Sindicato Nacional da Indústria de
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Pequena e média empresa não vê efeito de redução de juro pelo BC

A política de queda dos juros adotada pelo Banco Central desde o fim do ano passado ainda não trouxe efeitos positivos segundo 7 de cada 10 donos de pequenas e médias empresas.

Para mais da metade desses empresários (56%), não houve efeitos positivos da diminuição dos juros, mostra pesquisa do Insper. Outros 16% disseram que a queda afetou seus negócios negativamente.

Os demais 28% apontaram melhora com a política monetária do BC.

Gino Olivares, professor de economia do Insper, afirma que a baixa percepção de melhora pelo empresariado decorre, em parte, da necessidade de prazo maior (de ao menos dois ou três trimestres) para que essa política do Banco Central impacte plenamente a economia.

O BC começou a cortar os juros em outubro do ano passado, quando eles estavam em 14,25% ao ano. A taxa atual é de 10,25%.

Além disso, insatisfações com o cenário político e econômico podem contaminar a percepção dos empresários a respeito de medidas promovidas pelo governo, diz Olivares.

Felipe dos Anjos Chiconato, consultor do Sebrae-SP, afirma que o modo muitas vezes inadequado pelo qual empresários se relacionam com crédito torna mais difícil que obtenham empréstimo com taxas de juros atraentes e percebam melhora no mercado.

“Boa parte deles escolhe a linha de crédito pela comodidade, preferindo o cheque especial em grandes bancos à busca por agências de fomento ou cooperativas, que, em geral, têm taxas menores.”

As taxas de juros em operações de cheque especial para pessoa jurídica tiveram queda tímida entre outubro de 2016 e maio deste ano, indo de 340,5% ao ano para 339,5%, de acordo com dados do BC.

Já operações de capital de giro tiveram juros médios reduzidos de 25,4% para 22,3% no período.

Para Joseph Couri, presidente do Simpi (sindicato das micro e pequenas indústrias), o fato de o crédito ainda ser pouco acessível a pequenas empresas faz com que essas reduções, na prática, tenham pouco efeito.

Pesquisa da instituição aponta que, em maio, 62% das micro e pequenas indústrias apontavam ter capital de giro em nível insuficiente ou limitado.

CONFIANÇA

O estudo do Insper também indicou que, apesar da crise política iniciada com a delação premiada dos sócios da JBS em maio, a confiança dos pequenos empresários para o próximo trimestre ficou estável.

Para o levantamento, feito em parceria com o Santander, foram ouvidos 1.292 empresários. A margem de erro é de 1,4 ponto percentual para mais ou para menos.

Fonte: Folha SP

Comércio e serviços são líderes em pedidos de recuperação

Sob a ótica de solvência das empresas, comércio é a atividade mais afetada pela crise econômica e já tem o maior peso entre os setores que mais fazem requerimento de recuperação judicial. De janeiro a maio deste ano, das 574 solicitações de recuperação judicial verificadas pela Serasa Experian em todo o país, comércio e serviços respondem por 38% dos pedidos, indústria, por 21,5%, e setor primário, por 2,5%.

“Nesses últimos três anos [de 2015 a 2017], os pedidos de recuperação judicial do comércio crescem porque a crise bateu forte no consumo, com impacto brutal no varejo. Em 2016, o peso do comércio nesse indicador era de 33% e em 2015, de 31%”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa.

Rabi observa que historicamente o setor de serviços sempre teve o pior desempenho nesse índice de solvência, que é um instrumento usado pela empresa para reestruturar seus passivos sem interromper suas atividades. Os cinco pontos percentuais de aumento da participação do comércio nos pedidos de recuperação judicial na passagem de 2016 para 2017, diz ele, “não são pouca coisa” e refletem o cenário de desemprego no país.

