Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






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A indústria de máquinas e o BNDES

*João Carlos Marchesan

Ninguém compra máquinas por uma questão de status. Como também ninguém compra equipamentos porque o dólar está baixo, ao contrário do que afirmam por ai, mesmo por que câmbio baixo significa preço menor nos produtos que fabricamos, o que reduz a rentabilidade da indústria.

 

O Real apreciado, na realidade, causa basicamente a substituição de máquinas e equipamentos nacionais por importados. E, se no limite, o câmbio for muito favorável à importação, o industrial em vez de importar máquinas passa a importar o produto final. Foi isto que, salvo breves períodos, ocorreu nos últimos 15 anos.

 

Máquinas, normalmente, não são produtos de prateleira. Precisam ser encomendadas e enfrentam longos ciclos de produção para chegar ao seu destino final. São compradas por necessidade, quando há perspectivas de continuidade da demanda e da rentabilidade, no mercado interno e/ou na exportação.

 

São compradas para produzir mais e de forma mais eficiente, de modo a gerar receita e lucro suficiente para se pagarem. Por isto mesmo são, habitualmente, financiadas em prazos dilatados, de modo que o caixa por elas gerado permita pagar o equipamento ao longo do tempo e ainda deixar alguma margem para a empresa.

 

Por causa disso, o custo do financiamento é crítico para viabilizar o investimento. Considerando que o lucro médio das indústrias, nos bons tempos em que tinham lucro, girava ao redor de 12% sobre o patrimônio, que inclui o valor dos equipamentos, é óbvio que o custo do financiamento não deveria superar a estes mesmos 12%.

 

Ora, no Brasil, os bancos não só não oferecem financiamento nos prazos necessários, de cinco anos ou mais, mas, além disso, cobram juros muito superiores ao retorno das empresas, fazendo com que o financiamento bancário, em vez de ser um instrumento de alavancagem da produção, seja um óbice ao investimento.

 

Outra alternativa, muito usada nos países desenvolvidos, é buscar recursos para investir no mercado de capitais. Entretanto, no Brasil, nosso mercado de capitais, obrigado a oferecer rentabilidade superior ao da remuneração dos títulos públicos, ou seja, da Selic, tem, normalmente, custos acima da rentabilidade da indústria.

 

Neste contexto fica patente a importância do papel do BNDES como banco de fomento, por ser o único banco de todo nosso sistema financeiro capaz de fornecer recursos com prazos de amortização adequados e a custos compatíveis com as margens do investimento produtivo.

 

Criticar o BNDES por cumprir este papel e querer encarecer seu funding obrigando-o a captar no mercado, concorrendo com títulos da dívida pública de governos que não primam pelo equilíbrio das contas públicas, pode interessar ao setor financeiro, mas, certamente, não interessa ao Brasil.

 

Nós não pleiteamos favores, mesmo porque, hoje, um financiamento BNDES via Finame para comprar uma máquina já custa ao investidor juros superiores a 15% ao ano, para uma inflação que está rodando abaixo de 4% ao ano. Fica difícil, nessas circunstâncias, se falar de subsídios para o investimento produtivo.

 

Queremos apenas isonomia para concorrer, em condições de igualdade, com os fabricantes externos. Queremos juros civilizados, crédito adequado, câmbio competitivo e um sistema tributário simples e equitativo, que não deixe um resíduo de mais de seis pontos percentuais de impostos não recuperáveis dentro de nossos preços.

Fonte: Abimaq

 

 

 

