meses de crise. Os destaques são para alguns dos setores que mais vinham sofrendo, entre eles, o de veículos.

As peças são para o porta-luvas de um modelo de carro de passeio. Encomenda que ajudou a aumentar em quase 30% a produção total da fábrica no Taboão, em Mogi das Cruzes em 2017. Por isso, o quadro de funcionários aumentou. “Esse ano foram dois projetos que tiveram impacto muito grande. Ampliamos nosso quadro de colaboradores em torno de 30%”, disse o empresário Osvaldo Baradel.

O novo líder de produção da fábrica não esconde a alegria depois dos meses de desemprego. “Quando chegou a oportunidade, logo de pronto, vim e deu tudo certo. Estou trabalhando há dois meses, extremamente realizado”, disse Emerson Ferreira.

Emerson foi contratado em outubro, mês em que o nível de emprego industrial na diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, o Ciesp, apresentou resultado positivo. A variação ficou em 0,17 % o que significou um aumento de cerca de 100 postos de trabalho.

Com o resultado de outubro, o Alto Tietê contabiliza a geração de cerca de 1 mil empregos desde março, quando segundo o Ciesp a industria regional voltou a contratar depois de meses seguidos de só demissões. A empresa que tem planta em Mogi das Cruzes atende a construção civil, a indústria agropecuária e o setor automotivo. No auge da crise, apostou em exportações para vender aço.

Com a reação do mercado interno, segundo o gerente, Carlos Daroit, agora surge um novo projeto para a região. Reativar a aciaria da usina de Mogi a partir de março, área que estava parada desde 2015. “A gente vem nesse processo de retomada da produção automotiva. De 2016 para 2017, a produção subiu 27% a expectativa para 2018, deve aumentar 10%. Isso fez com que a gente tomasse essa decisão de retomar a aciaria de Mogi”.

Apesar da produção de agora ainda não ser como a de antes da crise, a previsão é de que os cerca de 100 funcionários de Mogi das Cruzes, para somar às estatísticas da região, ganhem mais colegas em breve. “Vamos mais do que dobrar o número de funcionários e isso faz com que tenhamos condições de atender a indústria automotiva, que deve cresce até 2025”.

Três dos setores com melhores desempenhos na região em contratações são o de produtos alimentícios, produtos têxteis e o de veículos automotores e autopeças.

Fonte: G1 / Infomet

MS: Iniciativa privada garante 1,8 mil vagas na construção civil

Emprego no setor foi mantido graças a obras privadas

O emprego na construção civil de Campo Grande está sobrevivendo graças à iniciativa privada. Se 2017 tem sido considerado um ano de incerteza para retomada de investimentos na construção civil, a abertura de postos de trabalho também é outro desafio para o setor.

“Temos amargado queda de postos de trabalho em razão da recessão econômica do governo federal, que não investe no setor e mantém obras paralisadas, além da inibição das obras do programa Minha Casa Minha Vida. Mesmo assim, no setor privado o ano não foi tão ruim em fechamento de vagas quanto no público”, avalia José Abelha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção e Mobiliário de Campo Grande (Sintracom-CG).

Conforme estimativa da entidade, ao menos sete empreendimentos, lançados por três construtoras, estão gerando em torno de 1,8 mil empregos na Capital.

“Algumas empresas retomaram empreendimentos e outras iniciaram novos. A perspectiva para 2018, ano de eleição, é de que a partir de março dê uma melhorada. Há uma expectativa de lançamento de obras e que novos recursos sejam injetados na construção civil”, afirmou.

De acordo com os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, a construção civil encerrou o mês de outubro com saldo negativo em Campo Grande, totalizando 203 empregos extintos. O resultado foi verificado mesmo com a Capital liderando a geração de empregos no período no Estado – o saldo foi positivo em 574 vagas.

Fonte: Infomet

O novo perfil de uma das profissões mais estáveis do Brasil

Faça chuva ou faça sol na economia do país, quem trabalha com contabilidade parece estar sempre a salvo de turbulências. Mas toda essa lendária estabilidade da carreira não se traduz em ausência de novidades — ou de mudanças.

A chegada de novas tecnologias está alterando a antiga profissão , e quem não acompanhar esse ritmo acabará ficando para trás, diz o professor Bruno Salotti, coordenador da graduação em ciências contábeis da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

Foi-se o tempo em que o contador era o mero encarregado de registrar manualmente em livros cada ocorrência contábil do negócio. As atividades burocráticas da área passaram a ser cada vez menos feitas por humanos com a chegada da informática e, mais tarde, dos softwares especializados.

