Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Preços de produtos na saída das fábricas sobem, mas no ano há deflação

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços na porta de saída das fábricas brasileiras, sem impostos e fretes, registrou uma inflação de 0,12% em maio. Em abril, esses produtos haviam tido uma queda de preços (deflação) de 0,11%. O dado foi divulgado hoje (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da alta de preços de 0,12% em maio, o IPP acumula deflação de 0,07% no ano. Em 12 meses, os produtos industrializados acumulam alta de preços de 2,26%, quando medidos na porta das fábricas.
Em maio, 16 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram aumento de preços em seus produtos. As principais influências para a taxa de 0,12% de maio vieram das atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (com inflação de 2,45%) e veículos automotores (com inflação de 1,35%).
Por outro lado, o segmento das indústrias extrativas, com deflação de 10,95% no mês, foi a atividade que mais contribuiu para frear a inflação.
Entre as grandes categorias econômicas da indústria, apenas os bens intermediários, isto é, os insumos do setor produtivo, tiveram deflação (-0,27%). Os bens de consumo duráveis acusaram a maior inflação (1,65%), enquanto os bens de consumo semi e não duráveis tiveram alta de preços de 0,25% e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, de 0,73%.

Fonte: Agência Brasil

Juro alto derruba inflação, aponta estudo

A eficácia da política monetária em conter a inflação é frequentemente questionada na academia e principalmente fora dela. Os chamados “neofisherianos”, em referência ao economista americano Irving Fisher (1867-1947), advogam que, em países com elevado endividamento, aumentos na taxa básica de juro podem acabar resultando em mais em inflação, e não no efeito contrário previsto pela clássica relação inversa que guia a grande parte dos bancos centrais do mundo.

Buscando tornar o debate mais técnico que político, o professor licenciado da USP e economista do site “Por quê? – Economês em bom português”, Carlos Eduardo Gonçalves, resolveu fazer algumas estimativas matemáticas desses preceitos para a economia brasileira, que reúne as condições para estar em algum tipo do que a teoria chama de “dominância fiscal”, em função de dívida alta e juro elevado.

Usando um modelo de alta frequência, o especialista avaliou o comportamento das expectativas de inflação do mercado – inflação implícita – e também do boletim Focus do Banco Central (BC) entre setembro de 2009 e fevereiro de 2017. O principal parâmetro estimado é a elasticidade das variações na taxa de juros sobre a expectativa de inflação.

A conclusão é que maiores taxas de juros puxam, sim, as expectativas de inflação para baixo. Ainda de acordo com Gonçalves, se esse paradoxo, chamado de “tight money paradox”, não se apresenta em um país tão inclinado à dominância fiscal, como o Brasil, quais seriam as chances de isso acontecer em qualquer outro lugar do mundo? O estudo se chama “Is the tight money paradox for real? Evidence from Brazil’s high-frequency data”.

Em um dos exercícios, o economista tirou o ano de 2015 da amostra, pois a explosão dos preços administrados – que vinham sendo represados – enfraqueceu a importância de qualquer movimento de política monetária sobre as expectativas de inflação. O resultado geral foi o mesmo, apresentado apenas menores desvios-padrões com relação à amostra cheia.

Em janeiro deste ano, o economista André Lara Resende inaugurou uma nova rodada de acalorados debates sobre o tema, com o artigo “Juros e Conservadorismo Intelectual”, publicado no Valor. E o tema voltou à cena, mesmo que com menor intensidade, após o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, dizer ao Valor que “quebrou a espinha dorsal da inflação” em entrevista publicada na sexta-feira, dia 23.

A questão tem origem em estudos acadêmicos feitos em 1981 por Tomas Sargent e Neil Wallace, com o artigo “Some Unpleasant Monetarist Arithmetic”. Em 2004, foi o economista Olivier Blanchard que retomou o tema, com o estudo “Fiscal Dominance and Inflation Targeting: Lessons from Brazil”.

Lara Resende também trouxe as contribuições de Irving Fisher, segundo a qual a taxa de juros nominal de equilíbrio é igual à taxa real mais a expectativa de inflação futura. E também de John Cochrane, que sugere que a teoria monetária está errada, após avaliar o período de inflação baixa com juros nominais próximos de zero em economias desenvolvidas. Cochrane foi entrevistado pelo Valor em 17 de fevereiro e disse que desaconselhava veementemente o BC brasileiro a cortar juros para baixar a inflação.

