Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Crise política prejudica indústria do Amazonas

As previsões de crescimento da indústria para o segundo semestre deste ano “pisaram no freio”. O motivo são os diversos escândalos políticos envolvendo grandes empresários, senadores e o próprio presidente da República, Michel Temer (PMDB).
O momento de indecisão, além de estagnar o ritmo de produção no Polo Industrial de Manaus (PIM), poderá trazer um cenário com pouca oferta de empregos, é o que avaliam representantes da indústria no Amazonas.
Para o economista e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), presidente do Conselho Regional do Economia (Corecon), Nelson Azevedo, a perspectiva que existia de crescimento na economia deve continuar, entretanto, os recentes acontecimentos políticos e econômicos podem impactar no
pleno desenvolvimento.
De acordo com o especialista, o quadro político brasileiro mudou muito, mas a esperança de que as coisas estavam começando a melhorar diminuiu. Em alguns setores, por exemplo, neste momento ninguém tem o mesmo otimismo e visão que vinha tendo. “Essa indecisão tem um impacto muito forte no setor econômico. Neste momento, eu vejo que temos que ter um pouco de cautela. De repente, pode nada acontecer de mudança no comando do Brasil e nós continuarmos com um bom desempenho nas fábricas”, afirmou.
 
Impactos
Mas, conforme Nelson Azevedo, todos os fatores determinantes da crise estão presentes e muito pior do que eram. O economista explicou que, quando o mandatário maior, ou seja, o presidente Michel Temer, está envolvido em todos os escândalos políticos, há um impacto negativo na indústria, no comércio e no serviço, influenciando diretamente no resultado do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o vice-presidente do Fieam, o cenário é de indecisão e incerteza, justamente no momento em que o desemprego havia dado uma freada em alguns setores – quando no mês passado havia um crescimento em empregos no âmbito nacional de, aproximadamente, 70 mil novas contratações, sendo a maior parte dentro do agronegócio. “Temos que esperar o que vai acontecer. Haverá uma reunião em Brasília, na reunião da diretória da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e vamos verificar quais serão as orientações”, explicou o economista.

Fonte: Em Tempo / Abimaq

 

 

Setor de máquinas e equipamentos agrícolas cresce no país que concentra parques industriais modernos e competitivos

O Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) acaba de ganhar a primeira fábrica de tratores Farmtrac no Brasil. São 20 mil metros quadrados de área construída, num total de 60 mil metros quadrados, e capacidade para produzir até 200 tratores por mês. O investimento foi de R$ 50 milhões e deve gerar cerca de 250 empregos diretos na região.
A escolha da empresa de se instalar no município goiano não foi aleatória. Trata-se de um setor que, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tem previsão de crescimento de 10,7% na produção e 13% nas vendas. Nada mal em um ano em que a economia brasileira, na melhor das hipóteses, vai crescer 0,5%. A mecanização da produção não é um privilégio da agricultura empresarial. Dos grandes produtores aos agricultores familiares, todos estão utilizando mais máquinas, que são cada vez mais produtivas. “E ainda temos um potencial muito grande de crescimento”, assegurou a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade.
De acordo com Ana Helena, o Brasil, diferente de outros países produtores, não tem apenas uma safra anualmente. “Já temos duas safras e estamos caminhando para a terceira. Isso ocasiona um maior desgaste das máquinas. Ainda temos muita área cultivável e a expansão agrícola aumenta a necessidade de mais maquinário. Além disso, apesar de todo o crescimento do mercado, ainda temos um índice muito baixo de mecanização, similar ao da França, que tem área e produção muito menores que a do Brasil”, avaliou Andrade.
O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Pedro Estevão Bastos, concorda com Ana Helena. Para a ABIMAQ, a previsão de crescimento do setor para 2017 é de 15%, com valores da ordem de R$ 14 bilhões. Segundo ele, os parques industriais do setor no Brasil estão entre os mais modernos do mundo. “Não é fácil entrar no mercado brasileiro. As três maiores multinacionais do setor já estão aqui. Os estrangeiros são grandes fabricantes para a agricultura de clima temperado, mas fazer a adaptação para a agricultura tropical não é tão simples”, explicou Bastos.
 
