Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Cenário ruim afeta mais pequena indústria, diz CNI

Responsáveis pela metade dos empregos na indústria, as pequenas empresas têm sido as mais afetadas pela crise, indica levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com acesso restrito ao crédito e com menos reservas para suportar a queda da demanda, as indústrias de menor porte têm mais dificuldade de se recuperar da recessão.

O estudo mostra que as indústrias de pequeno porte têm obtido indicadores piores que as de grande porte desde o início de 2015, pouco depois de o país entrar em recessão. Os números foram obtidos com base na Sondagem Industrial, pesquisa mensal divulgada pela CNI que revela as expectativas e as decisões dos empresários da indústria.

Medida de zero a cem pontos, a Sondagem Industrial tem uma linha de corte de 50 pontos, que indica estabilidade. A pesquisa indica cenário negativo abaixo desse valor e perspectivas favoráveis acima desse nível. Com a intensificação da crise econômica, toda a indústria passou a registrar indicadores abaixo de 50 pontos, mas as pequenas empresas sempre ficaram atrás das grandes.

Em relação à expectativa de demanda, as pequenas empresas oscilaram em torno de 46 pontos. As indústrias de maior porte registraram 49 pontos, ainda pessimista, mas próximo da estabilidade. Os números foram obtidos retirando-se a mediana (valor central em torno do qual um indicador oscila) da Sondagem Industrial.

As disparidades são maiores nos indicadores que refletem as finanças. Nos últimos dois anos e meio, o indicador de situação financeira (avaliação do empresário sobre as finanças da companhia) tem variado em torno de 34 pontos para as pequenas indústrias, contra 43 para as grandes companhias. No acesso ao crédito, a pontuação tem oscilado em torno de 27,5 pontos para as menores empresas e 33,5 para as maiores.

Fonte: Valor

Caixa e CNI fecham parceria para ampliar crédito ao setor industrial

A Caixa Econômica Federal firmou nesta quarta-feira (7) acordo de cooperação com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) para implementação de ações conjuntas que ampliem o acesso ao crédito e aumentem a competitividade de micro, pequenas e médias empresas.

“Com a parceria, empresários contarão com condições especiais no crédito para capital de giro, investimentos e financiamentos, além de atendimento especializado e benefícios específicos para o segmento”, informou a Caixa em comunicado.

Com prazo de até 36 meses para pagamento, as linhas Crédito Especial Empresa e GiroCAIXA cobram taxas a partir de 1,52%, segundo o banco.

Entre as modalidades de crédito para financiamento e investimento, as empresas terão até 120 meses, com até 24 meses de carência, no BNDES FINAME. No PROGER, o prazo para pagamento é de até 48 meses, com 6 meses de carência, e as taxas partem de 5% ao ano, segundo a Caixa.

Em nota, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, disse que o acordo com a Caixa foi assinado em meio à dificuldade das companhias em acessar e contratar crédito. “O acesso ao crédito é primordial na retomada do crescimento. A crise exauriu os recursos próprios das empresas”, afirmou.

A Caixa receberá indicações de empresas por parte de federações regionais e do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC).

Fonte: Folha SP

 

 

Com Lava Jato, construtoras médias começam a avançar em infraestrutura

O desmonte provocado pela Lava Jato no setor da construção virou oportunidade para empresas que até então não conseguiam disputar espaço com as gigantes do segmento. Apesar das incertezas sobre os rumos da economia e do turbilhão que afeta o mundo político, construtoras menores estão criando estratégias para ocupar o vácuo deixado pelas grandes empreiteiras, abatidas pelo maior escândalo de corrupção do País. A Racional Engenharia é uma das que estão de olho na virada do mercado – e na máxima de que é na crise que surgem as grandes oportunidades.

“Foi assim nos últimos 46 anos”, diz o presidente da companhia, Newton Simões. Criada em 1971, numa sala alugada no centro de São Paulo, a empresa focou seus esforços no setor industrial durante o regime militar. Ao longo do tempo, no entanto, diversificou a atividade em outros setores, como shopping centers e edificações (hospitais e hotéis, por exemplo), o que ajudou a empresa a resistir às inúmeras crises e mudanças de moedas nas últimas décadas.

Hoje, com as principais empreiteiras no olho do furacão por causa da Lava Jato, a Racional quer apostar em obras de infraestrutura e criar um novo braço de negócios na empresa. A primeira experiência com o setor veio com a construção das obras no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais. Depois disso, a empresa estudou os quatro aeroportos que foram concedidos para a iniciativa privada neste ano e foi contratada pela suíça Zurich Airport para construir as obras em Florianópolis.

