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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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BC pode manter ritmo de corte da Selic

O Banco Central deixou em aberto, no Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem, o ritmo de corte de juros que adotará na reunião de julho do seu Comitê de Política Monetária (Copom), entre as opções mais prováveis de reduções de 0,75 ponto percentual ou de 1 ponto percentual. O documento, porém, sinaliza que há espaço para a taxa Selic, atualmente em 10,25% ao ano, cair a 8,5% ao ano ao fim do ciclo de distensão monetária iniciado em outubro de 2016. “Em nenhum momento nos comprometemos com decisões futuras”, disse o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana de Carvalho, em entrevista de divulgação do relatório. Muitos analistas econômicos haviam entendido que, devido às incertezas políticas, o BC já havia se decidido por uma baixa mais moderada de juros. As projeções apresentadas no relatório apontam que, se os juros caírem a 8,5% ao ano e câmbio subir a R$ 3,40 até o fim de 2018, como previsto pelo mercado, a inflação ficará em 3,8% em 2017 e em 4,5% em 2018.
Nos dois casos, os percentuais são compatíveis com a meta de inflação, de 4,5% para ambos os anos. Ainda nesse mesmo cenário, a inflação acumulada em 12 meses fecharia o primeiro semestre de 2019 em 4,3%, um percentual muito próximo da meta de 4,25% que o governo se inclina a estabelecer para o ano, em reunião na próxima semana do Conselho Monetário Nacional (CMN) Da mesma forma que esvaziou apostas de que o BC pendia para o lado mais conservador, Viana evitou se comprometer com um corte mais forte de juros, de um ponto percentual, como aposta uma parcela dos analistas.
Ele enfatizou que o tamanho do corte dependerá da evolução de uma série de fatores acompanhados pelo Copom, incluindo atividade econômica, projeções, expectativas de inflação e fatores de riscos, como cenário internacional e a crise política doméstica. “Comunicamos nossa visão até o limite do que nos parece adequado comunicar”, disse Viana. “Não se deve comunicar além de uma certa zona de conforto, porque essa comunicação vai acabar sendo contraproducente”, acrescentou. O diretor enfatizou que as decisões são “condicionais”, ou seja, dependem da evolução de fatores. “É importante entender isso. Estamos tentando dar balizamento e explicar fatores que serão importantes para decisões futuras e as pessoas, prestando atenção, poderão também antecipar quais serão as decisões. Não tem nunca uma predeterminação da decisão que será tomada. Sempre é condicional”, disse.
Analistas econômicos notaram que, no RTI, o BC colocou em tempo verbal passado a sinalização mais conservadora feita na ata do Copom de maio, o que para muitos pareceu que o colegiado se desloca para um corte mais forte na taxa básica de juros. Na ata do Copom, o BC havia dito que “uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária deve se mostrar adequada em sua próxima reunião”. Já no relatório, a mensagem foi que “em função do cenário básico e do balanço de riscos avaliados em sua última reunião, o Copom entendeu que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado naquela ocasião deveria se mostrar adequada em sua próxima reunião, em julho”. Viana destacou, porém, que não houve modificação na mensagem do Copom.
A decisão de julho, disse ele, dependerá de como os fatores listados como relevantes pelo Copom (atividade, projeções, expectativas e fatores de risco) estarão em seu próximo encontro. A avaliação sobre uma possível moderação no ritmo de corte foi feita com os elementos disponíveis naquela reunião. Caberia aos analistas econômicos, disse, avaliar se a evolução desses fatores autoriza uma decisão diferente ou não. Viana explicou ainda que na reunião de maio o BC decidiu dar uma sinalização mais clara de suas decisões futuras para cortar avaliações mais pessimistas do mercado, que chegou a precificar uma baixa de juros de apenas 0,5 ponto percentual em julho, devido aos possíveis efeitos na inflação do acirramento da crise política. “Um corte de juros de meio ponto percentual pareceu uma reação exagerada.”
O diretor foi insistentemente questionado sobre de que forma o aumento da incerteza política e as dúvidas sobre a condução da política fiscal afetam a tomada de decisões de política monetária. Viana explicou, mais de uma vez, que a incerteza por si só não preocupa, mas sim os impactos que os desenvolvimentos no campo político e fiscal podem ter sobre o mandato do BC, que é manter a inflação na meta e garantir a estabilidade do sistema financeiro. “Não somos analistas de conjuntura política. Temos de entender como a evolução dos acontecimentos pode impactar a economia e a inflação. Se tem implicação no nosso mandato e, se for o caso, fazer os ajustes necessários.” Viana reiterou que não há relação direta e mecânica entre o aumento de incerteza e a política monetária.