Ferramentarias e modelações cada vez mais produtivas

O mundo vivencia uma fabulosa evolução da indústria de manufatura nas últimas décadas, graças à informatização da produção. Novos produtos são lançados de maneira extremamente rápida e flexível para atender as mais diferentes exigências do consumidor. Automóveis, eletrodomésticos, produtos eletrônicos, tendo os telefones celulares como exemplo mais marcante, entre muitos outros bens duráveis, são apresentados ao mercado com formas cada vez mais atraentes, com melhor qualidade e com preços mais e mais competitivos. Este progresso se deve à célere evolução dos métodos de fabricação dos mais diferentes tipos de produtos.
Uma das fases importantes para se desenvolver e produzir de forma rápida e eficiente um produto é a fabricação do ferramental responsável pela manufatura das peças de relevante importância que o compõem. Graças ao projeto avançado para o desenvolvimento do produto e de seu ferramental através de softwares, como CAD/CAM, e a utilização de modernos Centros de Usinagem de 3 e 5 eixos, a fabricação de moldes e matrizes é executada de forma extremamente rápida. Se no passado, para se produzir um molde, através de máquinas-ferramenta convencionais, levavam-se meses para ele ficar pronto, com as modernas tecnologias disponíveis, este período cai para alguns dias. Daí a rapidez com que se lançam novos produtos no mercado.
A demanda por ferramental para as próximas décadas continuará aumentando e as ferramentarias e modelações do país deverão realizar investimentos para se modernizarem e atenderem às necessidades da indústria de manufatura local. Para tal, é de fundamental importância que se criem novas linhas de financiamento para estimular cada vez mais a produção de moldes e matrizes no país.
* Alfredo Ferrari é engenheiro mecânico, vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramentas e Sirtemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ e vice-coordenador da Expomafe.

Fonte: A Voz da Indústria / Abimaq

 

 

Venda diária de veículos leves a pessoa física tem 1ª alta desde janeiro de 2014

A média diária nas vendas de veículos leves para o consumidor pessoa física, em junho, cresceu 9,3% em relação a junho do ano passado, para 5,1 mil unidades, segundo conta feita pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a partir de dados divulgados nesta terça-feira, 4, pela Fenabrave, associação que representa as concessionárias. Trata-se do primeiro crescimento nesse tipo de comparação desde janeiro de 2014.
O mercado de veículos já vinha dando alguns sinais de reação em 2017. No entanto, nos dois meses em que apresentou crescimento este ano, em comparações interanuais, em março e maio, os resultados foram impulsionados por vendas para clientes pessoa jurídica, como locadores de veículos, produtores rurais e frotistas em geral. Essa é a primeira vez em mais de três anos, portanto, que os dois tipos de venda, para pessoa física e para pessoa jurídica, registram expansão na média diária.
Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, a tendência é que, no segundo semestre, as vendas para pessoa física voltem a ganhar importância. “Já estamos vendo uma maior presença de pessoas nas concessionárias e uma maior visitação aos nossos show rooms”, disse o executivo.
Assumpção também espera que haja uma melhora no financiamento, com uma maior liberação de crédito por parte dos bancos. “A procura do consumidor por crédito aumentou, mas o nível de aprovação continua de três a cada 10 pedidos”, afirmou.
 
Fechamento de concessionárias
O fechamento de concessionárias de veículos no Brasil estancou em 2017, afirmou Assumpção Jr. “Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia”, disse.
Nos dois primeiros anos de crise econômica, 2015 e 2016, o segmento passou a contar com 1.308 lojas a menos, o que resultou na perda de 170,9 mil postos de trabalho. “Nós tivemos uma estabilização no primeiro semestre de 2017 e podemos dizer que o fechamento de lojas foi estancado”, afirmou o executivo.


Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

Produção industrial sobe 0,8% em maio puxada por veículos

A produção industrial subiu 0,8% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio adentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,7% a uma expansão de 2,0%, e acima da mediana positiva de 0,65%.
Em relação a maio de 2016, a produção subiu 4%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um avanço de 1% a 4,6%, com mediana positiva de 3,4%.
No ano, a indústria teve alta de 0,5%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo de 2,4%.
Veículos automotores
A produção industrial cresceu em 17 dos 24 ramos pesquisados na passagem de abril para maio, segundo o IBGE.
O principal impacto positivo foi registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias, com avanço de 9,0%, puxado pela fabricação de automóveis e caminhões. O resultado de maio foi o mais elevado para o segmento desde dezembro de 2016, quando tinha crescido 10,4%. No mês anterior, a fabricação de veículos já tinha expandido 3,9%.
Outras contribuições positivas relevantes foram de produtos alimentícios (2,7%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,0%).
Na direção oposta, entre os seis ramos que encolheram no mês, as perdas mais importantes foram dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,2%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos.
Revisão
O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de abril ante março, de 0,6% para 1,1%. A taxa de março ante fevereiro passou de -1,3% para -1,6%.
Houve revisão ainda na produção de bens de capital de abril ante março, que passou de 1,5% para 1,9%. A taxa de março ante fevereiro saiu de -2,2% para -1,9%, enquanto a de fevereiro ante janeiro passou de 5,9% para 6,2%.
O IBGE revisou também a produção de bens de consumo duráveis em abril ante março, que saiu de 1,9% para 2,9%. A taxa de março ante fevereiro passou de -7,2% para -7,4%.
Nos bens intermediários, o resultado de abril ante março foi revisto de 2,1% para 2,0%.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

