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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Crise pode ameaçar recuo da Selic, diz IIF

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) avaliou que o atraso na implementação de reformas no Brasil poderá reduzir o apoio do mercado, ameaçar o ciclo de afrouxamento monetário e exigir esforços adicionais para o país retomar o crescimento econômico.

“A nova rodada de incertezas poderá atrasar a reforma da Previdência e a trabalhista, que exigem ação do Congresso”, constatou Martin Castellano, chefe-adjunto para a América Latina da instituição. Na avaliação dele, a nova onda de tumultos políticos no Brasil, com novas revelações de corrupção, coloca em risco as perspectivas de crescimento. “A instabilidade política foi um fator chave por trás da vagarosa recuperação”, disse Castellano.

Segundo ele, as novas alegações de irregularidades envolvendo políticos que têm papel chave no Executivo e no Congresso podem ter duas implicações para o crescimento econômico do país. A primeira é “uma incerteza exacerbada e uma resistência social a medidas de austeridade no curto prazo”. A segunda é a elevação das perspectivas de um político populista vencer as eleições no ano que vem, dado o crescimento da frustração popular com os partidos tradicionais.

O IIF apontou ainda fatores que indicam que a instabilidade política está afetando negativamente a economia brasileira, como o baixo investimento em produtos industriais duráveis, apesar da elevação do sentimento de confiança no mercado, antes da delação da JBS, e da performance alta das exportações brasileiras. Outros fatores são a queda do crédito e a elevação do desemprego para 13,7%, em março. O instituto mencionou ainda a baixa expectativa de médio prazo no mercado, apesar de as reformas terem avançado no período anterior à revelação da delação da JBS.

Fonte: Valor / ABinee

Em 12 meses, IPCA-15 fica em 3,77% e reforça cenário de desaceleração de preços

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), acelerou para 0,24% após ter avançado 0,21% em abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta no mês, a taxa manteve a trajetória de desaceleração no acumulado em 12 meses, reforçando o cenário de que os preços estão sob controle, ao passar de 4,41% em abril para 3,77% em maio. É a menor taxa em 12 meses desde os 3,71% de julho de 2007, além de estar consideravelmente abaixo da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central (BC).

Apesar de mais elevada do que a de abril, a taxa de maio foi a menor para o mês desde 2000, quando houve variação de 0,09%. O resultado foi um pouco maior que a média de 0,22% das projeções colhidas pelo Valor Data. Em maio, o principal impacto veio de remédios, cujos preços subiram 2,08%.

O grupo alimentos e bebidas, que representa cerca de 25% de todo o IPCA-15, subiu 0,42% em maio, acima do 0,31% do mês anterior. Produtos como batata-inglesa (16,08%), tomate, (12,09%) e cebola (9,15%) ficaram mais caros.

Para um horizonte de médio e longo prazo, o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Alves de Melo, vê um cenário de desinflação disseminado, com o índice oficial fechando o ano em 3,9%. Ele também aponta para o nível relativamente baixo do índice de difusão, que mostra o percentual de itens em alta no mês. Ele opera em um patamar semelhante ao de 2006, quando a inflação fechou o ano em 3,14%. Naquele ano, a média do índice de difusão foi de 55%, na série dessazonalizada. Segundo a Icatu Vanguarda, em maio o índice de difusão do IPCA-15 foi de 55,5% e, na média dos cinco primeiros meses do ano, está em 54,3%, com ajuste sazonal.

Já a crise política desencadeada em Brasília gerou um risco adicional para pressionar os preços, o câmbio, mas por enquanto com efeito limitado. “O maior risco seria o câmbio ir para um patamar pior do que está agora. Do jeito que está não tem risco para inflação, o cenário é bastante benigno”, diz Melo.

Outra questão é saber até que ponto a crise política pode afetar o andamento das reformas no Congresso Nacional, como a da Previdência e a trabalhista, e como isso vai afetar as perspectivas dos agentes econômicos e a expectativa de inflação para frente.

