Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Fim da desoneração da folha preocupa setores que geram mais de 170 mil empregos no RS

Representantes da indústrias tiveram encontro com Ministério da Indústria para fazer apelo. Para reverter a mudança, emenda deve ser aprovada dentro de Medida Provisória

A indústria gaúcha tem demonstrado preocupação por conta da desoneração da folha de pagamento, que deve terminar no dia 1º de julho para mais de 50 setores. Os setores calçadista, de máquinas e equipamentos e de vestuário, que empregam juntos mais de 170 mil pessoas no Rio Grande do Sul, estão entre os maiores afetados no estado.

O setor calçadista teme o corte de vagas em função da alta nos impostos. Na terça-feira (23), o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, se reuniu com o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, na terça-feira (23) em Brasília.

O incentivo começou a valer em 2011. Mas com o fim da desoneração da folha, as empresas terão que pagar 20% de contribuição previdenciária, sendo que hoje o percentual é de 44,5% sobre o faturamento.

No encontro do Presidente da Abicalçados Heitor Klein com o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, foi feito um apelo para que o governo federal abra uma exceção e mantenha o benefício para o setor.

Na prática, para que as indústrias calçadistas não sejam atingidas pelo fim da desoneração, o Congresso Nacional precisa aprovar uma emenda à Medida Provisória que acaba com o benefício. A crise política, no entanto, pode prejudicar as votações na Câmara e no Senado.

Fonte: G1

 

 

Impulsionada por exportações, Scania abre 500 vagas em São Bernardo

Em meio ao cenário de crises econômica e política pelas quais o País atravessa, se tem uma notícia boa. Na contramão da turbulência, a Scania criou 500 postos de trabalho na planta de São Bernardo. Isso significa ampliar em 15,6% o efetivo de sua fábrica da região, composta por cerca de 3.200 trabalhadores. De acordo com a montadora sueca, a geração de emprego visa atender às exportações, que correspondem a 70% do que é produzido na fábrica.

Até 2015, a unidade direcionava apenas 30% da produção para o Exterior. Com o agravamento das dificuldades da economia nacional e o aumento da demanda em outros países, o cenário mudou. “Essa proporção foi invertida aos poucos, pela primeira vez vamos transportar cabinas para a nossa unidade na Holanda”, disse o vice-presidente da Logística da Scania na América Latina, Marcelo Gallão.

Cerca de 80% das vagas já foram preenchidas, isso significa que ainda restam em torno de 100 postos a serem ocupados. Interessados na oportunidade devem se cadastrar no site www.scanialatinamerica.com.br. Há chances para atuar nas áreas fabril, de montagem, logística e produção.

“Como temos um produto global e fábricas padronizadas em todo o mundo, foi possível direcionar nosso volume para atender a demanda de outros países”, complementou Gallão. O Brasil é plataforma de exportação para 30 países na América Latina, Oriente Médio, África e Ásia.

Por esse motivo, a fábrica são-bernardense, que confecciona caminhões, ônibus e motores desde 1962, é a ‘menina dos olhos’ da companhia sueca, que receberá até 2020 investimento de R$ 2,6 bilhões. Os recursos serão direcionados para o desenvolvimento de novos produtos, além da modernização industrial e da rede de concessionárias.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Carlos Caramelo, funcionário da área de logística da Scania há 25 anos, boa parte do reforço em aportes e operários será nas áreas de pintura e solda. “A planta de São Bernardo é uma das mais competitivas do mundo.”

Questionado a respeito da expressiva geração dos empregos, o prefeito Orlando Morando (PSDB) justificou que a realidade vivida pela Scania é diferente das demais empresas do ramo automotivo. “As outras montadoras dependem muito do mercado interno, da economia local, é por isso que acabam sofrendo mais nesse sentido”. O município também conta com fábricas da Mercedes-Benz, Volkswagen, Toyota e Ford.

Mercado – De acordo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o mercado registrou em abril o licenciamento de 3.500 caminhões – carro-chefe das exportações da Scania, queda de 15,5% em comparação a março.

Em contrapartida, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no acumulado do ano, as vendas ao Exterior aumentaram 43,3% ao se comparar as 8.400 unidades com as 5.800 registradas na mesma época de 2016.

Já em termos de produção, o quarto mês do ano se mostrou estável ante março, ambos com 5.900 caminhões. No acumulado do ano, a indústria produziu 21,6 mil unidades, alta de 6,5%.

