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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Argentina volta a liderar compra de manufaturado

A Argentina voltou a ser neste ano o principal destino de manufaturados brasileiros, posição que tinha perdido para os Estados Unidos em 2014. O que mais contribuiu para o quadro foi a venda de automóveis brasileiros para os argentinos, que subiu 34,5% de janeiro a abril deste ano contra iguais meses de 2016 e atingiu US$ 1,4 bilhão no período. Os veículos puxaram a alta de 25% na exportação de manufaturados para a Argentina, que alcançou US$ 4,77 bilhões no primeiro quadrimestre. A venda de manufaturados para os americanos no acumulado até abril atingiu US$ 4,46 bilhões. A venda de carros também contribuiu para aumentar as exportações de manufaturados para México e Colômbia, embora em menor grau.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que a vantagem para os argentinos em relação aos americanos como destino dos manufaturados brasileiros ainda é pequena, mas a tendência é que o país vizinho volte a tornar-se este ano o principal parceiro do Brasil nessa classe de produtos. Os manufaturados responderam por 92% da pauta de exportação à Argentina. Para os americanos, a fatia foi de 55%.

Nos embarques brasileiros para os argentinos os itens de transporte são representativos. Considerando a classificação de mercadorias por grandes grupos, o que contempla veículos automóveis, tratores, reboques, ciclos e outros veículos terrestres, bem como suas partes e acessórios, respondeu por US$ 2,6 bilhões em exportações aos argentinos de janeiro a abril, com alta de 42% contra igual período de 2016. Os embarques desse grupo representaram mais da metade dos manufaturados brasileiros vendidos à Argentina.

“Isso mostra o quanto a exportação de automóveis para a Argentina é importante para o Brasil”, diz Castro. O comércio bilateral com o país vizinho também passou a ser mais relevante para o saldo comercial brasileiro. O superávit com a Argentina subiu de US$ 1,39 bilhão para US$ 2,35 bilhões do primeiro quadrimestre do ano passado para igual período deste ano.

O efeito positivo da exportação de veículos não se restringiu ao comércio com a Argentina. A venda externa de automóveis brasileiros cresceu 48% no acumulado até abril e contribuiu para impulsionar exportações de manufaturados para o México, Chile e Colômbia. As altas no embarque de manufaturados no mesmo período para os dois países foram de 15,5%, 40% e 16,2%, respectivamente. Para o México, as exportações de veículos cresceram 51,2% e chegaram a US$ 167,8 milhões de janeiro a abril. Para os chilenos a base de comparação é bem menor e isso ajudou a fazer o valor embarcado em automóveis quase quadruplicar, para US$ 91,1 milhões. Caso semelhante ao da Colômbia, destino para o qual a venda de carros quase triplicou, para US$ 75,8 milhões.

Para Ricardo Lacerda de Melo, professor do departamento de economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o desempenho para países como Chile e Colômbia mostra o esforço das montadoras em conquistar novos mercados. “São as montadoras tentando ocupar capacidade ociosa com produção para exportação, embora a maior parte dos veículos ainda seja para a Argentina”, diz ele.

O esforço se reflete também no superávit da balança brasileira no comércio de automóveis de passageiros. No primeiro quadrimestre, aponta Melo, o saldo positivo de US$ 1,26 bilhão ficou bem acima do superávit de US$ 530 milhões de igual período de 2016.

O ex-secretário de comércio exterior e sócio da Barral M Jorge, Welber Barral, lembra que há uma recuperação, mas o Brasil já exportou volumes muito maiores de automóveis há cerca de 20 anos, quando o país era uma plataforma de exportação.

No decorrer das últimas duas décadas, porém, diz ele, o Brasil perdeu competitividade não só por conta de idas e vindas do câmbio, como pelo próprio custo de produção e pelo avanço dos acordos regionais, dos quais o país não participou.

