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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Setor de bens de capital só deve se recuperar a partir de 2019

As incertezas acerca da velocidade de recuperação da economia deixam o cenário ainda nebuloso para a indústria de bens de capital. Uma retomada contundente das empresas do setor e a plena utilização do parque industrial não devem vir antes de 2019.

A indústria de máquinas e equipamentos registrou o terceiro ano consecutivo de queda em 2016 e a perda de quase 80 mil postos de trabalho. Já as montadoras de caminhões, bem como os fabricantes de implementos rodoviários, amargam uma ociosidade acima de 70%.

De acordo com a gerente do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Maria Cristina Zanella, o País vai demorar a investir novamente.

“A indústria de bens de capital geralmente é a primeira a entrar na crise e a última a sair. E diante das incertezas da economia, o setor vai levar pelo menos uns dois anos para retomar a utilização plena de sua capacidade instalada”, estima ele.

No segmento de caminhões, que também são considerados bens de capital, a ociosidade da indústria ultrapassa 70%. “O crescimento de 6% projetado para este ano é modesto porque ainda existe muito caminhão ocioso”, afirmou ao DCI o dirigente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos de Moraes, em balanço da entidade na semana passada.

O setor de implementos rodoviários também segue com forte ociosidade. Em três anos, essa indústria perdeu quase metade dos postos de trabalho. “Teremos algum investimento previsto para este ano, mas a retomada consistente só deve vir a partir de 2018”, estimou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Alcides Braga.

Cristina explica que o investimento em bens de capital depende não só da expectativa de aumento dos pedidos, mas de uma estabilidade da economia, assim como do cenário político. “A aprovação das reformas propostas pelo governo, principalmente a da previdência, é essencial para uma recuperação mais robusta.”

Hoje, a média da carteira de pedidos do setor de máquinas e equipamentos está em cerca de 10 semanas. O ideal, segundo a dirigente, é de seis meses.

Segundo Cristina, os chamados bens seriados, utilizados nas indústrias têxtil, de plástico e alimentos, por exemplo, vêm apresentando melhora. Já os bens sob encomenda, voltados especialmente para infraestrutura, têm registrado quedas mais acentuadas. “A retração nestes negócios atingiu cerca de 30% no primeiro trimestre”, revela a dirigente.

No segmento de caminhões, as vendas apresentaram queda de aproximadamente 25% no ano, de acordo com dados da Anfavea. “O nosso mercado depende de PIB, que ainda está muito fraco. O crescimento só voltará com a aprovação das reformas estruturais e investimentos em infraestrutura”, avalia Moraes.

Cristina destaca que o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor de bens de capital (Finame) ainda oferece juros altos, mesmo com a queda recente da Selic.

“O governo sinaliza que as taxas do Finame devem se manter no patamar atual. Além disso, a oferta de crédito foi reduzida, o que só dificulta o investimento pelo empresário”, complementa.

O único mercado que reporta crescimento expressivo é o agronegócio. “As vendas de máquinas para o segmento cresceram 30% no primeiro trimestre, o que vem impactando positivamente a nossa indústria”, diz Cristina.

Ela acrescenta que as fabricantes de componentes (como bombas, válvulas e motores) também vêm registrando ligeira melhora dos números. “Esse crescimento é reflexo justamente do aumento da manutenção das máquinas. O empresário continua adiando a substituição destes itens.”

Cristina alerta ainda que os importados continuam assombrando a indústria nacional. Segundo ela, metade do consumo aparente de máquinas e equipamentos, no Brasil, vem de fora. “Não só o câmbio influencia nessa conta, mas o alto número de regimes especiais, que permitem a entrada de produtos com alíquotas mais baixas do imposto de importação”, reclama.

Cristina afirma que o dólar ideal para o mercado interno gira em torno de R$ 3,80 e, para exportação, acima de R$ 4. A dirigente salienta que o pleito da Abimaq junto ao governo é a revisão do número de regimes especiais.

Consenso

A única unanimidade na indústria de bens de capital é o otimismo em torno dos rumos da economia. Moraes, da Anfavea, afirma que os recentes leilões de aeroportos e o último certame de distribuição de energia já mostram sinais positivos.

“Apesar de ainda ser pouco, a direção tomada pelo governo está correta”, avalia Moraes. Braga, da Anfir, acredita que a indústria não terá grandes saltos nos próximos cinco anos. “Ainda assim, vejo um período de estabilização, com crescimento orgânico e sustentável”, pondera o dirigente.

Setor da construção projeta crescimento após período de recessão na região

Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) de São José do Rio Preto estima um aumento de 5% no setor até o final do ano.

As empresas do ramo da construção civil voltam a projetar crescimento nas vendas para este ano. A Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) de São José do Rio Preto estima um aumento de 5% no setor até o final do ano.

Os donos de lojas de materiais de construção, que trabalhavam com queda nas vendas no ano passado, é que têm gostado dessa movimentação. Em uma distribuidora de cimentos e ferragens de Rio Preto, o dono André Cedeira diz que já vendeu 3% a mais de janeiro a abril desse ano, que no mesmo período de 2016. “A gente estima um aumento de até 6% até o final do ano”, afirma.

O presidente da Acomac, José Pardo, fala que realmente há esta perspectiva de crescimento. “Em vista da queda, por causa da crise, só de deixar de cair, já causa otimismo. Essa retomada promete um pouco mais, com alguma aceleração no segundo semestre”, diz.

Um exemploque ajuda a aquecer o setor é o do dono de uma papelaria. Wendel Croti está feliz por ampliar o ambiente de trabalho. A obra começou faz cerca de 40 dias e deve terminar em um mês. “A gente está ampliando o salão e erguendo mais o telhado, porque era muito baixo e quente. Optamos por este momento porque a economia está voltando a ter um crescimento”, diz.

Outro que aproveita a onda favorável é o construtor Alessander Ferradilha, que diz que tem feito mais casas neste ano que nos dois últimos. “Atualmente, estamos com oito equipes. O movimento da construção está em uma crescente boa para este ano. Pessoal que sonha ainda quer construir”, afirma.

Fonte: G1

Redação On maio - 11 - 2017
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