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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Governo sofre derrota na reforma trabalhista em comissão do Senado

O governo do presidente Michel Temer sofreu uma derrota na reforma trabalhista no Senado nesta terça-feira (20), com a rejeição do relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), por 10 votos contrários e 9 favoráveis na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) da Casa.

A rejeição é um revés político do governo, que conta com a aprovação da reforma, principalmente após o agravamento da crise política.

Apesar do revés, o resultado da votação não interrompe a tramitação da proposta do governo. Isso porque o posicionamento do colegiado é um parecer, e a decisão final cabe ao plenário do Senado.

A reforma, amplamente apoiada por entidades empresariais, traz, entre as mudanças, a prevalência, em alguns casos, de acordos entre patrões e empregados sobre a lei, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, obstáculos ao ajuizamento de ações trabalhistas, limites a decisões do Tribunal Superior do Trabalho, possibilidade de parcelamento de férias em três períodos e flexibilização de contratos de trabalho.

A derrota do governo teve resposta negativa no mercado financeiro. A Bolsa brasileira caiu 2% e fechou abaixo do patamar registrado no dia 18 de maio, o dia seguinte à divulgação da notícia de que Joesley Batista havia gravado o presidente Michel Temer. A cotação do dólar comercial subiu 1,27%, para R$ 3,3310.

O parecer aprovado pela comissão do Senado foi o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), que apresentou mudanças no texto encaminhado pela Câmara.

A matéria agora será encaminhada para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde deve ser lida pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), nesta quarta-feira (21). Jucá opinou sobre a legalidade da matéria com base no texto aprovado em abril na Câmara.

Serão levados ao plenário os três relatórios (de Ferraço, Paim e Jucá), dos três colegiados, para apreciação dos 81 senadores. No plenário deve ser feita a votação de apenas um deles e, se aprovado, os demais são rejeitados.

A tendência do governo é apresentar o documento de Ferraço, que foi aprovado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado no início do mês e não altera o projeto aprovado na Câmara.

A previsão é que o colegiado vote o texto na semana que vem, no dia 28, última etapa antes da votação no plenário.

A ausência de Sérgio Petecão (PSD-AC) e os votos contrários de Hélio José (PMDB-DF), Otto Alencar (PSD-BA) e Eduardo Amorim (PSDB-SE) foram decisivos para o revés sofrido na votação de terça.

Antes do início da sessão, o governo contava com o apoio dos parlamentares das três siglas que compõem a base aliada. A ausência de Petecão abriu caminho para o voto contrário de Alencar. Apesar de pertencer ao PSDB, principal aliado do governo Temer, Amorim votou contra o relatório de Ferraço.

Antes do início da votação, Jucá já previa a derrota e ensaiava o discurso governista. Ele repetiu várias vezes que, independentemente do resultado desta terça, o governo Temer seria conhecido pela criação de vagas e pela melhoria do mercado de trabalho.

PROVOCAÇÕES

A presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), ouviu provocações de seus ex-colegas de partido.

“Vossa Excelência sabe o quanto um trabalhador de São Paulo sacoleja dentro de um ônibus para chegar ao seu local de trabalho. Estamos tirando daquele que é pobre, que se ferra, que está no trânsito, que tem que enfrentar filas, que tem que pegar ônibus com chuva, com sol”, disse a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Marta se mostrou incomodada, mas disse que na condição de presidente do colegiado não ia falar sobre seus sentimentos sobre a reforma.

Fonte: Folha SP

Revés para o governo

O governo sofreu ontem uma derrota no Senado Federal e não conseguiu aprovar um dos projetos mais importantes da atual agenda econômica. Por um voto de diferença, a reforma trabalhista foi rejeitada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS): dez senadores foram contrários ao parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), e nove votaram a favor. Foi o primeiro tropeço desde o recrudescimento da crise política, causada pela delação do empresário Joesley Batista, da JBS, que colocou o presidente Michel Temer sob suspeita de corrução e obstrução da Justiça.

Os representantes do governo saíram em defesa do Palácio do Planalto e colocaram panos quentes na situação. O líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu que o resultado não muda o cronograma do governo e que a base conseguirá se mobilizar para aprovar o texto no plenário, que é o responsável por bater o martelo em relação ao tema.

