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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Selic pode cair mais

O controle da inflação e a permanência dos juros em um patamar baixo no longo prazo dependem da aprovação da reforma da Previdência e da continuidade dos ajustes econômicos. O recado foi transmitido na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada ontem. O Banco Central (BC) também voltou a sinalizar que poderá cortar os juros em 0,25 ponto percentual, para 6,75% ao ano, no próximo encontro, marcado para 6 e 7 de fevereiro. Além disso, a equipe de Ilan Goldfajn deixou a porta aberta para uma outra redução em março de 2018.

Tamanha é a preocupação do BC com o avanço da emenda constitucional que altera as normas para concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que a palavra “reformas” foi citada em sete parágrafos da publicação. Na ata anterior foram seis menções ao tema. Além disso, a equipe de Ilan Goldfajn voltou a ressaltar que o pior dos cenários seria a não aprovação da reforma e a deterioração do ambiente internacional, que, por enquanto, se mantém favorável ao Brasil e as economias emergentes.

A possibilidade de aprovação da reforma, entretanto, levou o BC a manter a porta aberta para um corte em fevereiro e possibilidade de realizar outro em março. Conforme a publicação, houve consenso entre os diretores de manter a liberdade de ação, mas mostrar que o atual estágio do ciclo recomenda cautela. As sinalizações da autoridade monetária foram bem recebidas pelo mercado e diversos analistas reforçaram a aposta de que os juros podem chegar a 6,75% e até mesmo a 6,5% ao ano em 2018.

Ciclo

Na avaliação do diretor de Estudos e Pesquisas Econômicas do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, a ata do Copom reforçou a expectativa de um novo corte de juros em fevereiro, de 0,25 ponto percentual. Para ele, o BC sinalizou que o comportamento da inflação segue favorável, enquanto há elevada ociosidade da economia. “Isso tende a manter a trajetória de inflação compatível com a meta no horizonte relevante da política monetária e é compatível com os juros em patamar expansionista”, afirmou.

Para Barbosa, se o cenário evoluir conforme o esperado, com inflação ancorada e sem surpresas negativas, o BC deverá promover uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária em sua próxima reunião. Além disso, ele detalhou a equipe de Ilan Goldfajn manteve a porta aberta para novos cortes após fevereiro, apesar de admitir que o momento é de cautela. “Por isso, mantivemos nosso cenário de Selic, com queda para 6,75% em fevereiro próximo, e elevada probabilidade de manutenção nesse patamar ao longo de 2018”, disse.

Fonte: Correio Brasiliense

Temer quer emplacar reforma tributária em 2018

Com o risco de frustração da votação da reforma da Previdência, o Planalto quer emplacar uma proposta de reforma tributária em 2018. O presidente Michel Temer pediu à sua equipe que o texto com a simplificação das regras tributárias fique pronto no início do ano que vem.

“Se a Previdência não avançar, a reforma tributária será ainda mais relevante”, disse o assessor especial da Presidência da República para a reforma tributária, Gastão Alves de Toledo. “Ambas são importantes. Se a Previdência passar, o presidente terá maior ânimo para fazer a tributária.”

O texto original, que não chegou nem mesmo a ser enviado ao Congresso, foi fortemente combatido pelas empresas de serviços. Para barrar essa resistência, o governo já acenou que pretende flexibilizar a proposta de mudança no PIS/Cofins – tributos que têm hoje regras complexas e de difícil pagamento para as empresas. Pela nova proposta em discussão, o setor de serviços ficará de fora do novo modelo de cobrança do PIS/Cofins.

As empresas de serviço poderão continuar pagando pelo sistema cumulativo de cobrança, que tem hoje alíquota de 3,65%. As demais empresas, sobretudo da indústria, que pagam pelo sistema não cumulativo, terão a cobrança aperfeiçoada e poderão abater do imposto devido um leque maior de créditos. A nova alíquota ainda está em definição.

As empresas do setor de serviços fizeram ao longo do ano uma mobilização no Congresso e nos gabinetes do governo para impedir que a proposta avançasse, temendo aumento da carga tributária.

