Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Produção industrial do Reino Unido cai 0,1% entre abril e maio

A produção industrial do Reino Unido caiu 0,1% na passagem de abril para maio, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). A previsão de analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires era de avanço de 0,3%.
Na comparação com o quinto mês do ano passado, a produção industrial britânica cedeu 0,2%. Este dado também frustrou as expectativas dos analistas consultados, que previam crescimento de 0,2%.

Fonte: O Estado de São Paulo

China amplia comércio com Coreia do Norte, mas corta importações do país

O comércio total entre a China e a Coreia do Norte aumentou, apesar da promessa de Pequim de cumprir as sanções da Organização das Nações Unidas sobre seu programa nuclear. As compras chinesas de produtos norte-coreanos, porém, recuaram fortemente.
Dados alfandegários mostram que o comércio bilateral total aumentou 15% nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com igual período de 2016. Isso representa menos que os 36,8% antes divulgados pela agência alfandegária chinesa e citados pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
A China compra carvão norte-coreano, uma fonte de receita para Pyongyang. Mas um grupo de indústria sul-coreano, a Korea International Trade Association, diz que essas compras recuam 45% na comparação anual, até agora em 2017.
O crescimento do comércio foi impulsionado pelas crescentes exportações chinesas para a Coreia do Norte, enquanto as importações chinesas diminuíram, o que leva a um maior déficit comercial para Pyongyang.

Fonte: O Estado de São Paulo

Acordo político entre Mercosul e UE deve sair neste ano, diz secretário

Após 18 anos de negociações, Mercosul e União Europeia devem fechar o acordo político que estabelecerá as bases para trocas comerciais bilaterais até o fim deste ano, afirmou nesta quinta-feira (6) Abrão Miguel Árabe Neto, secretário de comércio exterior do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

Ele participou de evento em Madri para debater o protecionismo na era digital, promovido pelo banco espanhol Santander.

Nesta semana, representantes do Mercosul e da União Europeia realizam mais uma rodada de negociações em Bruxelas (Bélgica) para definir a base do acordo político.

Haverá outro encontro em setembro, também em Bruxelas, e uma nova rodada no Brasil em outubro. A expectativa é que os pontos sejam fechados até a conferência ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), marcada para dezembro, em Buenos Aires (Argentina).

“Há um compromisso de esforços para que se tenha até a conferência ministerial em Buenos Aires em dezembro ao menos um acordo político, ou seja, um acordo sobre os principais pontos da negociação”, afirmou o secretário.

Esse acordo político é semelhante ao anunciado nesta quinta-feira entre União Europeia e Japão.

A partir disso, as áreas técnicas de cada parte começarão, já no primeiro semestre de 2018, a desenhar os marcos legais do acordo. Depois, o texto será submetido a votação em cada parlamento dos Estados-membros de Mercosul e União Europeia.

“Na União Europeia, por exemplo, esses processos têm envolvido uma discussão muito profunda. Qual o papel de cada Estado-parte nesses acordos”, disse. “A gente viu recentemente com Canadá e União Europeia que houve oposição da Valônia, que é uma espécie de condado da Bélgica. Aí é uma discussão que tem seu curso próprio, não dá para estimar um prazo.”

A expectativa anterior era de que o acordo político fosse fechado no fim de 2018, mas neste ano as negociações se aceleraram.

PONTOS SENSÍVEIS

Segundo Árabe Neto, ainda há temas sensíveis aos dois lados e dez mesas de negociações paralelas. Da parte europeia, as preocupações giram em torno de temas agrícolas.

Em abril de 2016, a França, a maior força agrícola do bloco europeu, pediu um estudo sobre o impacto das concessões neste setor da União Europeia.

A França teve o apoio de 12 países europeus. A intenção seria retirar das propostas reduções tarifárias no setor agrícola, no qual o Mercosul é forte.

Do lado sul-americano, a maior resistência vem da indústria, pela maior competitividade das empresas europeias.

“Particularmente no Brasil, temos um cuidado muito grande em buscar um acordo que seja gradual, clube tenha instrumentos para permitir uma abertura que seja positiva para a indústria brasileira. O grande objetivo é que essa aproximação com a União Europeia se reverta em benefícios para a economia brasileira, para a capacidade produtiva brasileira e, especificamente, para a indústria”, disse.

