Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018






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Faturamento do setor eletroeletrônico cresce 5% em 2017

Segundo dados da Abinee, aumento da produção também é de 5%; melhoram indicadores de nível de emprego e capacidade instalada

O faturamento da indústria eletroeletrônica deve encerrar 2017 em R$ 136 bilhões, um crescimento de 5% em relação ao ano passado (R$ 129,4 bilhões). Os dados foram divulgados na última sexta-feira (8) pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Para a produção industrial, a Abinee também estima aumento de 5% na comparação com 2016. O mesmo percentual de 5% é esperado para os investimentos, que devem fechar o ano com um resultado de R$ 2,5 bilhões, ante para R$ 2,38 bilhões, em 2016. Já a utilização da capacidade instalada do setor passou de 71% para 77% em 2017.

“Nossos indicadores demonstram que estamos em processo de recuperação”, diz o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Segundo ele, o desempenho é reflexo de um ambiente macroeconômico de maior previsibilidade, que devolveu a confiança dos empresários.

Emprego

O número de empregados do setor, que era de 232,8 mil no final de 2016, deverá fechar 2017 em 237,2 mil trabalhadores, ou seja, um incremento de 4,4 mil postos de trabalho. “Aos poucos a economia vai se reativando e o nosso setor parece um dos primeiros a dar sinais claros de retomada”, afirma o presidente Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

 

Redução nas compras provoca queda na indústria gaúcha

Resultado de outubro foi de -0,3% em relação a setembro, mas atividade segue em alta na comparação anual

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que mede o nível de atividade do setor no Rio Grande do Sul, caiu 0,3% em outubro em relação a setembro, feito o ajuste sazonal. O resultado, divulgado nesta terça-feira (12) pela Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), deve-se à influência provocada pela redução de 2,1% nas compras industriais, embora todos os demais componentes do IDI-RS tenham se mantido positivos: faturamento real (2,7%) voltou a crescer, o mesmo ocorrendo com as horas trabalhadas (1%), enquanto a utilização da capacidade instalada-UCI (0,1 ponto percentual) ficou estável em 79,4%.

_ A recuperação da indústria gaúcha prossegue de forma lenta e gradual, o que é condizente com oscilações mensais. Essa evolução será determinada pelo ciclo de crescimento da economia brasileira, que ainda está se iniciando – afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

A pesquisa revela também melhora no mercado de trabalho: altas de 0,3% no emprego e de 0,4% na massa salarial real.

Nas comparações anuais, a atividade industrial gaúcha segue a mostrar recuperação. Sobre o mesmo mês de 2016, o IDI-RS cresceu pela quarta vez consecutiva, 4,6%, a maior taxa do ano.

_ O cenário brasileiro ainda impõe muitas dificuldades para o industrial, que encontra demanda deprimida, incerteza política e ociosidade elevada. Esses fatos impedem uma trajetória de crescimento mais consistente, que só deve vir com avanços na situação fiscal e na agenda de reformas estruturais _ ressalta Petry.

Faturamento real (3,8%) foi o indicador do IDI-RS que mais pesou no desempenho da atividade industrial ao longo de 2017. Também contaram com contribuições positivas no ano a massa salarial real (1,9%) e a UCI (0,8 p.p.). Por outro lado, as retrações persistem, mas se mostram cada vez menos intensas, nas horas trabalhadas na produção (-1,7%), no nível de emprego (-1,2%) e nas compras industriais (-1,2%).

O levantamento da Fiergs de outubro constata que dos 17 setores analisados, nove apresentam expansão da atividade industrial em 2017, em comparação aos primeiros 10 meses de 2016. Os que mais impactam são o de tabaco (18,5%), o de produtos de metal (5,7%) e o de máquinas e equipamentos (2,2%). Na contramão, com contribuições negativas, as três principais influências foram alimentos (-2,4%), couros e calçados (-1,5%) e móveis (-1,3%).