Segundo Gastão Toledo, independentemente da reforma da Previdência, Temer quer ter um texto pronto de reforma no início de 2018, apesar de ser um ano eleitoral que gera maior dificuldade de apoio parlamentar.

A proposta elaborada pela Receita Federal estava em discussão no Palácio, mas Temer pediu ajustes. Nos últimos dias, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, passaram a dar ênfase na reforma tributária em pronunciamentos públicos.

Para o consultor institucional das entidades que representam as empresas de serviços, Emerson Casali, o governo acerta ao atacar o “verdadeiro” problema do PIS/Cofins, que é o sistema atual de créditos que prejudica a indústria. “Acerta também ao não criar problemas desnecessários para as empresas do setor de serviços com um aumento descabido da carga tributária sobre quem mais emprega”, disse.

Dúvidas. Para ele, não ficou claro, no entanto, se todos os setores de serviços não serão afetados. Segundo Casali, não aumentar impostos sobre os serviços foi uma promessa também feita pela área econômica ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no mês de agosto.

O outro ponto que ainda preocupa o setor é o realinhamento de alíquotas em função da decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. A Receita Federal havia declarado a necessidade de aumentar as alíquotas para evitar perdas, o que gerou reações.

A maioria dos ministros da Corte decidiu que o ICMS, um imposto estadual, não poderia ser incluído na base de cálculo do PIS e da Cofins, que são tributos federais. Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que o governo poderia perder até R$ 27 bilhões por ano.

Fonte: O Estado SP

Reforma é vital para manter juro baixo, diz Copom

Na semana decisiva de negociação para a votação da reforma da Previdência, o Banco Central elevou o tom para reforçar que a aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria é essencial para manter a taxa de juros em patamares baixos. Um revés tem potencial para colocar em risco a trajetória de queda da inflação e elevar o risco-País, advertiu o BC na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem.

O estrago poderia ser ainda maior se houver reversão do cenário externo mais favorável para as economias emergentes como a brasileira. O dilema adicional é que, sem a reforma da Previdência, o Brasil ficará excessivamente vulnerável ao que pode acontecer na política de juros dos Estados Unidos.

Nova queda. Após reduzir a taxa de juros para o patamar histórico de 7%, o BC deixou aberta a porta para nova queda mais moderada para 6,75%, em fevereiro, mas alertou que tudo dependerá do cenário de riscos.

Não aprovar a reforma pode trazer volatilidade em um momento em que a economia precisa consolidar avanços macroeconômicos. Inflação e juros baixos são a maior vitória do governo Michel Temer, já que a fragilidade das contas públicas continua ameaçar o crescimento.

A volatilidade já é grande e, a cada declaração de maior pessimismo em relação à votação marcada para o próximo dia 18, a piora do humor dos investidores que se reflete na alta dos juros futuros e dólar.

Fonte: O Estado SP

Temer admite adiar votação de reforma e mobiliza empresariado

O presidente Michel Temer, em uma última ofensiva para tentar aprovar a reforma da Previdência, conclamou empresários e produtores rurais a pressionarem os parlamentares e admitiu que o medo de não se reelegerem impede o voto favorável às mudanças. Temer reconheceu que a votação pode ficar para fevereiro, mas ressaltou que se isso ocorrer, o tema não sairá de pauta. “É melhor votar isto logo”, alertou.

“Estamos próximos de um ano eleitoral e é mais do que legítimo que o parlamentar se preocupe com os efeitos dessa votação”, discursou. Em sintonia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ambos advertiram ontem que o tema será mantido na pauta da Casa. Por isso, segundo Temer, não haverá “candidato a presidente, governador, senador ou deputado” que se livre de se posicionar sobre a Previdência no ano que vem.

Temer afirmou que até terça-feira, o Planalto fará a contabilidade dos votos: “Se tiver os 308 votos, vai a voto agora, caso contrário, se espera em torno de fevereiro e marca-se a data em fevereiro.”

O presidente convocou as lideranças do PIB a se empenharem na cobrança de votos dos parlamentares. No Planalto, discursaram o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade; da Anfavea, Antonio Megale; da Câmara da Indústria da Construção Civil (Cbic), José Carlos Martins, revezando-se em apelos aos deputados.