Fonte: Diário do Grande ABC

 

 

Relatório da trabalhista é dado como lido, após confusão entre senadores

Uma confusão generalizada, com troca de empurrões e xingamentos entre senadores, marcou a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) convocada ontem para analisar o parecer da reforma trabalhista.

O governo e o PSDB contavam com o prosseguimento da tramitação da reforma para dar ares de “normalidade” à pauta, de interesse tanto do presidente Michel Temer como dos tucanos.

O tumulto, no entanto, chegou ao ponto de os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) serem apartados por colegas para evitar um confronto físico. O presidente da CAE, Tasso Jereissati (PSDB-CE), acabou dando como lido o relatório elaborado por Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e concedeu vista coletiva. A oposição irá recorrer.

Permanecendo a decisão, o texto poderá ser votado já na próxima sessão da CAE, na semana que vem. Depois, irá à análise em outras duas comissões antes de a matéria chegar ao plenário.

O embate entre os senadores foi o ápice de uma reunião na qual os parlamentares dedicaram seu tempo mais a discutir a crise que toma conta do governo e possíveis saídas do que a proposta de alteração da legislação trabalhista. Para a oposição, não há clima para que nada seja votado até que se encontre uma saída, seja com a renúncia de Temer ou com sua cassação.

Líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) pediu a palavra e transformou a CAE em palanque, defendendo a formação de uma comitiva do Senado, que teria a missão de convencer Temer a renunciar em nome de um grande acordo. “O melhor era que conversássemos com o presidente, para que ele entenda seu papel histórico a cumprir. Façamos transição negociada, rápida, elejamos um presidente, um vice, garantindo eleições diretas em 2018, com assembleia nacional constituinte”, disse. Para ele, não há condições para o país enfrentar outro processo de impeachment. “Defender impeachment nessa hora é dizer, em outras palavras, em português claro, que não se aprendeu nada com os últimos meses.”

Renan criticou ainda declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que as reformas independem do prosseguimento do governo, e disse que o teria demitido. “Se eu fosse presidente da República, eu teria demitido o ministro Meirelles, que disse ontem que, com Michel ou sem Michel, ele levaria à frente essas reformas. O Brasil não comporta mais essa ingênua declaração”, afirmou.

Após o colegiado rejeitar, por 13 votos a 11, um requerimento que pedia que a leitura do relatório não fosse realizada, os ânimos ficaram incontroláveis. Quando Ferraço se encaminhava à mesa para apresentar formalmente seu parecer, senadores de oposição tentaram impedi-lo e começou o tumulto. Regidos por Lindbergh Farias (PT-RJ), militantes transformaram a sessão no auditório da CAE em palco de manifestação. “Fora, Temer”, “Abaixo as reformas”, “Aécio na cadeia” e “Jucá na cadeia”, em referência ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), foram alguns dos gritos entoados.

“Estou profundamente chocado. Tomaram o microfone da minha mão. Senadores da oposição vieram para cima da mesa, aos gritos, incitando militantes a gritar palavras de ordem, nos ofendendo. Nunca imaginei, nem nos piores momentos, uma cena como a que passei”, afirmou Tasso.

“Nós tivemos um impeachment, arrancaram uma presidente, deram um golpe. Quem começou essa instabilidade foram vocês. Agora vêm mansos, falando molinho, em regimento?”, rebateu a líder do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

Relator da reforma trabalhista em duas de três comissões do Senado, Ferraço propôs, conforme adiantou o Valor, vetos ao artigo que permitiria o trabalho de gestantes e lactantes em local insalubre; ao item que eliminava o intervalo de 15 minutos entre a jornada normal e a hora extra para as mulheres; ao artigo que criava comissões de funcionários para negociar conflitos dentro das empresas; e ao item que possibilitava, mediante acordo, o intervalo de 30 minutos para almoço.

Ferraço não alterou os artigos no texto da lei, mas fez as sugestões na parte final de seu parecer. Assim, evita-se que a medida, caso aprovada, seja remetida novamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Valor

Em carta a empregados, presidente da Petrobras prevê continuar até 2019

Em mensagem enviada aos empregados da Petrobras na segunda (22), o presidente da companhia, Pedro Parente, afirmou que tem a intenção de cumprir seu mandato à frente da estatal, que termina em abril de 2019.

Sem citar o presidente Michel Temer, ele fala em sua carta sobre o “momento de instabilidade política no país” e sobre como a empresa a empresa deve reagir a este cenário.