Ele explicou que o projeto segue o trâmite normal. Hoje, o relatório será lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o próprio líder do governo é relator. A intenção é votar o texto na CCJ próxima quarta-feira, 28 de junho. Assim, a matéria ficaria livre para ir a plenário.

— Nós vamos ter na CCJ também um relatório, e os três irão para o plenário. E será votado aquele que o plenário entender que tem prioridade. Não muda nada, não muda a posição do governo, não muda o plano de aprovar, nós vamos aprovar a reforma trabalhista porque é importante para o Brasil. Agora, o embate político vai ocorrer em cada fase — disse Jucá.

O relatório da CAS será o do senador Paulo Paim (PT-RS). Na última semana, ele apresentou um voto em separado contrário ao texto que veio da Câmara dos Deputados. Esse parecer foi aprovado simbolicamente ontem, após a derrota do governo na comissão. A oposição comemorou a vitória. Para o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), a entrevista dada por Joesley Batista à revista “Época”, na semana passada, piorou a situação do Planalto.

— O que essa votação demonstra é que o governo Temer acabou. Esse governo se sustentava só na promessa de aprovação das reformas para o mercado. E ele mostrou agora a sua fragilidade. O que houve é que senadores da base governista perceberam que é muito desgastante. Aqui não foi só um voto contra a reforma trabalhista. Foi quase uma moção de censura contra o governo Temer.

‘DERROTA NA CAS SERVIU COMO ALERTA’
O Planalto ficou frustrado com o resultado e atribuiu a derrota a “posições individuais” de parlamentares da base. O governo contava com o voto favorável do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que não compareceu e foi substituído pelo suplente, Otto Alencar (PSD-BA), que é contrário à reforma. O senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) também votou contra.

Outro a votar contra foi o senador Hélio José (PMDB-DF), o que não chegou a surpreender a base. O parlamentar é próximo ao líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que tem se mostrado contrário às reformas.

— Não deixa de ser uma derrota, a gente não teve os votos aqui porque alguns faltaram. Foi inesperado. O Petecão faltou, e o Otto votou contra. Não muda nada na expectativa do calendário. Isso quer dizer que o jogo está 1×1 — disse Jucá.

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), culpou a desarticulação política do governo e o presidente Temer pela derrota na votação da reforma trabalhista. Segundo ele, Eduardo Amorim já havia avisado que votaria contra, por pressão de sua mulher, que trabalha na Ministério Público do Trabalho, e que caberia aos líderes sua substituição na Comissão. Mas tanto o líder Paulo Bauer (PSDB-SC) quanto o ministro Antônio Imbassahy, também do PSDB, viajaram para a Rússia com Temer. Tasso reclamou que houve uma falha de articulação:

— Por alguma razão, o Eduardo Amorim, que já tinha avisado que votaria contra, estava na votação. O Paulo Bauer e o Imbassahy estão viajando. Como num dia como hoje Temer leva todo mundo para Moscou? Levou todo mundo para Moscou e se esqueceu da votação. O erro foi do governo, que levou o articulador político e o líder no Senado.

Internamente, integrantes da própria base viram a derrota como um “cochilo do governo”. Um parlamentar envolvido na votação lembrou que o assunto está muito politizado e, desde o início, os placares têm sido acirrados, sobretudo com o papel determinante de Renan articulando contra a reforma. Para ele, faltou coordenação em um assunto tão delicado.

— A República foi para a Rússia na hora errada. Tinha que concentrar os esforços no que é importante. O governo cochilou.

O Planalto ainda vai trabalhar para mobilizar a base para aprovar a matéria tanto na CCJ quanto no plenário. Imbassahy ecoou o discurso de Jucá, de que o governo conseguirá aprovar a reforma:

— A derrota na CAS serviu como alerta. Mas o governo não tem a menor dúvida que vai conseguir a vitória na CCJ e no plenário. A estratégia é garantir a presença majoritária de quem vota a favor na CCJ e no plenário.

Nas palavras do próprio Imbassahy, o governo reconheceu que houve uma derrota. Porém, os ministros do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, negaram haver um problema de articulação.

