Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Confiança da indústria cai 2,8 pontos em junho, aponta FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,8 pontos em junho ante maio, alcançando 89,5 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2016 (87,8 pontos), informou nesta quarta-feira, 28, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice registrou a primeira queda do ano ao declinar 0,4 ponto, atingindo 91 pontos.
Na avaliação da coordenadora da Sondagem da Indústria, Tabi Thuler Santos, a retração na confiança da atividade está relacionada à crise política deflagrada com a delação da JBS. “Após alcançar, no mês passado, o maior patamar desde o início da recessão, em 2014, a confiança da indústria voltou a ceder em junho. As expectativas, que têm sido protagonistas na dinâmica da confiança, foram atingidas com o aumento da incerteza após a deflagração da nova crise política, em maio.”
O Índice de Expectativas (IE) caiu 3,6 pontos, para 92,1 pontos, com a principal influência das perspectivas com o total de pessoal ocupado nos três meses seguintes, que cedeu 7 pontos, atingindo 85,6 pontos. A proporção de empresas que prevê aumento de funcionários caiu, de 13,9% para 9,3%, enquanto a fatia que espera reduzir o número de empregados subiu, de 16,1% para 20,9%.
Mas a FGV destacou que a queda na confiança em junho foi espalhada por 13 dos 19 segmentos e atingiu também as percepções sobre o momento corrente. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,0 pontos, para 87,0 pontos. “A Sondagem sinaliza, ainda, a interrupção do processo de ajuste dos estoques industriais e a favorável contribuição do mercado externo para o desempenho do setor nos últimos meses”, completa Tabi.
As avaliações piores sobre o nível de estoques foram a principal contribuição para o recuo do ISA. Houve aumento da parcela de empresas que avaliam o nível de estoques como excessivo, de 12,2% para 12,7% do total, e redução da parcela dos que o consideram insuficiente, de 5,2% para 4,6% do total.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) declinou 0,5 ponto porcentual para 74,2%. Esse é o menor nível desde dezembro de 2016, quando foi registrado o mínimo histórico da série iniciada em 2001.
A edição de junho de 2017 do ICI coletou informações de 1.147 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês. A próxima divulgação desse indicador será no dia 27 de julho de 2017, sendo que a prévia do resultado será publicada no site do Ibre no dia 20 de julho.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

GM deve investir R$ 2 bilhões para construção de nova unidade em Joinville

Entre os empresários presentes na posse de Moacir Thomazi em mais um mandato na presidência da Associação Empresarial de Joinville (Acij) estavam os executivos que lideram investimento bilionário da montadora GM no município, o vice-presidente da companhia no  Mercosul, Marcos Munhoz (D) e o gerente da Fábrica de Motores Joinville, Luiz Fernando Duccini (C), acompanhados do presidente da Termotécnica, Albano Schmidt (autor desta selfie).

 

Com fábrica de motores em Joinville desde fevereiro de 2013, a GM decidiu concentrar na cidade catarinense toda a sua produção de motores no país. Por isso está investindo R$ 1 bilhão em nova unidade este ano e mais R$ 1 bilhão será investido no ano que vem, informou o prefeito Udo Döhler. A fábrica da GM em Joinville é uma das mais sustentáveis do mundo no segmento de motores de veículos.

 

O investimento de R$ 2 bilhões vai triplicar a produção da unidade de Joinville que é a mais moderna fábrica de motores da GM no mundo. É a única em que a metrologia, acontece no processo produtivo.

Fonte: Diário Catarinense / Infomet

 

 

CSN tenta barrar aquisição de concorrentes

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está atuando no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tentar barrar duas grandes operações no setor siderúrgico. A empresa tenta convencer a autoridade antitruste a impedir a venda da Thyssenkrupp CSA para Ternium e a de Votorantim Siderurgia para ArcelorMittal. Nos dois casos, a CSN se habilitou como terceira interessada no processo, que ainda está na Superintendência Geral do Cade.No negócio envolvendo CSA e Ternium, a CSN pede que a autarquia rejeite a operação ou a condicione a obrigações de fornecimento do aço produzido pela siderúrgica aos concorrentes da Ternium.