“Com relação ao meu caso específico, meu compromisso é com a Petrobras. Tenho mandato aprovado pelo nosso conselho de administração até abril de 2019”, escreve Parente.

“Essa é a definição da governança da nossa empresa que observarei enquanto mantidos os princípios que atualmente guiam a gestão da empresa, de autonomia e profissionalismo e com responsabilidade financeira e econômica.”

Parente escreve semanalmente mensagens aos empregados da companhia. Já usou o espaço para defender o plano de venda de ativos da estatal e tentar desmobilizar greves organizadas por sindicatos.

“Especulações sobre minha saída para qualquer outro cargo não são por mim autorizadas, não foram por mim estimuladas e não representam a minha vontade”, reforça o executivo, na carta desta segunda.

No texto, ele enumera os resultados positivos apresentados pela Petrobras recentemente, como o lucro de R$ 4,45 bilhões no primeiro trimestre, a produção de 2,72 milhões de barris de óleo equivalente em abril e a emissão de US$ 4 bilhões em títulos no mercado internacional na última semana.

“Diante desses bons números, nosso papel é seguir em frente no rumo traçado. Continuar executando com responsabilidade e disciplina o nosso planejamento e trabalhando para que a nossa empresa alcance resultados cada vez melhores”, diz ele.

Dívida

Nesta terça (23), a Petrobras anunciou uma operação de alongamento de dívida com o Citibank. A companhia pagou US$ 500 milhões que venceriam em 2017 e 2018 e tomou outro empréstimo, no mesmo valor, com vencimento em 2022.

A operação faz parte de um esforço para empurrar para frente vencimento de dívidas, que estão muito concentrados no final da década.

Em nota, a estatal disse que “continuará avaliando novas oportunidades de financiamento”.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

Reforma trabalhista já pode ser votada na CAE

A reforma trabalhista continua avançando no Congresso Nacional, mesmo que com dificuldade, em meio à crise política deflagrada pelas delações de executivos da JBS, divulgadas na semana passada. As tentativas de obstrução e os protestos por parte da oposição, embates que quase chegaram ao confronto físico com representantes da base aliada, não foram suficientes para barrar o andamento do projeto de lei na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ontem. Mesmo com a confusão, o parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável às mudanças propostas pelo governo e aperfeiçoadas pelo relator Rogério Marinho (PMDB-RN) na Câmara dos Deputados, foi considerado lido pelo presidente da comissão, Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Apesar de não ter sido lida na CAE, que teve a sessão suspensa por Jereissati, o relatório foi publicado na página oficial do Senado e considerado oficialmente apresentado. Dessa forma, a votação já pode ocorrer na próxima semana. Nenhuma das 193 emendas sugeridas pelos senadores foi acatada pelo relator, que se limitou a sugerir que algumas partes do texto, como pontos relativos à jornada intermitente e ao acordo individual para jornadas de 12 horas seguidas de 36 horas de descanso, sejam vetadas pelo presidente Michel Temer ou reformuladas por medida provisória. O relator optou por sugerir as mudanças porque, caso mudasse algum ponto, o texto teria que voltar à Câmara para que os deputados aceitassem as alterações, o que atrasaria o andamento da matéria.

As sugestões compreendem apenas alguns dos 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que são modificados pela reforma, sendo a base do texto o entendimento de que o negociado passará a valer mais que o legislado. Isso significa que os acordos feitos entre as empresas e os trabalhadores sobre pontos como o parcelamento de férias e a flexibilização da jornada e dos intervalos prevalecerá sobre a legislação. Assim, os sindicatos poderão negociar com as empresas condições de trabalho diferentes das previstas em lei. Ainda quanto aos sindicatos, o relatório mantém o fim da contribuição obrigatória, alteração sugerida por Marinho.

Sindicatos

“Em nossa avaliação, estamos concedendo não só maior protagonismo aos sindicatos, como, ao rumar para maior liberdade sindical, estamos também os fortalecendo”, disse Ferraço, no relatório. Segundo ele, o novo formato de financiamento estimula uma participação ativa dos sindicatos. “Sem dúvida, serão mais fortes os sindicatos que mais entregarem resultados para os trabalhadores de sua categoria, não havendo recompensa à inércia”, considerou.

