Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Protecionismo recuou com crise e política

A recessão econômica, conjugada com uma agenda política mais liberal, fez o Brasil reduzir o protecionismo nas políticas de comércio exterior, avaliam especialistas.

Para eles, a continuidade desta abertura irá depender das decisões do próximo governo. Porém, ressaltam que o País, de forma geral, já entendeu que, para se inserir na economia internacional, terá que diminuir as barreiras para a entrada de produtos.

Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil foi a nação que mais adotou medidas para facilitar a troca de mercadorias em 2017. Entre outubro de 2016 e maio deste ano, o País implementou nove ações para reduzir as tarifas de importação, disse a OMC na última sexta (30). Além disso, em 2015, o Brasil era o terceiro país mais protecionista do G-20, com 23 medidas antidumping (de proteção à economia interna). Já em 2016, ficou na oitava posição, com 11 casos.

Fernando Ferrari Filho, professor de economia internacional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avalia que tanto fatores conjunturais como a agenda política colaboraram para uma maior abertura. Ele comenta que a maioria dos componentes da demanda agregada, como consumo, investimentos e gastos do governo, está em trajetória recessiva, com exceção da exportação e da importação.

“A balança comercial brasileira está batendo números recordes e sendo a válvula de escape da nossa economia”, diz Ferrari Filho. “Só que crescer via setor externo é uma via de mão dupla: se o Brasil quer colocar os seus produtos no mercado internacional, ele precisa mostrar que está aberto para as mercadorias de outros países”, acrescenta o professor da UFRGS.

‘Boa vizinhança’

Para Ferrari Filho, a equipe econômica do atual governo tem clareza de que as exportações são o caminho, no curto prazo, para ajudar o País a não se afundar mais na recessão e até mesmo sair dela.

“Para isso, é preciso ter a política da boa vizinhança com o resto do mundo e diminuir o protecionismo”, destaca Ferrari Filho. “Este entendimento, por sua vez, é coerente com a própria agenda mais liberal do governo”, completa.

Apesar do avanço nos últimos meses, Ferrari Filho menciona que, em 2016, a soma das importações e exportações corresponderam a 15% do Produto Interno Bruto (PIB), um percentual ainda baixo, na sua avaliação, porém mais elevado do que no início dos anos de 1990, quando esta relação correspondia à metade da atual, por volta de 7,5%.

No primeiro semestre de 2017, o Brasil exportou US$ 36,2 bilhões a mais do que importou. Esse saldo comercial positivo representou um avanço de 53,1% em relação a igual período de 2016 e foi o maior da série histórica em 29 anos. No período, as vendas externas aumentaram em 19,3%, a US$ 107 bilhões, enquanto as importações cresceram 7,3%, a US$ 71,4 bilhões. Para este ano, a MacroSector projeta alta de 7,5% nas vendas externas.

Já o sócio da Barral M Jorge, Welber Barral, afirma que este movimento de eliminação de barreiras ao exterior por parte do Brasil está mais relacionado com uma tentativa de reverter a queda das importações, que foi resultado da forte adoção, até o passado recente, de medidas antidumping, combinadas com a crise na economia. Em 2016, as compras externas chegaram a cair 10,3%.

O coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Ricardo Balistiero, por sua vez, analisa o menor protecionismo do Brasil, apontado pela OMC, como parte estrutural das decisões políticas do governo e que a continuidade desse processo de abertura vai depender do perfil da equipe econômica da próxima presidência, a ser eleita em 2018.

Já o professor de relações internacionais da FAAP, Marcus Vinicius de Freitas, avalia que há um entendimento geral, por parte das empresas e de dos agentes do comércio exterior, de que, para se inserir no mercado internacional, o Brasil precisará se abrir para os produtos de outros países.

Nova tendência

Ferrari Filho complementa que, neste momento, o Brasil pode ter começado a desenhar uma nova política industrial, diferente das anteriores. Para ele, as experiências acumuladas, em termos de política de comércio exterior, pode ter provado ao Brasil que medidas protecionistas não garantem a alavancagem da indústria.

“A abertura da economia permite a entrada de máquinas e equipamentos com alta tecnologia, o que traz melhoria de produtividade e cria mais competitividade de preços no mercado interno. Essa competição, por sua vez, permite uma queda na inflação.”

Fonte: DCI

Vendas no varejo na zona do euro sobem em maio mais que o esperado

As vendas no varejo da zona do euro aumentaram mais do que o esperado em maio, ajudadas por vendas mais fortes de roupas e sapatos, além de combustíveis para veículos, informou nesta quarta-feira a agência europeia de estatísticas, Eurostat.
Na comparação com o mês anterior, as vendas em maio nos 19 países que usam o euro aumentaram 0,4 por cento, chegando a uma alta anual de 2,6 por cento.
O resultado ficou acima da pesquisa da Reuters que apontava expectativa de aumento de 0,3 por cento no mês e de 2,3 por cento na base anual.

