Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Indústria de veículos no país eleva estimativas de produção e exportações em 2017

As montadoras de veículos do Brasil elevaram expectativas de produção e exportações deste ano, após as vendas externas dos seis primeiros meses do ano terem avançado 57 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
A estimativa para a produção subiu de alta de 11,9 por cento sobre 2016 para crescimento de 21,5 por cento, a 2,619 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. Já a projeção para exportações subiu de 7,2 por cento para expansão de 35,6 por cento, a 705 mil veículos.
Apesar do otimismo, o setor ainda não se anima a retomar contratações de funcionários e reabertura de turnos de produção, uma vez que o mercado interno segue engatinhando.
“Quando mercado interno começar a crescer, aliado às exportações, aí sim”, disse o presidente da associação de montadoras, Anfavea, Antonio Megale, a jornalistas. “Precisamos de solidez do mercado para que as empresas acrescentem turnos de produção”, acrescentou.
A capacidade da indústria automotiva brasileira é de cerca de 5 milhões de veículos por ano, mas o índice atual de ociosidade, segundo Megale, está em 50 por cento. Com a nova projeção de produção, ele afirmou que esse indicador deverá cair para cerca de 40 por cento.
No primeiro semestre, as vendas de veículos novos no Brasil subiram 23 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 1,26 milhão de unidades.
Segundo Megale, a tendência de vendas de veículos novos no Brasil no segundo semestre costuma ser de crescimento sobre a primeira metade do ano. Por isso, a Anfavea deverá rever em agosto a projeção de licenciamentos do ano, atualmente de alta de 4 por cento, para 2,13 milhões de unidades.
Ele alertou, no entanto, que essa revisão tem viés de alta no caso de automóveis e comerciais leves, mas tendência de baixa nos caminhões e ônibus. No primeiro semestre, as vendas de caminhões acumularam queda de 16 por cento sobre um ano antes, para 21,5 mil unidades. Já as de ônibus caíram 14 por cento, para 4,9 mil veículos.
“Ainda temos um grande período pela frente para chegarmos a níveis razoáveis de ociosidade, de em torno de 15 por cento”, disse Megale.
Questionado se a atual crise política em torno do presidente Michel Temer poderá impactar as projeções para o ano, Megale afirmou que “parece que está gradualmente havendo um descolamento do setor econômico do político”.
“As projeções são robustas e se os índices do segundo semestre seguirem a trajetória de sazonalidade que observamos nos últimos anos, elas até podem ter um viés positivo nas próximas revisões”, disse.

Fonte: Reuters

 

 

 

Indústria investe R$ 69,1 milhões em Pernambuco e gera 930 vagas

Pernambuco deve receber R$ 69,1 milhões em investimentos provenientes de 29 projetos que tiveram incentivos scais concedidos na 98ª reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), realizada nessa quinta-feira (6). São implantações e ampliações de indústrias, importadoras e centros de distribuição que, juntos, devem gerar 930 postos de trabalho. Dentre as empresas beneciadas está a fabricante de materiais de construção Tigre, que, sozinha, já abriu a maior parte das 346 vagas inicialmente previstas para a ampliação da sua fábrica em Escada, na Mata Sul do Estado.
Apesar de o incentivo só ter sido aprovado ontem, a Tigre vem trabalhando na ampliação há mais de um ano em um projeto cuja implantação completa deve se desdobrar pelos próximos dez anos. Assim, o investimento inicial de R$ 16,8 milhões – o maior analisado na reunião de ontem – pode chegar a R$ 30 milhões dentro desse período. E até lá serão abertas mais 120 novos postos de trabalho do total de 346 previstos.
Além de Escada, outros 18 municípios devem dividir os investimentos totais atraídos pelo incentivo fiscal concedido pelo governo do Estado, através do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe), que prevê crédito presumido de ICMS de até 95% dependendo da região onde a indústria está instalada.
A maior parte das empresas que ganharam o benefício do Prodepe, ontem, (15) fica na Região Metropolitana do Recife (RMR), mas foi o interior – a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão – que levou a maior fatia dos investimentos, R$ 52,2 milhões.
COMPARATIVO
Apesar de animadores diante de um cenário econômico difícil, os números dessa reunião do Condic são muito inferiores aos de encontros anteriores do conselho. No início deste ano, quando o cenário econômico nacional ainda estava mais deteriorado que o político, foram aprovados 41 projetos, que somavam R$ 201 milhões e 1.030 vagas de emprego.
Para se ter uma ideia, na 86ª reunião, realizada em 2014, o montante atraído para Pernambuco chegou a R$ 894,5 milhões, que resultaram na criação de 7.232 novos postos de trabalho.
“Pernambuco não é uma ilha, sofre com as consequências da crise econômica e política que o País está vivendo. Há um ambiente de incerteza, instabilidade política no País e o que a gente percebe na conversa que temos com o setor privado que quer investir é que estão aguardando um pouco para ver se a crise se resolve e, então, retomar os investimentos”, afirmou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Raul Henry.
O resultado das decisões do Condic são importantes principalmente para o interior do Estado, que garantiu os dois maiores investidores. Além da ampliação da Tigre, na Zona da Mata, a Leben, indústria de alimentos, deve levar a Petrolina, no Sertão, R$ 8 milhões em investimentos na instalação de uma nova planta industrial.