Novidade
Para alcançar sua fatia do mercado, a estratégia da FMB está definida em duas etapas: a primeira, com a importação e a venda dos tratores poloneses Farmtrac; e a segunda, com a produção e a consequente nacionalização das máquinas para sua distribuição em todo o território nacional. “Nosso objetivo é começar a importar e vender uma média de 50 tratores ao mês e, com a nacionalização, triplicar o número, garantindo uma saída de 150 a 200 máquinas da fábrica”, revelou o diretor comercial da FMB, Luciano Petroski.
Na segunda fase do projeto, as máquinas serão produzidas utilizando apenas o trem de força importado, ampliando a linha de produtos. Também faz parte dessa etapa a diversificação do portfólio, com tratores de pequeno porte, a partir de 22 cv, que atenderão culturas de frutas, café e cana-de-açúcar. “Estamos entre os 10 maiores do mundo.
 Nosso diferencial é um produto de qualidade com preço competitivo”, explicou Petroski. Entre as vantagens da marca, estão o menor custo operacional, a praticidade no manuseio e o menor raio de giro, fator que favorece o trabalho em propriedades pequenas.
Com menos de dois meses no mercado, a empresa já participou de feiras agropecuárias em Rio Verde (GO), Palmas (TO) e Brasília (DF). “Estou animado. O montante de negócios superou as expectativas e conseguimos parceiros para abrir mais de 20 revendas”, contou Petroski ao final da participação na AgroBrasília. O empresário acrescentou sua satisfação com a feira da capital federal e garantiu sua participação na próxima edição, no ano que vem.
 
Financiamento
Dentro dos programas de financiamentos de investimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a aquisição de máquinas e implementos agrícolas teve significativo incremento na atual safra, já tendo sido contratados R$ 6,2 bilhões — de julho de 2016 a abril de 2017 —, frente aos R$ 3,6 bilhões do ciclo anterior — julho de 2015 a abril de 2016. E essa demanda continua aquecida e com atendimento assegurado para crédito via Moderfrota. “A expectativa é chegar a R$ 9 bilhões até o fim da safra, em junho”, revelou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. Com 8,5% de juros ao ano, o Moderfrota deve financiar a compra de mais de 50 mil equipamentos agrícolas nesta safra.

Fonte: Correio Braziliense, Agro News

 

 

 