— A base não está desarticulada, foi uma votação individual ali da Comissão. A base tem sua autonomia, mas está firme — afirmou Nogueira.

O ministro do Planejamento minimizou a rejeição do parecer na CAS. Segundo ele, a comissão tem um perfil mais “paternalista” em relação às demais. Disse também que não espera dificuldades na CCJ, porque esta irá apenas atestar a constitucionalidade da medida. A reforma, destacou Oliveira, é constitucional:
— Não estamos valorizando muito essa questão (derrota na CAS). No plenário, as condições são mais favoráveis ao governo.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, classificou o resultado da votação de corriqueiro. Ele também lembrou que o pedido de urgência na tramitação da proposta no plenário da Câmara havia sido rejeitado na primeira tentativa, sendo aprovado na segunda.

“A expectativa continua sendo de aprovação normal. Episódios como esse são absolutamente corriqueiros e esperados dentro do processo legislativo. O nosso plano de trabalho está baseado na hipótese de que ela será aprovada, e estamos bastante serenos em relação a isso”, disse Meirelles em uma rede social.

O ministro Eliseu Padilha gravou um vídeo no Twitter e chamou o resultado da votação na CAS de “algo corriqueiro”. Ele disse ter certeza de que o plenário dará aval à reforma por uma margem “bastante dilatada” de votos. Padilha, no vídeo, relacionou a aprovação do projeto de lei à geração de “milhões de empregos”:

— Essa lei que o Senado vai votar ainda na CCJ e no Plenário vai gerar milhões de empregos no Brasil. É isso que as pessoas precisam entender.

Para o governo, a aprovação da reforma trabalhista no Senado é fundamental para abrir espaço à tramitação da reforma da Previdência, que já passou pela comissão especial da Câmara dos Deputados e está parada na Casa há pelo menos um mês por causa da crise política.

Um assessor do Palácio do Planalto argumentou que o principal trunfo de Temer na reforma trabalhista é o acordo com os senadores da base aliada, feito há mais de um mês, para que o Senado aprove o texto do modo que veio da Câmara. Em troca, o presidente editaria uma medida provisória (MP) mudando pontos polêmicos, como jornada intermitente e trabalho insalubre. O Planalto estima que a reforma trabalhista vá ao plenário do Senado ainda este mês.

— É uma derrota, o governo não queria nem esperava isso. Mas tem o acordo de o Senado aprovar o texto da Câmara e o presidente fazer uma MP. Então, temos tranquilidade da aprovação no plenário ainda no primeiro semestre, já que temos mais três semanas até o recesso — diz esse assessor.

Se o Senado fizesse alterações no mérito do projeto, este teria de voltar à Câmara, o que, além do atraso na tramitação, poderia minar a disposição dos deputados para votar a reforma previdenciária.

Fonte: O Globo

Brasil abre 34,2 mil vagas de emprego formal em maio

O saldo do emprego com carteira assinada no Brasil ficou positivo em 34.253 vagas de emprego em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira, 20, pelo Ministério do Trabalho. O resultado decorre de 1.242.433 de admissões e de 1.208.180 demissões.

Esse foi o segundo resultado positivo seguido e o primeiro para meses de maio desde 2014, quando foram abertas 58,8 mil vagas. O resultado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde fechamento de 5 mil vagas a abertura de 49 mil postos, com mediana positiva em 19.187.

Nos cinco primeiros meses de 2017, há uma abertura de 48.253 postos de trabalho com carteira assinada. Em 12 meses, há um fechamento de 853.665 vagas.

O resultado de maio reforça a percepção de retomada da atividade, avaliou há pouco o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “Podemos constatar que economia volta a dar sinais de recuperação, e a geração de empregos é um indicador que mostra isso”, disse.

O ministro afirmou ainda que o governo trabalha para manter a tendência de alta no emprego e ressaltou que, dos cinco primeiros meses do ano, houve resultado positivo em três (fevereiro, abril e maio). Mas Nogueira reconheceu que projetar agora um saldo positivo para o ano é prematuro. “Gostaria de garantir isso (que o ano terminará com geração de emprego), mas não posso garantir”, admitiu.