Medidas que procuram eliminar ou reduzir a influência dos itens mais voláteis, os núcleos do IPCA-15 subiram um pouco, mas continuaram em níveis confortáveis. A média dos três principais núcleos passou de 0,3% em abril para 0,34% em maio, um número bem abaixo do 0,96% registrado em maio de 2016, segundo o Goldman Sachs. Em 12 meses, houve queda de 5,55% em abril par 4,9% em maio.

Em relatório, a Rosenberg Associados alerta para a pressão que os preços administrados podem começar a ter no indicador daqui para a frente. Esse grupo, segundo os analistas da consultoria, registrou aceleração entre abril e maio, de 0,06% para 0,29%. Para a Rosenberg, “os preços administrados passam a ser o risco à descompressão, haja vista a mudança do patamar das bandeiras tarifárias de energia elétrica e a pouca previsibilidade do preço da gasolina”.

Ontem, o comitê de acompanhamento macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) cortou sua estimativa para o IPCA do mês de maio fechado de 0,5% para 0,48%.

Fonte: Valor

Meirelles minimiza impactos da crise política

Sem mencionar a palavra crise, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou ontem a possibilidade da turbulência que atinge o Planalto comprometer o avanço dos ajustes econômicos. Segundo ele, há certo consenso hoje de que o ajuste em curso nas contas públicas e o controle da inflação devem continuar.

— Não há incertezas sobre a política econômica — disse Meirelles, em palestra a empresários do setor de infraestrutura, durante seminário, ontem, em São Paulo.

O ministro usou uma metáfora para reforçar a importância da melhora nas condições estruturais da economia para que o país retome o caminho do crescimento:

— No mar, há o movimento das ondas de superfície e as correntes das profundezas. O que interessa são as correntes das profundezas, não as ondas da superfície.

Meirelles citou a inclusão do teto dos gastos públicos na Constituição e o “endereçamento” das questões previdenciária e trabalhista, por meio das propostas que estão no Congresso, como trunfos para que o país siga, de maneira sustentada, “a trajetória de crescimento já iniciada”.

— A última coisa que precisamos agora é começar a ter problemas na economia por causa das questões que estão sendo debatidas na arena política — disse o ministro, que deixou o evento sem falar com os jornalistas.

‘NOVO CICLO DE CRESCIMENTO’
Durante sua apresentação, Meirelles defendeu a necessidade de o Congresso seguir com a pauta das reformas. Segundo ele, em 2015 e no início de 2016 o Brasil viveu “a mais longa e mais profunda recessão na economia, não por questões políticas, mas por problemas na política econômica”:

— O país tem hoje condições diferentes das que tinha antes. Temos hoje na Constituição o teto dos gastos (…). O país tem hoje outra estrutura e está construindo o caminho para um novo ciclo de crescimento.

Meirelles contou ainda que, em conversa telefônica com investidores na segunda-feira, ficou “evidente” a existência de um “consenso” de que a inflação está controlada e os juros continuarão caindo, com os gastos controlados.

Meirelles voltou a falar que a queda da inflação já aumentou em termos reais a massa salarial e que o endividamento das empresas e das famílias está em queda. E reafirmou a projeção de que o PIB vai crescer 0,5% em 2017.

— A média do ano será essa, porque o PIB caiu muito em 2016, mas o PIB marginal é bem maior — disse.

‘NÃO HÁ PARALISIA NO GOVERNO’
Um pouco antes de Meirelles, no mesmo evento, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o país não pode parar e que a mobilização em torno das reformas deve ser mantida para que o ajuste fiscal avance. Sem mencionar a crise política, ele insistiu que o governo não está parado.

— O Brasil não pode parar, temos de continuar organizados pelas reformas e pela retomada do crescimento — disse Oliveira, acrescentando: — O governo está trabalhando. Não há nenhuma paralisia no governo federal.

Para reforçar, Oliveira citou reunião ocorrida na segunda-feira, em Brasília, que definiu a Medida Provisória que tratará do escalonamento do pagamento das outorgas dos aeroportos privatizados. A MP deve beneficiar sobretudo os terminais concedidos durante o governo Dilma Rousseff, como Guarulhos e Galeão.