Para o setor industrial, a luz ainda é tênue, mas continua acesa

O recrudescimento da crise política após a delação dos executivos da JBS, no dia 17 de maio, não afetou negativamente a produção industrial naquele mês. O dado divulgado ontem mostra que o setor de transformação – diretamente ligado ao investimento e ao consumo – manteve no bimestre abril/maio, o mesmo ritmo de crescimento registrado no primeiro trimestre na comparação com o quarto de 2016.

O setor cresceu 0,85% no primeiro trimestre em relação ao último do ano passado (feitos os ajustes sazonais) e 0,88% na média dos meses de abril e maio em relação ao primeiro trimestre. Se em junho a indústria de transformação apenas repetir o que aconteceu na média de abril e maio, o setor vai “acelerar” seu crescimento para 1,1%.

A questão é: qual o real impacto das delações e da crise política sobre a economia real? Existem poucos sinais concretos, mas há pistas de que a “piora” esperada para o segundo trimestre pelos analistas pode ser menos intensa do que se esperava.

O crescimento do emprego com carteira assinada em maio reforça essa possibilidade, bem como o aumento mais expressivo das exportações de manufaturados (alta de 16% no mês em relação a 2016, superior ao crescimento de 10% no acumulado do primeiro semestre em relação ao ano passado, e, por fim, o resultado das vendas de automóveis no mercado doméstico, com alta de 4,4% em relação a maio e de 18,9% na comparação com junho de 2016, ambos pelo critério de média diária.

Há sinais bastante interessantes nos dados industriais. No acumulado em 12 meses, é o setor de bens de capital que puxa a produção industrial, com alta de 0,9%. Fora esse segmento, bens de consumo também têm desempenho positivo, com alta de 0,4% na mesma comparação. Os demais ainda estão no terreno negativo quando se olha um prazo longo.

A recuperação puxada por bens de capital é uma luz no fim do túnel, mas é uma luz que perde brilho quando se abre os dados e aparece a informação de que o que realmente faz diferença são os bens de capital de uso agrícola. Isso não é ruim (pelo contrário), apenas seria melhor se os bens de uso industrial já estivessem no terreno positivo.

No lado do consumo, a liberação das contas inativas do FGTS fez diferença para alguns setores, mas não todos. Há crescimento em eletrodomésticos de linha marrom (TVs principalmente), mas a alta ensaiada em linha branca no primeiro trimestre não se manteve. A produção de eletrodomésticos de linha marrom cresceu 28% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2016, percentual que arrefeceu um pouco, para 25%, no acumulado até maio em relação a igual período de 2016.

Nas mesmas comparações, a produção de linha branca aumentou 2,2% até março, mas já recua 1,8% no acumulado dos primeiros cinco meses. E essa ajuda acaba em julho.

Fonte: Valor

Indústria cresce 0,8%, com avanço na maioria dos setores

Setor avança 0,8% em maio, com alta disseminada pela maioria das atividades. A indústria brasileira deu sinais de que se recupera com um pouco mais de fôlego, mas a incerteza política pode colocar essa trajetória em risco. Em maio, o setor registrou alta de 0,8%, frente a abril — segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação e o melhor resultado para o mês desde 2011. Em relação ao ano passado, a alta foi de 4%. Os dados vão além do sobe e desce que caracteriza o setor nos últimos meses, principalmente porque, aos poucos, os resultados positivos começam a aparecer em mais atividades. Em maio, 59% dos 805 itens pesquisados pelo IBGE tiveram alta de produção na comparação com o ano anterior, a maior abrangência desde abril de 2013. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem pelo instituto.