Produção com mais tecnologia

O Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) acaba de ganhar a primeira fábrica de tratores Farmtrac no Brasil. São 20 mil metros quadrados de área construída, numa área total de 60 mil metros quadrados, e capacidade para produzir até 200 tratores por mês. O investimento foi de R$ 50 milhões e deve gerar cerca de 250 empregos diretos na região. A escolha do negócio não foi aleatória. Trata-se de um setor que, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tem previsão de crescimento de 10,7% na produção e 13% nas vendas. Nada mal em um ano em que a economia brasileira, na melhor das hipóteses, vai crescer 0,5%.
A mecanização da produção não é um privilégio da agricultura empresarial. Dos grandes produtores aos agricultores familiares, todos estão utilizando cada vez mais máquinas, que são cada vez mais produtivas. “E ainda temos um potencial muito grande de crescimento”, assegurou a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade. De acordo com ela, o Brasil, diferente de outros países produtores, não tem apenas uma safra anual. “Já temos duas safras e estamos caminhando para a terceira. Isso ocasiona um maior desgaste das máquinas. Ainda temos muita área cultivável e a expansão agrícola aumenta a necessidade de mais maquinário. Além disso, apesar de todo o crescimento do mercado, ainda temos um índice muito baixo de mecanização, similar ao da França, que tem área e produção muito menores que a do Brasil”, avaliou Andrade.
O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Pedro Estevão Bastos, concorda com Andrade. Para a ABIMAQ, a previsão de crescimento do setor para 2017 é de 15%, com valores da ordem de R$ 14 bilhões. De acordo com ele, os parques industriais do setor no Brasil estão entre os mais modernos do mundo. “Não é fácil entrar no mercado brasileiro. As três maiores multinacionais do setor já estão aqui. Os estrangeiros são grandes fabricantes para a agricultura de clima temperado mas fazer a adaptação para a agricultura tropical não é tão simples”, explicou Bastos.
NOVIDADE Para alcançar sua fatia do mercado, a estratégia da FMB, empresa brasileira de máquinas e implementos do Grupo Meimberg, que nasceu de recente parceria com o Grupo indiano Escorts, está definida em duas etapas: a primeira, com a importação e venda dos tratores poloneses Farmtrac; e a segunda, com a produção e consequente nacionalização das máquinas para sua distribuição em todo o território nacional. “Nosso objetivo é começar a importar e vender uma média de 50 tratores ao mês e com a nacionalização, triplicar o número, garantindo uma saída de 150 a 200 máquinas da fábrica”, revelou o diretor comercial da FMB, Luciano Petroski.
Na segunda fase do projeto, as máquinas serão produzidas utilizando apenas o trem de força importado, ampliando a linha de produtos. Também faz parte desta etapa a diversificação do portfólio, com tratores de pequeno porte, a partir de 22cv, que atenderão culturas de frutas, café e cana-de-açúcar. “Estamos entre os 10 maiores do mundo. Nosso diferencial é um produto de qualidade com preço competitivo”, explicou Petroski. Dentre as vantagens da marca, estão o menor custo operacional, a praticidade no manuseio e o menor raio de giro, fator que favorece o trabalho em propriedades pequenas.
Com menos de dois meses no mercado, a empresa já participou de feiras agropecuárias em Rio Verde (GO), Palmas (TO) e Brasília (DF). “Estou animado. O montante de negócios superou as expectativas e conseguimos parceiros para abrir mais de 20 revendas”, contou Petroski ao final da participação na AgroBrasília. O empresário acrescentou sua satisfação com a feira da capital federal e garantiu sua participação na próxima edição, no ano que vem.
Dentro dos programas de financiamentos de investimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a aquisição de máquinas e implementos agrícolas teve significativo incremento na atual safra, já tendo sido contratados R$ 6,2 bilhões – de julho de 2016 a abril de 2017 –, frente os R$ 3,6 bilhões do ciclo anterior – julho de 2015 a abril de 2016. E essa demanda continua aquecida e com atendimento assegurado para crédito via Moderfrota. “A expectativa é chegar a R$ 9 bilhões até o final da safra, em junho”, revelou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. Com 8,5% de juros ao ano, o Moderfrota deve financiar a compra de mais de 50 mil equipamentos agrícolas nesta safra.
As novas tecnologias têm revolucionado o mundo e no Agronegócio não é diferente. Para Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), o novo grande salto da agricultura mundial virá por meio da incorporação de tecnologias de ponta, “acompanhada pela pesquisa e a sustentabilidade”. “Hoje, metade das startups criadas são voltadas para o Agronegócio. Precisamos dar mais atenção à formação de pessoas capazes de lidar com essas tecnologias”, alertou.
Automação e precisão são conceitos
Dentro das novas tecnologias, automação e precisão são conceitos que vem sendo incorporados à agricultura com a finalidade de aumentar a produtividade e facilitar a vida no campo. A Case IH apresentou no início do mês, na Agrishow de Ribeiro Preto, o seu trator autônomo conceito. Com mais de 300cv de potência, a máquina tem visual futurista, sem cabine, e executa as mesmas tarefas de um trator convencional, mas sem motorista, controlada remotamente por um tablet ou computador. O Brasil foi o terceiro país a conhecer o produto, que foi exibido primeiro nos EUA e depois na França, e ainda não tem data para comercialização.
O objetivo desse trator autônomo é aumentar a produtividade e a precisão na atividade agrícola, permitindo inclusive a operação durante 24 horas. Ele conta com múltiplas câmeras e GPS e usa o sistema LiDAR (Light Detection And Ranging), que é uma tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz refletida a fim de obter a distância em relação a um determinado objeto distante. Dessa forma, ele pode ser facilmente programado com mapas pelos fazendeiros, que também podem controlá-lo por meio de drones. Outra característica que chama atenção é o fato de ele identificar obstáculos e outros veículos no caminho, parando até receber novos comandos.

