Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Energia elétrica fica 5,62% mais cara para indústria

A partir deste sábado, os industriais paranaenses passarão a pagar uma conta de energia, em média, 5,62% mais cara. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) fez um levantamento que mostra quais são os setores mais afetados pelo reajuste. A indústria metalúrgica terá o maior percentual do faturamento comprometido dentre os segmentos da indústria de transformação.
Os empresários do setor terão de destinar 8,39% das receitas para o pagamento da conta de energia. Em junho de 2014, antes do reajuste daquele ano, os custos para o segmento eram de 3,69%, com a nova tarifa há um aumento de 127,3%.
O reajuste significa que as empresas de transformação terão, em média, 2,63% do faturamento comprometido com contas de energia elétrica. “Hoje, boa parte delas tem resultado operacional que não supera 3% de tudo que é comercializado. A conta de luz tem um peso muito grande nas planilhas de custos das indústrias, o que neste momento de crise tira ainda mais a competividade e cria mais entraves no ambiente interno e na concorrência com os produtos importados”, argumenta Edson Campagnolo, presidente da Fiep
O segundo segmento mais afetado é a indústria madeireira que precisará separar 8,19% do que comercializa para cobrir as despesas com a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Em três anos, o percentual destinado à conta de energia passou de 3,61% para 8,19%, um aumento de 126,8%. As fabricantes de produtos minerais não-metálicos terão 7,36% do faturamento comprometido; a indústria têxtil 7,07% e o setor de papel e celulose 5,15%.

Fonte: Diário dos Campos

 

 

Confiança da Indústria cai 2,3 pontos em prévia da FGV

O Índice de Confiança da Indústria apresentou uma queda de 2,3 pontos na prévia de junho, na comparação com o resultado consolidado de maio, chegando a 90 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Caso o resultado se confirme na pesquisa consolidada deste mês, será a primeira queda do indicador depois de três altas consecutivas. A pesquisa foi feita pela Fundação Getúlio Vargas.

 

A prévia mostra que os empresários estão menos confiantes em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice de Expectativas recuou 3,2 pontos, chegando a 92,5 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu 1,3 ponto, atingindo 87,7 pontos.

 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) recuou 0,1 ponto percentual na prévia de junho, indo para 74,6%. O resultado manteria o NUCI relativamente estável em relação ao mês anterior.

 

Para a prévia de junho de 2017 foram consultadas 786 empresas entre os dias 1º e 20 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado no dia 28 próximo. (Edição de Kleber Sampaio/Agência Brasil)

Fonte: EBC / Infomet

 

 

 

Reintegra

Exportadores recebem parte dos impostos indiretos cobrados na cadeia
Fortemente afetadas pela recessão, associações que representam 10 setores da indústria de transformação – de calçados a máquina e equipamentos – formaram uma coalização e levaram proposta ao presidente Michel Temer, há duas semanas, para elevar o percentual do Reintegra, sistema pelo qual exportadores recebem de volta parte de impostos indiretos cobrados ao longo da cadeia produtiva. A lei permite devolução de até 5% da receita com as vendas externas, mas a alíquota está em 2%. Os empresários reivindicam o teto.
Participam da coalização entidades como Anfavea, que reúne a indústria automotiva, Instituto Aço Brasil, que reúne as siderúrgicas, e ABIMAQ, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
Juntos, os 10 setores – que abrangem ainda eletroeletrônicos, produtos químicos, entre outros – respondem por 48,5% da produção e 68,5% das exportações da indústria de transformação. Os empresários sustentam que o aumento da alíquota do Reintegra ampliará a competitividade da indústria, cujo nível de produção voltou a 2009. Lembram ainda que o mecanismo existe em outros países, como Argentina e China, além de ser permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), pois não configura subsídio. “O governo tem adotado medidas estratégicas, como a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e a trajetória de queda de juros, mas essas medidas são estruturais e de retorno a longo prazo. Precisamos de medidas de curto prazo para a economia voltar a crescer e, sem elevar a competitividade da indústria, as exportações não vão crescer a ponto de sustentar essa retomada”, disse Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil. Lopes frisa que a indústria está pronta para responder de forma imediata à possível recuperação da demanda, já que a ociosidade está em patamar elevado.
Nos 10 setores que estão se mobilizando para pressionar o governo por mudanças no Reintegra, o nível de ociosidade varia de 44% (máquina e equipamentos) a 30% (papel e celulose e têxtil). Lideradas pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as entidades vêm se mexendo nos bastidores desde setembro do ano passado, quando levaram o pedido de elevar o percentual do Reintegra em reunião, em Brasília, que teve presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.
 O grupo já procurou Ministério de Relações Exteriores, Casa Civil e Tribunal de Contas da União (TCU) para viabilizar tecnicamente o pleito.  Para convencer Temer, os empresários foram munidos de um estudo que mostra o potencial efeito positivo da mudança sobre a economia. Pelas contas de Joaquim Guilhoto, economista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pesquisador da USP, autor do levantamento, as exportações de bens manufaturados somaram US$ 73,9 bilhões em 2016, quando a alíquota do Reintegra estava em 0,1%. Se o percentual estivesse em 5% ao longo de todo o ano de 2017, ele estima que as vendas externas cresceriam 10% – para US$ 81,3 bilhões -, criando 433.928 postos de trabalho diretos e indiretos neste ano.
No ano passado, foram fechadas 321.503 vagas na indústria de transformação. A arrecadação líquida do governo, por sua vez, seria reduzida em US$ 1,1 bilhão com a nova alíquota, para US$ 27,6 bilhões. Lopes frisa que isso não representa renúncia fiscal e, sim, a devolução de impostos que vão sendo cobrados à medida que o produto vai sendo beneficiado e que acaba encarecendo seu valor final. Outro estudo feito a pedido da coalização, assinado por José Roberto Afonso, do Ibre/FGV, mostra como essa cumulatividade de impostos (PIS/Cofins e ISS) onera a indústria de transformação. Nos cálculos do economista, eles representam 6,5% da receita líquida com exportações. “É como se estivéssemos exportando imposto. O que queremos é cortar custos”, afirma José Augusto de Castro, presidente da AEB.
O Reintegra foi criado em 2009, em meio à crise econômica global, e terminou em 2013. Foi retomado em 2014, com alíquota de 3%, que foi reduzida a 0,1% no ano passado, sob alegações de que o câmbio estava favorável aos exportadores. Segundo Castro, a previsão é que ele seja estendido até 2018 (3%), mas não há nada certo do que vai acontecer daí para frente. Se o pleito da indústria não for atendido, a AEB estima que as exportações de manufaturados crescerão de 4% a 5% em 2017, graças ao bom desempenho do início do ano, quando havia boas expectativas quanto ao câmbio.

Fonte: Jornal do Comércio / Abimaq

 

 

 

Redação On junho - 23 - 2017
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