Em outra frente, o presidente compareceu a duas agendas com produtores rurais: de manhã, foi à posse do novo presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária, João Martins da Silva Júnior, e à tarde, lançou o selo de integridade do agronegócio. Um investimento, entretanto, ainda sem garantia de contrapartida em votos.

A Frente Parlamentar Agropecuária é uma das maiores bancadas do Congresso, com 220 deputados e senadores, e tem dezenas de dissidentes entre seus quadros. O presidente da frente e futuro líder do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT) admite que faltam votos na bancada.

Em cima da hora, Leitão levará o secretário nacional da Previdência, Marcelo Caetano, para convencer os integrantes no último almoço da bancada, dia 19 de dezembro. Ou seja, no último dia do prazo para votar a matéria, uma das maiores bancadas da Casa ainda está em processo de convencimento.

O novo presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior, afirmou que espera o apoio da bancada ruralista: “Esses deputados frequentam a nossa casa, constantemente estão discutindo conosco o que é bom e o que é ruim para os produtores.”

Para o deputado Alceu Moreira (PMDB-SC), da tropa de choque do governo na Câmara, outro problema é a resistência interna no PSD – partido do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab. “Convencer o PSD a aderir à reforma é prioridade neste momento”, observou.

Uma das demandas ruralistas passou de forma tranquila ontem pela Câmara, que aprovou o projeto de lei de renegociação das dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) com apenas uma mudança, para beneficiar 40 famílias no Maranhão com um desconto em suas dívidas. O texto seguirá para o Senado e a expectativa da bancada ruralista é tentar votá-lo até o fim do ano.

A inclusão das 40 famílias que participam do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), instituído em 1995, no projeto foi aprovada em votação simbólica e com apoio do governo – a emenda era do deputado Cléber Verde (MA), líder do PRB na Câmara.

O projeto foi a alternativa encontrada pela bancada ruralista após a medida provisória (MP) que fazia a renegociação das dívidas perder a validade por não ser votada no prazo e tenta resolver uma dívida bilionária dos produtores rurais após o Supremo Tribunal Federal (STF) dizer que eles são obrigados a recolherem sobre a produção (o Funrural).

Os produtores rurais pessoa física pagarão 1,2% de seu faturamento. Já os produtores pessoa jurídica terão alíquota de 1,7% a partir de fevereiro. Quem aderir ao parcelamento, com entrada de 2,5%, terá desconto de 100% nas multas e encargos sobre as dívidas do Funrural assumidas até 30 de agosto de 2017.

Em seus discursos ontem, Temer repetiu que os trabalhadores rurais, idosos e os portadores de deficiência foram excluídos da proposta de reforma da Previdência e que há uma transição de 20 anos até alcançar a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. “É mentira, não é verdade”, reforçou.

O presidente intensifica as articulações num momento em que ainda tem de cuidar da saúde. Nos últimos dois dias, ele interrompeu as atividades por cerca de uma hora para realizar exames no posto de saúde do Planalto. São exames de rotina, decorrentes do procedimento de desobstrução do canal da uretra a que se submeteu no dia 27 de outubro no hospital Sírio-Libanês. Depois no dia 24 de novembro, Temer fez uma angioplastia com implante de stent.

Fonte: Abinee

Vendas do varejo caem 0,9% em outubro, maior queda desde 2008

Em setembro, as vendas tinham crescido 0,3%; segundo o IBGE, recuo no mês pode ter sido motivado pela espera pelas promoções da Black Friday, que acontece em novembro.

As vendas do varejo caíram 0,9% em outubro ante setembro, o maior recuo para o mês desde 2008, quando a queda registrada foi de 1% contra o mês anterior. O número foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e já considera ajustes sazonais.

O IBGE revisou os dados do varejo de setembro. Ao invés de um crescimento de 0,5% nas vendas, conforme havia sido divulgado, o avanço foi de 0,3%. A revisão ocorre por conta da atualização de informações.

