Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 25 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Faturamento da indústria de máquinas cai 20,6% em abril ante março

O faturamento da indústria nacional de máquinas e equipamentos caiu 20,6% na passagem de março para abril, informou nesta quarta-feira, 31, a Abimaq, associação que representa o setor. As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam o quarto mês do ano com faturamento de R$ 4,892 bilhões, o que significa também um recuo de 10,5% ante igual mês de 2016.

O desempenho reflete a queda de 23,2%, na comparação mensal, do consumo de máquinas no País durante abril, um total de R$ 5,930 bilhões. Em relação a abril do ano passado, a retração foi de 26,3%.

Frente a março, as exportações, de US$ 627,78 milhões, recuaram 33,6%, enquanto as importações encolheram 33,4%, chegando a US$ 841,19 milhões. O déficit comercial ficou, então, 32,9% menor do que no mês anterior, somando US$ 213,42 milhões em abril. Em relação ao mesmo mês de 2016, as quedas foram de 8%, 30,4% e 59,5%, respectivamente.

O balanço da Abimaq revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas brasileiras recuou para 68,7% em abril. A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, caiu 0,1%. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 292.249 pessoas, queda de 5,2% ante abril de 2016.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

Indústria repete PIB e registra crescimento graças à exportação

 

Os desempenho da produção industrial em abril indica que a economia brasileira iniciou o segundo trimestre em um cenário parecido com o que fechou o primeiro, com exportações e agronegócio compensando a retração no consumo interno.

 

Em abril, a indústria cresceu 0,6%, o primeiro resultado positivo do ano e maior taxa para o mês desde 2013. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, houve queda de 4,5%.

 

Os dados indicam que o consumo interno ainda não começou a reagir à crise. O resultado foi divulgado um dia após o anúncio, pelo IBGE, de que a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre, impulsionada principalmente pelas exportações.

 

“Foi uma alta ainda modesta, que não devolve as perdas acumuladas durante o ano”, diz a coordenadora da FGV/Ibre, Tabi Thuler Santos. De janeiro a abril deste ano, a produção industrial ainda acumula queda de 0,7%.

 

Máquinas agrícolas

 

A alta em abril foi puxada pela produção de bens de capital (1,5%), que inclui a fabricação de máquinas e equipamentos para investimentos, e de bens intermediários (2,1%), que são manufaturados para a produção de outros bens.

 

No primeiro caso, destaca Santos, ainda há grande peso de máquinas agrícolas, setor que impulsionou a economia no primeiro trimestre. Com a supersafra de grãos, a agropecuária teve crescimento de 13,4% nos primeiros três meses do ano.

 

Já a categoria de bens de consumo registrou queda de 0,4% em abril. É nesse item que se enquadra a produção de bens comprados em lojas ou supermercados.

 

O resultado só não foi pior porque a produção de automóveis para exportação cresceu, repetindo um cenário já mostrado pelo PIB.

 

Entre os 24 ramos pesquisados pelo IBGE na produção industrial, 13 registraram alta em abril, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (19,8%) e veículos automotores (3,4%). No primeiro caso, porém, houve recuperação de uma grande queda em março.

 

“Ainda não dá para dizer que começamos uma trajetória positiva de recuperação industrial. Até porque as demais comparações são negativas”, afirmou o responsável pela pesquisa do IBGE, André Macedo, ressaltando que o setor está em patamar equivalente a janeiro de 2009.

 

Com relação ao mesmo período de 2016, 18 dos ramos observados pelo instituto registraram queda.

 

Nesta comparação, percebe-se grande recuo na produção de bens que dependem do poder de compra do consumidor, como máquinas, equipamentos e outros materiais elétricos (que inclui eletrodomésticos e caiu 18,5% em um ano), bebidas (refrigerantes e cervejas, com queda de 9,1%) e materiais não metálicos (que inclui massa de concreto e argamassas, queda de 6,6%).

 

“Fazer uma obra é um investimento do consumidor e, quando ele está sem dinheiro, a primeira coisa que corta é o investimento”, analisa a pesquisadora da FGV/Ibre.

 

Carne fraca

A pesquisa mostrou ainda efeitos da Operação Carne Fraca, que derrubou a produção de produtos alimentícios em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

A queda de 16,4% no segmento é resultado da paralisação de frigoríficos após a suspensão de compra de carne brasileira por outros países devido a suspeitas de pagamento de propina a fiscais para a liberação de produtos fora dos padrões de qualidade.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

Vendas diretas já são 42% dos negócios das montadoras

A indústria automobilística viu, com certo alívio, a virada de mais de três anos seguidos de resultados negativos nas vendas acumuladas para dados positivos. De janeiro a maio os negócios cresceram 1,6% em relação ao mesmo período de 2016, somando 824,5 mil unidades.

A última vez que o setor havia registrado alta das vendas no acumulado anual tinha sido no primeiro bimestre de 2014 em relação a 2013. A volta a números positivos é resultado das vendas em maio, o melhor mês do ano, com 195,6 mil unidades, 16,8% a mais na comparação com um ano atrás e 24,6% melhor que em abril passado, que teve menos dias úteis.

O problema, contudo, é que o mercado continua ancorado nas vendas diretas, feita pelas fábricas a frotistas e locadoras, sempre com elevados descontos. No mês passado, segundo a Fenabrave (associação dos revendedores), as vendas especiais de automóveis e comerciais tiveram participação de 42,15% nos emplacamentos, uma das mais altas nos últimos anos.

Significa que apenas 57,85% dos compradores foram pessoas físicas, que pagam preços de mercado pelo automóvel, neles embutidos o razoável lucro que as montadoras afirmam precisar para manter investimentos. No acumulado do ano, a participação das vendas diretas está em 37,23%.

