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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Mais dólares entraram do que saíram do Brasil após denúncias contra Temer

Apesar da crise política deflagrada pela delação da JBS, mais dólares entraram no Brasil do que saíram na quinta (18) e na sexta-feira (19) da semana passada, dias que seguiram a divulgação da existência do áudio da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

Segundo dados do Banco Central, na quinta a entrada de dólares superou a saída em US$ 2,3 bilhões e, na sexta, em US$ 1,1 bilhão.

Os dados do fluxo cambial desta semana devem ser publicados nesta quarta (24).

De acordo com o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, é difícil determinar a razão para não haver mais saída do que entrada de dólares no mercado brasileiro nesses dias.

“É muito difícil definir o que está acontecendo em um dia no mercado de câmbio. Há muitos participantes com interesses opostos. Houve alta na taxa de câmbio, o que pode ser favorável para o exportador, que decide internalizar recursos”, afirmou.

No acumulado do mês até o dia 19, a entrada de dólares superou a saída em US$ 486 milhões.

Fonte: Folha SP

Proposta não passa no teste de seriedade

O governo Donald Trump precisa de conquistas na área de política pública, especialmente no front econômico. Ele registrou poucas sucessos significativos, fora o acordo com a Câmara dos Deputados pela derrubada do sistema de assistência médica Obamacare. Mesmo nessa esfera, falta a ideia clara do sistema que o substituiria, e qualquer proposta terá de ser aprovada por um Senado dividido quase igualmente com a oposição.

Uma maneira óbvia de avançar seria criar consenso no Congresso em torno da visão de Trump nas esferas fiscal e de gastos públicos, incluindo os cortes em gastos desnecessários prometidos reiteradamente por ele na sua campanha.

Nesta semana, o governo está divulgando o seu primeiro orçamento completo a ser enviado ao Congresso. Infelizmente, mesmo para aqueles que compartilham de suas metas, a proposta não passa no teste mínimo de seriedade. O orçamento está calcado em pressupostos de crescimento econômico altamente ambiciosos em relação às previsões independentes. Sugere cortes quase certamente impraticáveis politicamente em programas sociais. E parece conter um erro contábil básico ao incorporar os benefícios, mas não os custos de uma reforma tributária.

A incoerência interna do orçamento sugere que ele deve funcionar como um recado sobre os instintos de Trump, e não como um plano prático. Assim, ele tende a ter pouco impacto específico sobre as deliberações no Congresso.

O recado é fundamentado em três pressupostos altamente simbólicos e altamente implausíveis. O primeiro é o de que os EUA podem equilibrar seu orçamento até 2027 sem elevar significativamente os impostos. O segundo é o de que os cortes dos gastos discricionários alheios à Previdência Social e ao Medicare (a assistência médica para os maiores de 65 anos), suficientemente grandes para fazer os EUA equilibrarem o orçamento, são politicamente possíveis. Por fim, há a ideia de que a economia vai se acelerar nos próximos dez anos e gerar a arrecadação fiscal necessária para fechar o rombo.

O orçamento torna claras as metas políticas de Trump. Ao proteger a Previdência Social e o Medicare, ele está preservando os eleitores mais velhos – inclusive muitos de famílias de baixa renda – que lhe deram um apoio desproporcionalmente grande na eleição. Mas esses itens protegidos, associados aos gastos maiores com defesa, são uma parte enorme do orçamento. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) prevê que a Previdência Social e o Medicare, juntamente com os juros da dívida, responderão por 70% do aumento dos gastos federais nos próximos dez anos. Seria preciso um ataque politicamente incendiário a outros gastos com bem-estar social, incluindo os “food stamps” (vales para a compra de alimentos para a população de baixa renda) e à complementação de renda familiar, para obter a economia total pretendida por Trump.

O orçamento pressupõe que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai se acelerar para 3% ao ano até 2021 e permanecer nesse nível, mais de 1 ponto percentual acima das estimativas do CBO para o mesmo período. Não há nenhuma discussão séria sobre como isso poderia ser conseguido, a não ser um exótico exercício de contabilidade dupla, no qual os benefícios sobre a renda decorrentes de um (até agora não especificado) corte de impostos são contabilizados no orçamento, enquanto a redução de receita do próprio corte não é.