 

Para a companhia, “se aprovada nos termos propostos pelas Requerentes [CSA e Ternium], a Operação aumentará significativamente o já amplo poder de mercado do agente verticalmente integrado, com risco de graves prejuízos à concorrência”.Isso aconteceria, prossegue a petição protocolada no Cade, por conta do “pelo potencial de restrição de acesso de concorrentes do Grupo Techint a placas de aço ao carbono, além de eliminar entrante potencial no mercado de aços planos ao carbono”.O ponto principal da argumentação da CSN envolve a integração vertical proporcionada pela compra da CSA à Ternium. Esse tipo de integração acontece quando uma empresa compra uma fornecedora de insumos, por exemplo. “A aprovação da operação gera risco de restrição drástica do acesso dos produtores locais concorrentes do Grupo Techint a placas de aço ao carbono, insumo essencial para a atuação desses players no mercado”, explica a petição.”As demais fabricantes de placas de aço ao carbono não conseguem atender a demanda do mercado nacional nas mesmas condições de competitividade que a CSA”, prossegue.

De acordo com a CSN, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) “é a única outra fabricante independente de placas no Brasil, afora a CSA” e, “devido à sua localização e à interligação da usina ao Porto de Pecém [no Ceará], a CSP tem sua produção totalmente voltada ao mercado externo”. A CSP foi apontada em sua petição inicial no Cade como uma possível alternativa no fornecimento de placas de aço ao carbono para as empresas nacionais.Em casos como esse, é de praxe o Cade analisar se o produto em análise pode ser substituído nas mesmas condições por importações. A petição da CSN se adiantou ao assunto e apontou que “não se pode dizer que exista plena concorrência entre os produtos nacionais e importados porque os custos de internalização são significativos, o que torna os produtos nacionais mais competitivos em termos de preço”.Diante disso, a CSN pediu para o Cade que a operação “seja integralmente rejeitada”. Caso não seja possível, o negócio deveria ser condicionado ao “cumprimento de obrigação de fornecimento de placas de aço ao carbono ao mercado nacional em condições isonômicas e a preços competitivos pelas Requerentes”. Esse tipo de restrição é conhecido como remédio comportamental no jargão antitruste.A CSN também se habilitou como terceira interessada no processo que analisa a venda da Votorantim Siderurgia para a ArcelorMittal.

“A racionalidade econômica preponderante que motivou a presente Operação, na verdade, parece ser a eliminação do único concorrente que, com exceção da Gerdau, possui condições de oferecer rivalidade efetiva à ArcelorMittal”, acusa na petição.A CSN questiona porque tem uma usina de aço longo situada em seu site em Volta Redonda (RJ).Para a siderúrgica, a operação deveria ser proibida e somente autorizada se “for claramente demonstrada” que “parte relevante dos benefícios [decorrentes do negócio] será transferida aos consumidores, bem como constatado que os alegados efeitos positivos da operação superariam os seus evidentes efeitos negativos e os riscos à livre concorrência nos mercados afetados”. Isso porque, para a CSN, “a operação certamente resultará em concentração de mercado elevadíssima, especialmente em um mercado que já é altamente concentrado”. (VE)

Fonte: Inda / Infomet

 

 

 

Crise econômica provoca queda de 13% nos investimentos na indústria em 2015, diz IBGE

Retração se refletiu, também, no número de empresas industriais ativas e no número de postos de trabalho no setor, segundo pesquisa.

 

A crise econômica no Brasil provocou um cenário de retração na indústria que se reflete em diversos indicadores econômicos do setor. É o que aponta a Pesquisa Industrial Anual Empresas (PIA-Empresas) divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os investimentos no setor, por exemplo, tiveram queda de 13%. Os dados são de 2015.