Mudanças no ranking

No ano, o segmento que mostra recuperação é justamente o de automóveis e comerciais leves, com alta de 2,24% ante 2016 e vendas de 802,2 mil unidades. Caminhões caíram 18,6%, para 17,2 mil unidades, e ônibus recuaram 15%, para 4,9 mil unidades. No comparativo maio 2017/maio 2016 houve pequena alta em ambos os casos.

Maio também apresentou mudanças no ranking das marcas. A General Motors manteve a liderança do mercado, com 17,7% de participação, mas a Fiat retomou a segunda posição (13,6%), e a Ford a quarta (9,8%). A Volkswagen voltou para o terceiro lugar (12,8%) e a Hyundai para o quinto (9,2%).

Na lista dos modelos mais vendidos também houve alterações. O Chevrolet Onix seguiu no topo, com 15 mil unidades vendidas, mas o Ford Ka (9.326) tomou o posto de vice-líder do Hyundai HB20 (8.981). O Renault Sandero ficou em quarto lugar (8.699) e o Volkswagen Gol em quinto (8.220).

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

Mineração e petróleo puxam recuperação da indústria brasileira

Apesar de crescimento de 0,6%, setor industrial não recupera perdas passadas

 

Em um ano marcado por incerteza — principalmente após o agravamento da crise política —, o segmento de extração de petróleo e minério deve ser o ponto forte da tímida recuperação da indústria brasileira. Essa é a avaliação de analistas, após os dados divulgados ontem pelo IBGE, que mostram que o setor apresenta o mesmo comportamento do restante da economia: cresceu, mas não convenceu. Em abril, a produção industrial teve alta de 0,6% frente a março, o primeiro resultado positivo do ano e a maior alta para o mês desde 2013, mas insuficiente para recuperar as perdas dos meses anteriores. Em março, a indústria havia recuado 1,3%.

 

O setor extrativo até registrou perda na passagem de março para abril, de 1,4%, mas, no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, registra alta de 7,2%. Situação bem melhor que a da indústria geral, que está no negativo em 0,7%.

 

Segundo projeção da Tendências Consultoria, a indústria extrativa deve encerrar o ano com alta de 7%, respondendo por 1 ponto percentual da esperada alta de 2,4% da indústria geral — projeção mais otimista que a mediana do mercado.

 

— Nossa avaliação é que isso (as perdas nos últimos meses) não vai ser a tônica do ano. Estamos com cenário de expressivo crescimento em 2017. Vai ser um dos vetores de crescimento da indústria. Temos projetos que já começaram no ano passado, como o S11D (projeto de minério de ferro da Vale), e vemos a Petrobras entrando com algumas plataformas em funcionamento este ano — destaca Thiago Xavier, economista da Tendências.

 

Farmacêutico foi destaque em abril

 

Paulo Val, economista-chefe do Brasil Plural Asset Management, também vê potencial no segmento, principalmente considerando a possibilidade de exportação, em um momento de demanda interna fraca, que tem derrubado setores essencialmente dependentes do mercado consumidor doméstico.

 

— Provavelmente, se tivermos uma notícia boa, há grande chance que seja desse setor — avalia o economista.

 

Sobe e desce

Rodrigo Nishida, economista da LCA, destacou que a indústria extrativa é um dos exemplos de segmentos que podem sentir menos os efeitos da incerteza política, por já terem projetos contratados. Mas calcula que o impacto positivo se esgotará nos próximos meses.

 

— Considerando a comparação interanual, a indústria extrativa deverá continuar registrando altas relevantes ao longo do ano. No entanto, na relação marginal, a contribuição deverá ser menor nos próximos meses — afirma Nishida.

 

Já Artur Passos, economista do Itaú Unibanco, calcula que os números positivos da indústria extrativa refletem mais o desempenho de 2016:

 

— Apesar de ter recuado na margem nos últimos três meses, deve continuar positiva na comparação anual por mais alguns meses. A alta em 2016 reflete a recuperação na produção de petróleo, entre outros produtos.

 

À exceção do setor extrativo, os dados de abril da indústria indicaram recuperação frágil, segundo analistas. A alta de 0,6% de abril foi sustentada praticamente pelo avanço de 19,8% da indústria farmacêutica, que recuperou parte da perda de 23,4% registrada no mês anterior. Sozinho, respondeu por 0,5 ponto percentual do resultado do mês, segundo estimativa da Tendências. Não fosse o segmento, que é muito volátil, a alta seria de 0,1%.

 

Na avaliação de André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, o dado mostra uma tendência de estabilização, o que significa que a indústria parou de piorar. Mas é cedo para falar em recuperação.

 

— Dos quatro principais impactos que tiveram influência positiva importante, todos tiveram comportamento negativo no mês anterior, o que reforça o caráter errático da produção industrial. Não fica clara uma retomada.

 

As expectativas para o restante do trimestre não são animadoras. O Itaú Unibanco já projeta queda de 1% em maio, enquanto outros analistas não descartam taxas negativas nos próximos dois meses, refletindo eventuais impactos da turbulência política causada pela delação da JBS, no mês passado.

 

— Se essa incerteza realmente tiver um impacto muito forte, o que está diretamente relacionado ao tempo, pode fazer com que as expectativas de demanda, que melhoraram na sondagem, sejam frustradas. E isso pode causar aumento de estoques, como se a indústria estivesse dando um passo atrás — afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora de Sondagem de Indústria do Ibre/FGV.

Fonte: O Globo

Redação On junho - 5 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.