Grosso modo, esses exercícios acadêmicos sugerem que o juro alto aumentaria a probabilidade de calote de uma dívida já elevada, levando a depreciação cambial e, consequentemente, a mais inflação. Por outro lado, juro menores reduziriam a percepção de default, gerando apreciação da moeda e consequente queda da inflação. O grande vetor aqui é a teoria das expectativas racionais. Antevendo o resultado de um arranjo de forças, os investidores não esperam ele acontecer, mas sim trazem o futuro para o presente.

Conforme a discussão foi tomando corpo, envolvendo economistas de diversos matizes com publicações no Valor e também em outros veículos, Ilan Goldfajn incluiu na sua comunicação oficial, e vem repetindo desde então, que “a evidência empírica tem novamente corroborado a importância da política monetária, e da política econômica de forma geral, para o controle da inflação” e que “é importante ancorar as expectativas antes de iniciar o ciclo de flexibilização monetária”.

Ainda sobre o tema, Ilan disse, em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo” em 18 de janeiro, que “nós aqui, no BC, somos obrigados a enfrentar a realidade, e não estamos no mundo dos desejos, aquele onde você deixa o instrumento cair para que depois a inflação caia”.

Sem caixa, equipe econômica estuda elevar tributo da gasolina

Com a arrecadação em queda, a equipe econômica estuda aumentar o imposto da gasolina para conseguir cumprir a meta de manter o rombo das contas públicas em, no máximo, R$ 139 bilhões neste ano. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a ideia é dar uma cara ecologicamente correta para que a medida tenha o mínimo de resistência possível. O plano em estudo é criar uma alíquota flutuante para a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) que incide sobre o combustível mais popular do país e, ao mesmo tempo, arrecadar mais com esse “imposto verde”, que deve deixar a gasolina mais cara para estimular o uso de etanol em carros flex.

Essas fontes explicaram que, todas as vezes em que a Petrobras aumentasse o preço da gasolina, a alíquota diminuiria. No entanto, quando a estatal derrubasse o valor do combustível, o imposto poderia até cair, mas não o bastante para comprometer a competitividade do etanol. De um lado, o governo arrecada mais. De outro, estimula o uso do álcool, que polui menos.

— A ideia seria usar a Cide como um imposto verde. A alíquota iria variar sempre, para dar competitividade ao etanol — afirmou um graduado interlocutor do presidente Michel Temer, sob a condição de anonimato.

RASPADINHA E PRECATÓRIOS
No entanto, essa proposta encontra resistência no campo político. O argumento de quem é contra é que a medida é bastante impopular no momento em que o governo está ainda mais enfraquecido politicamente, por causa das denúncias contra o presidente. Esse grupo sustenta, ainda, que o potencial de arrecadação também é baixo, já que a medida teria efeito apenas nos três meses finais de 2017. Estima-se que seriam arrecadados apenas R$ 3 bilhões.

Essa seria somente uma das frentes para conseguir levantar mais dinheiro em 2017. Outra seria fazer com que a venda da Lotex, a empresa de raspadinhas da Caixa Econômica Federal, seja feita por concessão direta. Assim, o dinheiro entraria diretamente nos cofres do Tesouro Nacional. O banco quer que essa operação seja feita via Caixa, como uma privatização por dentro da instituição. Com isso, os recursos iriam para o balanço, e a União receberia o pagamento de imposto sobre a operação.

Se for feita como defende o Ministério da Fazenda, a operação pode render até R$ 3 bilhões para o governo. Se for via Caixa, os ganhos cairiam à metade. Ela estava prevista para ocorrer em novembro, mas o cronograma foi antecipado, segundo fontes.

Há várias outras frentes para tentar arrecadar mais. Com o Refis, programa de refinanciamento de dívidas tributárias, aprovado e ampliado no Congresso, o governo pretende levantar R$ 14 bilhões. A projeção inicial era de R$ 8 bilhões.

‘DESPESA DESCONTROLADA’
Nos próximos dias, o governo deve editar uma medida provisória para revisar regras do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que geraria economia de R$ 1,5 bilhão. E a equipe econômica ainda conta com 8,7 bilhões de precatórios. Já a abertura de capital do IRB RE, o antigo Instituto de Resseguros do Brasil, poderia render mais R$ 2 bilhões neste ano.