“A inflação pode até ajudar, mas o desemprego é crucial para o varejo. Inflação corrói a renda, o desemprego destrói”, afirma Rabi, acrescentando que não vê perspectivas de melhora até o fim deste ano. “Se o volume de vendas do varejo fechar ao ano com crescimento zero em termos reais será boa notícia, não dá para esperar muita coisa além disso.”

Na outra ponta, conforme levantamento da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (Boa Vista/SCPC), a indústria lidera uma queda de pedidos de falência e recuperação judicial na comparação com outros setores. De janeiro a maio deste ano, o setor industrial registrou 163 pedidos de recuperação judicial contra 218 no mesmo período de 2016, uma queda de 25%.

“A indústria vive um momento melhor que comércio e serviços. Depois de muita piora, é o setor que se recupera mais rapidamente, muito ajudado pelas exportações e pelo aspecto cambial”, avalia Flávio Calife, economista da Boa Vista/SCPC.

O advogado especializado em falência e recuperação judicial Júlio Mandel, da Mandel Advocacia, argumenta que, no geral, os dados de solvência atuais são muito ruins. “O número de consulta que temos de empresas ainda é enorme. A economia está muito parada, o que inviabiliza até a concretização de uma recuperação judicial. O sujeito pede recuperação para reestruturar seus passivos e continuar no mercado depois de um investimento mal feito ou um descasamento de caixa. Mas o problema agora é pior: as empresas estão com problema de faturamento já há algum tempo, falta de crédito, questões externas que não se resolvem com medidas de solvência. Como ele vai se recuperar num contexto assim?”, questiona Mendel.

No primeiro semestre, os pedidos de falência caíram 12,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Boa Vista SCPC. Já os pedidos de recuperação judicial recuaram 26,3%. As falências decretadas caíram 8,2% e as recuperações deferidas recuaram 24%. As pequenas empresas lideram tanto os pedidos de falência (86%), quanto os de recuperação judicial (90%).

Fonte: Valor

Brasileiros já pagaram R$ 1,1 trilhão em impostos em 2017

O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano alcançou R$ 1,1 trilhão na noite de segunda-feira (3), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo montante foi registrado em 22 de julho, o que revela crescimento da arrecadação tributária.
A marca de R$ 1,1 trilhão equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.
“Mesmo com o país sofrendo os efeitos da recessão, a população brasileira continua sendo uma das que mais paga impostos em todo o mundo. Esperamos que as dificuldades do governo sejam resolvidas pelo lado dos gastos e não com qualquer tipo de aumento de tributos”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.
O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (www.impostometro.com.br). Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

Fonte: G1

Fipe: relação entre etanol e gasolina cai a 69,11% em junho em

A relação entre os preços do etanol e os da gasolina fechou junho em 69,11% na capital paulista, depois de ficar em 69,83% em maio, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). É a menor equivalência desde setembro de 2015 (65,35%), mas a maior para o mês da série histórica, que teve início em 2003.
Segundo Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, as quedas de preços anunciadas pela Petrobras, a partir da nova política de preço, explicam parte do resultado de junho, a despeito da retração no valor do etanol.
No IPC-Fipe, que mede a taxa de inflação na capital paulista, o etanol acumulou alta de 15,46% em 12 meses até junho, enquanto a gasolina teve queda de 6,96% no período. “No ano passado, a gasolina subiu mais que o etanol. Agora, parece que está tendo certa compensação”, diz. No sexto mês de 2016, a relação entre os dois combustíveis alcançou 66,07%.
Em junho, o álcool combustível ficou 4,02% mais barato e a gasolina, 2,65% mais em conta. O grupo Transportes, dos quais os dois itens fazem parte, atingiu queda de 0,33%, na comparação com alta de 0,31% em maio. O IPC-Fipe, por sua vez, teve inflação de 0,05%, depois de cair 0,05% em maio. A taxa veio dentro do intervalo das expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast, de variação zero a alta de 0,12%, mas ficou sutilmente maior que a mediana positiva de 0,06%.

