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Tera-feira, 17 de Julho de 2018






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EUA, UE e Japão elevam pressão contra a China

União Europeia (UE), Japão e Estados Unidos anunciarão uma nova aliança para enfrentar a China mais agressivamente em questões comerciais como o excesso de capacidade de produção de aço e transferências forçadas de tecnologia, num raro esforço de cooperação econômica internacional da administração de Donald Trump.

Em comunicado divulgado ontem, os três países falam de estratégia comum para lidar com uma preocupação crescente, sem citar a China. “Concordamos em aprimorar a cooperação trilateral na OMC e em outros fóruns, conforme apropriado, para eliminar distorções de mercado injustas e práticas protecionistas feitas por países terceiros”, disse a nota conjunta do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, da comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, e do ministro de Comércio do Japão, Hiroshige Seko.

As três economias dizem que atacarão o “excesso de capacidade” de produção em setores como o siderúrgico e o papel dos subsídios ilegais, dos financiamentos estatais e das empresas estatais em alimentar esses financiamentos.

Também estão na mira da aliança as regras de países como a China, que exigem a concessão pelos investidores estrangeiros de tecnologias importantes, conteúdos e dados para servidores locais.

O comunicado não cita a China. Mas ele reflete o mal-estar crescente das três economias com a contínua ascensão econômica chinesa, segundo disseram autoridades ontem. Ele aborda duas as principais queixas da administração Trump contra a China – o fato de ela estar inundando os mercados globais com aço, alumínio e outras commodities baratas, e a maneira como ela está usando as regras de propriedade intelectual para adquirir tecnologias estratégicas.

Malmström, disse ontem que o bloco compartilha com os EUA e o Japão preocupações com a questão do excesso de capacidade. E embora não seja o único país responsável por alimentar esse excesso em áreas como a siderúrgica, as políticas industriais da China claramente estão afetando economias do mundo todo, afirmou ela. “Não há dúvidas de que a China é uma grande transgressora.”

Trump e seus assessores atacaram a China e revisaram estatutos comerciais dos EUA para lançar investigações controversas que poderão levar a tarifas punitivas e outras sanções comerciais.

Mas a UE e o Japão vêm tentando dissuadir a administração de adotar medidas unilaterais, argumentando que a cooperação com a UE e países como o Japão atenderia melhor os interesses dos EUA e seria melhor para aumentar a pressão sobre Pequim.

O objetivo é evitar indesejado aumento do protecionismo. Segundo Simon Evenett, pesquisador da St. Gallen University da Suíça, medidas protecionistas implementadas desde a crise mundial de 2008 paralisaram o crescimento das exportações da UE.

Evenett disse que os subsídios têm sido um grande componente disso. “Essa não é a mescla de protecionismo conhecidas de nossos antepassados e reflete as brechas existentes nas regras da OMC, especialmente no que diz respeito aos subsídios”, disse.

Autoridades da UE buscam ainda convencer o governo Trump a abraçar a OMC como foro para travar suas batalhas comerciais, em vez de tentar fazer isso por conta própria. “O que queremos é nos empenhar no âmbito da OMC para enfrentar essas questões”, afirmou Malmström.

A iniciativa ocorre em meio a uma difícil reunião de ministros dos 164 países-membros da OMC em Buenos Aires. Muitos veem a investida do governo Trump à instituição como uma nuvem negra.

Lighthizer, disse que a OMC enfrenta “graves desafios”, entre os quais o de “perder seu foco essencial na negociação e se tornar uma organização centrada nos contenciosos”. Ele pediu que a OMC busque focar no excedente de capacidade industrial e no papel de empresas estatais em práticas que distorcem o comércio global.

Reclamou, além disso, das regras da OMC que concedem tratamento especial à China e a outras grandes economias emergentes.

“Se a opinião da vasta maioria dos membros que jogam de acordo com as atuais regras da OMC dificultar a obtenção do crescimento econômico, é necessária séria reflexão”, afirmou.

Lighthizer não mencionou a tentativa dos EUA de forçar a mudança do sistema de resolução de contenciosos da OMC, que o país encara como excessivamente intervencionista.

Como os EUA agora estão bloqueando o preenchimento de vagas no órgão de apelação à medida que os termos dos membros acabaram, um dos principais assuntos de discussão na reunião paralela de Buenos Aires foi o que muitos temem ser uma tentativa dos EUA de desmantelar o sistema de disputa.

Em reuniões com demais ministros, Lighthizer continuou a expor as queixas dos EUA sobre o sistema de resolução de conflitos, mas sem oferecer quaisquer soluções.