Fonte: Estado de Minas / Abimaq

 

 

Wago prevê expansão de 15% no ano

São Paulo – A alemã Wago, fabricante especializada em conexões elétricas e automação, está ampliando a sua capacidade instalada no Brasil, de olho no potencial do mercado no longo prazo. Para 2017, a empresa prevê crescimento de 15%.

Apesar dos planos, a companhia enxerga o cenário político brasileiro com cautela. “A situação é grave e dificulta que o País saia da crise econômica. Porém, acreditamos no enorme potencial do mercado local, considerando o tamanho da população e a falta de infraestrutura”, afirmou ao DCI o CEO global da Wago, Sven Hohorst.

Recentemente, a empresa mudou sua sede para Jundiaí (SP). “Nesta primeira fase, ampliamos a área administrativa e triplicamos a capacidade de produção”, conta o diretor-geral da Wago Brasil, Marcos Salmi.

Ele explica que, no futuro, a companhia pode ainda aumentar em seis vezes a capacidade instalada. “Investimos cerca de R$ 20 milhões nessa nova planta e a decisão foi tomada em 2015, quando o mercado já estava em crise”, afirma. “Mas o que prevaleceu foi o pensamento de longo prazo”, complementa o executivo.

Com uma carteira ativa em torno de 1,5 mil clientes, a Wago conseguiu manter, em 2016, o mesmo faturamento do ano anterior. “Apesar da crise, tivemos um resultado estável”, conta Salmi. Antes da mudança, ele ressalta que a empresa estava produzindo acima de sua capacidade instalada. “Agora, estamos rodando em aproximadamente 85%.”

Apostas

Para crescer, a Wago está preparando o aumento da cobertura de vendas em território nacional. “Vamos fortalecer a rede de canais de vendas no País”, revela Salmi. Além disso, a empresa oferecerá novos produtos para ao menos manter o market share. “Temos ainda espaço para crescer.”

O executivo observa que, apesar do câmbio afetar as importações de insumos e as negociações com fornecedores, o aspecto que mais pesa é a instabilidade. “As constantes oscilações são muito negativas.”

Com pouco mais de 11 anos de operações no Brasil, executivos da Wago acreditam que o País irá se recuperar da crise atual. “Como somos uma empresa familiar com visão de longo prazo, acreditamos que este é o momento certo de investir”, diz Hohorst. Salmi corrobora. “Para o futuro, estamos totalmente confiantes.”
Juliana Estigarríbia

Fonte: Instituto Aço Brasil

Ford substitui CEO por executivo de inovação para “adotar o Vale do Silício”

A empresa já parecia estar interessada em carros elétricos e autônomos

A Ford acaba de fazer uma grande mudança: demitiu o CEO Mark Fields para colocar Jim Hackett, responsável pela área de inovação da companhia – a Ford Smart Mobility – no lugar. Essa é uma mensagem clara de que a companhia quer adotar a mentalidade do Vale do Silício ainda mais rápido do que já está adotando: acelerar as apostas em carros elétricos e autônomos e na transição de uma “montadora” para uma “empresa de mobilidade”.

 

A empresa já parecia estar interessada em carros elétricos e autônomos, com Mark Fields falando diversas vezes sobre o futuro da companhia como uma que prestava serviços, não apenas montava e vendia carros. Ela quer evitar o destino de empresas como Blockbuster e Kodak, que morreram pela falta de inovação.