Um dos pontos mais discutidos durante a tramitação da reforma trabalhista é o que diz respeito à jornada intermitente. Se o texto passar sem mudanças nas próximas fases, o trabalhador poderá ser pago por período, o que pode ser contabilizado em horas ou dias. Terá direito a férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e 13º salário proporcionais. A justificativa, como para grande parte dos demais pontos, é a necessidade de “modernização” da legislação trabalhista, já que esse tipo de relação de trabalho já existe e ainda não é regulamentada.

Precedente

Sem previsão na lei atual, o precedente é atacado pela oposição que vê risco de precarizar a mão de obra, argumento rejeitado pelo relator. “Pelo contrário, essa é uma medida destinada a reduzir nossos altos índices de rotatividade e a permitir a inclusão no mercado de trabalho de jovens, mulheres e idosos, que têm maior dificuldade de cumprir a jornada cheia”, afirmou o relator. Ferraço ponderou, entretanto, que essa mudança não deve ser feita de forma “drástica” e deve ser regulada por futura medida provisória, que concederá as salvaguardas necessárias para o trabalhador.

O relator também sugere que a questão do intervalo intrajornada seja revista pelo presidente da República depois que a proposta for aceita no Congresso. Ferraço julgou “não estar maduro” o entendimento de que o negociado prevalece sobre o legislado nessa questão. “Consideramos que essa proposta merece maior reflexão, sob risco de gerar precarização das condições de trabalho, com consequências sobre a saúde e a segurança do trabalhador”, reconheceu.

Após a votação na CAE, a proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Em seguida, será sancionada pelo presidente Michel Temer, que poderá vetar algumas partes do texto, como é sugerido no CAE, ou mantê-lo como for aprovado.

Bate-boca

A sessão do Conselho de Assuntos Econômicos (CAE) foi interrompida ontem depois de uma confusão entre os parlamentares. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acusou o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) de apoiar “um governo corrupto”, ao que foi respondido com grito de “bandido”. Diante da resposta de Randolfe, que disse “bandido é o senhor”, o tucano se irritou ainda mais e partiu para cima do parlamentar, chamando-o de “moleque” e “vagabundo”. Os dois quase chegaram ao confronto físico. Os seguranças da Casa, então, expulsaram o público e trancaram as portas de acesso ao plenário 19, onde acontecia a reunião.

Fonte: Correio Brasiliense

Empresas brasileiras trocam mais de presidentes que resto do mundo

As empresas de Brasil, Argentina e Chile trocaram seus CEOs (presidentes-executivos) mais que qualquer outra região do mundo em 2016. Houve trocas no comando em 17,7% das grandes companhias —a média global foi 14,9%.

A conclusão é de estudo da PwC, que analisou as 2.500 maiores empresas do globo. Dessas, 180 são do chamado Cone Sul, e 140, brasileiras. A taxa da região melhorou em relação à de 2015 (21,1%).

“Os números têm uma relação forte com o ambiente econômico brasileiro”, afirma Ivan de Souza, sócio da Strategy& PwC. “A pressão por resultado levou a uma saída maior de presidentes de companhias, tendência que perdeu força em 2016.”

Embraer, Natura, Telefônica, Oi e Itaú Unibanco estão entre as grandes empresas que trocaram de CEO em 2016. Em 2015, Banco do Brasil, JBS, Odebrecht, Petrobras e Magazine Luiza substituíram suas chefias.

O estudo identifica quantas saídas foram forçadas, contra a vontade dos executivos, seja por motivo ético ou não. Nesse quesito, a média da região também é a maior, de 5,1%, muito acima da do resto do mundo, que é 2,4%.

“Vivemos um ambiente de grande escrutínio. Em alguns casos, isso levou à saída de presidentes para que a empresa pudesse se dissociar de situações de fraude e de corrupção”, diz Souza.

Para o consultor financeiro Adeodato Volpi Netto, no Brasil, divergências constantes entre presidência e conselho de administração explicam a rotatividade.

Ele cita o caso da Estácio Participações. Em março, o conselho determinou o afastamento do presidente, Pedro Thompson, pela suposição de que ele articulava contra a fusão com a Kroton.

“Não há ambiente corporativo, hoje, para trabalhar em projetos de longo prazo. Os presidentes não têm autonomia para exercer funções independentes do conselho, o que causa a pressão para substituir”, diz Netto.

Ainda segundo a PwC, o tempo dos presidentes nas companhias aqui é mais curto que no resto do mundo. Dos CEOs que perderam o cargo no Cone Sul, a média estava havia apenas 2,5 anos na empresa, metade da média mundial, de 5 anos.