Fonte: Reuters

 

Expansão do setor de serviços da China perde força em junho, mostra PMI do Caixin

O setor de serviços da China cresceu a um ritmo mais fraco em junho diante da queda das novas encomendas, sinalizando renovada pressão sobre as empresas após aceleração em maio e indicando enfraquecimento do cenário para a economia, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit.
Os resultados reforçam as visões de analistas de que a segunda maior economia do mundo está desacelerando após um forte início do ano, no momento em que Pequim controla o crédito fácil para conter o perigoso aumento da dívida e evitar riscos financeiros.
O PMI de serviços do Caixin/Markit caiu a 51,6 em junho de 52,8 em maio, quando uma recuperação inesperada interrompeu quatro meses de declínios.
A demanda fraca estava por trás da desaceleração do crescimento da atividade, uma vez que o subíndice de novas encomendas caiu a 51,9 em junho de 53,5 em maio, atingindo o menor nível desde maio de 2016.
“Embora o impacto da desaceleração da expansão no setor de serviços da China tenha sido amortecido pela ligeira recuperação na atividade industrial, a tendência de queda na economia permanece”, disse Zhengsheng Zhong, diretor de análise macroeconômica do CEBM Group em nota divulgada junto dos dados.

Fonte: Reuters

BC do Japão deve cortar projeção de inflação e adiar afrouxamento, dizem fontes

O banco central do Japão reduzirá suas projeções de inflação neste mês mas adiará a expansão do estímulo, disseram fontes familiarizadas com o assunto, em mais um sinal de que o banco está recuando da promessa inicial do presidente Haruhiko Kuroda de fazer o que for necessário para alcançar a meta de inflação.
A redução da estimativa de inflação será um novo golpe para Kuroda menos de um ano antes de seu mandato terminar em abril, e destaca os desafios que o banco central enfrenta em usar o estímulo monetário para elevar os preços e convencer o público de que suas políticas estão funcionando.
Os nove membros do conselho do Banco do Japão buscarão explicar porque a força na economia ainda não se traduziu em inflação, um dilema que eles enfrentam conforme os salários e os preços permanecem fracos, disseram fontes.
“Dado que a economia está em boa forma, é difícil explicar porque a inflação continua tão fraca. Este estará entre os principais tópicos de debate na reunião deste mês do banco central”, disse uma das fontes, em uma visão compartilhada por outras duas.
Na reunião de 19 e 20 de julho o Banco do Japão deve manter a política monetária e oferecer uma avaliação mais otimista da economia do que em junho para dizer que ela está expandindo moderadamente, refletindo forte consumo e confiança empresarial, disseram as fontes.
Mas deve reduzir sua previsão de inflação para o ano atual que termina em março de 2018, e possivelmente para o ano seguinte, em uma revisão trimestral de suas projeções de longo prazo a ser divulgada em 20 de julho, disseram as fontes.
No encontro de abril, o Banco do Japão disse esperar que o núcleo da inflação atinja 1,4 por cento no atual ano fiscal e 1,7 por cento no seguinte.
A redução deve ser pequena e refletir o efeito das recentes quedas dos preços do petróleo, relutância das empresas em elevar os preços e expectativas fracas de inflação, disseram as fontes.

Fonte: Reuters

 

BC da Suécia mantém juro básico na mínima histórica de -0,50%

O Banco Central da Suécia decidiu nesta quarta-feira manter sua taxa básica de juros na mínima histórica de -0,5% e indicou que não há probabilidade de que um nível ainda menor seja alcançado.
Em sua decisão de política monetária, o Riksbank, como é conhecida a instituição, repetiu a mensagem de que eles poderiam diminuir a taxa repo (abreviação em inglês para acordos de recompra), caso seja necessário, enquanto o programa de compra de títulos continuará a operar, como já foi decidido em outras reuniões. “Reitero nossa visão de um primeiro aumento na taxa de recompra deve ocorrer em abril de 2018 e a taxa deve chegar a zero no fim do ano que vem. E não pensamos que o programa se compra de títulos será prorrogado para além de 2017”, disse Andreas Skogelid, do banco Handelsbanken.
Para Knut Hallberg, do Swedbank, o Riksbank deve elevar os juros pela primeira vez em meados de 2018. “As notícias de hoje estão completamente de acordo com a nossa previsão, talvez um pouco mais suave, mas não deve levar a grandes mudanças no mercado”, comentou.