 

Fields, porém, não conseguiu fazer o mercado entender isto: a Ford valia menos que a Tesla, mesmo produzindo 68 vezes mais carros do que a rival. O mercado não acreditava que uma companhia centenária como a Ford poderia fazer a transição que é requerida. E demitir Fields (um veterano de 30 anos da Ford) e colocar Hackett (que acaba de entrar na indústria de automóveis) no lugar é uma sinalização de que a empresa quer se auto-disruptar.

 

O conselho da Ford, efetivamente, acaba de criar duas Fords: uma antiga e uma nova. Os principais executivos apontados por Fields deverão tomar conta do negócio que já existe e Hackett vai se dedicar mais para a transição e disrupção, algo que o conselho gostaria de ter visto em Fields.

 

A Ford já estava nesta linha

O antigo CEO já sabia que a empresa precisava mudar, alertando que “todas as montadoras estão em perigo”, por conta de rivais como Google, Apple e a própria Tesla. Além de outras companhias que estavam tendo grandes avanços em novas tecnologias que estão vindo para disruptar a indústria automobilística. Até a Bosch está envolvida nisto.

 

Ainda na administração de Fields a Ford iniciou uma série de grandes mudanças, em termos de tecnologia e de mentalidade, trabalhando com startups para se adaptar ao novo mundo que está sendo criado. A companhia tem sido muito aberta em dizer que pretende construir um carro autônomo com nível de autonomia quatro até 2021 – capaz de dirigir sozinho.

 

Além disso, a empresa quer deixar de ser uma montadora para se tornar uma companhia de mobilidade urbana. Menos construção incessante de carros e mais gestão de trajetos através de novas tecnologias mobile. Isso envolve, por exemplo, a criação um aplicativo de entregas da própria Ford. A empresa vem se fortalecendo no campo de corporate venturing: ela investe em startups e até mesmo chegou a comprar algumas para conseguir competir. Além disso, ela está investindo em algumas das tecnologias mais inovadoras que existem, como impressoras 3D para facilitar a manufatura e internet das coisas.

 

O mais impressionante é que a Ford não apenas já estava neste caminho – ela também estava cancelando outros projetos para focar quase exclusivamente nisto. A Ford, que em 2013 iniciou uma aliança com a Mercedes-Benz e Nissan para desenvolver um carro movido a hidrogênio, está pulando fora. Esperava-se um carro de hidrogênio para este ano, mas isto não acontecerá.

 

Contudo, empresas japonesas, como Toyota e Honda, ainda estão apostando no hidrogênio como combustível. “Muito mudou desde 2013”, afirma Raj Nair, ao Business Insider, CTO da montadora. Ele destaca que o desenvolvimento da tecnologia é volátil: às vezes parece que está indo rápido, às vezes parece que está indo muito devagar. A Ford trabalhava desde 2005 na tecnologia, mas agora parece ter quase desistido.

 

Carros movidos a hidrogênio possuem um motor elétrico que é alimentado pelo combustível, guardado em um tanque e fundido com oxigênio. É bem parecido com um carro que usa gasolina: eles oferecem tempos menores de abastecimento e longas horas para dirigir depois disso. Um carro elétrico costuma demorar horas para carregar e tem autonomia relativamente baixa.

 

Mas os carros elétricos possuem uma vantagem contra os carros de hidrogênio: é muito mais fácil montar a estrutura. Uma tomada simples pode carregar seu carro elétrico durante a noite, e já existe uma grande estrutura de recarga rápida para carros elétricos em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Europa. A Ford sabia disso e apostava nisso.