Fonte: Abinee / Valor

Acordo entre Mercosul e União Europeia fica adiado para 2018

A União Europeia indicou ao Mercosul que não há mais tempo suficiente para assinar o pré-acordo comercial entre os dois blocos em 2017. A afirmação foi uma resposta ao esforço do bloco sul-americano que tentava destravar as negociações na Argentina.

Agora, eventual assinatura só acontecerá a partir do início de 2018. O adiamento é um revés para a intenção dos presidentes Maurício Macri e Michel Temer, que esperavam anunciar a decisão ainda este ano em seus países e, assim, faturar politicamente.

O recado que frustrou as expectativas de brasileiros e argentinos foi dado em uma reunião entre os chanceleres e ministros de Comércio do Mercosul com os comissários europeus que negociam a criação de uma área de livre comércio com 800 milhões de habitantes. Aos sul-americanos, europeus disseram que poderiam chegar ao pré-acordo “no início de 2018, mas sem prazo exato”.

A afirmação frustrou a iniciativa do Mercosul que, no esforço de tentar chegar ao acordo, indicou à UE quais novas concessões poderão ser feitas caso europeus apresentem proposta melhorada. Segundo a fonte ligada aos sul-americanos, a reação dos negociadores Cecilia Malmström, comissária responsável pelo comércio da UE, e Phil Hogan, da área agrícola, foi positiva, mas eles informaram que não havia tempo para consultar as autoridades em Bruxelas e ainda elaborar uma contraproposta este ano.

Entre diplomatas sul-americanos, o clima é de resignação. O tom é muito diferente da euforia recente. Até a semana passada, negociadores previam assinatura do pré-acordo em Buenos Aires nesta quarta-feira, 13, em paralelo à reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC). No domingo, 10, o grupo reconheceu que não seria possível e, sob a liderança brasileira, passou a prever 21 de dezembro, quando haverá reunião de cúpula do Mercosul em Brasília.

O adiamento é um revés político para Macri, que queria assinar o documento na capital argentina esta semana, e também para Temer, que passou a contar com a possibilidade de o ato ocorrer em Brasília nos próximos dias. Ambos encaram a assinatura do pré-acordo como um símbolo da nova agenda econômica de reformas e abertura das duas maiores economias da América do Sul.

O clima de frustração do Mercosul foi reforçado pela falta de avanço na prometida aproximação com outros dois parceiros comerciais: Coreia do Sul e Canadá. Com os coreanos, não foi possível anunciar o início das tratativas por uma área de livre comércio porque o parlamento do país asiático ainda não aprovou o pedido. Com os canadenses, também não foi possível avançar porque o governo local não concluiu o processo de consulta à sociedade sobre o tema.

Azeite e uísque. Antes do novo adiamento, o Mercosul havia indicado novos produtos que poderão entrar no livre comércio com a Europa: azeite de oliva e uísque. Havia forte resistência de argentinos e paraguaios, respectivamente, que queriam proteger esses setores. Assim, o bloco elevou de 89% para 90% do comércio com a UE que passaria a ter tarifa zero de importação – exatamente o pedido de Bruxelas.

Além disso, o grupo indicou aos europeus que poderia reduzir amarras e liberar totalmente o comércio de 60% dos produtos em dez anos. Antes, o Mercosul oferecia tarifa zero em uma década para 54% das mercadorias.

Fonte: O Estado SP

Produção industrial da zona do euro tem avanço inesperado de 0,2% em outubro

A produção industrial da zona do euro cresceu 0,2% em outubro ante setembro, segundo dados publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda de 0,3% no indicador.

Na comparação anual de outubro, a indústria do bloco ampliou a produção em 3,7%, variação que superou a projeção do mercado, de ganho de 3,5%.

Os números de setembro foram revisados, para recuo mensal de 0,5% e avanço anual de 3,4%.

Fonte: DCI

Maioria dos pequenos negócios deixa de exportar depois de uma operação

A maioria das micro e pequenas empresas (70%) deixa de exportar depois de realizar uma operação de venda externa, afirmou ontem o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

“Não há uma manutenção delas na base exportadora. A maioria exporta de forma esporádica”, completou. Para Afif, esta proporção está em desequilíbrio com a quantidade de micro e pequenos negócios existentes no País. Hoje, estes correspondem a 98% das empresas brasileiras, no entanto, são responsáveis apenas por 0,54% do valor vendido a outros países.

“Nosso desafio é aumentar o valor dessas exportações”, declarou Afif, acrescentando que um levantamento do Sebrae localizou 142 entraves burocráticos às operações internacionais de pequenas empresas, como dificuldades de desembaraço aduaneiro.