“O profissional deixou de produzir os dados e passou a analisá-los, com o objetivo de prever o impacto contábil de cada decisão de negócios”, diz Salotti.

Nesse sentido, deixou de olhar para o passado da empresa — o dinheiro que entrou e que saiu no mês anterior, por exemplo —, e passou a fazer projeções para seu futuro.

A automatização de processos em contabilidade transformou um trabalho burocrático em analítico, o que também abriu espaço para que ele pudesse se tornar gerencial: há anos, grandes empresas já contam com a figura do CAO (Chief Accounting Officer), uma posição de diretoria alternativa à do tradicional CFO (Chief Financial Officer).

“O contador tem sido trazido para o âmbito da gestão”, afirma o professor da USP. “Ele agora ajuda a desenhar operações para gerar economia fiscal, identificar as melhores áreas geográficas para expandir o negócio e delinear as estratégias da companhia de forma geral”.
O big data entra na conta

Para desempenhar funções cada vez mais estratégicas, o contador tem em mãos um recurso precioso: o big data.

Afinal, graças ao avanço da tecnologia, um gigantesco oceano de dados está à disposição das empresas — e elas buscam profissionais capazes de ajudá-las na missão de desvendá-los, inclusive na seara contábil.

“Além de ter conhecimentos profundos em contabilidade, hoje também é preciso dominar ferramentas de análise de big data e business intelligence”, diz José Carlos Fortes, contador e presidente da Fortes Tecnologia, empresa que desenvolve de softwares de gestão.

O profissional de contabilidade mais requisitado do momento, segundo ele, é uma espécie de “cientista de dados contábeis”.

Não é preciso entender de programação, necessariamente; mas é preciso ir muito além do Excel. “O novo contador precisa dominar ferramentas de gestão de dados, montar painéis de análise e extrair conclusões para orientar as decisões do negócio”, afirma o especialista.
Domínio do inglês é raro na área

Além da facilidade para lidar com o big data, o contador do século 21 também precisa ter pelo menos nível intermediário no idioma de Shakespeare para compreender e transmitir informações sobre a situação contábil do negócio — principalmente no caso de trabalhar em uma multinacional.

“Embora tenha havido uma melhora nos últimos anos, ainda é muito difícil encontrar candidatos que falem bem inglês, porque historicamente as vagas em contabilidade não exigiam essa competência”, explica Leonardo Berto, gerente de negócios da consultoria Robert Half.

Segundo o especialista, um contador especializado em tributos que domine o idioma é do tipo “mosca branca”: encontrá-lo é uma missão praticamente  impossível.

O professor Salotti, da FEA-USP, diz que seus alunos são orientados em sala de aula a investir no inglês. “A faculdade tem disciplinas e provas em inglês, além de oferecer diversos programas de intercâmbio”, explica. “O estudante compreende desde cedo que, na carreira de contabilidade, inglês não é mais diferencial, mas requisito”.
Comportamento também importa — e muito

De acordo com o gerente da Robert Half, certas habilidades comportamentais específicas são fundamentais para se dar bem no mercado de contabilidade no Brasil.

Uma delas é a disposição para investir em atualização constante. “A pós-graduação em controladoria é o caminho natural de muitos contadores,”, explica Berto. “Como ensina a transformar números em estratégia, é um dos mais demandados pelo mercado”.

Mestrado ou MBA em auditoria, compliance, business intelligence, gestão e perícia contábil também estão entre as opções de pós-graduação mais quentes do momento na área, segundo Fortes.

Ter um perfil estudioso, porém, não é suficiente. Além de resiliência e capacidade de automotivação, o contador precisa ser hábil em relacionamentos interpessoais. “Uma demanda recorrente dos empregadores é por profissionais que saibam se comunicar e fazer a ponte entre o departamento contábil e outras áreas, como marketing, vendas ou operações”, diz Berto.

Salotti também destaca a capacidade de navegar pela interdisciplinaridade do mundo dos negócios. Além de ter um conhecimento profundo sobre a própria área, o contador também deve saber um pouco de economia, administração, estatística, direito e tecnologia.