Fonte: Valor Econômico

BNDES estuda ampliar linha para capital de giro

Objetivo é elevar demanda das empresas com faturamento entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões ao ano
No contexto das medidas para ampliar o crédito e ajudar na recuperação da economia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá melhorar, ainda este mês, as condições para o Progeren, a linha de crédito para capital de giro, que recebeu R$ 13 bilhões a mais no início do ano. O objetivo é impulsionar a demanda das empresas com faturamento entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões ao ano.
A medida faz parte do conjunto de iniciativas para ampliar o crédito às empresas menores, que já vinha sendo tocado pela ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques, e tende a ganhar velocidade com Paulo Rabello de Castro no comando do banco. Na segunda-feira, o BNDES lançará, em São Paulo, um sistema na internet para facilitar a interação com clientes de menor porte e agentes financeiros repassadores, outra iniciativa da gestão de Maria Silvia.
Segundo o superintendente de Operações Indiretas do BNDES, Marcelo Porteiro, o banco analisará internamente a possibilidade de estender as melhores condições do Progeren, que hoje valem para empresas com faturamento até R$ 90 milhões por ano, para clientes que faturem até R$ 300 milhões ao ano.
O superintendente vê grande probabilidade de a medida ser adotada. “Nesse momento de crise, tem uma sensibilidade geral das áreas do banco”, disse Porteiro.
Em setembro do ano passado, o Progeren já teve as condições melhoradas. Até então, somente empresas com faturamento até R$ 3,6 milhões anuais podiam pegar o empréstimo com custo na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, hoje em 7,0% ao ano), fora spreads do BNDES e do agente repassador. Firmas maiores que isso pagavam 75% da Selic (a taxa básica de juros, hoje em 10,25% ao ano), além dos spreads.
Em abril, o banco já havia reduzido uma exigência, nas contratações diretas do Progeren, que era considerada uma barreira por entidades de representação do empresariado. Para contratar com o BNDES, o cliente precisava ter indicador de alavancagem (dívida em relação à geração de caixa anual) menor que 4 vezes. O BNDES elevou essa exigência para 6 vezes.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Mudança fortalece credor em recuperação judicial

O processo de elaboração de projeto para ajustar a lei de recuperação judicial entrou em sua reta final. O grupo de trabalho criado pelo governo para propor iniciativas já mapeou o que tem que ser feito e está construindo o texto legal que ainda será levado para aprovação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A equipe econômica estuda a possibilidade de dar preferência de recebimento do crédito concedido por instituições financeiras para empresas em recuperação judicial, caso a operação seja autorizada pelos credores.

Essa medida é vista dentro do governo como uma das mais importantes para fazer com que o mecanismo da recuperação seja mais eficaz no Brasil. “Hoje, mesmo que os credores concordem em dar preferência para esse tipo de crédito, o juiz pode acabar decidindo em contrário”, explicou ao Valor uma fonte do governo. A nova lei de falências faz parte do escopo de medidas microeconômicas que a equipe econômica trabalha para aumentar a eficiência e produtividade da economia.

A preferência para o crédito novo a ser concedido já com a declaração de recuperação judicial das empresas é tratada como um caminho necessário para que as empresas possam se reerguer da situação de crise. Sem isso, a percepção é que há pouco disposição de o sistema financeiro ofertar recursos para ajudar no processo, já que o risco de não receber de volta aumenta muito.