Fonte: JC Online

 

 

 

Produtos siderúrgicos já são 50% das exportações do Ceará

 De janeiro a junho deste ano, o Estado exportou US$ 964 milhões, mais do que o dobro do 1º semestre de 2016

No primeiro semestre, os produtos semimanufaturados de ferro ou aço foram responsáveis pela metade da pauta de exportação do Ceará, somando US$ 482,34 milhões. O valor é mais de dez vezes superior ao do segundo produto mais exportado pelo Estado no período, a castanha de caju, fresca ou seca, sem casca, que somou US$ 47,05 milhões.

 

Ao todo, as exportações cearenses somaram US$ 964,86 milhões nos primeiros seis meses de 2017. Isso representou um crescimento de 104,13% em relação a igual período do ano passado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

 

Na comparação com o segundo semestre de 2016 (US$ 178,27 milhões), o valor das exportações de semimanufaturados de ferro ou aço, que incluem a produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), tiveram crescimento de 170,5%.

 

Além dos produtos siderúrgicos e da castanha de caju, os principais produtos exportados pelo Ceará neste ano foram: calçados de borracha/plástico (US$ 41,91 milhões); sucos (sumo) de outras frutas (US$ 33,51 milhões); e outros calçados (US$ 32,41 milhões).

 

Apesar do avanço das exportações, a balança comercial do Estado apresentou um déficit de US$ 142,60 milhões no primeiro semestre. De janeiro a junho, as importações somaram US$ 1,10 bilhão, volume 49% inferior ao do primeiro semestre de 2016 (US$ 2,17 bilhões). Os principais produtos importados foram hulha betuminosa, não aglomerada (US$ 259,23 milhões); gás natural liquefeito (US$ 124,70 milhões); outros trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 75,20 milhões); outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas (US$ 27,98 milhões); e milho em grão, exceto para semeadura (US$ 23,71 milhões).

 

Junho

No resultado mensal, a balança comercial do Ceará registrou um déficit de US$ 35,42 milhões em junho, o quarto do ano.

 

O Estado registrou superávits apenas nos meses de fevereiro (US$ 48,47 milhões) e maio (US$ 23,76 milhões). Em junho, as exportações somaram US$ 140,6 milhões e as importações US$ 176 milhões, ambos os resultados inferiores aos constatados em maio, na ordem de 31,4% e 3,0%, respectivamente.

 

Na comparação com junho do ano passado, as exportações cresceram 79,6% e as importações tiveram queda de 87,8%.

 

Países

No primeiro semestre, o principal destino das exportações cearenses foram os Estados Unidos, com US$ 239,3 milhões, o equivalente a 24,81% do total. Em seguida, aparecem o México, com US$ 140,3 milhões (14,54%), Turquia, com US$ 71,07 milhões (7,37%), Argentina, com US$ 59,97 milhões (6,22%) e Itália, com US$ 55,31 milhões (5,73%).

 

Por outro lado, o país que mais enviou produtos com destino ao Ceará foi a China, com US$ 179,35 milhões, equivalente a 16,19% do total. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 140,7 milhões (12,71%), Colômbia, com US$ 122,72 milhões (11,08%), Austrália, com US$ 100,3 milhões (9,06%) e Argentina, com US$ 99,84 milhões (9,02%).

Fonte: Diário do Nordeste

 

 

Alíquotas do IPI para os veículos poderão manter critério misto

Pela proposta, as taxas são menores para veículos de menor potência

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, admitiu nesta quinta-feira (6) que a nova política setorial que vem sendo elaborada pelo governo para a indústria automobilística, batizada de Rota 2030, poderá contar com um critério misto na definição das alíquotas do IPI para os veículos, mantendo o critério atual, segundo o qual as taxas são menores para veículos de menor potência, e adicionando um critério de eficiência energética.

 

As conversas entre o governo e o setor para a elaboração do Rota 2030 começaram em março e, em abril, quando as primeiras diretrizes foram divulgadas, dava-se como certo que o critério atual seria abandonado, dando lugar ao critério da eficiência energética, segundo o qual veículos mais econômicos teriam alíquotas menores.