A orientação da equipe econômica também é focar nas concessões de obras de infraestrutura. A avaliação é que o apetite dos investidores internacionais não diminuiu com a crise política. E a procura por investimento de alto retorno até aumentou. Representantes de fundos chineses, cingaleses e americanos, entre outros, têm procurado informações sobre investimentos no programa Avança Brasil.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, não descartou a possibilidade de a Cide ser elevada para fazer caixa. Segundo ele, o governo vai reavaliar, em junho, o comportamento das receitas e despesas, para verificar se será necessário tomar uma providência:

— As medidas serão anunciadas no momento certo.
Oliveira afirmou que o Brasil vive uma situação fiscal “gravíssima” e que, sem as reformas, sobretudo a da Previdência, não será possível controlar os gastos públicos. Ele destacou que o país completará, até 2020, seis anos consecutivos de déficit elevado nas contas públicas, e um dos fatores de pressão é o rombo crescente nas contas da Previdência — o que eleva as despesas com juros.
Em 2014, lembrou, o déficit da Previdência era de R$ 56 bilhões e, em 2018, deverá bater nos R$ 200 bilhões.

— É uma despesa que está descontrolada no Orçamento público. Ela está comendo os recursos de outras áreas — disse.

Fonte: O Globo

Incertezas no cenário político pesam e confiança do comércio no Brasil recua em junho, diz FGV

A confiança do comércio brasileiro recuou com força em junho devido ao aumento das incertezas provocadas pelo cenário político conturbado e com a piora da demanda, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) do Brasil registrou queda de 2,9 pontos neste mês e foi a 85,7 pontos, retornando ao nível de março.

“A redução da confiança do comércio em junho foi bastante influenciada pelo aumento da incerteza a partir de 17 de maio. Mas houve, além disso, piora da percepção das empresas em relação ao nível atual da demanda, sugerindo uma leitura pouco favorável da atual conjuntura”, explicou em nota o superintendente de estatísticas públicas da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr.

O resultado do índice teve como base a queda de Índice de Situação Atual (ISA-COM) de 3,3 pontos, para 79,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 2,4 pontos, para 92,4 pontos.

Campelo ressalta, porém, que a queda dos juros junto com a liberação do FGTS ajudou a manter em alta as expectativas dos vendedores de bens duráveis.

A crise política foi gerada após o presidente Michel Temer passar a ser investigado por suspeita de corrupção passiva, participação em organização criminosa e obstrução da Justiça, o que vem abalando a confiança em geral.

Na segunda-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia criminal contra Temer pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS.

Na véspera, a FGV divulgou que a confiança do consumidor voltou a piorar em junho diante do aumento das incertezas com a crise política, devolvendo a alta vista em maio.

Fonte:  Reuters

 

 

FGV: confiança do comércio cai 2,9 pontos em junho ante maio

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 2,9 pontos na passagem de maio para junho, saindo de 88,6 pontos para 85,7 pontos, informou nesta terça-feira, 27, a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou a Sondagem do Comércio. Com a queda de junho, o Icom voltou ao nível de março. A piora da crise política, com o envolvimento do presidente Michel Temer na delação premiada dos executivos do frigorífico JBS, e a demanda fraca foram citados como motivo para a queda.
“A redução da confiança do comércio em junho foi bastante influenciada pelo aumento da incerteza a partir de 17 de maio. Mas houve, além disso, piora da percepção das empresas em relação ao nível atual da demanda, sugerindo uma leitura pouco favorável da atual conjuntura”, diz a nota divulgada pela FGV.
Mesmo com a queda em junho, o indicador de média móvel trimestral ficou estável em relação a maio, “sustentado pelas altas dos meses anteriores”. Segundo a FGV, a queda do Icom em junho ocorreu em oito dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada tanto pela piora no Índice de Situação Atual (ISA-Com), que recuou 3,3 pontos, para 79,6 pontos, quanto pelo Índice de Expectativas (IE-Com), que caiu 2,4 pontos, para 92,4 pontos.
A queda no IE-Com foi a segunda seguida, mas o movimento não foi homogêneo entre os diferentes segmentos do setor. Enquanto o IE-Com dos revendedores de bens não duráveis caiu 4,4 pontos no mês, o IE-Com dos revendedores de duráveis subiu 0,5 ponto no mês, mantendo a tendência de alta iniciada em janeiro na série de médias móveis trimestrais.
Para os revendedores de duráveis, o IE-Com está se aproximando de 100 pontos, movimento que, segundo a FGV, “parece estar ligada tanto a uma efetiva melhora das vendas a partir de março quanto a um otimismo com a manutenção da tendência de redução dos juros”.
“Sustentados pela melhora das vendas após a liberação de recursos de contas inativas do FGTS e pelo otimismo com a tendência de queda dos juros, as expectativas dos revendedores de duráveis mantiveram em junho a fase ascendente”, diz a nota da FGV.
A edição de junho da Sondagem do Comércio coletou informações de 1.139 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês.


Fonte: O Estado de São Paulo

Redação On junho - 28 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.