Esse orçamento quase certamente estará morto, conforme diz o clichê corrente em Washington, ao chegar no Congresso. Mesmo uma bancada republicana pouco conhecida pela fidelidade à contabilidade orçamentária rígida vai repelir essa prática do excesso de otimismo e de contagem dupla nas suas deliberações.

Ao contrário do governo Ronald Reagan, a Casa Branca de Trump criou a fama de propor políticas públicas não apenas ricas em carga ideológica como também pouco realistas. Isso vai minar sua credibilidade se e quando ele formular programas com estimativas de custos corretas para os impostos e os gastos. Trump fez um discurso revolucionário no que se refere à abrangência do governo federal dos EUA. Enquanto suas ideias não ganharem concreticidade, permanecerão na esfera do otimismo voluntarista.

Fonte: Valor

Lenín Moreno assume como presidente do Equador

Promessa do novo presidente é de aprofundar mudanças propostas pelo ‘socialismo do século 21’ de Rafael Correa.

O novo presidente do Equador, Lenín Moreno, tomou posse do cargo nesta quarta-feira (24) para o mandato 2017-2021 em uma cerimônia na Assembleia Nacional diante de centenas de convidados. Moreno prestou juramento ao presidente do Parlamento, o governista José Serrano, e recebeu a faixa de seu agora antecessor, Rafael Correa.

A Assembleia Nacional, em Quito, foi o palco da transferência de poderes entre Correa e Moreno, que em 2 de abril derrotou o conservador Guillermo Lasso no segundo turno das eleições. Após a posse de Moreno, Serrano tomou o juramento do vice-presidente Jorge Glas Espinel, que permanece no cargo.

Lenín Moreno assume com o objetivo de fazer avançar o modelo de esquerda conhecido como socialismo do século XXI, seguindo o rastro de Correa.

Moreno, de 64 anos e que sofre de paraplegia, foi empossado num Congresso unicameral, controlado pelo oficialismo – na presença de uma dúzia de presidentes latino-americanos.

‘Aprofundar mudanças’

Formado em Administração Pública, Moreno argumenta que “a paixão pela vida nos obriga a aprofundar as mudanças alcançadas, defender os avanços sociais”, conforme estabelece seu programa de governo.

Impulsionado pelo boom do petróleo, Correa privilegiou o investimento e a equidade social, mantendo os subsídios ao combustível e à eletricidade durante a década de sua “revolução cidadã”, que agora enfrenta dificuldades econômicas.

A dívida externa subiu 150% (para 25,6 bilhões de dólares, 26,3% do PIB) na última década, segundo dados oficiais. A economia encolheu 1,5% em 2016 e o preço do petróleo, o principal produto de exportação, caiu de US$ 98 por barril em 2012 para 35 em 2016. No primeiro trimestre deste ano, o preço aumentou para US$ 45 o barril.

Modelo em crise

O modelo Correa, baseado em um Estado investidor e disciplinador da sociedade, está “em crise” e “requer uma bonança econômica para se sustentar”, aponta Pablo Ospina, analista da Universidade Andina Simon Bolívar em Quito.

Para o cientista político Simón Pachano, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) em Quito, as perspectivas para Moreno “são difíceis, especialmente sobre a situação econômica”, que levou o país à recessão nos últimos trimestres.

No entanto, as expectativas das classes mais pobres seguem intactas. “Espero que Lenín me ajude a ter minha casa. Não quero tudo dado, preciso de facilidades para pagar”, disse à agência AFP Trellas Isabel, de 61 anos.

Moreno pretende alcançar uma economia sustentada na eficiência e uma gestão adequada dos recursos, de modo a sustentar a justiça social e equidade fiscal.

O novo presidente anunciou na terça-feira a composição do seu gabinete, integrado por empresários, líderes sociais e funcionários de Correa, como María Fernanda Espinosa e Miguel Carvajal, que serão chanceler e ministro da Defesa, respectivamente.

Moreno, que eliminou seis ministérios coordenadores como o de Política Econômica, entregou a pasta das Finanças a Carlos De la Torre, ex-assessor do Banco Central, e de Hidrocarbonetos a Carlos Pérez, ex-executivo da empresa petrolífera americana Halliburton.

A oposição recuperou terreno na última eleição, aumentando sua presença no Parlamento, onde o governo deixa de ter a maioria qualificada de dois terços para reformar a Constituição. O oficialismo dispõe agora de uma maioria frágil de 74 cadeiras, contra 100 do período 2013-2017.

Fonte: G1

Redação On maio - 24 - 2017
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