No confronto com outubro de 2016, na série sem ajuste sazonal, o comércio teve alta de 2,5%. De acordo com Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, esta foi a sétima taxa positiva consecutiva nesta base de comparação, todavia a menor observada nos últimos seis meses.

No ano, porém, o varejo acumula alta de 1,4% nas vendas e, nos últimos meses até outubro, avanço de 0,3%.

Efeito Black Friday

Isabella apontou que a queda acentuada nas vendas em outubro pode ter relação direta com os anúncios de promoções da Black Friday, realizada em novembro. “Essa observação ganha mais força quando a gente observa os resultados por atividades”.

Ela destacou que as três atividades que tiveram as quedas mais intensas em outubro foram a outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,5%), tecidos, vestuários e calçados (-2,7%) e móveis e eletrodomésticos (-2,3%). “Tradicionalmente, estes três setores têm estreita relação com as vendas eletrônicas”, enfatizou a pesquisadora.

Segundo a pesquisadora, o deslocamento das vendas de outubro para novembro por conta da Black Friday aconteceu de 2014 para cá. “A magnitude dele neste ano a gente precisa esperar os resultados de novembro para poder avaliar”, disse.

Varejo ampliado e mercado de trabalho

O comércio varejista ampliado, que inclui a venda de veículos, motos, partes e peças e também material de construção, teve queda de 1,4% em outubro em relação a setembro após crescer por quatro meses consecutivos. Frente a outubro de 2016, foi registrado crescimento de 7,5%. No ano, a alta acumulada é de 3,2% e nos últimos 12 meses, de 1,4%.

Segundo Isabella Nunes, o comércio varejista está 9,7% abaixo de seu patamar mais alto de vendas, observado em novembro de 2014. “Se a gente olhar o varejo ampliado, a distância é de quase 40% do patamar mais alto, que foi em agosto de 2012, por conta da queda na venda de veículos”.

“A novidade do mês de outubro é que o volume de vendas acumulado em 12 meses interrompeu longas sequências de queda. No caso do comércio varejista, o resultado de 0,3% nesta base de comparação interrompeu 29 meses de taxas negativas. Já no ampliado, que avançou 1,4% puxado principalmente por automóveis, interrompeu 37 taxas negativas seguidas”, avaliou Isabella.

Questionada sobre o que é preciso para reaquecer as vendas no comércio brasileiro, a pesquisadora foi enfática ao apontar o mercado de trabalho. “Ainda temos uma taxa de desemprego muito elevado. São mais de 12 milhões de pessoas de algum modo afastadas do poder de consumo”.

Ela ponderou, no entanto, que a melhora de outros indicadores econômicos, como a queda na taxa de juros e maior oferta de crédito, têm favorecido uma melhora nas vendas quando comparado com o ano passado.

Categorias cujas vendas recuaram em outubro ante setembro
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -3,5%
  • Tecidos, vestuários e calçados: -2,7%
  • Móveis e eletrodomésticos: -2,3%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,3%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: -0,7%

Categorias cujas vendas cresceram

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,4%
  • Combustíveis e lubrificantes: 2,4%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 2,4%

Por região

As vendas do comércio caíram em quase todos os estados brasileiros em outubro ante setembro. Em apenas cinco houve crescimento, com destaque para Minas Gerais, onde o comércio avançou 2,1% no mês. Já as maiores quedas foram registradas em Roraima (-5,2%), Alagoas (-4,5%) e Mato Grosso (-3,3%).

Fonte: G1

Inflação pesou menos para os mais pobres em novembro, diz Ipea

Os brasileiros mais pobres sentiram menos o impacto dos aumentos de preços na economia em novembro, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de novembro aponta que a população de renda muito baixa foi afetada por uma inflação de 0,07% no mês ante taxa de 0,34% na faixa de renda alta.

O indicador separa por seis faixas de renda familiar as variações de preços medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os grupos vão de renda familiar de até R$ 900 por mês, no caso da faixa com renda muito baixa, até renda mensal familiar acima de R$ 9 mil, no caso da renda alta.

