Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Acordos salariais ampliam ganho real em julho

A queda da inflação em 2017 continua a ampliar os reajustes reais para as categorias profissionais que negociaram acordos coletivos salariais em julho ao maior nível nos últimos 12 meses. Dados do Boletim Salariômetro, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indicam que os acordos e convenções coletivas registrados no mês passado tiveram reajuste real médio de 2,4%, mais que o 1,6% observado em junho, e maior patamar desde agosto do ano passado.

O aumento real de julho resulta da combinação de reajustes nominais medianos estagnados em 5% desde abril, mas com inflação mais baixa a cada mês e que, no Índice Nacional de Preços ao Consumido (INPC) acumulado em 12 meses, está em 2,6%. “O interessante é que há um ano os reajustes eram de quase 10%, mas não havia ganho real porque a inflação estava alta”, afirma o coordenador do Salariômetro, Hélio Zylberstajn.

Em agosto do ano passado, por exemplo, quando o reajustes nominal mediano obtido nos acordos e convenções realizados entre sindicatos e empresas era de 9,6%, mesmo percentual do INPC – não havia ganho salarial real. Os reajustes superiores à inflação começaram a ocorrer em fevereiro deste ano, à medida que a inflação caiu abaixo dos 5,4%. “Agora o reajuste nominal é 5%, bem menor que no ano passado, o reajuste real é de 2,4%, que é um ganho enorme”, afirma.

O relatório da Fipe analisa os resultados das negociações coletivas, incluindo reajustes e pisos salariais; bem como a evolução da folha de salários do conjunto das empresas brasileira, com base nos acordos e convenções registrados na página Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A perspectiva, prevê Zylberstajn, é que o ritmo de alta real nas negociações persista até o fim do ano. A projeção do boletim Focus, do Banco Central, é que o INPC termine o ano ainda baixo, em 3%, e permaneça abaixo de 4% até abril de 2018. “O trabalhador empregado está conseguindo recuperar a inflação e um ‘troco'”.

Em julho, a mediana dos pisos salariais negociados no país em julho foi R$ 1.170, valor 24,8% maior que o salário mínimo vigente, de R$ 937. Nas convenções coletivas, mais abrangentes porque são pactuadas entre sindicatos profissionais e sindicatos patronais, o piso mediano foi R$ 1.120. Nos acordos coletivos, negociados entre sindicatos e apenas uma empresa, foi um pouco maior, de R$ 1.180.

Outro destaque positivo dos últimos meses no boletim, segundo o pesquisador, tem sido o menor número de acordos com redução de jornada e salário. Foram 43 entre janeiro e julho deste ano, ante 361 no mesmo período do ano passado. Em julho, foi registrado um único acordo desse tipo. “Sinal de que a crise está amainando”.

Em 2017 até julho, 76,9% das convenções e acordos coletivos realizadas tiveram reajuste acima do INPC, proporção maior que os 72,1% no primeiro semestre. A folha salarial do setor formal também continua crescendo. Em maio, último mês com o dado disponível, a folha salarial chegou a R$ 103,9 bilhões, cifra 0,5% maior do que a observada em abril e 1,6% maior que o valor de maio de 2016, quando era de R$ 102,2 bilhões.

Entre as categorias, as cinco que receberam os maiores reajustes medianos no acumulado de 12 meses terminados em julho foram condomínios e edifícios (1,42%), feiras, eventos e divulgações (também com 1,42%), hospitais e serviços de saúde (1,02%), cemitério e agências funerárias (0,86%) e agricultura e pecuária (0,85%).

No mesmo tipo de comparação, as maiores perdas foram de publicidade e propaganda (-0,08%) e extração e refino de petróleo (-4,62%).

Levando em conta os Estados, os maiores beneficiados foram Tocantins (0,92%), Rio Grande do Sul (0,52%), Goiás (0,42%), Ceará (0,41%) e Mato Grosso (0,38%). Já os que tiveram os piores reajustes foram Bahia (0,01%), Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco (todos com zero e Amazonas (-0,55%).

