Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Gerdau anuncia demissões e suspensão do setor de laminação em Divinópolis

Empresa diz que este foi o último recurso. Sindicado dos Metalúrgicos aponta que 22 trabalhadores serão demitidos e empresa diz que essa informação não está disponível.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis anunciou na manhã desta terça-feira (4) que 22 funcionários da Gerdau serão demitidos. A empresa confirma as demissões, mas diz que não está disponível o número de trabalhadores que serão desligados. O setor de laminação terá as atividades suspensas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Anderson Willian, a Gerdau entrou em contato com o sindicato nesta segunda-feira (3) para anunciar os desligamentos de funcionários da empresa e informou que o sindicato não concorda com a decisão, alegando haver possibilidade de remanejamento dos profissionais para outros setores da empresa.

Em nota, a Gerdau confirma a paralisação da área de laminação da Usina Divinópolis e transferência da produção para outras usinas, mantendo o patamar atual de produção de laminados no Brasil e o atendimento aos clientes. A decisão é decorrente da necessidade de otimização de ativos em função do atual cenário econômico nacional, especialmente relacionado ao setor da construção civil e dos desafios da indústria do aço vivenciados no Brasil e no mundo.

Ainda de acordo com a nota enviada pela assessoria de comunicação da Gerdau, a usina de Divinópolis seguirá operando os altos-fornos e aciaria, assim como manterá as atividades das áreas administrativas. A produção remanescente será direcionada principalmente para as exportações.

Segundo Anderson, o setor que terá as atividades paralisadas tem 63 trabalhadores e a empresa vai demitir 22 deles. O sindicato disse, ainda, que tentará reverter as demissões, já que, segundo o presidente, desde 2008 a empresa tem feito deslocamento e demitido alguns trabalhadores. “Trinta funcionários deste mesmo setor tiveram os contratos suspensos no ano passado e retornaram às atividades em fevereiro deste ano”, acrescentou.

Sobre o número de demitidos, a empresa disse que essa informação não está disponível e que a redução de postos de trabalho, entretanto, foi o último recurso após a tomada de uma série de medidas para evitá-la.

Ainda segundo o presidente do sindicato, a demissão destes funcionários impacta na economia de outras empresas porque, com o setor de laminação parado, a Gerdau para de comprar gusa dos fornecedores. Além disso, os trabalhadores demitidos perdem poder aquisitivo, o que afeta o comércio local.

Nesta quarta-feira (5) deve acontecer uma reunião entre o Sindicato e a Gerdau para discutir a situação.

Setor Siderúrgico

Sobre o setor siderúrgico, Anderson denuncia que algumas empresas atrasam pagamentos de funcionários e não está sendo recolhido o Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), além do não cumprimento de direitos trabalhistas. Ele ainda destacou que os trabalhadores estão em situação desconfortável com a crise econômica e que a ameaça de demissão é constante.

O G1 entrou em contato com o sindicato patronal para falar sobre as denúncias e aguarda posicionamento.

Fonte: G1

 

 

Salário médio mensal do brasileiro teve queda de 3,2% em 2015, aponta IBGE

Considerando o salário somado a outras remunerações, queda foi de 4,8%. No ano, número de pessoal ocupado reduziu em 3,1%; trabalhador sem nível superior foi o que mais perdeu emprego.

O salário médio mensal pago ao trabalhador brasileiro teve queda de 3,2% de 2014 para 2015, ano em que o país perdeu 1,7 milhão de postos de trabalho assalariado. É o que aponta o Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, se considerado o total de salários somado a outras remunerações, a queda no rendimento médio mensal foi de 4,8% em 2015 em relação ao ano anterior. Considerando todas as atividades econômicas, o salário médio mensal em 2015 foi de R$ 2.480,36.

Segundo o IBGE, os maiores salários médios mensais foram pagos por empresas ligadas às atividades de eletricidade e gás (R$ 6.870,31). Em segundo lugar no ranking dos maiores salários vêm as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 4.648,91), seguido pelas empresas ligadas a organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 4.648,91).