No mês, o IPCA foi de 0,28%. De janeiro a novembro, a inflação dos mais pobres acumula alta de 1,83%, resultado inferior ao registrado pela classe de renda mais alta, que sentiu aumento de preços de 3,22% no período. O IPCA no ano foi de 2,80%.

A redução dos preços dos alimentos foi o principal responsável pelo arrefecimento da inflação em 2017, o que se refletiu, especialmente, num alívio sobre o orçamento das famílias de menor poder aquisitivo, afirmou José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

Os alimentos são o grupo de maior peso nos gastos totais das famílias mais pobres. A deflação de 0,38% nos alimentos em novembro contribuiu para diminuir em 0,16 ponto porcentual a inflação da renda mais baixa, enquanto que para a classe mais rica a ajuda foi de -0,05 ponto porcentual.

“O grupo Transportes teve impacto diferenciado entre as faixas de renda. Como alguns transportes públicos ficaram mais baratos, eles contribuíram para reduzir a inflação entre as famílias mais pobres. Mas, como os combustíveis ficaram mais caros e as famílias mais ricas usam mais os automóveis, o grupo pesou mais na inflação da renda mais alta”, explicou Souza Júnior.

As tarifas dos ônibus urbanos (0,6%) e interestaduais (1,6%) recuaram em novembro, dois itens de grande peso no orçamento dos mais pobres. Em contrapartida, a alta de 2,9% no preço da gasolina impactou a taxa das classes mais ricas, que tem gasto com combustíveis maior.

Os reajustes das tarifas de energia elétrica (4,2%) e do gás de botijão (1,6%) significaram aumento de 0,29 ponto porcentual na inflação dos mais pobres, mas apenas 0,11 ponto porcentual na taxa sentida pelos mais ricos.

Fonte: O Estado SP

PSDB fecha questão e decide apoiar reforma da Previdência

O fechamento de questão significa que todos os 46 deputados devem seguir a orientação do partido, com a possibilidade de punição em caso de votarem de forma contrária

BRASÍLIA – A recém-eleita Executiva do PSDB decidiu nesta quarta-feira, 13, fechar questão favorável à votação da reforma da Previdência. A reunião em que a decisão foi tomada contou com a participação do líder da bancada na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que também faz parte da Executiva.

Além do novo presidente nacional dos tucanos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participam do encontro o governador de Goiás, Marconi Perillo, primeiro vice-presidente da legenda, o ex-vice-governador Alberto Goldman, que comandou o PSDB até a semana passada, e o senador Tasso Jereissati, que também ocupou a presidência interina nos últimos meses, além de deputados e outros membros da Executiva. O ex-presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), não participou.

Fonte: O Estado SP

 

 

Maia marca última sessão do ano no dia 20, deixando pouco tempo para votar a reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou o encerramento dos trabalhos legislativos deste ano para a próxima quarta-feira, 20. A data praticamente inviabiliza a conclusão de eventual votação da reforma da Previdência no plenário, prevista para começar um dia antes, na terça-feira, 19.

Maia anunciou o encerramento durante reunião de líderes de partidos da base aliada e da oposição nesta terça-feira, 12, no gabinete da Presidência da Câmara. Segundo parlamentares, a Câmara só realizará sessões na próxima semana de segunda-feira, 17 horas, até quarta-feira, 21 horas.

Líder do partido de Maia na Casa, o deputado Efraim Filho (DEM-PB) evitou avaliar se os prazos anunciados pelo presidente da Câmara inviabilizam a conclusão da votação da reforma. “O que tem de fazer é contar votos. Se tiver, vota, se não tiver, não vota”, declarou.

Mais cedo, o presidente Michel Temer admitiu que, se o governo não tiver os 308 votos necessários para aprovar a reforma, a votação da matéria ficará para fevereiro. Ele afirmou que o governo vai contar votos até segunda-feira, 18, para analisar se poderá de fato votar a matéria na próxima semana.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também foi na mesma linha. “O ideal é votar na semana que vem. Essa é a meta. Mas estamos preparados para a necessidade de votar no início do próximo ano”, disse o ministro em entrevista após evento da Febraban em São Paulo.

Fonte: O Estado SP

Redação On dezembro - 13 - 2017
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