“Quem tem uma sólida formação em ciências contábeis e uma visão panorâmica de outras áreas, além de fortes competências comportamentais, será um excelente candidato à diretoria de finanças de uma empresa”, diz o professor da FEA-USP.

Fonte: Exame / W.Amancio

Justiça cassa liminar que suspendia demissões na Estácio

O desembargador José Geraldo da Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, cassou, nesta segunda-feira (18), a liminar que suspendia as demissões de cerca de 1.200 professores da Estácio de Sá. Na sexta-feira (15), a juíza substituta Tallita Massucci Toledo Foresti, da 21ª Vara do Trabalho do Rio, havia suspendido as demissões.

“Entendo que não há norma classista ou legal que impeça a sociedade empresária de rescindir contratos de trabalho segundo critérios empresariais e contingências de mercado”, disse o desembargador Fonseca na decisão de hoje.

De acordo com o desembargador, a nova redação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) diz que pode haver dispensa de empregados, individualmente ou em grupos, sem prévia negociação com o sindicato de classe.

“Qualquer exigência que impeça, retarde ou diminua o exercício desse direito traduz afronta a direito líquido e certo e decisão administrativa ou judicial que respalde essa exigência constitui arbitrariedade que não pode prevalecer”, continua o desembargador em sua decisão.

A Estácio demitiu cerca de 1.200 professores no começo do mês e desde então sindicatos e o Ministério Público do Trabalho (MPT) têm tentado reverter as dispensas na Justiça. A liminar de sexta-feira foi a segunda conseguida contra as demissões. Ambas foram derrubadas após recursos da empresa.

Desde a semana passada, Estácio, MPT e sindicatos de professores têm feito reuniões no Rio e em São Paulo para tentar chegar a um bom termo sobre as dispensas, mas até o momento não houve anúncio de acordo.

Fonte: Abinee

Reajuste de servidor é mantido

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu ontem, em decisão liminar, a Medida Provisória nº 805/2017, assinada em outubro pelo presidente Michel Temer, que adiava por um ano o pagamento da parcela de janeiro de 2018 do reajuste salarial dos servidores públicos. O dispositivo da MP que elevava de 11% para 14% a contribuição previdenciária dos funcionários públicos federais que ganham acima de R$ 5,3 mil mensais também foi suspenso. As medidas fazem parte do ajuste fiscal do governo e deveriam proporcionar uma economia de R$ 6,6 bilhões ao Tesouro em 2018.

A liminar foi concedida a uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Psol. Apesar de ter efeito imediato, a decisão ainda será submetida ao plenário do tribunal. A Advocacia Geral da União (AGU) informou que vai recorrer.

Para Lewandowski, a MP levaria os servidores a começar o ano de 2018 recebendo menos do que em 2017. Desse modo, segundo o ministro, a medida reduzia a remuneração dos servidores, desrespeitando o direito à irredutibilidade dos salários, princípio garantido pela Constituição Federal.

“Em reforço ao raciocínio desenvolvido acima, deve ser mencionado que os servidores públicos do Poder Executivo Federal serão duplamente afetados pelo mesmo ato. Primeiro, por cercear-se um reajuste salarial já concedido mediante lei; depois, por aumentar-se a alíquota da contribuição previdenciária, que passa a ser arbitrariamente progressiva, sem qualquer consideração de caráter técnico a ampará-la”, disse Lewandowski na decisão. Ele concordou com o argumento do Psol de que a suspensão o reajuste “fere de morte o direito à irredutibilidade dos vencimentos dos ocupantes de cargos públicos”.

Para o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcício Perondi (PMDB-RS), a decisão prejudica o Brasil. “É mais uma manifestação explícita de que as corporações públicas não querem contribuir para a melhoria do país. Lewandowki fere o frágil equilíbrio fiscal e não precisava dar esse triste presente de Natal para a população brasileira.”

Em relação à elevação da contribuição previdenciária, a forma escolhida pelo governo — taxação progressiva — seria indevida, segundo Lewandowski. A MP mantém a alíquota de 11% até os primeiros R$ 5.531,31 recebidos pelo servidor. A parcela dos vencimentos acima dessa faixa passaria a ter desconto de 14%. A decisão ocorre um dia após a abertura de dados dos tribunais, a pedido da ministra Cármen Lúcia. Cerca de 71% dos magistrados receberam valor superior a R$ 33.763, o máximo estipulado por lei.

Fonte: Correio Brasiliense

Redação On dezembro - 19 - 2017
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