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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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‘Prévia’ do PIB do BC sobe 1,1% no 1º trimestre e indica fim da recessão

A economia brasileira voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano e saiu da pior recessão de sua história, aponta o indicador do nível de atividade do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (15).
O chamado Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, registrou crescimento de 1,12% de janeiro a março, na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016).
O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre deste ano, porém, serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente no dia 1º de junho.
O país entrou na chamada “recessão técnica”, que se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre de 2015, quando houve um tombo de 1,9% na atividade econômica.
Se o IBGE confirmar o resultado positivo no primeiro trimestre, o Brasil terá interrompido uma série de oito trimestres consecutivos de recuo do nível de atividade.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, o PIB teve uma retração de 3,8% e, no ano passado, a economia registrou um encolhimento de 3,6%. Para 2017, a previsão dos bancos é de uma alta de cerca de 0,5% no PIB.
Como a retração nos anos de 2015 e 2016 superou a dos anos 30, essa é a pior crise já registrada na economia brasileira. O IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dispõem de dados sobre o PIB desde 1901.
O que diz a equipe econômica
Na semana passada, em cerimônia que marcou um ano da gestão do presidente Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antecipou que o Brasil já registrou crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano, mas acrescentou que o país ainda vive os efeitos da recessão.
“A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 31. O tempo do verbo é no passado. A recessão que ‘vivemos’. O Brasil já voltou a crescer, mas estamos ainda vivendo os efeitos da recessão. O desemprego está elevadíssimo, deve crescer ainda um pouco, pois tem reação um pouco mais lenta a retomada, mas começa a cair no segundo semestre”, declarou o ministro Meirelles na ocasião.
Os dados ainda não mostram uma recuperação consistente. O comércio varejista, por exemplo, registrou em março a maior queda para o mês em 14 anos e, no primeiro trimestre, apresentou um recuo de 3%. A produção industrial, por sua vez, caiu 1,8% em março na comparação com fevereiro – foi o março mais fraco desde o início da série histórica, em 2002 -, embora tenha subido 0,6% no primeiro trimestre.
Para tentar reaquecer a economia, o governo Michel Temer tem anunciado medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Banco Central também vem reduzindo a taxa Selic, o que deve se traduzir em queda dos juros dos empréstimos bancários.
Mês de março e doze meses
Apesar da recuperação no primeiro trimestre, os dados do BC mostram que, somente em março, o nível de atividade registrou retração de 0,44% na comparação com fevereiro. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal.
Foi a primeira queda do indicador neste ano e o maior recuo mensal desde agosto de 2016 – quando foi registrado um tombo de 0,66% no nível de atividade calculado pelo BC. Sem ajuste, houve uma alta de 9,28% no IBC-Br em março deste ano.
Já no acumulado em 12 meses até março, ainda segundo a autoridade monetária, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) do Banco Central registrou contração de 2,78% (sem ajuste, a queda é de 2,63%).
IBC-Br x PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.
Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas “um indicador útil” para o BC e para o setor privado.
Recentemente, o BC atualizou a metodologia de cálculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME), além de outras mudanças.
Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 11,25% ao ano.
Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto os juros sobem, pessoas e empresas ficam menos dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.
Para 2017, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Neste ano, o mercado financeiro, e também a autoridade monetária, acreditam que a inflação oficial ficará abaixo da meta central de 4,5% – algo que não acontece desde 2009. O Banco Central tem dito que mira no centro da meta de inflação de 4,5% nos anos de 2017 e de 2018.

Fonte: G1

 

 

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IPCA para 2017 cai de 4,01% para 3,93%, prevê Focus

Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 15, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2017 foi de 4,01% para 3,93%. Há um mês, estava em 4,06%.
A projeção para o IPCA de 2018 também diminui na semana e foi de 4,39% para 4,36%, ante 4,39% de quatro semanas atrás.
As estimativas de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo (ou seja, uma inflação entre 3,0% e 6,0%).
Em abril, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA encerrou o mês com alta de 0,14%. Já o IPCA-15 de maio, considerado uma prévia da inflação oficial do mês, será divulgado no próximo dia 23 de maio.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada na terceira semana de abril, o Banco Central informou suas projeções de inflação. No cenário de mercado – que utiliza câmbio e juros variáveis -, a projeção é de 4,1% para 2017 e de 4,5% para 2018.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 permaneceu em 3,89% no Focus. Para 2018, a estimativa avançou de 4,25% para 4,30%. Há quatro semanas, as expectativas eram de 4,03% e 4,25%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,72% para 4,70% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4,59%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 passou de alta de 0,51% para avanço de 0,50%. Um mês antes, estava em 0,43%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus seguiu em 0,23%, mesma projeção observada há quatro semanas.
Preços administrados
O Relatório Focus mostrou, ainda, queda nas projeções para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 ficou em 5,45%, de 5,50% há uma semana e há um mês. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%, mesmo patamar observado na semana anterior, bem como um mês atrás.
Em suas projeções atuais, atualizadas na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC espera alta de 6,3% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,4% em 2018.
Outros índices
Os economistas do mercado financeiro revelaram que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 2,60% para 1,89% de uma semana para outra. Há um mês, estava em 3,43%. Para 2018, a projeção segue em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que costuma servir de referência para o reajuste dos contratos de aluguel, passou de 2,66% para 2,20% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em 3,82%. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi de 4,08% para 4,04% no Relatório Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 3,84%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50%, mesmo valor de um mês antes.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

Mudança de metodologia prejudica projeção

Não importa a taxa de crescimento que a economia atingirá no primeiro trimestre e na média do ano. A verdade é que 2017 será um período de difícil transição, após dois turbulentos anos de recessão. Os impactos das reformas não serão rápidos. E tampouco da política monetária, que leva algum tempo para se materializar. Por isso, qualquer expectativa aponta que os frutos só devem ser colhidos em 2018. A realidade é que cravar qualquer projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano ficou mais difícil.

Após mudanças de metodologia nas amostras de empresas da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) — dois estudos muito utilizados no cálculo de PIB —, muitos analistas de mercado não se sentem confortáveis em rever suas previsões do ritmo de atividade econômica para o trimestre tendo como base os últimos resultados divulgados para os setores produtivos.

“O mercado como um todo está ajustando seus números a essa metodologia, porque não foi feita de uma maneira tradicional. Os números ainda estão muito oscilantes”, ponderou o economista Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSector Consultores. Para ele, os indicadores de março foram desanimadores. “Mas eu não quero crer que tenham sido desanimadores por causa dos fundamentos, que continuam melhorando. Mas, sim, porque estamos em transição metodológica, pura e simplesmente. Temos um problema de cálculo e de base que dificulta as projeções”, ressaltou. Silveira mantém a previsão de crescimento de até 1% para o PIB deste ano.

Manutenção
A Tendências Consultoria também manteve as projeções de PIB inalteradas para o trimestre. “A mudança metodológica está embutida e presente nos resultados trimestrais da PMC e da PMS”, disse o analista Thiago Xavier. A previsão da empresa é de que a geração de riquezas tenha recuado 0,8% entre janeiro e março deste ano na comparação com igual período do ano anterior. Ante o quarto trimestre de 2016, a projeção é de crescimento de 0,5%.

O economista sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, concorda que as estatísticas, foram prejudicadas e influenciaram nas projeções finais. Mas, reforçou que indicadores, como emprego e produção industrial, não foram modificados. “Outros índices não sofreram mudança metodológica e entram no próprio resultado do PIB. Então, isso amarra a previsão. Variáveis como a taxa básica de juros (Selic), o mercado de trabalho e o próprio resultado mais recente do PIB, de certa forma diluem a perturbação estatística dos indicadores conjunturais que utilizamos e vamos continuar utilizando”, destacou.

As revisões metodológicas têm razões distintas e apenas seguem o modelo econométrico que dá o ajuste sazonal. É o que destaca o diretor de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto. Para ele, o uso da PMC no cálculo de estimativas do PIB, por exemplo, é um erro. No entendimento dele, o indicador é usado para uma avaliação crítica do consumo das famílias. A participação do comércio no cálculo pelo instituto é feita por meio de informações muito mais completas. “O uso dessa série para projeções de geração de riquezas é um erro, porque é venda, e não produção. A venda mais a variação de estoques define a produção”, argumentou.

Fonte: Correio Brasiliense

Redação On maio - 15 - 2017
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