O próximo passo é montar uma equipe para explorar as obras no setor portuário, como já ocorreu com o segmento de aeroportos. “Antes da Lava Jato não conseguíamos entrar como concorrente em algumas áreas. A situação mudou.” Com faturamento de R$ 986,7 milhões em 2016, ele diz que a receita do grupo deve cair este ano, para se estabilizar nos próximos anos e só depois voltar a crescer.

A empresa viveu seu auge em 2013, quando as receitas superaram os R$ 2 bilhões e passou a figurar entre as nove maiores construtoras do País. “Entre 2006 e 2013, a empresa cresceu quase 30% ao ano. Era um festival de boas notícias”, lembra.

Escassez. Mas a história mudou e hoje o País vive uma escassez de novos investimentos. Neste momento, diz o empresário, a estratégia é estudas novas áreas para futuros negócios. “Comecei no início dos anos 1970, quando o País vivia uma euforia e a gente crescia em ritmo chinês. Passamos por diversas crises, como a do petróleo (no fim dos anos 1970) e tivemos de nos reinventar”, conta. A história se repete agora. “A nosso favor temos o fato de a Racional estar capitalizada, sem depender de bancos para tocar nossas atividades”, diz Simões, destacando que a empresa tem um estoque de obras de um ano e meio.

Seguindo os passos da Racional, a Concremat – controlada desde o fim do ano passado pela chinesa CCCC, que comprou 80% do negócio – também quer avançar em infraestrutura. No caso dos chineses (que antes de comprarem a Concremat chegaram a olhar a construtora Camargo Corrêa), a ideia é tocar as obras dos investimentos do grupo, como a do porto de São Luís, e replicar o modelo nos países da América do Sul, dizem fontes a par do assunto.

Outra empresa com capacidade para ocupar espaço na construção é a Toniolo Busnelo. Em 2015, as receitas da empresa tiveram aumento de 18% e alcançaram R$ 720 milhões – montante que rendeu nove posições no ranking da construção. Apesar da falta de obra no País, a construtora tem conseguido manter as receitas com obras do setor privado, como a construção de túneis no Rodoanel de São Paulo e projetos no setor de mineração. “Com esses contratos vamos manter o faturamento de 2016 (de R$ 680 milhões)”, afirma diretor da construtora, Humberto Cesar Busnello.

Configuração. Apesar do momento delicado, o setor da construção vive o início de uma nova configuração, com a perda de poder das grandes empreiteiras. Ainda é cedo para dizer se as empresas médias vão se consolidar como grandes players do setor, mas a aposta é que haja menos concentração. Segundo o professor de infraestrutura do Insper, Eduardo Padilha, o “modus operandi” das grandes construtoras no País não é o modelo universal. “Historicamente no Brasil as construtoras viveram como concessionárias. O natural é que construtora seja construtora e os fundos de investimentos aportem recursos nas obras.”

Fonte: Estadão

 

 

Vendas internas de máquinas agrícolas avançam 17,6% em maio, diz Anfavea

As vendas internas dos fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiram 4,1 mil unidades em maio, marcando alta de 16,4% na comparação com igual período do ano passado. Frente a abril, houve alta de 17,6% nas entregas do setor, conforme informou nesta terça-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa as montadoras instaladas no País.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a alta nas vendas foi de 28,7%, num total de 17,3 mil máquinas comercializadas de janeiro a maio.

Entre tratores, cultivadores, colheitadeiras e retroescavadeiras, a produção, de 5,9 mil unidades no mês passado, subiu 39,5% na comparação com maio de 2016. Frente a abril, o volume produzido pelo setor registrou avanço de 13,8%.

De janeiro a maio, 24,1 mil máquinas foram produzidas no Brasil, 52,2% acima do total fabricado nos cinco primeiros meses de 2016.

As exportações de máquinas agrícolas somaram 1,3 mil unidades durante o mês passado, 72,7% acima do número de um ano atrás. Frente a abril, subiram 39,3%.

O resultado levou para 4,5 mil unidades o total de máquinas agrícolas e de construção exportado nos cinco primeiros meses do ano, o que representa uma alta de 30,6%.

Em valores, as exportações no setor somaram US$ 229,3 milhões em maio, alta de 42,4% na comparação anual e de 6% em relação a abril. Nos cinco primeiros meses, o faturamento do setor com exportações alcançou US$ 990,5 milhões, com crescimento de 33,1%. (Estadão Conteúdo)

Fonte: Isto É

Redação On junho - 7 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.