Para o especialista em recuperação judicial Júlio Cesar Siqueira a medida em gestação “faz todo sentido”. “Hoje já existe uma certa preferência, mas ela depende da hierarquia de liquidação dos ativos. Essa mudança dará mais segurança para quem financiar as empresas em crise. Recuperação judicial só acontece de fato com crédito novo”, disse Siqueira.

Outra medida em estudo no grupo de trabalho do governo visa dar maior poder aos credores da empresa em crise. Se estes decidirem vender determinados ativos, o comprador pode ser liberado de qualquer passivo relacionado ao bem. “Hoje o juiz pode declarar o comprador solidário na dívida. Estamos dando mais poder aos credores. Hoje quem tem mais poder é o juiz”, explicou a fonte governamental.

Para Júlio Siqueira, no sistema atual, muitas vezes o comprador do ativo da empresa pode acabar sendo forçado a devolver ou perder o bem que adquiriu da empresa em crise. Ele disse que esse tipo de situação ocorre com pouca frequência em varas especializadas nos grandes centros urbanos, mas onde não há esse tipo de juizado, a situação é mais complicada. “O comprador precisa ter mais segurança de que sua aquisição não será questionada”, comentou.

O analista comenta que ajustes na lei de recuperação judicial se tornaram ainda mais necessários após o crescimento exponencial dos pedidos de empresa em 2015 e 2016, por conta da crise econômica. Para Siqueira, além dessas medidas, o governo deveria tratar também da questão de dívida tributária e de bens com alienação fiduciária, que ficam de fora dos processos de renegociação de débitos das empresas à beira da falência. “Tem que tratar todo o passivo da empresa de forma igualitária”, avaliou, explicando que mais da metade dos passivos ficam de fora das renegociações por conta dessa restrição.

Fonte: Valor

Propensão a investir recuou em maio

O indicador de propensão a investir registrou somente 27,2 pontos em maio, pouco abaixo dos 29,8 pontos observado em abril, o que configura estabilidade dentro da margem considerada pelo estudo.

Em outras palavras, o micro e pequeno empresariado brasileiro tem se mostrado pouco interessado em realizar investimentos em seus negócios. O indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) leva em consideração uma escala que varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais o empresário tende a realizar investimentos.

Em termos percentuais, 66% dos micro e pequenos empresários não pretendem investir nos próximos três meses, sendo uma das principais razões a desconfiança diante da crise (29%). Além desses, 38% disseram não ver necessidade de investir, 13% investiram recentemente e 10% mencionam a falta de crédito.

“O quadro é de baixo interesse pelo investimento e isso decorre, principalmente, da percepção de que não há necessidade de investir e das incertezas que ainda cercam o ambiente de negócios no país”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

“A crise, que se arrasta por quase três anos, afetou a renda das famílias e o consumo. Diante de um tal cenário, é até esperado que os empresários adiem seus planos de expansão ou melhoria dos negócios. O baixo apetite por investimentos é ainda acentuado pelas altas taxas de juros”, diz.

Mesmo diante de uma cenário ainda difícil, um quinto dos empresários (21%) sondados disseram que pretendem fazer algum investimento nos próximos 90 dias. Entre essa parcela minoritária de empresários, a principal motivação para investir é aumentar as vendas, mencionada por 47% desses empresários. Também são citadas a necessidade de adaptar a empresa a uma nova tecnologia (18%) e atender ao aumento da demanda (12%). Os investimentos prioritários serão ampliação de estoque (32%), investimentos em comunicação e propaganda (30%), compra de equipamentos (28%), reforma da empresa (22%,) e ampliação do portfólio (15%).

Considerando os empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (57%), ou resultante da venda de algum bem (12%). Há ainda 15% que mencionam o empréstimo em bancos.

Fonte: DCI

Redação On junho - 23 - 2017
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