As três atividades com as maiores médias salariais absorveram juntas 2,4% do total de pessoal ocupado assalariado no país. As três apresentaram salários, respectivamente, 177%, 136,5% e 87,4% acima da média.

Já os menores salários foram pagos aos trabalhadores dos setores de alojamento e alimentação (R$ 1.249,49), atividades administrativas e complementares (R$ 1.522,75) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.609,10). Estes valores representam salários, respectivamente, 49,6%, 38,6% e 35,1% abaixo da média.

O IBGE destacou que as três atividades com as menores médias salariais absorviam 32,9% do total de trabalhadores assalariados no país.

O Cempre enfatizou que os salários têm relação direta com o porte da empresa empregadora. Os maiores salários médios mensais (R$ 3.212,24) foram pagos por organizações com 250 ou mais empregados. Já os menores salários médios mensais (R$ 1.324,76) foram pagos por empresas com até nove pessoas ocupadas.

Ainda em termos salariais, o Cempre mostrou que se manteve em 2015 uma diferença entre os salários pagos a homens e mulheres. Os homens receberam, em média, R$ 2.708,22 por mês e as mulheres R$ 2.191,59 – uma diferença de 23,6%. Ou seja, o salário médio mensal das mulheres correspondia a 81% do pago aos homens.

A disparidade de remuneração foi ainda maior entre os trabalhadores com e sem ensino superior – respectivamente R$ 5.349,89 e R$ 1.745,62, representando uma diferença 206,5%.

Comércio é o setor que mais emprega no país

Segundo o IBGE, em 2015 o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas se manteve na liderança como a atividade que mais emprega no país, posto ocupado desde 2010, quando teve início o Cempre. Em 2015, havia 9,1 milhões de pessoas ocupadas neste ramo de atividade, o que representou 22,1% do total de pessoas ocupadas no país.

Apesar de ser a atividade que mais emprega e com o maior número de empresas (39,2% do total de empresas), o comércio ficou em terceiro lugar no ranking dos menores salários pagos no país.

Em segundo lugar no ranking do setor que mais empregava em 2015 ficaram as indústrias de transformação, que absorvia 15,4% do total de ocupados no país. Porém, considerando o pessoal ocupado a assalariado, o setor ficou na terceira posição (16,4%). Segundo o IBGE, isso se deu pelo fato da redução de 649 mil pessoas assalariadas no setor em relação ao ano anterior.

Pessoal sem nível superior perdeu mais emprego

De acordo com o Cempre, em 2015 o país perdeu 1,7 milhão de postos de trabalho assalariado, o que representa uma queda de 3,6% na comparação com o ano anterior.

Considerando o nível de escolaridade do trabalhador, houve avanço de 0,4% daqueles com ensino superior. Em contrapartida, houve uma redução de 4,5% daqueles sem ensino superior.

Com isso, a participação relativa do pessoal ocupado assalariado com nível superior aumentou 0,8 ponto percentual entre 2014 e 2015, passando de 19,6% para 20,4%.

A pesquisa mostrou ainda que entre 2010 e 2015, a participação do pessoal ocupado assalariado sem nível superior se reduz à medida que aumenta o porte da empresa empregadora.

Em 2015, nas empresas com até 9% de pessoas ocupadas, 93,3% não tinha nível superior, enquanto naquelas com 250 ou mais pessoas ocupadas 71,2% possuía curso superior.

Sudeste teve a maior redução de assalariados

Ainda segundo o Cempre, entre 2014 e 2015 a região Sudeste perdeu mais de 1 milhão de assalariados – a maior queda de pessoal ocupado dentre as regiões. Com isso, pela primeira vez a região deixou de concentrar a maior parte dos assalariados do país. Até 2014, o Sudeste concentrava 50,2% dos empregados e em 2015 passou a concentrar 49,8%.

