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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018






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Caged deve mostrar alta em vagas

A geração de vagas formais deve ter um resultado expressivo em novembro, depois de ter crescido 0,20% no mês de outubro, declarou o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Helton Yomura, na última sexta-feira (15).

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro serão divulgados no próximo dia 20. “Botamos muita fé de que esse Natal será muito bom para o comércio e para o consumidor”, destacou Yomura.

O secretário-executivo disse que a economia passa por um processo de recuperação que somente em São Paulo foram criados em outubro 11,3 mil postos de trabalho. No acumulado em 12 meses, já são 124 mil postos, de acordo com ele, vindos do comércio, serviços e indústria.

Ainda segundo Yomura, o Ministério do Trabalho tem adotado tecnologias contra fraudes e só este ano já foram cancelados 52.000 requerimentos de seguro desemprego por fraudes. “Isso representa uma economia de R$ 650 milhões. Esperamos que no próximo ano tenhamos mais queda do seguro-desemprego não só por fraudes, mas pelo aumento do emprego”, afirmou.

Em outubro
Somente no mês de outubro, a criação de postos de trabalho formal avançou 0,20% em relação a setembro, verificando um saldo positivo de 76.599 vagas, resultado de 1.187.819 admissões e 1.111.220 demissões. Já nos dez meses do ano, as empresas brasileiras empregaram 12.514.882 com carteira assinada e demitiram 12.212.693, gerando um saldo positivo de emprego de 302.189, aumento de 0,79% na comparação com os meses de janeiro e outubro do ano passado.

No período, a administração pública foi o segmento onde as contratações formais mais registraram expansão, de 2,13% nos dez meses do ano, para uma geração líquida de 18.092 postos no período.

Fonte: DCI

Como a reforma, as aposentadorias oscilam

As idas e vindas nas tentativas do governo de aprovar a reforma da Previdência em 2017 não ditaram as discussões só em Brasília. Os pedidos de entrada de aposentadoria aumentavam ou diminuíam ao longo do ano, conforme a chance de o texto passar no Congresso mudava.

Dados da Previdência Social mostram que o número de novos requerimentos cresceu sobretudo nos primeiros meses do ano, quando o governo Temer ainda dava como certa a aprovação do texto até o começo do segundo semestre.

De janeiro a outubro, foram 7,9 milhões de pedidos de benefício – um aumento de quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Em outubro, a alta foi de 20% na comparação com o mesmo mês de 2016.

Em maio, com o governo encurralado após a divulgação da gravação entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, o número de pedidos teve duas quedas seguidas, um aumento sazonal em agosto e voltou a subir quando a reforma ganhou novo fôlego, em setembro.

O economista da PUC-Rio José Márcio Camargo diz que é razoável que o cidadão se sinta impelido a tentar garantir a aposentadoria. “O que não faz nada bem ao País é adiar ainda mais a discussão de reforma.”

Ansiedade. A recepcionista gaúcha Erica Rocha apressou a entrada na aposentadoria no começo do ano. “Já tinha direito de me aposentar, mas no ano passado, ouvi que mesmo quem podia dar entrada teria de trabalhar alguns meses a mais. Achei melhor não arriscar e fiz o pedido.”

Para o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) Paulo Tafner, a movimentação do primeiro semestre sugere que houve certa urgência para entrar com os pedidos. “A oscilação pode refletir os ânimos da reforma e o comportamento da série aponta uma minicorrida que foi contida pelo episódio da JBS. Talvez em fevereiro, quando o governo fará uma nova tentativa de aprovação, ocorra um novo movimento.”

O pesquisador também pondera que a tendência está longe de se parecer com a corrida por novos pedidos que ocorreu em 1998, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aprovou mudanças nas regras da Previdência, como a criação de uma idade mínima para a aposentadoria dos servidores públicos.

“Existe um certo temor por parte da população e muitas vezes isso é exacerbado por informações falsas, porque a reforma não mexe com direitos adquiridos. Com medo, o contribuinte tenta se prevenir e acaba tomando uma decisão economicamente ruim, porque, dependendo da regra, poderia ficar mais tempo trabalhando e melhorar o valor da aposentadoria”, diz José Roberto Savoia, professor da USP.

A presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger, avalia que, em meio a diversas informações desencontradas, o cidadão sente medo de não conseguir se aposentar depois que a reforma passar.

“O cidadão teme que a Previdência não tenha dinheiro para pagar as aposentadorias e tenta garantir alguma coisa. Faz parte do subconsciente das pessoas. No momento em que a aprovação da reforma parecia certa, um grande número de pessoas que já podiam se aposentar ficou ansiosa para pedir logo o benefício.”

Parte do problema se deve ao modo como o governo tratou o tema, diz. “O governo adotou um discurso de catástrofe para convencer a população, mas o efeito foi contrário. Ele errou na mão na propaganda e na reforma. A propaganda não surtiu efeito nem antes e nem depois do caso Joesley.”

Fonte: O Estado SP

CSN suspende Cesta de Natal dos funcionários e Sindicato tenta reverter decisão

O Natal dos metalúrgicos deste ano não será como os outros. É que, através do seu informativo ‘Chama’, a direção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) suspendeu a tradicional Cesta de Natal, os brinquedos para os filhos dos funcionários e também os almoços festivos. O comunicado que pegou a todos de surpresa, segundo a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, foi feito logo depois da aprovação do acordo histórico, que permitiu o aumento da jornada de trabalho para oito horas que fazem turno ininterrupto de revezamento, aprovado por maioria dos trabalhadores.