 

Tesla vale US$ 50 bilhões

No fim, a Ford estava tentando ficar mais parecida com a Tesla, empresa que vale US$ 50 bilhões e está redesenhando o mercado de automóveis. O mercado acionário aposta nisto, até mais que o próprio CEO da Tesla, Elon Musk, CEO da Tesla, acredita que este valor talvez seja injustificado neste momento. “Eu acho que o nosso valor de mercado é maior do que o que a gente merece. Somos uma companhia que perde dinheiro”, disse em entrevista para o The Guardian.

 

E ainda ressalta que ao contrário de outras montadoras (como a Ford), eles precisam ainda realizar um longo trabalho para poder atingir lucros. “Essa não é uma situação onde, por exemplo, nós somos capitalistas gananciosos que decidiram dar pouca importância para segurança para ter mais lucro e dividendos. É uma questão de quanto dinheiro perdemos e como sobrevivemos? Por que não morremos e todos perdem seus empregos?”, afirmou.

 

O fato é que a Tesla é considerada o futuro do mundo automotivo. Com inovações como o autodriving, que transformará seus carros em autônomos de pouco em pouco, a montadora do Vale do Silício vai revolucionar muita coisa ainda no mundo dos carros e automóveis. E é essa esperança de mudança e o entendimento que a empresa tem bastante visão do que virá que a empresa vale mais hoje do que as gigantes de outrora, como a Ford e a GM. Só que a diferença de seus tamanhos é abissal ainda: a Tesla entregou 25 mil carros no último trimestre, enquanto a Ford vende 1,7 milhão de carros por trimestre e GM produz e vende 2,7 milhões de carros.

 

O mercado entende que a Tesla tem uma visão privilegiada do futuro do mercado automotivo e que terá bastante crescimento nos próximos anos, impulsionada pela inauguração da Gigafactory e o lançamento do Model 3 (que, aliás, é muito parecido com o Bolt da GM). A Tesla vem trazendo inovações significativas para o mercado de carros elétricos, como aqueles pontos de recarga no meio das estradas – que ela mesmo resolveu montar.

 

Além disso, a companhia tem um “grande plano” para o mercado de automóveis nos próximos anos, incluindo aí um aplicativo estilo Uber. Ter Elon Musk (e a mentalidade do Vale do Silício) no controle é um grande diferencial e que está sendo usado com muito sucesso pela Tesla. É para abraçar de vez essa mentalidade do Vale que a Ford está trocando o CEO pelo executivo de inovação.

 

A GM está fazendo o mesmo movimento

Mary Barra, CEO da GM, também sabe que está ameaçada. E por conta disso, a companhia está com sangue nos olhos para ser uma das principais empresas na revolução dos carros elétricos e autônomos. Um dia depois de ser ultrapassada pela Tesla em valor de mercado, a GM destacou que investirá R$ 14 milhões para criar 1.163 empregos na Cruise, uma startup comprada pela gigante por US$ 1 bilhão.

 

A Cruise é a presença da GM na região e trabalha nas tecnologias de carros autônomos. A companhia tem atualmente 485 funcionários (uma alta expressiva ano passado) e deverá chegar a ter 1.648 quando terminar as contrações – efetivamente triplicando de tamanho e um pouco mais. A GM comprou a startup ano passado, por US$ 580 milhões.

 

Na época, a Cruise só tinha 46 funcionários. De acordo com o San Francisco Business Times, o Estado da Califórnia deverá dar um crédito de US$ 8 milhões em impostos para que a GM siga adiante com seus planos. De acordo com Kyle Vogt, fundador da Cruise Automation, os planos para a companhia estão bastante avançados.

 

E quais os planos? Criar uma frota de carros GMs autônomos e elétricos que funcionariam como os carros da Uber. A GM quer se transformar em uma mistura de Tesla (com os carros elétricos, como o Bolt) e Uber, com esta frota. Assim, ela vai conseguir dar o salto de “montadora” para uma “companhia de mobilidade” que praticamente todas as empresas estão procurando. E, talvez, manter o emprego.

Fonte: Infomoney

 

 

Redação On maio - 23 - 2017
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