O resultado mensal foi puxado pela agricultura, que gerou sozinha 46.049 postos formais em maio. Em seguida, tiveram desempenhos positivos o setor de serviços (1.989 vagas a mais), a indústria de transformação (1.433 postos criados) e a administração pública (criação de 955 vagas).

Por outro lado, tiveram saldo negativo comércio (-11.254 postos), construção civil (-4.021 vagas), indústria extrativa mineral (-510 postos) e serviços industriais de utilidade pública (-387 postos).

O ministro do Trabalho destacou que, em maio, quatro dos oito principais setores da economia geraram vagas. “Acreditamos que a economia se consolida mês a mês, e os setores vêm apresentando sinais de recuperação. Mesmo aqueles que apresentaram resultados negativos, na comparação com o mesmo período de 2016 e 2015, os números são menores”, afirmou o ministro.

O coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, lembrou que o desempenho de setores como indústria de transformação (que gerou 1,4 mil vagas) e serviços (que abriu quase 2 mil postos) está “condizente” com a sazonalidade do período, bem como a geração de 46 mil vagas na agricultura, também verificada em meses de maio de anos anteriores. Daqui para frente, a tendência é que o saldo total oscile até atingir o pico do emprego, entre os meses de setembro e outubro.

Mas o técnico também ponderou que é difícil fazer projeções para o desempenho do mercado de trabalho no ano. “O mercado de trabalho é caixinha de surpresas, não temos como ter certeza dos próximos resultados”, disse.

Fonte: O Estado SP

Estado do Rio já perdeu 60 mil empregos com carteira este ano

O Rio de Janeiro foi o segundo estado que mais perdeu postos de trabalho formais em maio, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Atrás apenas do Rio Grande do Sul, que cortou mais de 12 mil postos de trabalho, o Estado do Rio perdeu 5.583 vagas. No ano, já são 59.890 vagas a menos.

O Brasil tem hoje 14 milhões de pessoas procurando trabalho. Em todo o país, foram criados 34,2 mil postos de trabalho formais em maio, no segundo mês seguido de saldo positivo. Mas o resultado foi puxado basicamente pela agropecuária, que responde por apenas 4,2% de todas as vagas formais existentes no país. Foram 46.049 postos abertos no setor em maio, praticamente o mesmo montante de vagas que foram criadas durante este ano em toda a economia: 48.543 vagas. Nos últimos 12 meses, o saldo ainda é negativo. Foram perdidos 856.665 empregos formais no país.

— Praticamente todo o emprego veio da agropecuária. Isso não deve se sustentar. É claro que ter um número positivo é bom, depois de tantos dados negativos. Mas, por enquanto, não dá para dizer que o movimento está disseminado pelos vários setores. É um crescimento pontual — afirma o economista João Saboia, especialista em mercado de trabalho do Instituto de Economia da UFRJ.

MADRUGADA NA FILA
A procura por uma vaga levou centenas de pessoas a dormirem na fila ontem, nas proximidades do Maracanã, na Zona Norte do Rio, para se cadastrarem a 600 vagas oferecidas por um projeto social. Mesmo sob a chuva forte que caiu na região, os candidatos tentavam se inscrever para postos de auxiliar de serviços gerais e de loja, operador de telemarketing, vendedor, motorista de ônibus, vigia e porteiro. Daiane de Souza Ferreira, de 21 anos, moradora de Campos Elísios, chegou às 3h da manhã e não conseguiu ser atendida. Ela foi operadora de telemarketing e há dois anos procura emprego:

— A situação está difícil. Eu tenho dois filhos e quem tem me ajudado é minha mãe.
Luiz Cláudio Souza, de 54 anos, morador de Queimados, chegou às 5h da manhã ao Maracanã e também não conseguiu ser atendido. Ele está buscando emprego desde julho, quando perdeu a vaga de vigia:

— Essa é a segunda vez que venho aqui. Uma pena não ter conseguido. Espero que nas próximas seleções eu consiga uma oportunidade.

Maira Teixeira, de 20 anos, moradora de Imbariê, em Duque de Caxias, chegou às 5h40m. A jovem está buscando uma oportunidade depois de ter participado do programa Jovem Aprendiz. É a segunda vez que ela está nesse tipo de seleção.
— Eu coloco currículo nas empresas e nunca sou chamada e isso me desanima muito. Mas eu não deixo de procurar — afirma Maira.