A disseminação de resultados positivos foi observada nos dois principais tipos de cálculo, tanto em relação a abril, como na comparação com maio do ano passado. Frente a abril, 17 dos 24 ramos acompanhados registraram alta. Foi a maior proporção de segmentos em crescimento desde julho de 2014, quando 19 grupos registraram avanço. A análise das chamadas grandes categorias econômicas também reforça essa tendência: todos os quatro grandes setores da indústria — bens de capital, intermediários, duráveis e semi e não duráveis — avançaram, tanto frente a abril como em relação a maio de 2016.

Para analistas, esse perfil reforça a expectativa de que a indústria, após três anos de queda, fechará 2017 em alta.

— O dado de maio mostrando mais uma alta, com a maior parte das atividades econômicas em crescimento e o avanço dos bens duráveis e de capital, já permite falar em uma recuperação mais disseminada. O sinal que observamos dos dados de abril e maio é uma recuperação da indústria — avalia Artur Manoel Passos, economista do Itaú Unibanco.

Alta puxada pela produção de automóveis

Apesar da alta mais generalizada, os números de maio foram influenciados principalmente pelo desempenho da fabricação de automóveis. A produção de veículos avançou 9% na comparação com abril. Em relação a maio do ano passado, o segmento também se destacou como a principal alta, de 27,9%. Por trás dos números, estão fatores como aumento das exportações e tímida melhora no mercado interno, na avaliação de Passos, do Itaú.

— O setor de automóveis tende a ser mais prócíclico, contrai mais forte na recessão e cresce mais forte na recuperação. Ele pode continuar a ter desempenho superior aos demais setores. Mantendo-se essa retomada, supondo que não haja impacto relevante da crise política, o setor de automóveis pode continuar vindo forte — destacou o economista.

Eé acrise política a principal incógnita apontada por analistas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), a confiança da indústria recuou 2,8 pontos em junho, para 89,5 pontos. A sondagem é uma das bases por trás da expectativa negativa de analistas para junho. O Itaú estima que a produção industrial recuou 0,7% no mês passado, frente a maio. Já aLCA Consultores calcula queda de 0,8%, na mesma base de comparação.

Parte dessa retração da confiança está associada ao efeito JBS. O dado de junho será o primeiro após a divulgação da delação do empresário Joesley Batista, que envolveu o presidente Michel Temer nas investigações da Operação Lava-Jato. As acusações vieram à tona em 17 de maio e, portanto, não influenciaram completamente os dados daquele mês.

— Esse resultado de maio é de um contexto diferente do que estamos vivendo agora. Em junho, já veremos o peso da delação. E não foi só a expectativa que piorou. A ociosidade aumentou, o estoque piorou, e a confiança caiu de forma disseminada — destaca Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV.

Os riscos ao setor vão além dos desdobramentos da turbulência política. Analistas também destacam pontos fracos, como o fato de que o crescimento acumulado entre abril e maio, de 1,9%, é praticamente anulado pela queda de 1,6% em março. “Esse desempenho traz consigo um conjunto de pontos fortes e fracos, que sugere que a recuperação industrial ainda é um jogo que está sendo jogado e que nada está garantido quanto ao crescimento industrial deste ano”, destacou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Já o gerente da coordenação da indústria do IBGE, André Macedo, lembrou que o setor ainda opera em patamares baixos.

— É claro que é uma melhora de ritmo. Mas é preciso relativizar esse crescimento em função da queda importante no mês de março e das perdas acentuadas que o setor teve no passado. E, quando observamos o patamar de produção, o setor ainda está em fevereiro de 2009. Em termo de distanciamento do seu ponto mais elevado na série histórica, em junho de 2013, a diferença é de 18,5% — avalia Macedo.

Fonte: O Globo

Redação On julho - 5 - 2017
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