Mas as discussões já avançaram em temas como serviços, compras governamentais e concorrência, destaca.

Árabe Neto afirmou ainda que o governo brasileiro busca tirar o foco da América Latina e ampliar parcerias com Canadá, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Índia e México, e também com a Aliança do Pacífico e Efta (bloco econômico formado por Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia).

Fonte: Folha SP

Pode chamar de G19 e 1/2

O presidente Michel Temer participa hoje e amanhã da cúpula de chefes de Estado e de governo do G20, em Hamburgo, na Alemanha, mas terá pouco a mostrar aos seus pares. O país é o que menos cresce no grupo que reúne as 19 maiores economias desenvolvidas e emergentes e a União Europeia. Em consequência da crise iniciada no governo anterior, é também o que tem uma das menores taxas de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) pelas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Brasil não faz parte das prioridades do encontro, que será ofuscado pelas manifestações contra o evento e pela verborragia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua ameaça de retaliações à Coreia do Norte. A anfitriã, a chanceler alemã, Angela Merkel, tentará buscar apoio para a União Europeia, após a saída do Reino Unido, e um maior consenso em temas como o acordo climático de Paris, além da ampliação do comércio internacional.

Apesar de ter números positivos para citar, como o aumento da produção industrial, o superavit recorde de US$ 36,2 bilhões na balança comercial e a queda da inflação para menos de 4% no acumulado em 12 meses, Temer terá de explicar a crise política que vem atrasando as reformas e pode ameaçar a continuidade dele no poder. “Muitos líderes e investidores podem ficar reticentes a conversar com Temer. Infelizmente, essa confusão política vai deixar o Brasil meio isolado no encontro porque é difícil avançar certas discussões com essa indefinição”, avaliou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

Para Zeina, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, certamente será mais assediado, porque é visto pelo mercado, como alguém que continuaria no governo mesmo com a possível saída de Temer e a posse do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo na linha sucessória e provável nome a ser escolhido pelo Congresso em uma eleição indireta, como prevê a Constituição.

Apesar dos avanços recentes, o FMI prevê alta de apenas 0,2% no PIB brasileiro em 2017 e mostra que, em 2016, a renda per capita do país foi menor do que a da China pela medida conhecida como paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês). Neste ano, a renda anual per capita do brasileiro será de US$ 15,4 mil e a do chinês, de US$ 16,6 mil.

Jankiel Santos, economista-chefe do banco Haitong, é mais pessimista que o FMI e prevê que o Brasil não terá crescimento neste ano. “Temer precisará convencer seus pares de que tudo está operacional. No momento, não depende de quem estará à frente do governo, mas a sinalização de que haverá algum avanço em direção a algum ajuste fiscal”, alertou.

“É possível que Temer passe por constrangimentos, como ocorreu na Noruega (em junho), mas devemos reconhecer que houve, sim, uma sensível melhora na economia em relação ao ano passado. Mas o crescimento daqui para a frente estará comprometido com a piora na área fiscal”, disse Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria. “A arrecadação continua caindo e, se o Congresso não aprovar a reforma da Previdência, o teto dos gastos deixará de ser cumprido entre 2018 e 2019.”

André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, destacou que há vários pontos que deixarão o Brasil de lado, como as tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, além do encontro entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin. “O mundo perdeu o grau de coordenação econômica e volta a ter uma discussão política. Acho que foi dado um passo para trás nessa questão”, afirmou. Para ele, o Brasil terá uma passagem discreta no evento, mas o governo vai tentar passar a ideia de normalidade. “Existe crise política desde o impeachment da Dilma. Temer tem uma pedra no sapato, que são as acusações de corrupção”, disse.

Reformas

Meirelles embarcou antes de Temer para Hamburgo e, ontem, teve uma agenda cheia. Ele utilizou o microblog Twitter para afirmar que mostrará aos líderes do G20 as reformas estruturais adotadas, que geram crescimento “sustentado da economia e do emprego”. “A agenda de reformas brasileira está em linha com medidas defendidas pelo G20 e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O Brasil defenderá, durante reunião do G20, o livre comércio e o multilateralismo”, disse o ministro.