 

No entanto, segundo Megale, diversas alternativas estão sendo discutidas, entre elas essa proposta mista. A ideia é que o Rota 2030 entre em vigor no início de 2018, em substituição ao Inovar-Auto, que expira no fim de 2017.

Fonte: Correio do Estado

 

 

O Brasil de costas para sua indústria

A indústria sempre teve um papel decisivo nos ciclos econômicos mundiais, seja nos movimentos de crescimento ou de recessão. Esse dado é perceptível na história de países de todas as dimensões e continentes. Quando o vetor de uma nação é de decréscimo, normalmente sua indústria tem sérios problemas. O inverso também é verdadeiro. Quando o país está bem, o setor secundário está puxando a frente.
Não é diferente do que vemos, agora, no Brasil, embora as causas não sejam apenas atuais. Faz tempo que a área reclama por uma visão estratégica dos governos, calcada numa política nacional duradoura para a indústria, bem como de medidas que protejam a competitividade imediata dos produtos brasileiros. Não raras vezes, nossas empresas são lesadas por práticas desleais de comércio internacional, sem uma reação proporcional das nossas representações. Nas últimas décadas, em governos de todas as matizes, não fomos bem em nenhuma das duas dimensões, isto é, nem na visão de longo prazo, tampouco no combate conjuntural.
Veja-se, por exemplo, a situação do setor de bens de capital, a chamada indústria de fazer indústria. A cadeia em questão amargou uma queda de quase 50% no faturamento em comparação a 2013. No mercado interno, a baixa chega a 60% das receitas no mesmo período. As consequências não podiam ser outras: Desemprego, queda de renda do trabalhador, parques industriais desativados, venda de empresas para grandes grupos internacionais, perda de competitividade, deficiência nas exportações e um sem-número de outros danos diretos e indiretos. Como já se disse, a indústria é uma espécie de motor do PIB.
Impressiona, porém, que, mesmo com a série histórica e com as consequências explícitas na atualidade, erros semelhantes continuem ocorrendo. Na segunda quinzena de fevereiro, o governo mudou as regras da política de Conteúdo Local, reduzindo em 50%, em média, a exigência mínima de equipamentos e serviços produzidos no país para licitação de exploração de petróleo e gás. Isso abre portas para que o mesmo viés se repita em outras áreas. Na prática, afeta diretamente milhares de empresas nacionais e satisfaz meia dúzia de petroleiras, dentre as quais a Petrobras.
Claro que a proteção da indústria local precisa ser graduada dentro da dinâmica do livre mercado, afastada a nociva superproteção. Mas não deve ser demonizada. Nossa aposta estratégica apenas em commodities é inconsistente, pois tem pouca capacidade de agregação de valor.
Países como Noruega, Estados Unidos, Reino Unido e Arábia Saudita adotam a política de Conteúdo Local, enquanto Venezuela, Nigéria, Angola e Iêmen não adotam. Essa lista deixa claro em qual grupo deve estar nossa inspiração. Outro exemplo: O Japão protegeu sua indústria de automóveis por mais de quatro décadas, a ponto de a Toyota bater a GM. Ora, quem poderá dizer que foi uma decisão equivocada dos japoneses?
Cito outro sinal de desprestígio para a indústria brasileira: A equipe econômica estaria disposta a mudar o cálculo da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), utilizada pelo BNDES para financiar investimentos. A intenção maior seria reduzir a diferença entre SELIC e TJLP, o que é meritório, mas isso pode ocorrer por meio da desaceleração da taxa básica. Assim, num futuro breve, o Tesouro ficaria desobrigado de subsidiar operações do BNDES. O que não pode é ocorrer por meio da inibição direta dos investimentos de longo prazo, sinônimo de tirar o pouco oxigênio que ainda resta no mercado. O efeito imediato será a progressiva substituição da produção local e, mediato, o aumento ainda maior do desemprego.
Estamos tratando, portanto, da assimetria entre produzir aqui ou produzir no exterior. Simples assim. Pragmático assim. A sustentabilidade do setor secundário passa pela abordagem adequada de temas como Conteúdo Local, política industrial, juros civilizados, investimentos e, sim, ajuste fiscal. Vejam: Todas as pautas se confundem com a sustentabilidade do próprio país. E não há um Brasil próspero com uma indústria fraca. Assim como não haverá saída da crise sem o potencial deste setor. É hora de o governo demonstrar, na prática, que tem a clara dimensão do que significa a indústria brasileira.
Germano Rigotto  é ex-governador do Rio Grande Sul, presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e diretor de Ação Política da ABIMAQ (www.germanorigotto.com.br).

Fonte: Abimaq – Primeira Hora, Sorretino, Gazeta de Bebedouro

Redação On julho - 7 - 2017
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