Murilo Portugal, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), também defendeu a importância das reformas continuarem, independentemente das incertezas políticas.

— É importante que as reformas trabalhista e previdenciária saiam qualquer que seja o resultado do processo político e jurídico pelo qual o país está passando. O Congresso prestará um grande serviço se não paralisar as reformas — comentou Portugal.

Fonte: O Globo

Transações correntes têm melhor desempenho para abril desde 2007

 Após o superávit de US$ 1,397 bilhão em março, o resultado das transações correntes ficou positivo em US$ 1,153 bilhão em abril. Este total representa o segundo superávit mensal consecutivo e o melhor resultado para abril desde abril de 2007, quando somou US$ 1,744 bilhões. O BC projetava para abril um superávit em conta de US$ 1,4 bilhão.

O resultado do mês passado ficou levemente pior que a mediana positiva de US$ 1,200 bilhão apontada pelo levantamento realizado pelo Projeções Broadcast com 21 instituições, que ia de um superávit de US$ 700 milhões a superávit de US$ 2,400 bilhões. A estimativa do BC é de que o rombo externo de 2017 seja de US$ 30,0 bilhões.

A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 6,742 bilhões em abril, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,515 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária em US$ 3,227 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou no azul em US$ 1,746 bilhão.

No acumulado do ano até abril, o rombo nas contas externas soma US$ 3,500 bilhões.

Já nos últimos 12 meses até abril deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 19,845 bilhões, o que representa 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o menor porcentual em relação ao PIB desde abril de 2008.

Os dados sobre o setor externo divulgados hoje pelo Banco Central referem-se a abril e, por isso, ainda não foram impactados pelo aumento do risco político no Brasil, após delação premiada da JBS atingir o governo Michel Temer.

Investimento direto. Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 5,577 bilhões em abril. O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast com instituições financeiras, que iam de US$ 4,460 bilhões a US$ 6,200 bilhões, com mediana de US$ 5,200 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de março indicaria entrada de US$ 4,8 bilhões no mês passado.

No acumulado de 2017 até abril, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo soma US$ 29,350 bilhões. Já a estimativa do BC para este ano é de US$ 75,0 bilhões de IDP.

No acumulado dos últimos 12 meses até abril deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 84,691 bilhões, o que representa 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os dados sobre o setor externo divulgados hoje pelo Banco Central referem-se a abril e, por isso, ainda não foram impactados pelo aumento do risco político no Brasil, após delação premiada da JBS atingir o governo Michel Temer.

Lucros e dividendos. A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 944 milhões em abril, informou há pouco o Banco Central. A saída líquida representa um volume maior do que os US$ 579 milhões que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos.

No acumulado de janeiro a abril deste ano, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 6,143 bilhões. O total é superior ao registrado em igual período do ano passado, quando as remessas foram de US$ 4,770 bilhões. A expectativa do BC é de que a remessa de lucros e dividendos deste ano some US$ 26,5 bilhões.

O BC informou também que as despesas com juros externos somaram US$ 2,301 bilhões em abril, ante US$ 1,379 bilhão em igual mês do ano passado. No acumulado do ano, essas despesas alcançaram US$ 8,762 bilhões, valor maior que os US$ 7,151 bilhões de igual período do ano passado. Para este ano, o BC projeta pagamento de juros no valor de US$ 21,4 bilhões.

Fonte: Estadão / Infomet

 

 

Comércio tem pior abril em 12 anos

O comércio do Rio repete mais um mês de queda nas vendas. Em abril, a movimentação no varejo carioca caiu 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Trata-se do pior resultado do mês desde 2005.

Os índices fazem parte da pesquisa mensal Termômetro de Vendas, do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). A entidade ouviu 750 estabelecimentos comerciais da cidade.

Segundo o levantamento, já são quatro meses consecutivos de resultados negativos no comércio carioca. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, as vendas também caíram 8,7% em relação ao primeiro quadrimestre de 2016.

“Esse clima de insegurança afasta o consumidor das compras e o empresário de fazer investimentos. Além disso o mês de abril também foi influenciado pelos feriados da Sexta-Feira Santa e de Tiradentes, que também caiu numa sexta-feira, resultando em dois fins de semana prolongados”, diz o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves.