Fonte: O Estado de São Paulo

França reduzirá imposto de empresas para 25% até 2022

O primeiro-ministro francês Édouard Philippe anunciou uma série de medidas fiscais, inclusive redução de impostos sobre empresas, e reafirmou seu compromisso de reduzir gastos públicos, no discurso de política geral na Assembleia Nacional.
O imposto sobre as empresas passará de 33% a 25% até 2022, e várias medidas ficais serão votadas antes do fim do ano e aplicadas no próximo biênio, segundo Philippe.
“As empresas devem recuperar o desejo de se instalarem e se desenvolverem no nosso país, em vez de em outros lugares”, declarou, provocando aplausos dos políticos.
‘Dançando sobre um vulcão’
O premiê ’também anunciou um plano de investimentos de € 50 bilhões, promessa de campanha do presidente centrista Emmanuel Macron. “É importante controlar a atividade, mas é igualmente decisivo investir nos setores do futuro”, acrescentou. Esses investimentos terão foco “na transição ecológica, no desenvolvimento das competências, na saúde, nos transportes, na agricultura e na modernização do Estado”, disse.
Philippe se comprometeu, também, a “reduzir a carga tributária em um ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) em cinco anos” e prometeu “diminuir os gastos públicos em três pontos percentuais do PIB nesse mesmo período”, acrescentando que a França “não vai gastar mais em 2018 do que em 2017”.
A prometida redução de impostos para lares e indivíduos mais ricos, contudo, foi adiada em um ano, para 2019, segundo o jornal “Financial Times”. Essa mudança de planos é vista como um sinal da reorganização da agenda de Macron diante da situação das contas da França. O jornal britânico explica, ainda, que Philippe afirmou que o preço dos cigarros no país será reajustado em 43%.
O primeiro-ministro, que veio da direita moderada, disse estar disposto a “enfrentar a verdade” sobre a situação financeira da França, cuja dívida alcança o “nível insuportável” de € 2,147 trilhões. “Estamos dançando sobre um vulcão que está cada vez mais forte”, afirmou, comprometendo-se a baixar o déficit público a menos de 3% a partir deste ano.
Philippe também atacou o “vício” dos gastos no país. Na semana passada, o auditor independente da França revelou uma insuficiência de mais de € 8 bilhões de financiamento para o orçamento deste ano, prevendo um déficit mais uma vez acima do teto de 3% da renda nacional estabelecido pela União Europeia (UE). “Os franceses são viciados no gasto público. Como todos os vícios, isso não resolve o problema que deveria remediar.
E, como qualquer vício, é preciso vontade e coragem para se desintoxicar”, observou o premiê.
‘Campeã de gastos e impostos’
A França não pode “seguir sendo, ao mesmo tempo, campeã de gastos públicos e de impostos”, insistiu Philippe, que assegurou que não quer deixar o país “à mercê dos mercados financeiros”.
O premiê disse que a Alemanha gastou € 98 de cada € 100 que arrecadou em impostos, enquanto a França gastou € 125 de € 117 obtidos da mesma maneira.
Em 2016, o gasto público representou 56,4% do PIB francês. Os impostos e contribuições sociais alcançaram 44,4% do PIB. O presidente Macron vê a contenção de gastos e a redução do déficit orçamentário como essenciais para conquistar a confiança da Alemanha, sua parceira na UE, e persuadir Berlim a embarcar em reformas no bloco.
Fonte: Abimaq

G20 em Hamburgo: um zigue zague e o erro capital de Michel Temer

Na cidade de Hamburgo, os protestos com as mais diversas reivindicações já iniciaram.

A poderosa editora Gruner + Jahr, entre outras, do Portal Spiegel Online, o mais visitado da Alemanha e a revista “Brigitte” colocou na fachada do seu prédio, cartazes imensos dirigidos ao autocrata turco Erdogan, a Donald Trump e a todos os chefes de estado e de governo que estão estrangulando a imprensa livre e independente em seus países.

:“Perguntas não podem ser recebidas com torturas”, provoca Philipp Jensen redator-chefe da revista “Stern.

“A opinião não pode ser colocada em correntes”, alerta Brigitte Huber, redatora-chefe da “Brigitte”.

O FCMC, centro de mídia alternativa, com o surpreendente número de 600 jornalistas vindos para a Alemanha dos quatro cantos do mundo e que procuraram uma mídia alternativa em tempos de Fact Checker e Fake News, foi inaugurado hoje (4) em formato de “aluguel” no Estádio Millentor do tradicional clube esquerdista e de engajamento social, o FC St. Pauli, hoje na segunda divisão e que teve em sua longa história, um jogador brasileiro, Leonardo Caetano Manzi, o goiano Leo Manzi.