De acordo com a analista do Cempre, Kátia Carvalho, a queda no Sudeste se deu, sobretudo, nas indústrias de transformações, que perderam quase 363 mil assalariados, e na construção, que registrou cerca de 200 mil vínculos a menos. Outras perdas significativas ocorreram nas atividades administrativas (-143.338) e comércio (-134.096).

Ainda segundo o cadastro, de 2014 para 2015, o Sudeste perdeu 34.185 empresas da seção comércio. Em todo o país, o comércio perdeu 39.225 unidades locais. Ou seja, 87% desses estabelecimentos estavam no Sudeste.

IBGE

Fonte: G1

Senado aprova regime de urgência para votação da reforma trabalhista

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 4, por 46 votos a 19, a urgência para a aprovação da reforma trabalhista. O projeto agora precisa ser apreciado pelo plenário, última etapa da tramitação da reforma na Casa. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou que há um acordo entre líderes partidários para que a votação da proposta ocorra na próxima terça-feira.

O presidente Michel Temer afirmou que o placar mostra uma “expressiva margem”. “É mais um sinal do comprometimento da base de apoio ao governo com as medidas que estão modernizando o Brasil e nossa economia”, disse Alexandre Parola, porta-voz. O placar da votação da urgência, na visão dos assessores presidenciais, também serve como um termômetro de quantos votos o Planalto tem para garantir a aprovação do projeto na semana que vem – é preciso a maioria simples, 41 votos favoráveis.

A reforma trabalhista muda a relação entre patrões e empregados. O projeto, amplamente apoiado pelas entidades empresariais, prevê, por exemplo, que os acordos coletivos tenham força de lei. Também acaba com a obrigatoriedade da contribuição sindical e permite a flexibilização de contratos de trabalho. Direitos constitucionais, como o 13.º salário, FGTS e salário mínimo, estão preservados.

Temer tem assegurado a parlamentares que vai assinar uma Medida Provisória (MP) para ajustar o texto da reforma e agradar aliados. A MP ainda está em fase de discussão entre Ministério do Trabalho e centrais sindicais. O principal imbróglio é em relação à obrigatoriedade imposto sindical, que a Câmara derrubou e os sindicalistas pressionam para ao menos ter uma transição.

“O resultado foi tranquilo, dentro do esperado. Vamos discutir e votar na terça-feira”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre o resultado da votação da urgência. Ele afirmou que “está aberto” para discutir mudanças na MP.

Fonte: O Estado SP

Ford diz que greve em fábrica de Taubaté trava investimento de R$ 1,2 bilhão

Impasse entre a montadora e os trabalhadores diz respeito à jornada semanal

A Ford afirmou que a greve iniciada na segunda-feira (03) em uma de suas fábricas no Brasil, em Taubaté, no interior de São Paulo, trava um investimento de R$ 1,2 bilhão na produção. “A confirmação desse investimento depende fundamentalmente de termos previamente negociados e acordados com o sindicato dos metalúrgicos”, diz a empresa em nota.

O impasse entre a montadora e os trabalhadores diz respeito à jornada semanal. Em 2012, quando a produção batia recorde, ambas as partes concordaram, com o objetivo de ampliar a capacidade da fábrica, em operar com uma jornada de segunda-feira a sábado, com direito a uma folga em um dia útil, com seis turmas em três turnos. Tal medida, segundo a empresa, aumentou a produtividade e resultou na contratação de mais 500 funcionários.

No entanto, com a crise, a produção caiu e o acordo passou a ser desnecessário. Agora que os volumes estão voltando a subir, a Ford quer retomar o que foi combinado em 2012. “A não implementação dessa jornada ameaça seriamente a competitividade da planta”, diz a empresa, que promete apelar à Justiça para voltar a produzir.

Os trabalhadores, por sua vez, preferem manter a jornada tradicional de segunda-feira a sexta-feira, com folgas no fim de semana. De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, eles se recusam a voltar ao que foi combinado em 2012 porque, pela experiência que tiveram, não consideram favorável, principalmente pela perda do fim de semana completo. A greve não tem previsão para acabar.

Fonte: Época / Infomet

Redação On julho - 5 - 2017
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