Assim como no Brasil, no Rio, a agropecuária, que tem peso irrelevante para a economia do estado, também foi a responsável pela geração de vagas. Foram abertos 1.679 postos no setor, reduzindo um pouco a queda no emprego no estado. O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado negativo no estado, tendo perdido 3.111 postos. Em seguida, veio a indústria de transformação, com menos 1.501 postos, o comércio, que cortou 1.266 vagas, e a construção civil, que perdeu 1.173 postos de trabalho.

No Brasil, o setor de serviços, que concentra 43,9% do emprego formal, criou somente 1.989 postos. A indústria de Transformação também contratou mais (1.433). O comércio continuou diminuindo o quadro, cortando 11.254 vagas, e a construção civil fechou 4.021 postos.

— O resultado é melhor do que foi em 2015 e 2016, mas não dá para ficar muito animado e dizer que começou uma recuperação. Se não tem crescimento econômico, não tem geração de emprego, ainda mais com o quadro politico — diz Saboia.

MEIRELLES VÊ RECUPERAÇÃO
Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, os números positivos representam uma tendência, mas não é possível afirmar que esse saldo positivo está estabilizado.

— De cinco meses do ano, três foram positivos, pode-se observar que há uma tendência de melhoria. Mas eu não posso garantir que essa tendência vai permanecer. Falar em números agora é precipitado — declarou Nogueira.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi otimista e comemorou os resultados divulgados pelo Caged em sua conta no Twitter:
“Este número confirma nossas previsões de uma recuperação gradual do emprego” escreveu Meirelles em seu perfil na rede social.

Fonte: O Globo

Efeito sazonal da produção agrícola gera aumento de emprego em maio

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho apontou saldo positivo na criação de postos de trabalho em maio, influenciado pela atividade sazonal agrícola. Os números, no entanto, não refletem recuperação real dos setores e da produtividade.

Em maio último foram gerados 34.353 postos de emprego, resultado de 1,242 milhão de admissões ante 1,208 milhão de demissões. A sazonalidade predominante sobre a geração de empregos foi a do bom momento do setor agrícola, que passa por uma safra recorde em 2017. Foram cerca de 46 mil postos criados na agricultura em maio, sendo mais de 120 mil admissões e 74 mil desligamentos.

“O agronegócio vem se comportando de uma maneira interessante, com números bons. Mas é algo mais sazonal pela época boa das colheitas, e o aumento é reflexo disso. O setor reflete a pujança da agricultura brasileira. Independentemente disso, existe um crescimento consistente, mesmo se tratando de commodities”, explica o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa de Mercado Fractal, Celso Grisi.

O aspecto pontual causador do saldo positivos de empregos, pelo segundo mês consecutivo e pela terceira vez no ano, pode afastar a ideia de uma retomada devida na geração de postos e na produção nacional.

Na indústria de transformação, setor que costumava ter altos índices de geração de empregos, a alta de 0,02% no mês foi puxada de pela indústria química e de produtos farmacêuticos, que criou 4,8 mil vagas, e pela indústria de produção de alimentos e bebidas, que empregou quase 60 mil pessoas no mês e criou mais de 7 mil novos postos.

“Acredito que seja uma questão mais conjuntural, e com isso podemos afirmar que o número geral para o mês não reflete um movimento mais estrutural. Vemos a recuperação da indústria, mas não em setores que demonstram um consumo mais disseminado, e sim nos de necessidades básicas das pessoas, que costumam se recuperar mais rapidamente”, avalia economista e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mauro Rochlin.

Nos outros setores da indústria, houve uma leve queda quase generalizada, com exceção de têxtil e vestuário e materiais de transporte. Entre os destaques negativos, a indústria de papel e papelão, com queda de 0,18% no mês, demitindo 279 pessoas a mais do que o contratado. “A baixa na indústria de papel e papelão é um mau sinalizador, porque ela é um termômetro de toda a indústria, um indicador antecedente, mostra como outros setores irão se comportar, por ser responsável por embalagens”, diz Rochlin.