Segundo informou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, a justificativa foi de que ‘o esforço de recuperação é de todos’, já que a empresa enfrenta um longo período de crise e que precisa fazer corte nos benefícios extras dos trabalhadores. “Só se esqueceu de falar que o seu lucro líquido no terceiro trimestre foi de R$ 256 milhões, o melhor do ano”, lembrou o sindicalista, garantindo que, diante desse ‘presente natalino’, o Sindicato está tentando junto à direção da empresa, garantir a manutenção desses benefícios, que os trabalhadores já contam todo final de ano.

Campos disse ainda que a atitude da empresa, surpreendeu não somente aos trabalhadores, mas também aos sindicalistas. “A Companhia precisa entender que a crise atinge a todos os brasileiros e que todos tiveram prejuízos, mas tirar a Ceia de Natal da mesa dos trabalhadores e os brinquedos de seus filhos não vai diminuir e nem tão pouco aumentar o lucro. A CSN vai, mais uma vez na contramão e retira seus direitos. Por isso, estamos correndo atrás para ver se conseguimos reverter essa decisão. Não vamos deixar que os trabalhadores percam mais benefícios”, finalizou o presidente.

CSN

Em nota, a CSN informou que no longo período de crise, foi promovida uma série de reduções de custos, o que permitiu a empresa enfrentar o tempo difícil da economia nacional. “Após diversas diminuições em contratos, investimentos e na gestão, ficou impossível também não promover corte nos benefícios extras como festas e presentes de fim de ano. Nesse sentido, a CSN, este ano, não terá como presentear seus colaboradores com a tradicional cesta de Natal, brinquedos e almoços festivos. O esforço de recuperação é de todos. Seguimos juntos para fazer um 2018 melhor”, diz a nota.

Fonte: A Voz da Cidade / Infomet

ABC: Construção corta, mas obras públicas evitam tombo maior

Os canteiros de obras no Grande ABC ficaram mais vazios em outubro, pelo fato de, pelo terceiro mês seguido, os cortes superarem a abertura de vagas no setor da região. No entanto, a retomada de construções públicas tem dado fôlego extra ao segmento e, embora tenham estimulado tímido volume de contratações até o momento, a expectativa é de geração de postos de trabalho nos próximos meses.

Por esse motivo, São Bernardo e Rio Grande da Serra foram os únicos municípios que tiveram saldos positivos no emprego da construção civil em outubro – 25 e nove postos, respectivamente. Obras como os corredores de ônibus Alvarenga e João Firmino, Terminal Alves Dias e o estacionamento da Prefeitura são-bernardense têm aquecido o setor. E a retomada de construções como o Piscinão do Paço e demais intervenções do Projeto Drenar devem estimular a abertura de mais vagas.

Anteontem, a Prefeitura de Santo André também anunciou que vai investir, até o fim de 2019, R$ 230 milhões em moradias do Minha Casa, Minha Vida. A notícia é vista com bons olhos pela diretora adjunta do SindusCon-SP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo) na região, Rosana Carnevalli. Ela aponta que a falta de aportes do programa federal implicou diretamente na estagnação e recessão do setor. “Mesmo assim, a iniciativa ainda foi o que segurou esses trabalhadores que se mantiveram empregados, senão a situação teria sido pior”, destaca. “E é o que deve empregar mais gente no setor pelos próximos meses.”

Em novembro, o governo anunciou o Projeto Avançar, que deverá injetar, até o fim de 2018, R$ 130,97 bilhões em 7.439 projetos, inclusive no setor de Habitação e nas ações do Minha Casa, Minha Vida.

CENÁRIO

Apesar dessa mola propulsora para criar oportunidades nas sete cidades, após atingir, em julho, o melhor resultado em 33 meses, com a criação de 567 postos, a construção civil dispensou 76 trabalhadores em agosto, em setembro, 386, e em outubro, 107.

Hoje, conforme dados do SindusCon-SP, há 40.243 profissionais empregados no ramo no Grande ABC – 3.850 operários a menos do que um ano atrás.

Em outubro, Mauá e Ribeirão Pires foram as duas cidades da região que mais demitiram. “No caso de Mauá (70 cortes), a explicação é a sazonalidade do setor, pois há algumas obras públicas e privadas em andamento, porém, outras acabaram e, dessa forma, os profissionais foram dispensados. A construção é um setor muito dinâmico e, às vezes, de um mês a outro pode haver fortes oscilações”, explica Mauro Coelho, diretor social da regional do Sintracon-SP em Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

“Já em Ribeirão Pires (38 demissões) há muitas obras paradas, como escolas e UBS (Unidade Básica de Saúde). Além disso, o município tem grande área de manancial (onde a construção é vetada para preservar a mata nativa). Em contrapartida, o segmento moveleiro avançou muito na cidade. As pessoas não compraram imóveis, mas mudaram os móveis.”

As crises econômica e política, as restrições de crédito por parte dos bancos e a insegurança dos investidores privados e governamentais, que têm represado seus aportes, contribuem fortemente para o cenário. “Temos ciência que vamos fechar o ano no vermelho, até porque fim de ano nunca foi bom para nosso setor. As pessoas investem seus abonos em viagens, na troca de veículos, em gastos com a moradia e não na substituição dela”, diz Rosana.

Mesmo com o cenário atual, a previsão para 2018 é otimista. “Esperamos que o contingente de funcionários no segmento, assim como um todo, tenha crescimento próximo de 2%, porque deve acompanhar a previsão do PIB (Produto Interno Bruto, toda a riqueza produzida pelo País). A única ressalva é a de que a construção civil demora mais para reagir”, reforça a diretora do SindusCon-SP.

Fonte: Diário do Grande ABC / Infomet

Redação On dezembro - 18 - 2017
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