Fonte: O Estado de São Paulo

Senado aprova regime de urgência para votar uso de precatórios

O Senado aprovou nesta terça (4) regime de urgência para a votação do projeto de lei que permite a incorporação da verba destinada ao pagamento de precatórios.

Com isso, a votação fica para a próxima quarta (12).

Esses recursos são a principal aposta do governo para obter receitas extraordinárias no curto prazo e desbloquear parte do Orçamento na revisão orçamentária do fim deste mês.

Na semana passada, a Polícia Federal parou de emitir passaportes alegando falta de recursos. O governo afirma que o represamento atinge todos os ministérios e não é problema exclusivo da Fazenda.

O projeto de lei permite ao governo incorporar às suas receitas os valores de precatórios vencidos há mais de dois anos e não sacados. Os precatórios são dívidas decorrentes de decisões judiciais.

Na avaliação da área econômica, a medida deve ser aprovada pelo Congresso antes do recesso de julho e levará R$ 8,6 bilhões para os cofres do governo imediatamente.

Fonte: Folha SP

Para reduzir juros de financiamentos, governo vai mudar lei de sigilo bancário

Para tentar reduzir o custo de crédito no País, o governo prepara projeto de lei para alterar a lei de sigilo bancário. A proposta é deixar claro que, ao fornecerem dados financeiros e de crédito de seus correntistas para gestores de bancos de dados (como Serasa ou Boa Vista SCPC), os bancos não estarão quebrando o sigilo. Segundo apurou o “Estadão/Broadcast”, a minuta do projeto já está pronta.

Com essa medida, o governo espera destravar o Cadastro Positivo – o histórico de bom pagador que auxilia os consumidores (pessoas físicas e empresas) a conseguirem taxas de juros mais baixas na hora de negociar um empréstimo ou comprar um produto parcelado. A ideia é que pessoas que sempre pagaram em dia seus empréstimos são um risco menor para quem empresta o dinheiro. Portanto, teriam direito a um juro menor.

Criado em 2011, o Cadastro Positivo, porém, não funcionou na prática. E parte desse fracasso é explicada pelo fato de os bancos terem resistência a abrir os dados de crédito de seus clientes, pelo temor de estarem infringindo o sigilo bancário. E é isso que o governo quer reverter.

Segundo fontes, o Brasil tem hoje cerca de 5,5 milhões de consumidores inscritos no Cadastro Positivo, mas o potencial é de 150 milhões (pessoas físicas e empresas). Com as mudanças, o governo quer chegar perto desse patamar.

Órgãos de defesa do consumidor, porém, questionam a medida. Dizem que não há garantia de que haverá queda de juros e dizem também temer a falta de transparência em relação ao funcionamento do mecanismo e ao uso dos dados.

Lista. O repasse de dados sobre o histórico de crédito para o Cadastro Positivo será o sétimo item de uma lista de ações que não constituem violação do sigilo bancário. A lei em vigor já prevê que não viola o sigilo, por exemplo, troca de informações entre bancos para fins cadastrais e comunicação às autoridades competentes de ilícitos penais sobre operações com recursos de prática criminosa.

A mudança na lei do sigilo vai abrir também o caminho para a edição de uma medida provisória (MP) que permitirá o fim da necessidade de autorização prévia do consumidor para entrar no Cadastro Positivo. Hoje, o consumidor precisa autorizar a inclusão do seu nome nos bancos de dados. Com a MP, o modelo se inverte: todos farão parte do cadastro, com a possibilidade de solicitar a exclusão.

Além disso, a área econômica quer incluir outros dois pontos na MP: o fornecimento de dados de pagamentos de serviços públicos (água, luz e telefone) e o fim da chamada responsabilidade solidária: se houver mal uso dos dados cedidos pelos bancos, apenas a instituição que solicitou os dados poderá ser punida.

Procurada, a assessoria de imprensa do Banco Central informou apenas que o Cadastro Positivo está na Agenda BC+, que segundo o banco, é atualizada constantemente.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Redação On julho - 5 - 2017
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