Na área de construção civil, foi verificada uma queda de 0,18% com o fim de 4.021 postos. “A construção civil está muito impactada pela recessão e pelas dificuldades que as construtoras andaram passando nesses últimos tempos”, analisa a economista-chefe da Coface, Patrícia Krause.

A geração de emprego no setor de comércio teve retração de 0,13% no mês de maio, com a perda de 11,25 mil postos de trabalho. Já em serviços, o Caged mostrou estabilidade, com o pequeno aumento de 0,01%, responsável por quase 2 mil novos empregos.

No acumulado dos últimos 12 meses, em todos os setores do País, os dados apontados pelo Ministério do Trabalho ainda apontam retração: fechamento de mais de 853 mil postos de trabalho, baixa de 2,18%. De janeiro para maio, no entanto, o aumento de 0,13% na geração de empregos é destacado. “Eu esperava uma recuperação de empregos só no segundo semestre. Não era esperada essa reação do mercado formal tão cedo, ela estava programada para depois. Mas os números ainda são ambíguos”, continua Rochlin.

Empregos por região

Em maio, a região do País que apresentou a queda mais acentuada foi o Sul, puxada, principalmente, pelo Rio Grande do Sul, que perdeu mais de 12 mil postos de trabalho no mês. “O Rio Grande do Sul acabou sofrendo com empregos por causa do desequilíbrio fiscal do estado. Algo similar ao que ocorre no Rio de Janeiro”, pondera Celso Grisi.

No sudeste, o estado fluminense foi o único que mostrou números negativos: menos 5,5 mil empregados, registrando uma retração de 0,16%. Já São Paulo registrou crescimento modesto de 0,14%, demonstrando ainda a “timidez” do setor industrial de grande concentração no estado.

Investimentos por setor

A respeito do investimento capaz de gerar emprego, a crise política e a indecisão a respeito das reformas ainda pode funcionar como uma barreira. “Só entra capital no Brasil para adquirir ativos que estão com um preço convidativo. Hoje, a produtividade está com o baixo nível de demanda e emprego. Para reverter isso, o País tem que mudar institucionalmente, e aí entra é que entram as reformas”, opina Celso Grisi. “A crise política contribuiu para o adiamento de uma recuperação forte, além de atrasar decisões de investimento e a criação de mais postos, complementa Mauro Rochlin.

Fonte: DCI

Agropecuária sustenta crescimento de vagas com carteira assinada

O bom momento vivido pela agropecuária (que já teve impacto no PIB do primeiro trimestre) foi o principal responsável pelo resultado positivo na criação de vagas com carteira assinada em maio.
Entre demissões e contratações, foram criadas 34,2 mil vagas com carteira assinada no país em maio, melhor resultado para o mês desde 2014. O número é metade do obtido em abril (68,1 mil), mas é a primeira vez em mais de dois anos em que há dois meses seguidos de resultados positivos para o emprego.
A agricultura e a pecuária responderam por 46 mil vagas criadas no mês passado. Outros três setores (indústria de transformação, serviços e administração pública) também geraram postos, mas em patamar bem inferior: 4.376.
Ou seja, 90% das vagas criadas surgiram no campo —somente o cultivo de café, concentrado em Minas Gerais, gerou 25,2 mil postos de trabalho formais. A agropecuária foi a principal responsável pela alta de 1% do PIB no primeiro trimestre, com a melhora da safra.
Como outros setores (comércio e a construção civil) tiveram saldo negativo de postos, o saldo geral do mês foi reduzido a 34,2 mil vagas.
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que apesar da forte contribuição da agropecuária, o resultado deve ser comemorado.
“A economia se consolida mês a mês, e mesmo setores que apresentaram números negativos estão caindo menos do que o período de 2015 e 2016”, afirmou ele.
Na avaliação de economistas, porém, os números mostram que, apesar de o mercado de trabalho estar melhor do que o de 2016, a recuperação vai demorar a criar força.
“É uma reversão lenta, limitada, e vai demorar alguns anos para que se recomponha esses 3 milhões de postos de trabalho que foram perdidos em dois anos, ainda mais com a atividade fraca”, afirma Thiago Xavier, economista da Tendências.
Ele lembra que, em maio do ano passado, a geração de empregos formais foi negativa em 72,6 mil vagas.
“Quando consideramos o longo prazo conseguimos ver sinais mais fortes de melhora”, ponderou. “No acumulado em 12 meses, foram eliminados 102 mil postos de trabalho, mas essa série estava negativa em 1,8 milhão em maio do ano passado.”
No acumulado do ano até maio, foram criadas 48,5 mil vagas formais, também o melhor resultado desde 2014.
Segundo o coordenador de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, o pico do emprego costuma acontecer no segundo semestre do ano, mas é difícil prever como o mercado de trabalho vai se comportar.
“O mercado de trabalho é uma caixinha de surpresas.”
INTERIOR
Os municípios fora das nove principais regiões metropolitanas do país geraram 41,1 mil vagas com carteira no mês passado, enquanto as regiões metropolitanas eliminaram 18,6 mil postos.
Minas Gerais, onde se concentra o cultivo de café, foi o Estado que mais gerou vagas em maio, com 22,9 mil postos de trabalho com carteira.