 

Setor de eletrônico está otimista

O ano de 2017 também trouxe ventos favoráveis para o comércio eletrônico. “Começamos a sair da crise”, diz Pedro Guasti, CEO da consultoria Ebit. Um dos indicativos da retomada é o índice que avalia a intenção de compras nesse meio. No último trimestre, 89,1% dos consumidores afirmaram que pretendiam comprar algo no comércio eletrônico. Nesse mesmo período em 2016, foram 84,9%, enquanto que em 2015 o índice era de 82,50%.

“Essa intenção é o primeiro sinal de que as pessoas estão confiantes”, afirma Guasti. “O otimismo tem a ver com alguns sinais de recuperação da economia, como o PIB, que voltou a crescer, a taxa de desemprego, que começa a recuar, o aumento do número de postos de trabalho e a inflação, que está em queda”, afirma o especialista.

A estimativa é que o setor cresça perto de 10% em 2017, ante 7,4% em 2016. Detalhe: avançar em dois dígitos em um país que até outro dia estava mergulhado na mais profunda recessão de sua história é mesmo um feito notável. O crescimento, segundo Guasti, tem a ver com as características do e-commerce, como a facilidade de encontrar e comparar produtos. Além disso, diz o CEO da Ebit, influencia o fato de os consumidores brasileiros, particularmente das classes C e D, estarem cada vez mais usando smartphone para comprar.

Na última Black Friday, os pedidos realizados por aparelhos móveis explodiram, atingindo 81,8% na comparação com o evento de 2016. No total, cerca de um terço das compras foi feita em ambiente mobile. Em 2013, a utilização de celular no comércio eletrônico representava apenas 4,4% do total das vendas. “O smartphone está permitindo um novo comportamento de consumo”, diz Guasti.

Fonte: Correio Brasiliense

Acordo amplia conteúdo nacional nas plataformas

O acordo com parlamentares resultará em projeto de lei aumentando a exigência de conteúdo local nas plataformas de 25% para 40%

Para conseguir aprovar a extensão do regime aduaneiro especial, Repetro, que isenta importações no setor de óleo e gás no Brasil, reduzindo assim as vendas da indústria nacional, a bancada de parlamentares do governo fechou um acordo com a indústria de máquinas e equipamentos.

Foi combinado um aumento no conteúdo nacional das plataformas de petróleo, em troca de menor pressão sobre os parlamentares por mudanças de regras, informou o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), César Prata.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), César Prata, acordo com parlamentares resultará em projeto de lei aumentando a exigência de conteúdo local nas plataformas de 25% para 40%.

“Eles (parlamentares) deixaram bem claro que, se não fizéssemos mais pressão nos deputados, dariam o que quiséssemos em troca. Optamos por conseguir mais conteúdo local nas plataformas, que têm grande concentração de equipamentos. Era 25% e agora é 40%”, declarou. “Essas novas regras para conteúdo local agora vão virar projeto de lei, elas foram escritas a mais de dez mãos e já passaram pelo Ministério do Planejamento”, disse.

A Abimaq, assim como outras entidades que reúnem fornecedores de bens e equipamentos para a indústria do petróleo, tentava aprovar junto a parlamentares a emenda 12 da Medida Provisória do Repetro (MP 795/2017). Ela determinava que o benefício aduaneiro somente seria aplicado se não houvesse produto similar nacional.

De acordo com Prata, em reunião com os parlamentares foi feito um acordo para que os empresários exercessem menos pressão na votação do Repetro. Em troca, seria dada maior proteção para a indústria nacional no projeto de lei sobre conteúdo nacional para a indústria de óleo e gás, que também deverá entrar logo em votação.

Regras. Para acelerar o processo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que discute há meses as novas regras do conteúdo nacional, convocou às pressas uma entrevista ontem.

Na entrevista, o diretor geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que as medidas seriam apenas para os contratos de leilões passados, realizados entre 2005 (3.ª Rodada) e 2015 (13.ª Rodada). Nesse período, as regras para conteúdo nacional foram endurecidas.