Fonte: Abinee / Valor

Fiesp e centrais sindicais discutem proposta de ampliar seguro-desemprego

Centrais sindicais e entidades patronais estiveram reunidas nesta terça-feira, 22, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para alinhar uma pauta conjunta a ser apresentada em audiência marcada para o dia 12 de setembro com o presidente Michel Temer (PMDB). O objetivo foi discutir propostas para a recuperação da economia, dos empregos e da renda, o que inclui a retomada das obras de infraestrutura, simplificação tributária e facilitação das exportações.

Uma das alternativas discutidas e que devem ser levadas a Temer é a ampliação em dois meses do prazo do pagamento de seguro-desemprego a desempregados, o que, apesar da grave situação fiscal do País, foi citada como medida de incentivo ao consumo.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, saiu da reunião defendendo a leniência de empreiteiras enredadas pela operação Lava Jato, de forma a permitir a volta de obras que estão paradas por conta das dificuldades financeiras ou de financiamento das construtoras. “Fechar as empresas é prejudicar os trabalhadores”, comentou Juruna, acrescentando que construtoras como a Odebrecht devem assumir suas dívidas, demitir diretores envolvidos em fraude, mas não interromper as operações.

Mais tarde, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a ideia de destravar as obras foi debatida entre os pontos emergenciais à recuperação econômica, mas negou que os participantes da reunião tenham discutido o perdão a grupos que se envolveram em corrupção.

“Não fizemos aqui nenhuma análise e nem caberia a nós fazer análise sobre a Lava Jato. O fato é que onde há obra parada tem que retomar essa obra”, afirmou Skaf. “Quando você tem uma obra parada ela vai se deteriorando. Quando tem que retomá-la, você tem que gastar quase tudo de novo para retomar o que perdeu. Você deixa de empregar e gerar o resultado dessa obra para a sociedade.”

O presidente da Fiesp confirmou, porém, a ideia de propor a Temer a ampliação de cinco para sete meses do prazo de seguro-desemprego como saída para ajudar o País a retomar no curto prazo o caminho do crescimento.

Segundo Juruna, da Força Sindical, embora o governo enfrente uma situação fiscal critica, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) deve ser usado em apoio aos desempregados em momentos de crise como o atual.

A audiência das entidades patronais e sindicais com Temer no Palácio do Planalto deve acontecer às 11h30 do próximo dia 12, após a volta do presidente da viagem oficial à China. Na reunião de hoje na Fiesp, participaram, além da Força Sindical e empresários, representantes da UGT, Nova Central, CTB e CSB. A CUT não teve representantes no encontro.

Fonte: O Estado SP

Centrais sindicais e empresários vão se reunir com Temer

Empresários e centrais sindicais se reunirão com o presidente Michel Temer no dia 12 de setembro, no Palácio do Planalto, para discutir uma agenda comum de pautas para a retomada do crescimento econômico e do emprego. A informação é de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Skaf se reuniu ontem com representantes da Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não participou do encontro.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, disse que a reunião definiu como pautas prioritárias a retomada do crédito, a continuidade da redução da taxa de juros, o debate sobre conteúdo nacional na área do petróleo, o aumento das parcelas do seguro-desemprego e o debate em torno da reforma tributária.

Outra prioridade é a retomada de obras paralisadas pela Lava-Jato, disse Juruna. “Muitas empresas que estão na área da construção pesada fecharam, pararam a produção ou as obras estão paradas. Com isso, milhares de trabalhadores estão desempregados”, disse.

O líder sindical avalia que seria importante haver um debate para que sejam firmados acordos de leniência que não levem ao fechamento das empresas. “A Lava-Jato está prejudicando nosso país porque está desempregando e não está propondo uma solução.”

Skaf também citou como pautas acordadas durante reunião de ontem e que serão levadas ao presidente Temer, a questão do crédito, da retomada das obras paradas e a extensão do seguro-desemprego de cinco para sete meses. No entanto, disse que não foi discutida a questão do acordo de leniência para as empresas.

“Não fizemos nenhuma análise sobre a Lava-Jato. O fato é que, onde houver obras paradas, é preciso reiniciar essas obras, mesmo que com outras empresas”, disse a jornalistas, após o término da reunião com as centrais.

Fonte: Valor / ABinee

Sindicatos articulam reação ampla

Os trabalhadores das empresas do sistema Eletrobras articulam reação à proposta do governo Temer de privatizar a holding estatal do setor elétrico. Estão previstas medidas nas frentes jurídica e política e haverá mobilização em “defesa das empresas públicas” reunindo não só os eletricitários, mas empregados de outras estatais.