A pesquisa mostra também que todos os setores do chamado Ramo Mole (bens não duráveis) e do Ramo Duro (bens duráveis) apresentaram resultados negativos na comparação entre os mesmos meses de 2017 e 2016. As maiores quedas no faturamento no Ramo Mole foram registradas nos segmentos de Tecidos (-10,3%), Calçados (-7,3%%) e Confecções (-6,5%). Já no Ramo Duro, Óticas (-12,1%), Móveis (-11,1%), Joias (-10,2%) e Eletrodomésticos (-8%) tiveram os maiores recuos.

Além disso, os faturamentos das lojas conforme a localização dos estabelecimentos foram todos negativos. No Ramo Mole as lojas do Centro venderam menos 18%, as da zona sul observaram queda de 8,3% e as da zona norte registraram diminuição de 2,9%. No Ramo Duro as lojas do Centro, da zona sul e da zona norte venderam menos 10,8%, 9,2% e 7,2%, respectivamente.

Violência

Em relação aos episódios de violência na madrugada de segunda, quando 14 lojas da Rua Senador Pompeu (na região da Central do Brasil) foram arrombadas e roubadas, o CDLRio diz que enviará ofício à Secretaria estadual de Segurança. O documento solicita providências em relação ao aumento de segurança para o comércio carioca.

“Estamos solicitando providências não só em relação aos assaltos aos estabelecimentos na Central, mas também em relação à segurança do comércio no Rio como um todo. Infelizmente é só o que podemos fazer”, lamenta Gonçalves.

O executivo diz que ainda não há como calcular os prejuízos dos comerciantes da região. Mas ressalta que todo o varejo carioca sente os efeitos da falta de segurança.

“Não é só aquele assalto que interfere no comércio do Rio. Temos casos de arrombamento de lojas em diversos pontos da cidade, sem falar na violência de rua, que afujenta o consumidor”, diz.

Ontem (23), enquanto lojistas contabilizavam as perdas, o policiamento estava reforçado na Senador Pompeu. Muitas viaturas e agentes da PM transitaram durante o dia no local.

Sobre as críticas de comerciantes quanto à demora na ação da PM, a corporação informou, por e-mail, que “o comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Wolney Dias Ferreira, avaliou como insuficiente a resposta dos policiais do 5ºBPM à ação de criminosos. Já foi determinado que a Corregedoria da Corporação faça minuciosa apuração dos fatos. A região já conta com policiamento intensificado pelo 5ºBPM e UPP Providência”, consta na nota.

Fonte: DCI

Crise política já afeta dia a dia de empresas e adia tomada de decisões

Exatamente no momento em que as empresas começavam a recuperar o fôlego após dois anos seguidos de recessão, a delação dos executivos da JBS, que envolveu o presidente Michel Temer, jogou o Brasil em uma nova onda de incerteza. A consequência imediata, apurou o ‘Estado’, foi a paralisia em acordos que estavam para ser fechados – como fusões e renegociações de dívidas – e a suspensão de projetos de abertura de capital. Em um período em que as vendas começavam a se reanimar, empresas também já sentiram os primeiros impactos negativos em seu dia a dia.

O presidente da fabricante de MAN/Volkswagen no Brasil, Roberto Cortes, desistiu de participar de uma reunião de acionistas na matriz da fabricante de ônibus e caminhões, na Alemanha. “Achei melhor ficar aqui, acompanhar a situação e continuar o trabalho para a recuperação do mercado”, disse.

Na agência de viagens CVC, a ordem é garantir que a equipe esteja focada nas vendas. “É claro que a alta do dólar afeta um pouco o passageiro internacional, mas não temos de perder tempo pensando no governo. Aqui é ‘varejão’, abrimos a lojinha todo dia”, disse Luiz Falco, presidente da agência de viagens, que fechou a aquisição do Grupo Trend, por R$ 258 milhões, no início deste mês. “Temos mostrado resistência à crise, tanto que crescemos entre 5% e 6% nos últimos anos, mas claro que a situação não é um passeio no parque.”