Oddone afirmou que pelas novas regras devem ser contratadas 22 plataformas de petróleo para atender aos cerca de 200 contratos que aguardam por um waiver (isenção) do conteúdo nacional. A mudança atrairia para o Brasil investimentos de R$ 200 bilhões até o início da próxima década.

A ANP informa que para os próximos leilões estão valendo as regras que seriam utilizadas na 14.ª Rodada de Licitações, ocorrida em setembro de 2017. A diferença entre as duas normas está no porcentual de conteúdo local na construção de plataformas, o maior custo de uma campanha de exploração e produção petroleira.

Na 14.ª Rodada de Licitações da ANP, em setembro deste ano, foi exigido apenas 25% de conteúdo nacional. Segundo as regras do novo acordo, a exigência será de 40%, porcentual que beneficia a indústria local.

A ANP nega a relação com o acordo divulgado pela Abimaq e em nota informou que “a proposta tornada pública vem sendo discutida com as entidades do setor há meses e não tem relação com qualquer outra discussão.”

Fonte: Estadão

 

 

Brasil e Argentina terão “carro comum”

Ainda que sejam produzidos na mesma fábrica, um modelo de carro vendido no Brasil e outro na Argentina são muito diferentes por dentro. Em alguns casos, a montadora precisa fazer mais de 200 alterações entre os dois veículos. Isso é explicado pela legislação que exige características distintas em cada país. Diante da situação, Brasil e Argentina concordaram em criar uma legislação única para a indústria automotiva. A medida poderia reduzir o preço dos carros em até 5%.

A iniciativa de elaborar uma regra única foi apresentada aos presidentes Michel Temer e Maurício Macri, que se encontraram no domingo, 10, durante a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC). Nesta segunda-feira, 11, o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Pereira, confirmou a iniciativa. Ele explicou que um grupo tem se encontrado a cada bimestre para tentar melhorar o marco regulatório de vários setores.

Técnicos de ambos os países observaram casos de veículos produzidos no Brasil que passam por mais de 200 modificações para serem vendidos na Argentina.

O Estadão/Broadcast teve acesso ao documento produzido pela Comissão de Produção de Comércio Brasil-Argentina que sugere convergir o marco regulatório dos setores automotivo, de carne, equipamentos médicos, medicamentos, brinquedos, alimentos e bebidas, entre outros. A regra única para os veículos é o grande chamariz da medida que atende a um antigo pedido das montadoras.

Alterações

Durante o trabalho feito nos últimos meses, técnicos brasileiros e argentinos encontraram o caso de um veículo produzido no Brasil que precisa ter mais de 200 alterações para ser comercializado na Argentina. Por fora, os carros de um cliente argentino e outro de um brasileiro são exatamente idênticos, mas a legislação exige que sejam bem diferentes por dentro.

Diante dessa situação, montadoras reclamam que precisam saber desde o primeiro momento se aquele carro a ser fabricado será vendido no Brasil ou exportado ao vizinho porque os processos de fabricação acabam sendo bem distintos.

Há vários itens em que a legislação diferente. Um dos citados pelos técnicos é a regra para controle de emissão de poluentes. A diferença faz com que os motores tenham de ser pensados e ajustados de maneira distinta – ainda que carreguem o mesmo nome e sejam instalados em um mesmo modelo de veículo.

Para as montadoras, essas alterações geram custos que, em tese, não existiriam se a legislação fosse única. Uma das montadoras citou aos técnicos que há casos em que modelos poderiam ficar até 5% mais baratos ao consumidor se pudessem ser produzidos veículos idênticos por dentro e por fora para os dois maiores mercados da América do Sul.

Marcos Pereira confirmou a perspectiva de o que preço poderá, no fim do processo, cair, mas o ministro da Indústria não se comprometeu com um número. “Quero crer que as montadoras repassarão esse ganho ao consumidor”, disse.

Fonte: O Estado de São Paulo

Redação On dezembro - 13 - 2017
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