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a nebulosidade política interfere em toda a atividade econômica, afetando investimentos. “A insegurança jurídica e o cenário político conturbado são temas que outros países podem questionar”, apontou. Apesar disso, o governo deve apresentar as melhoras recentes, como indicadores da produção e faturamento da indústria, além das reformas que estão em curso. “O país deve enaltecer que reduziu a inflação e que está olhando para o futuro em termos de controle de gastos. O Brasil tem argumentos na área econômica e vai utilizar desse expediente”, disse.

Fonte: Correio Brasiliense

União Europeia e Japão fecham acordo de livre-comércio

Autoridades da União Europeia (UE) e o Japão assinaram nesta quinta-feira, 6, um “acordo de princípio” para criação de uma área de livre-comércio entre o bloco e a segunda maior economia da Ásia. A etapa é decisiva para que o tratado seja de fato assinado ainda neste verão (no hemisfério norte), como ficou decidido entre líderes europeus do G-7 – capitaneados pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron – e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Nos bastidores, as negociações foram aceleradas para responder ao protecionismo de Donald Trump e ao naufrágio das discussões entre Washington, Bruxelas e Tóquio.

A assinatura do acordo para o Jefta , como é chamado o Japan-EU Free-Trade Agreement, foi feita por Shinzo Abe, pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em Bruxelas, na véspera da reunião de cúpula do G-20, que começa hoje, em Hamburgo, na Alemanha.

O entendimento encerra as negociações em nível ministerial e repassa aos 28 países da União Europeia e ao primeiro-ministro do Japão a homologação do acordo. Pra entrar em vigor, o tratado precisa ser confirmado pelos Parlamentos nacionais da UE.

Europa e Japão aceleraram as negociações nos últimos meses para antecipar em quase seis meses o processo. Da parte de Bruxelas, a ideia foi transmitir a imagem de líder mundial do livre-comércio. “Enviamos juntos um sinal forte ao mundo em favor do comércio aberto e equilibrado. Não há proteção no protecionismo”, disse Juncker.

Para os dirigentes europeus, o anúncio do Jefta é um “sinal forte” para o governo Trump, que retirou seu país do Tratado de Livre-Comércio Transpacífico (TPP), assinado por 11 países da Ásia e do Pacífico, incluindo o Japão. Terceira maior economia do mundo, atrás dos EUA e da China, o Japão buscou uma rápida substituição, aceitando acelerar as negociações com os europeus. “É extremamente importante que Japão e União Europeia defendam o livre-comércio em um momento no qual o mundo enfrenta tendências protecionistas”, afirmou Abe.

Pontos sensíveis. O objetivo é que o novo tratado seja amplo e capaz de cobrir 99% dos temas da agenda de comércio bilateral. Para proteger setores considerados “sensíveis”, o acordo definitivo preverá um período de transição, como para o setor automotivo japonês, fortemente taxado na Europa, e para segmentos da agricultura e da indústria europeias, também alvos de altos impostos.

Um dos pontos ainda abertos da negociação diz respeito ao mecanismo de arbitragem entre Estados e investidores – a UE deseja implantar um tribunal permanente, à imagem do criado pelo acordo de livre-comércio com o Canadá.

Quando estiver formalizado, o tratado entre Japão e UE, negociado havia apenas três anos, deve aprofundar o comércio entre o bloco e o país – o Japão é o sexto maior parceiro comercial da Europa, enquanto a UE é o terceiro dos japoneses.

À imagem do que aconteceu quando do acordo com o Canadá, ONGs e partidos políticos de extrema direita e de esquerda radical de países como a França já começam a se mobilizar para tentar impedir a entrada em vigor do tratado.

A UE tem negociações em curso com o Mercosul, com perspectivas de entendimento até o fim do ano, mas um eventual acordo não seria tão amplo quanto as discussões com o Japão. A negociação entre os dois blocos foi iniciada em 1995.

Fonte: O Estado SP

Redação On julho - 7 - 2017
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