Em todo o mundo, as substituições de CEOs diminuíram em 2016. Em 2015, a média geral foi de 16,6%, a taxa mais alta desde o início da pesquisa, em 2000. O número mais baixo foi em 2003, com 9,8% de trocas de chefia.

A quantia de CEOs desbancados por falhas éticas aumentou de 2012 a 2016 em relação ao intervalo de 2007 a 2011. Foram 5,3% do total de trocas, ante 3,9% de antes.

A pesquisa conclui, ainda, que nenhuma mulher ingressou no posto de CEO em empresas do Cone Sul em 2016. No mundo, só 12 executivas foram alocadas na liderança de grandes companhias, com maior porcentagem nos Estados Unidos e no Canadá, e segunda maior na China.

“Nos últimos anos, as empresas brasileiras buscaram mais mulheres, mais vimos em 2016 que não é uma ação consistente”, afirma Souza.

Fonte: A Folha SP

Saque do FGTS é aprovado na Câmara

Depois de quatro horas de discussão, a Câmara aprovou, ontem, o texto principal da Medida Provisória 763/16, que permite ao trabalhador retirar o FGTS das suas contas inativas. A matéria terá de passar pelo Senado antes do dia 1º de junho, quando perde a validade. Caso contrário, o mais provável é que seja editada uma nova MP, para evitar que cerca de dez milhões de trabalhadores nascidos entre os meses de setembro e dezembro sejam impedidos de sacar R$ 14,6 bilhões.

A MP precisava ser votada até hoje, para obedecer ao intervalo de sete dias entre uma Casa e outra e, com isso, ser votada no Senado. Não houve dificuldade para o governo aprovar a medida na Câmara, que obteve votos favoráveis até mesmo da oposição. Porém, se os senadores fizerem qualquer modificação no texto, este terá de ser apreciado novamente pelos deputados. Mas isso dificilmente acontecerá, segundo parlamentares da base.

A MP foi editada pelo presidente Michel Temer em dezembro de 2016 e está em vigor desde então. A proposta permite que trabalhadores que tenham contas inativas até 31 de dezembro de 2015 saquem os saldos. O governo criou um cronograma para o saque dos recursos nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF).
O dinheiro começou a ser liberado a partir do dia 10 de março, seguindo uma sequência de acordo com a data de nascimento dos contribuintes. O prazo final será 31 de julho.

20,1 MILHÕES JÁ RESGATARAM
Esta foi a primeira votação na Câmara dos Deputados após as revelações da delação premiada da JBS, que envolveram diretamente o presidente Michel Temer. Para marcar posição, deputados oposicionistas protestaram no início da sessão e fizeram obstruções.

— Essa medida é importante para os trabalhadores, principalmente no momento de crise, mas, se o governo quiser, consegue aprovar. Vamos obstruir por uma questão política — admitiu o líder do PT na Câmara, Carlos Zaratini (PT-SP), momentos antes da votação.

A Caixa já realizou três etapas de saques dos recursos das contas inativas do FGTS. Já foram contemplados 20,1 milhões dos 30,2 milhões de trabalhadores que têm direito ao benefício. Em volume, foram liberados para resgate R$ 29 bilhões dos R$ 43,6 bilhões depositados em contas inativas dentro do programa.

Fonte: O Globo

Proposta de reforma trabalhista não retira nenhum direito.

Seguindo o mesmo padrão de desinformação e superficialidade presente nas críticas à reforma da Previdência, a reforma trabalhista aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, e em exame no Senado, tem sido alvo de ataques sem maiores preocupações com as reais implicações da proposta.

O interesse é apenas o de gerar ruídos políticos para fins eleitorais, em mais uma demonstração clara de desonestidade intelectual.

De fato, a principal questão que vem sendo levantada é que a reforma está “retirando direitos dos trabalhadores”. Isso é simplesmente falso. A proposta não retira direitos; apenas permite que alguns sejam negociados por convenção coletiva, ou acordo individual entre as partes, em casos bem pontuais.

Em particular, não são negociáveis direitos tais como férias, 13º, a jornada além do máximo permitido em lei, FGTS, normas de segurança ou medicina do trabalho.