Percepções equivocadas

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan queria “discursar para seus “súditos” ou seguidores turcos que, com passaporte alemão ou ainda em posse de passaporte turco. Erdogan está transformando a Turquia numa ditadura, incluindo meticulosa neutralização do aparato jurídico, com juízes amargurando ou na cadeia ou em municípios afastados dos grandes centros, com mudança constitucional para lhe garantir mais poder e mantém, atualmente, aproximadamente 150 jornalistas presos, a maioria deles sem acusação formal da Promotoria. Erdogan tem como visão política, estrangular a imprensa livre e as (ainda resistentes) forças democráticas em seu país. A prisão por mais de 100 dias do jornalista turco-alemão, e de dupla nacionalidade, Deniz Yücel, a prisão e fechamento de meios democráticos de comunicação é o maior engodo diplomático atual entre Alemanha e Turquia.

Vladimir Putin também estará em Hamburgo. Em discurso na recente cerimônia de luto em Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu, para homenagear o recentemente falecido e ex-chanceler alemão Helmut Kohl, Dmitrij Medwedew, que acumula as funções de Ministro Presidente da Rússia e de pau mandado de Vladimir Putin ficou bem clara a situação de intransponíveis diferenças entre a Rússia e a UE que acaba de renovar as sanções contra o país controlado por Putin devido à fatura ainda em aberto resultante da Anexação da Crimeia à Federação Russa em 2014.

Putin, ex-Chefe da KGB, na Alemanha, não deixou barato e rebateu, congelando a transferência de verbas para o Conselho da UE. O Embargo da Rússia para produtos da zona da UE, tem o bem vindo efeito colateral de aumentar a demanda de produtos internos e movimentar a economia russa. Com a relação com a UE, num patamar torto, Putin chegará a Hamburgo. Vale lembrar que a Convenção, anteriormente denominada de G8 com presença das 8 maiores economias do mundo, há tempos se chama G7, já que a Rússia foi desconvidada. E como Putin, de novo, não deixa barato, poucos dias antes do G20 na cidade mais linda da Alemanha, ele faz faz uma mini convenção com a China em Moscou e elogia “a parceira no âmbito de comércio”.

Vaidades sórdidas e pueris

Há pouco tempo, a capa do jornal francês Liberation era titulada “As crianças de Assad” depois do ataque químico sofrido por elas no país que vem sendo destruído: obras consideradas patrimônio da humanidade, civis, homens, mulheres, suas esperanças e seus sonhos. A guerra na Síria não existe e persiste apesar de Putin, mas por causa dele, do seu apoio monetário, militar e logístico ao sistema monstruoso e criminoso do ditador Assad.

Terra Brasilis

Havia um tempo em que o Brasil estava presente e ativo naquilo que o jargão politico-midiático alemão chama de “Sinteco internacional“.

Eurico Miranda, do “Vascão o time da virada, o time do amor” chamaria de “estar nas cabeças”, decidindo, dirigindo, participando, cooperando.

Um erro capital

O atual presidente do Brasil tem um currículo nada invejável, no pouco tempo que ocupa o cargo que não era para ser seu, mas até ai, tudo dantes no quartel de Abrantes ou como gostam de dizer os alemães em situações como essa: “a escolha entre a peste e a cólera”. Dilma Rousseff, antecessora do atual presidente palestrava como “estocar o vento” como mostra uma sátira que viralizou nas redes sociais e pecava, dolorosamente, pela crônica falta de soberania: perante os acontecimentos e perante aquele a quem ela devia sua ascensão política, seu cargo e sua submissão, que se mostrou fatal.

Em 26 de junho, Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot por corrupção passiva em relação com o chefe do Grupo JBS, Joesley Batista que, por uma delação premiada, jogou tudo no ventilador, fez a casa (quase) cair, atrapalhando os planos do presidente em “melhorar a economia do país”. Logo depois de tornada pública a denúncia, foi cancelada a ida de Temer para o G20 em Hamburgo na primeira etapa de uma tragédia anunciada.

