Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






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Reforma de alto-forno na Usiminas abrirá 520 vagas em MG

Desativado desde junho de 2015 devido à intensa queda do consumo de aços planos no mercado brasileiro, o equipamento será religado em abril do próximo ano
A Usiminas já trabalha para contratar e dar início nas próximas semanas aos serviços de reforma do alto-forno 1 da usina de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, que deverão gerar 400 empregos temporários durante as obras. Desativado desde junho de 2015 devido à intensa queda do consumo de aços planos no mercado brasileiro, o equipamento será religado em abril do próximo ano, proporcionando aumento de 20% da produção de ferro-gusa da companhia, matéria-prima da fabricação de produtos siderúrgicos.

Com a retomada do alto-forno mais antigo da Usiminas e que simboliza a própria história de mais de 50 anos da empresa, será preciso contratar 120 profissionais especializados na sua operação. O presidente da Usiminas, Sérgio Leite, disse ontem que boa parte desse pessoal será, de fato, recontratado para o quadro fixo de pessoal, fator de importante impacto na região de Ipatinga, considerando-se ainda as vagas a ser abertas ao longo das obras e a geração de impostos.

 

“Muitos desses profissionais retornarão à casa e grande parte dos R$ 80 milhões que vamos investir será aplicada na região, por meio da contratação de pessoas e serviços”, afirmou o executivo. Os trabalhos de reforma do equipamento consistem na troca de refratários e obras de manutenção, além de pequenas melhorias, num cronograma previsto para se estender de 10 a 11 meses. O desembolso dos recursos que a companhia vai destinar ao projeto, tendo como fonte a receita própria, deve começar em junho.

 

A retomada do equipamento acrescenta produção ao redor de 2 mil toneladas por dia à usina de Ipatinga, hoje ao ritmo de 9 mil toneladas de gusa produzidas diariamente por outros dois altos-fornos. Aprovado na quinta-feira pelo Conselho de Administração da Usiminas, o religamento terá efeitos positivos no caixa, também pelo fato de permitir a redução da necessidade de compra de placas de terceiros pela companhia.

 

Sérgio Leite afirmou que o motivo principal para a retomada do alto-forno está na perspectiva de recuperação da economia brasileira e do mercado de aços. “A nossa volta é uma decisão tomada frente às perspectivas dum Brasil que venha a crescer. Observamos um ligeiro crescimento de demanda dentro das projeções para 2017, depois de três anos de crise. Já chega”, afirmou o presidente da Usiminas.

 

A companhia tem como referência as projeções mais recentes do Boletim Focus, do Banco Central, baseado nas previsões de analistas de bancos e corretoras, que indicam expansão de 0,48% da economia brasileira neste ano e de 2,5% em 2018. No mercado de aços planos, de acordo com o Instituto Aço Brasil, as estimativas são de aumento do consumo entre 3% e 5% em 2017 e de 10% no ano que vem. Sérgio Leite informou, ainda, que a empresa espera elevar suas exportações. Os altos-fornos 2 e 3 da siderúrgica de Ipatinga estão operando a plena carga.

 

A Usiminas deu prosseguimento ontem ao registro da operação que reduziu em R$ 1 bilhão o capital da Mineração Usiminas (Musa), proporcionando o acesso da siderúrgica a R$ 700 milhões do caixa da mineradora, em que tem como sócia o grupo japonês Sumitomo. O dinheiro foi disponibilizado e poderá ser injetado na empresa a qualquer momento que a diretoria da empresa definir.

Fonte: Estado de Minas / Infomet

 

 

 

Indústria quer mudanças em nova taxa de juros para financiamento do BNDES

Indústria quer mudanças na nova taxa de juros para financiamentos do BNDES. O governo editou medida provisória em abril que instituiu a Taxa de Longo Prazo, a TLP. Ela é composta por dois fatores: Um deles é a variação do IPCA, índice oficial da inflação do Brasil.
O outro é a uma taxa de juros real prefixada mensalmente a partir do rendimento real das notas do tesouro NTN-B.
Essa nova taxa valerá para os contratos firmados a partir de primeiro de janeiro do ano que vem.
A partir do fim de junho os plenários das duas casas devem discutir o tema.
O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a ABIMAQ, defende mudanças no texto proposto pelo governo.
José Velloso Dias Cardoso é contra o fato de uma taxa de financiamento estar atrelada a títulos do Tesouro Nacional. “Eu não posso ter essa taxa, que á para atrair um ‘cliente’ para comprar título do Tesouro atrelado a um investimento futuro”, disse.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo também observa atentamente a tramitação da MP sobre a taxa de longo prazo.
O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que a mudança vai representar aumento de juros na prática. “Em um momento como esse, o Brasil está aumentando sua taxa de juros. Além da Selic muito alta, o Governo está querendo modificar e aumentando a taxa de juros”.
Quando for instituída em janeiro a nova taxa vai ser igual a da TJLP que é vigente hoje em dia.
Pouco a pouco, dentro de cinco anos, a TLP vai ser elevada chegando até a remuneração total da NTN-B.
O Governo Federal considera a nova norma uma “modernização da remuneração” do BNDES.
Além disso, a União argumenta que a TLP terá uma taxa de juros real definida mensalmente, que servirá para todos os contratos firmados pelo BNDES naquele período.