Por outro lado, a proposta permite que normas coletivas regulem arranjos como a jornada de 12 horas num dia, seguida de 36 horas interruptas de descanso, que já existe hoje, diga-se, mas em quadro de insegurança jurídica. Ou ainda que se reduza o intervalo para refeição, como também já ocorre para algumas categorias, mas sob risco de contestação judicial à frente.

Nota-se, aliás, que a possibilidade de negociação coletiva não contraria nossa ordem jurídica; ao contrário, o inciso XXVI do artigo 7º da Constituição Federal deixa claro que o “reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho” faz parte dos direitos dos trabalhadores. Isso dito, se nenhum direito é eliminado, que diferença faz a reforma?

Como notado nos exemplos acima, a principal virtude do projeto consiste em dar embasamento legal às negociações coletivas, regulando práticas em larga medida já existentes, mas que, por não serem previstas na CLT, e não terem o mesmo amparo legal que virá com as alterações propostas, davam margem a um passivo trabalhista de difícil mensuração por parte das empresas.

A falta de clareza das regras do jogo induz um comportamento defensivo. Concretamente, para escapar de potenciais conflitos, empresas preferem adiar o máximo possível a decisão de contratação, ou mesmo buscar alternativas que minimizem esse passivo.

Sob normas mais bem estabelecidas, uma vez que a economia comece a se recuperar de maneira mais sólida, inclusive no que se refere ao emprego, a tendência é de resposta mais rápida dessa variável do que seria segundo o regramento anterior, e muito possivelmente privilegiando mais a formalização do trabalho do que ocorreria sem a reforma.

Não se trata de dizer, queremos deixar claro, que a reforma trabalhista por si só tenha o poder de iniciar um forte processo de geração de empregos, mas sim que a recuperação cíclica que se avizinha deve se traduzir mais rapidamente em aumento do emprego, em particular do emprego formal, do que seria o caso se nossa legislação trabalhista permanecesse inalterada.

Estabilidade fiscal é condição necessária para o crescimento sustentado, mas precisa ser complementada por reformas que privilegiem o aumento da produtividade, para que tal crescimento se materialize. A reforma trabalhista é apenas um dos primeiros passos nessa longa jornada.

(*) Alexandre Schwartsman é ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC, é doutor em economia pela Universidade da Califórnia. Sérgio Schwartsman é bacharel em direito pela PUC-SP, pós-graduando em direito do trabalho e direito processual e sócio-coordenador da área trabalhista da Lopes da Silva & Associados.

Fonte: Folha de São Paulo/ Alexandre Schwartsman e Sérgio Schwartsman

 

 

A profissão do momento

Não sei como é hoje, mas, no passado, os pais se metiam para valer no futuro profissional dos filhos. Não importava que o garoto levasse jeito para o boxe, a taxidermia ou mesmo o corte e costura —a possibilidade de abraçar alguma dessas especialidades era mínima. Num país sem opções, o normal era que ele se voltasse para uma das três grandes carreiras: medicina, engenharia e direito. Talvez ainda seja assim.

Só temo que a crise brasileira esteja atingindo até essas profissões tradicionais. Qual é o estímulo para que um brasileirinho opte hoje pela medicina? Com a saúde pública falida, os hospitais à míngua até de gaze e a própria prática privada sofrendo os efeitos da quebradeira, por que um estudante passaria seis anos numa faculdade em tempo integral e o resto da vida buscando manter-se em dia com uma disciplina que não para de evoluir?

A engenharia, por sua vez, também não vive seus melhores dias. Depois de um boom de décadas pago com nossos recursos para alimentar um projeto de poder, envolvendo inclusive obras em distantes ditaduras, a bolha de bilhões estourou. A descoberta de que tudo isso foi feito com superfaturamentos, compra de políticos e propinas descomunais pegou as grandes empreiteiras com as calças na mão —e estas podem se dar por felizes se, depois de tudo apurado, ainda lhes restarem as calças.

Já a área do direito está com tudo. Se quiser garantir o futuro do seu filho, mande-o para a advocacia. Com as denúncias expondo um corrupto por minuto, nunca no Brasil os serviços dos advogados foram tão disputados.

Claro, nem todos terão o desafio de defender os indefensáveis —Temer, Lula, Dilma, Aécio, Cunha, Cabral (alguns deles contratam até 20 defensores)—, mas sempre lhes sobrará um Renan, uma Gleisi, um Palocci, também suculentos.

Fonte: Folha de S.Paulo – Ruy Castro

 

Redação On maio - 24 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.