 

De acordo com o IBGE, a redução no valor dos investimentos no setor industrial naquele ano, em termos nominais, foi de R$ 193,3 bilhões. A queda foi verificada, principalmente, nos setores de refinaria de petróleo, extração de petróleo e de minerais.

 

“O investimento cai porque as empresas agem de forma mais cautelosa, assumindo uma postura conservadora”, avalia a economista Maristella Rodrigues, da Coordenação da Indústria do IBGE.

 

Outro indicador que indica a retração no setor foi a queda de aproximadamente 2,5% no número de empresas industriais ativas. Em 2014, havia no país 333.739 empresas industriais ativas e esse número caiu para 325.277 em 2015 – 8,4 mil a menos.

 

Além disso, a indústria brasileira perdeu naquele ano mais de 642 mil postos de trabalho. A queda na ocupação foi concentrada nos setores de vestuário, fabricação de veículos e fabricação de máquinas e equipamentos.

 

O IBGE destacou, ainda, que o valor da transformação industrial [valor bruto da produção menos o custo das operações industriais], em valores correntes, passou de R$1.113 bilhões para R$ 1.097 bilhões – uma queda de aproximadamente 1,5%.

 

“A indústria brasileira, no ano de 2015, apresenta um fraco desempenho da produção industrial, que vem a ser reflexo das incertezas no cenário político e fiscal, com aumento do desemprego e a perda do grau do investimento”, destacou Maristella Rodrigues.

 

Principais produtos industriais

 

A Pesquisa Industrial Anual de 2015 focada em produtos mostrou que a receita das vendas industriais naquele ano teve queda de R$ 100 bilhões na comparação com o ano anterior – passou, em valores nominais, de R$ 2,17 trilhões para R$ 2,16 trilhões.

 

Em termos de valor das vendas, os produtos que se destacaram em 2015 foram o óleo diesel, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, automóveis de 1500 a 3000 cilindradas e óleos brutos de petróleo. Juntos, estes quatro produtos geraram 9,9% da receita industrial.

 

No ano anterior, os quatro segmentos de produtos que mais se destacaram em termos de vendas foram o óleo diesel, minérios de ferro em bruto ou beneficiados, automóveis com cilindrada entre 1500 cm³ e 3000 cm³ e gasolina. Eles representaram, juntos, 9,7% das vendas industriais em 2014.

 

Já em relação à participação nas vendas, os setores com as maiores participações em 2015 foram produtos alimentícios (16,9%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (10,6%), produtos químicos (10,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,7%) e metalurgia (6,3%).

 

Considerando o ganho de participação nas vendas, dos 100 produtos com as maiores receitas os três que mais ganharam participação em relação a 2014 foram artigos de plástico para embalagens, ligas de alumínio em formas brutas e tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço. Os três produtos que mais perderam participação foram caminhão-trator para reboques, veículos para transporte de mercadorias e tratores agrícolas.

 

Principais produtos por região

 

Segundo o IBGE, em 2015, os produtos com as maiores participações de receita de vendas industriais por região foram:

 

Norte: minérios de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados (9,5%), televisores (6,2%) e preparações em xarope para elaboração de bebidas (6,0%).
Nordeste: óleo diesel (6,3%), automóveis de 1500 a 3000 cilindradas (3,6%) e óleo combustíveis (3,5%).
Sudeste: óleo diesel (3,7%), óleos brutos de petróleo (3,3%) e automóveis de 1500 a 3000 cilindradas (2,3%).
Sul: óleo diesel (3,8%), as carnes e miudezas de aves congeladas (3,2%) e os automóveis com menos de 1000 cilindradas (2,3%).
Centro-Oeste: carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (14,0%), tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja (9,1%) e álcool etílico (etanol) (8,7%).

Fonte: G1

Redação On junho - 28 - 2017
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