Fonte: Jovem Pan

 

 

 

Usiminas reduz em R$ 1 bilhão o capital da Musa

 Marcelo Villela

A Usiminas informou nesta sexta-feira (12) que a redução do capital da Mineração Usiminas (Musa), de R$ 1 bilhão, tornou-se efetiva. A siderúrgica detém 70% do capital social da mineradora e a controla em conjunto com a japonesa Sumitomo Corporation, que possui 30%.

A redução de capital foi necessária para reforçar o caixa da Usiminas, em meio a um processo de reestruturação financeira que incluiu também um aporte de seus investidores e a renegociação das dívidas. A Usiminas recebe R$ 700 milhões da Musa e, a Sumitomo, R$ 300 milhões.

Em assembleia da mineradora realizada em 3 de março, a redução foi aprovada por unanimidade, após uma primeira tentativa frustrada da siderúrgica de conseguir acessar os recursos.

Agora, decorridos 60 dias da publicação da ata da assembleia, a operação se efetiva. (UOL)

Fonte: Mining.com / Infomet

 

 

 

Sem contar exportações, indústria cresce 0,8% no trimestre, diz IPEA

Depois de números do IBGE mostrarem sinais de recuperação lenta da produção industrial no primeiro trimestre, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados nesta quinta­-feira também apontam que a situação das fábricas brasileiras melhorou nos primeiros três meses do ano. O chamado indicador de consumo aparente cresceu 0,8% de janeiro a março, na comparação com os três meses anteriores. O índice é formado pela produção interna, mais importações, menos exportações, e é uma forma de medir a demanda dentro do país. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,9%.

 

O estudo do Ipea mostra que a recuperação tem sido marcada por resultados oscilantes. Apesar do resultado positivo no trimestre, os dados mensais variaram: queda de 0,5% em janeiro; alta de 1,2% em fevereiro; e queda de 2,7% em março, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior.

 
Todas as categorias analisadas fecharam o trimestre em alta, com exceção dos bens de capital — normalmente associadas ao nível de investimento no país. O segmento fechou o período com retração de 0,5%, frente aos três meses anteriores. O destaque positivo ficou por conta dos bens de consumo duráveis (como eletrodomésticos, por exemplo), que registraram alta de 0,8% no trimestre.

Em março, o resultado foi negativo: queda de 2,7%, frente a janeiro. Foi o pior resultado para o mês, nesse tipo de comparação, desde 2001 (quando a queda foi da mesma intensidade). Considerando todos os meses, o tombo de fevereiro é o pior desde dezembro de 2015. Influenciou negativamente a queda de 8,5% dos bens de consumo duráveis.

Na semana passada, os dados da pesquisa industrial mensal (PIM) do IBGE mostraram que a indústria brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre, frente a igual período do ano passado, o primeiro resultado positivo nesse tipo de comparação desde 2014.

Para o economista do Ipea Leonardo Carvalho, autor do estudo, os dados mostram que a atividade econômica passa por um momento de transição, em que ainda não é possível falar em uma tendência de recuperação — algo que só deve começar a ser observado a partir do ano que vem.

— A atividade econômica, no momento, ainda está passando por uma etapa de transição. Está bem claro que o fundo do poço já passou, mas a gente ainda não vê um cenário em que uma tendência de crescimento já esteja ocorrendo. Isso vai acontecer mais pra frente, se nada no cenário tiver algum tipo de reversão — disso o pesquisador.

Carvalho acrescentou, no entanto, que há sinais positivos, como a melhora nos números de importações, um dos fatores que entra na conta do indicador. Em julho do ano passado, as compras externas de bens industriais acumulavam queda de 21,5% em 12 meses. Em março, essa retração desacelerou para 2,4%. Parte desse movimento, explicou o pesquisador, foi influenciada pelo aumento das importações de bens intermediários, os insumos para produção de outros produtos industriais. Quando sobem, indicam que os empresários têm intenção de aumentar o ritmo de produção nas fábricas está importando mais é sinal de que você tem a intenção de produzir mais — destacou Carvalho.

Fonte: O Globo

 

Redação On maio - 15 - 2017
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