‘Bomba atômica’. Falco percebeu a nova crise política de forma imediata – ele participava de um evento do Itaú, em Nova York, ao lado de outros executivos brasileiros, e disse que o comportamento dos investidores sobre o País mudou da água para o vinho. “Estava todo mundo otimista e, de repente, explodiu uma bomba atômica. Teve gente desmarcando reunião”, disse. “E tem estrangeiro com o dedo no gatilho para investir no Brasil.”

Embora tenha sentido um impacto direto nas vendas após a divulgação da delação dos irmãos Batista, da JBS, o presidente e sócio da Kalunga, Roberto Garcia, afirmou que a verdade sobre a política brasileira precisa continuar a vir à tona. “É claro que não é bom para economia, especialmente no curtíssimo prazo, mas acho que temos de saber de tudo o que está se passando”, disse. “A política brasileira está parecendo série da Netflix, sempre tem um capítulo novo.”

A situação é de cautela mesmo para empresas como a Bayer, que atua em dois dos setores que menos foram afetados pela crise até o momento, como medicamentos e agronegócio. Para o presidente da multinacional alemã Bayer no Brasil, Theo Van der Loo, o cenário brasileiro voltou a ficar turvo. “É difícil ainda saber o impacto da crise. E não é o momento para a tomada de decisões importantes.”

Na opinião de Ricardo Knoepfelmacher, da RK Partners, especializada em recuperação de empresas – e que trabalha para companhias como a construtora PDG e a Bombril, por exemplo –, o Brasil viverá um “hiato” de tomada de decisões enquanto a situação política não se resolver. “Tudo depende do tempo em que vão durar essas incertezas.” A tendência, segundo Ricardo K., é que os ativos brasileiros se desvalorizem, abrindo a chance de investidores estrangeiros aproveitarem essas oportunidades.

Longa espera. A tão aguardada recuperação econômica, que já vinha sendo celebrada, pode ser adiada até o ano que vem, segundo Alexandre Bertoldi, sócio-gestor da Pinheiro Neto Advogados, que assessora grandes processos de fusões e aquisições. “O Brasil estava dando sinais de recuperação. Mas as operações de mercado de capitais vão parar durante esse período de volatilidade – e tinha muita coisa engatilhada”, afirmou Bertoldi. “Os investimentos em infraestrutura vão sofrer um atraso enorme. Dependendo do que acontecer, (o retorno do crescimento) fica abortado até 2018.”

Para Moacir Zilbovicius, sócio do Mattos Filho, ainda é cedo para dizer que o ano de 2017 está perdido, embora ele acredite que várias decisões de negócios vão ficar em “stand-by”. “Acho natural, neste momento, entender melhor para onde o mercado vai. É um intervalo de um jogo de futebol. Virá um segundo tempo”, disse Zilbovicius, que também assessora importantes fusões e aquisições. “Havia uma sinalização de estabilidade. Os investidores que conhecem o Brasil e estão aqui conseguem interpretar melhor. Já os que não conhecem o mercado brasileiro não vão entrar nesta hora.”

Fontes ouvidas pelo Estado afirmaram que neste atual momento de incertezas o Brasil voltou a ficar barato – e é nesse vácuo que entrarão investidores menos avessos a riscos.

TRÊS PERGUNTAS PARA….

Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC

1. Os planos de expansão da CVC estão sendo afetados pela crise?

Estamos abrindo novas lojas em cidades menores. No domingo, inaugurei uma nova unidade em São Pedro (interior de São Paulo), que tem apenas 37 mil habitantes. Temos hoje 1,2 mil lojas e acreditamos que podemos manter o ritmo de cem novas unidades por ano, até atingirmos 1,8 mil. Nosso foco atual é de cidades com população entre 50 mil e 150 mil habitantes.

2. Mas o cenário não ficou mais preocupante na última semana?

Nós continuamos a trabalhar, a fazer promoção, em qualquer cenário, com reformas, sem reformas, com Temer ou sem Temer. É claro essa situação que é um vento contra, e a gente sempre prefere que o vento esteja a favor.