Brasil, um país forte

Na sexta-feira (30/06), o Ministro Alemão das Relações Exteriores, o social-democrata Sigmar Gabriel, recebeu a imprensa estrangeira no prédio do Ministério para reportar sobre sua viagem a Rússia no dia anterior, falar da proibição que protagonizou evitando que o presidente turco fale para seus “súditos”, adubo propício para os que estão cansados de viver uma vida de estrangeiro de segunda classe na Alemanha. A síndrome de vira-lata ela não e “somente” imprevisível, ela é, acima de tudo, perigosa. ”A nossa situação com a Turquia está difícil. Não seria o momento para dar solo para que problemas dos turcos sejam abordados na Alemanha”. Em seu posicionamento sobre a proibição, para a qual obteve amplo respaldo por parte dos alemães, do tipo “finalmente uma medida de pulso perante a Turquia”, já que Angela Merkel não ousa irritar o vaidoso Erdogan com Paúra dele desfazer o pacto que mantém os refugiados na Turquia ou os deportar para o inferno em terra que se tornou a Síria. Em ano de votação geral isso poderia levar Merkel a ter que se aposentar 4 anos mais cedo do que sua agenda política calcula.

Brasil: um país internacionalmente isolado?

Indaguei ao ministro como o governo alemão vê a atual situação do Brasil, mencionei a recém viagem de Angela Merkel à Argentina e ao México, passando ao, largo pelo país continente. Gabriel esbanjou diplomacia: “Claro que nos preocupa muito que esse país tão importante se encontra numa situação instável. O que podemos fazer, fazemos, mas no grosso, isso está nas mãos dos brasileiros” e acrescentou com voz melancólica: “Brasil é tão importante no mundo. Especialmente no continente, mas também no mundo. Esperamos que seja encontrado um caminho para essa crise”, finalizou o texto constante na cartilha diplomática.

Depois do cancelamento a Hamburgo, o que foi noticiado muito rápida- e brevemente pela imprensa alemã resultou em sensação de alívio. “Nesse momento, estar presente no Brasil é o mais importante” alegava Gabriel na sexta-feira, quando ainda valia o cancelamento anunciado primeiramente.

As gafes feitas na semana passada na Rússia (e não na URSS) e na Noruega com a Primeira-Ministra (e não com a Rainha da Suécia) como mencionado pelo presidente, pouco antes da coletiva de imprensa, deixou brasileiros dentro e fora do país, consternados com seu visível despreparo em viagem de tanta importância como representante da nona maior economia do mundo e de um país de uma riqueza e diversidade cultural incomensurável.

A dinâmica dos fatos não espera e, como o ex-líder soviético M. Gorbachev, sabiamente, declarou nas últimas semanas de existência do Muro de Berlim, quando os chefes do Politbuero ainda teimavam em levar o povo na rédia curta o alimento com migalhas em forma de medidas álibi: “Quem chega tarde demais, é punido pela história”.

O bom senso Temer e/ou de seus assessores/conselheiros, e mesmo um surto de “síndrome de Putin” e de última hora e de não querer ficar de fora do “Sinteco politico”, do clube exclusivo para poucos, o presidente deu marcha ré revogando sua decisão no final da noite de segunda-feira (03), o que foi anunciado pelo Itamaraty:sim, Temer irá comparecer à convenção do G20 em Hamburgo.
No final da semana passada, entre jornalistas radicados em Berlim, corriam boatos de que Temer, a caminho de Hamburgo. Passaria em Berlim seria recebido pela chanceler, o que o departamento de imprensa do Governo Federal manteve em segredo, decidindo não confirmar. Não se sabe se por falta de informação ou por sigilo cauteloso.

O Jornal do Comércio, edição alemã, (Handelsblatt) publicou: “Então agora o Temer vai”. No corpo do artigo o jornal afirma “que Temer precisa temer que será retirado do cargo” e ainda informa que um “uma pessoa de confiança de Temer foi preso por obstrução da justiça. Essa pessoa é Geddel Vieira Lima”. Como divulgou na terça-feira (04) o “Estado”, Geddel foi preso na Bahia pela PF na Operação Cui Bono.

Fontes do jornal “O Globo” afirmam que assessores e consultores de Temer o teriam incentivado a ir a Hamburgo. Por motivos econômicos e para realizar acordos comerciais. O que os consultores do atual presidente não alcançaram é o prejuízo diplomático e de imagem que o Brasil ira sofrer caso o presidente desembarque mesmo na cidade hanseática. Na Alemanha não se faz barraco e não se confronta ninguém em momento de constrangimento. Por isso, e bem provavelmente que Temer tenha papel similar, ao Premier de Montenegro, Dusko Markovic, quando foi empurrado pra escanteio para que Trump ficasse em lugar expressivo na foto de grupo.

A ida de Temer ao G20 será o maior constrangimento que o Brasil terá em sua história de uma jovem e, como os últimos 14 meses puderam mostrar, fragilíssima democracia. Dilma Rousseff tinha péssimos assessores e consultores. Os de Temer conseguem ser, ainda pior.

Fonte: O Estado SP

Redação On julho - 5 - 2017
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