Um primeiro passo dado nesse sentido foi a criação do Simples Internacional em 2013, quando Afif ainda era ministro da extinta Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O programa foi regulamentado no ano passado e, hoje, funciona por meio de um projeto-piloto entre o Brasil e a Argentina, focado na troca de produtos de baixo risco via remessa expressa. O programa institui um operador logístico que simplifica os processos de licenciamento, despacho aduaneiro e operações de câmbio, diz Afif. Duas empresas de operação logística já estão cadastradas no Simples Internacional: UPS e DHL.

Sugestões
O presidente do Sebrae contou que empresários argentinos e brasileiros já fizeram sugestões para aprimorar o Simples Internacional. Uma delas é a necessidade de reconhecimento mútuo de certificados sanitários e fitossanitários, além de uma regulamentação do Sistema de Trânsito Aduaneiro Internacional do Brasil e de uma legislação que permita as micro e pequenas empresas dos dois países participar das compras governamentais.

Os empresários apontam ainda a necessidade de melhorias no Sistema de Moeda Local para que sejam oferecidas tarifas competitivas e tratamento diferenciado para os pequenos negócios.

Outro entrave para o desenvolvimento das exportações das MPEs são o acesso ao crédito, pontou Afif. Segundo ele, a concentração bancária no País é um dos aspectos que dificultam o financiamento aos pequenos negócios. Para avançar nesse sentido, também vem sendo discutida por órgãos do governo a implementação da Empresa Simples de Crédito (ESC), voltada para a oferta de empréstimos às empresas de menor porte.

Durante o evento da Amcham, o sócio diretor da consultoria Direto Brasil, Dirk Thomaz Schwenkow, reforçou que enquanto o Brasil continuar exportando produtos de baixo valor agregado, focado apenas nas commodities agrícolas e minerais, não irá alcançar os níveis de competitividade da China e da Índia, por exemplo. Segundo ele, o País precisa aproveitar os seus recursos naturais, transformando-os em produtos de alto valor agregado. Neste sentido, a micro e pequena empresa pode ter um papel relevante.

Afif disse também que o Sebrae está investindo R$ 200 milhões em programas de desburocratização da Receita Federal, órgão cujo orçamento de investimento “está zerado”. Um dos aportes feitos pelo Sebrae é na Redesimples.

Fonte: DCI

Com expectativa de alta de juros, Fed pode dar indicações de efeitos de reforma tributária nos EUA

O Federal Reserve deve elevar a taxa de juros nesta quarta-feira, porém, mais do que isso, deve dar a mais forte indicação sobre como a reforma tributária da administração Trump pode afetar a economia dos Estados Unidos.

Os investidores vão observar com atenção como o banco central norte-americano buscará pesar um impulso econômico alimentado por estímulo diante da inflação e do crescimento do salário fracos que tem contido o apetite de algumas autoridades por juros mais altos.

O comunicado de política monetária do Fed e suas projeções serão divulgados às 17h (horário de Brasília), após dois dias de reuniões. A chair do Fed, Janet Yellen, dará entrevista à imprensa meia hora depois, sua última antes do final de seu mandato no início do próximo ano.

O sucessor dela, o diretor do Fed Jerome Powell, afirmou em sua recente audiência de confirmação no Senado que não tem a “sensação de uma economia superaquecida”, em um sinal de que pode não querer acelerar o ritmo de altas de juros até que haja evidências de uma aceleração da inflação e do aumento dos salários.

O Fed aumentou os juros duas vezes em 2017 e a expectativa atual é de mais três altas no próximo ano.

Grande parte do mandato de Yellen à frente do Fed foi marcada por um desejo de manter a política monetária frouxa por mais tempo possível na expectativa de que o desemprego continuasse a cair, que o trabalhadores voltassem à força de trabalho e que os salários subissem.

Powell, que trabalhou próximo a Yellen, disse sentir que esse processo ainda tem espaço.

Dados altistas recentes, como ganhos sólidos de emprego e um salto no crescimento econômico, levaram alguns analistas a especular que as novas projeções do banco central refletirão uma expectativa de quatro altas dos juros no próximo ano.

Também há sinais de que a inflação pode estar se firmando após uma longa fraqueza, após a alta dos preços terem permanecido persistentemente abaixo da meta do banco central de 2 por cento apesar da força do mercado de trabalho.

O plano tributário proposto pelo presidente Donald Trump, incluindo a redução no imposto corporativo, pode ajudar mais a economia dos EUA se for aprovado no Congresso, o que parece provável.

Fonte: DCI

Redação On dezembro - 13 - 2017
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