3. E qual deve ser a prioridade neste momento?

Todos querem ver as reformas trabalhista e previdenciária saírem do papel, sem mudanças no ministério. Tem de desvincular a economia da figura do presidente. As reformas são o mais importante, importam mais do que quem é o presidente. Contanto que as reformas saiam, podemos ter uma gestão do presidente do Corinthians.

Fonte: O Estado SP

Governo enviará nova MP do Refis em até 15 dias

O líder do governo no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou nesta terça-feira ao Estado/Broadcast que o Planalto vai deixar caducar a medida provisória (MP) que institui o Programa de Regularização Tributária, o chamado Refis. Segundo o parlamentar, o governo deve enviar uma nova MP nesse sentido em até 15 dias.

A MP do Refis perde a validade no próximo dia 1º de junho e ainda precisaria passar pela Câmara e Senado. Diante do impasse em relação ao texto da proposta aprovado em comissão mista no Congresso, o governo decidiu deixar a MP caducar e negociar um novo texto, com novas alíquotas de juros e multa e um novo prazo de parcelamento das dívidas.

Na Câmara, pelo menos outras oito MPs também perdem a validade até o início de junho. Entre elas, a que autoriza o saque de contas inativas do FGTS, que está sendo votada nesta terça-feira, 23, no plenário da Casa.

O governo já admite que não conseguirá votar todas elas e que, por isso, deve enviar novas MPS no mesmo sentido.

Fonte: O Estado SP

Prévia da inflação fica abaixo de 4% pela 1ª vez em dez anos

Pela primeira vez em quase dez anos, a prévia da inflação oficial ficou abaixo de 4%, no acumulado em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) encerrou maio em 3,77% nesse tipo de comparação. É o menor nível desde julho de 2007, quando o indicador havia ficado em 3,71%. Assim, ele se mantém abaixo do centro da meta de inflação do governo, que é de 4,5%.

O resultado é positivo para a continuação do ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central — processo que desde a semana passada tem sido questionado diante da incerteza política instaurada com a divulgação da delação de Joesley Batista, dono da JBS, que atingiu o presidente Michel Temer.

Na passagem de abril para maio, o IPCA-15 registrou alta de 0,24%, inferior aos 0,86% registrados no mesmo mês do ano passado. O número veio ligeiramente acima da expectativa de analistas de mercado. Segundo a Bloomberg, economistas estimavam um resultado de 0,20% para o IPCA-15 do mês; e de 3,73% em 12 meses. No acumulado do ano até maio, o IPCA-15 ficou em 1,46%.

— Do ponto de vista da política monetária, a inflação está sob controle. A prova disso é a taxa de 12 meses quase fechando o primeiro semestre de 2017 abaixo de 4,5%. Isso está em linha com o que esperamos para este ano — afirma André Braz, economista do IBRE/FGV. — Agora, o cenário político cria algumas incertezas, pois mexe com a taxa de câmbio, agências de risco que podem aumentar o risco de obter investimentos no Brasil. Isso tudo pode criar uma rigidez maior à queda inflação, mas acho que será moderada.

REMÉDIOS PUXAM ALTA NO MÊS
Segundo Marcio Milan, economista da Tendências Consultoria, apesar dos eventos políticos recentes, a expectativa é que o BC mantenha o processo de redução da Selic. A consultoria prevê corte de 1 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana.

— Os eventos reforçam que o momento é de incerteza e, nesses casos, cabe uma postura mais cautelosa da autoridade monetária — afirma Milan.

O grupo que teve mais impacto no índice de maio, pelo segundo mês consecutivo, foi Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 0,84%. Essa influência foi puxada pela alta de 2,08% nos preços de remédios. O grupo Vestuário teve alta de 0,74%, e os alimentos e bebidas avançaram 0,42% em maio. As principais altas foram registradas nos preços da batatainglesa (16,08%), tomate (12,09%) e cebola (9,15%). Já outros itens, como óleo de soja, açúcar cristal e feijão carioca registraram queda de 5,81%, 3,03% e 2,52%, respectivamente.

Fonte: O Globo

 

Redação On maio - 24 - 2017
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