“Estamos nos preparando em várias frentes”, disse Fernando Pereira, secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). O CNE reúne entidades de trabalhadores que representam as 16 empresas do sistema Eletrobras. O coletivo representa 23 mil trabalhadores, disse Pereira.

Na visão dele, não será “fácil” para o governo privatizar o sistema Eletrobras rapidamente. “Vamos fazer o possível e o impossível para esclarecer a população, que é quem, mais uma vez, vai pagar a conta.” Ele afirmou que hoje há subsídios cruzados no setor, uma série de benefícios, uma vez que a geradora é sobretudo estatal e, como tal, tem um papel social.

“Alguém em sã consciência vai crer que os chineses, que são os que estão se preparando para comprar o parque elétrico brasileiro, vão estar preocupados com ação social no Brasil? Não existe isso, os chineses vem para ganhar dinheiro.” Ele avaliou ainda os efeitos de um suposto interesse dos chineses na Eletrobras. “Quem comprar a Eletronorte, além da energia, terá acesso à biodiversidade da Amazônia. Na nossa visão, a energia na região norte será um bico para os chineses”.

Pereira disse que nos dias 30 e 31 deste mês haverá reuniões dos trabalhadores do setor em Brasília, inclusive na Câmara dos Deputados, para definir as mobilizações. Uma das ideias é fazer uma greve geral nacional, disse Pereira. Fabíola Latino Antezana, secretária de energia da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), disse que um ato contra a privatização das estatais e em defesa das empresas públicas está sendo marcado para 3 de outubro, data de fundação da Petrobras, no Rio. Há conversas para que esse ato reúna, além dos eletricitários, petroleiros, movimento dos atingidos por barragens, bancários e empregados dos Correios. “O aumento de tarifas com a privatização será líquido e certo”, afirmou Fabiola.

Pereira, do CNE, disse que na área jurídica estão previstas ações contra a privatização. Mas Pereira disse que a experiência mostra que só liminares não bastam. “Temos que mobilizar os trabalhadores e a sociedade porque é ela que vai ser penalizada”, insistiu. “Vamos esclarecer a população que, mais uma vez, quem vai ser penalizado são os brasileiros. Hoje a geradora é estatal: o megawatt sai em média entre R$ 36 e R$ 40. Imagine isso passando para iniciativa privada? Vai cobrar energia cara que vai passar para as distribuidoras que já são privadas, uma bola de neve.”

Em carta enviada aos funcionários da Eletrobras, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior, afirmou que a proposta de privatização da companhia “ainda será mais bem detalhada” e disse ter a convicção de que “o governo federal quer a perpetuidade de nossa empresa, que ela se recupere e volte a orgulhar todos os brasileiros”.

Fonte: Valor / Abinee

Fipe: 88% dos ajustes salariais de julho estão acima do INPC

Em julho, 88% das negociações salariais entre empresas e empregados do País resultaram em acordos para reajustes superiores à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os dados fazem parte da pesquisa Salariômetro – Mercado de trabalho e negociações coletivas, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo o levantamento, o ajuste médio ficou em 5,2%. Apenas um dos tratos entre sindicatos patronais e de trabalhadores terminou em redução de jornada e de salário, informou a pesquisa da Fipe.

Fonte: DCI

Emprego no ramo atacadista se manteve estável no 1º semestre

O emprego no comércio atacadista do Estado de São Paulo, fechou o primeiro semestre com apenas 26 vagas criadas. O resultado que ainda não é forte o bastante para sinalizar uma retomada de vagas no setor, mostra que as redes do ramo, pelo menos, pararam de demitir.

Os números, analisados pela FecomercioSP apontam que, em um ano até junho, são 355 empregos formais a mais. “É um cenário mais favorável que há um ano, quando foram extintos quase 19 mil postos de trabalho CLT”, diz a entidade. A atividade que mais fechou vagas foi eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-929) ou redução de 1,8% no estoque ativo de funcionários. Na outra ponta o melhor setor foi o comércio atacadista de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal (+1.347) em um ano.

Fonte: DCI

Redação On agosto - 23 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.