Fonte: Folha de S. Paulo

São Paulo fecha maio com 17,2 mil novos postos de trabalho

O estado de São Paulo registrou saldo positivo de 17.226 novos postos de trabalho criados em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. Foi o segundo melhor resultado do país, atrás apenas do de Minas Gerais. O saldo foi gerado pela diferença entre 382.450 contratações e 365.224 demissões, representando um crescimento de 0,14% em relação ao mês de abril.
O crescimento foi motivado, principalmente, pelo desempenho positivo dos setores de Agropecuária (+20.347 postos), Serviços (+2.035 postos), Administração Pública (+504 postos) e Indústria de Transformação (+62 postos).
O bom desempenho desses setores foi impulsionado pela economia do interior do estado, que registrou saldo positivo de 19.267 novos postos de trabalho. Foram 191.424 admissões e 172.157 desligamentos nas cidades do interior paulista.
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirma que o país está no caminho certo da retomada do crescimento e isso ajuda na criação de vagas em estados importantes da Federação, como São Paulo. “A criação de mais de 17 mil vagas em São Paulo é um resultado de medidas econômicas adotadas pelo governo, mostrando que o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento”, disse o ministro.
Crescimento nacional – Pelo segundo mês consecutivo e pela terceira vez este ano, o Brasil teve saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Caged, 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, um aumento de 0,09% em relação a abril. O resultado também foi positivo se considerados os números de janeiro a maio. No acumulado do ano, houve um crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,13% em relação ao estoque de empregos que havia em dezembro de 2016.
O ministro Ronaldo Nogueira avalia que, aos poucos, o país vem recuperando os empregos fechados nos últimos anos em razão das crises econômica e política no país. “O governo federal tem feito um esforço grande e constante para adotar medidas que incentivem a geração de empregos. E o resultado nós temos visto no desempenho do Caged desde o ano passado, mas, sobretudo, nos últimos meses”.
Setores – Dos oito principais setores da economia, quatro tiveram desempenho positivo. O principal foi a Agropecuária, que gerou 46.049 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,95%. As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, sobretudo em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Os outros setores com performance positiva foram o de Serviços, que teve acréscimo de 1.989 postos (+0,01%); da Indústria de Transformação, com 1.433 vagas a mais (+0,02%); e da Administração Pública, que gerou 955 vagas formais (+0,11%). Tiveram saldo negativo os setores do Comércio, que fechou 11.254 postos (-0,13%); da Construção Civil, com 4.021 vagas a menos (-0,18%); da Indústria Extrativa Mineral, com resultado negativo de 510 postos (-0,26%); e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, que fecharam 387 vagas (-0,09%).
Desempenho regional – A região que mais gerou empregos em maio foi o Sudeste, com a criação de 38.691 postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, que teve saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que gerou 17.226 novas vagas. Esses resultados se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.
A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi o Centro-Oeste, com acréscimo de 6.809 postos, seguida doa Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (-1.024 postos) e Sul (-10.595).

Fonte: Ministério do Trabalho

Redação On junho - 21 - 2017
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