O que se vê agora, diz o ex-secretário de comércio exterior, é mais uma reação ao momento de crise da economia doméstica. A exportação vem crescendo, pondera ele, mas ela é muito pequena perto da capacidade de produção brasileira. A Argentina, destaca ele, é o principal destino por conta das produções complementares mantidas pelas montadoras. Os argentinos compram automóveis e autopeças que depois serão montadas e revendidas ao Brasil. Em relação ao México, as montadoras têm aproveitado para embarcar modelos mais baratos. Com a Colômbia, a expectativa é de que um acordo automotivo entre os dois países entre em vigor. O esforço de embarcar do setor deve se manter, avalia, pelos próximos dois anos. “Nesse período a demanda doméstica ainda será pequena para a capacidade de produção brasileira, que aumentou bastante por conta de incentivos como o Inovar Auto.”

Fonte: Valor

Preços ao produtor na China sobem 6,4% em abril, inflação ao consumidor é de 1,2%

A inflação dos preços ao produtor na China desacelerou pelo segundo mês seguido em abril uma vez que o minério de ferro e o carvão caíram mais, pressionados por temores de que a demanda doméstica não será forte o suficiente para absorver a oferta de aço.
O índice de preços ao produtor avançou 6,4 por cento ante o ano anterior, contra expectativa de economistas de uma alta de 6,9 por cento e desacelerando contra a alta de 7,6 por cento de um mês antes.
Em março, o índice de preços ao produtor da China havia desacelerado pela primeira vez em sete meses com a queda do minério de ferro e do carvão, após subirem com força diante do boom da construção que garantiu o crescimento econômico mais forte da China desde 2015.
Já o índice de preços ao consumidor chinês avançou 1,2 por cento sobre o ano anterior, contra 0,9 por cento em março e acima da expectativa de analistas, informou nesta quarta-feira a Agência Nacional de Estatísticas.
Analistas consultados pela Reuters projetavam que a inflação ao consumidor chegaria a 1,1 por cento, mas permanecendo dentro da zona de conforto do banco central, dando a ele espaço para continuar com um ritmo gradual de aperto da política monetária sem afetar o crescimento econômico.

Fonte: Reuters

Debate sobre investimento externo empaca no G-20

O debate sobre um pacote para facilitação de investimentos externos, que Brasil e China apoiam, terminou em impasse no G-20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, o que sugere dificuldades sobre o tema também na Organização Mundial do Comércio.

A Alemanha, na Presidência rotativa do G-20, tenta aprovar um compromisso dos líderes, em julho, em Hamburgo, para facilitar os investimentos externos. E sugeriu recomendações “não obrigatórias” para leis, regulamentações e processos administrativos relevantes para investimentos, que deveriam se transparentes, eficientes, previsíveis e consistentes.

Mas a reunião técnica em Berlim, na semana passada, fracassou, conforme o Valor apurou.

De um lado, Índia e África do Sul bloquearam o plano, alegando que perderiam espaço de manobra política e o direito de regulamentar investimentos estrangeiros em setores estratégicos. Já representantes dos EUA disseram que não podiam se comprometer com o pacote proposto pelos alemães, pois Washington não definiu ainda posição sobre o tema.

O impasse no G-20 reflete a dificuldade de recolocar o tema na agenda da OMC. Amanhã se reúne o Conselho Geral, formado pelos 164 países da OMC. O “grupo de amigos da facilitação de investimentos para o desenvolvimento”, formado por China, Brasil, Argentina, Colômbia, Hong Kong, México, Nigéria e Paquistão, propôs debater um acordo sobre o tema.

Mas vários países africanos insistem que os membros da OMC já tinham decidido em 2004 que o tema de investimentos ficaria fora da agenda da entidade global.

Na OMC, a questão é sensível porque um eventual acordo seria obrigatório. Se não for respeitado, um país participante poderá acionar o mecanismo de disputa comercial, algo que pode resultar inclusive em direito a retaliação.

Brasil e China, por exemplo, alertaram que um acordo deve ser apenas de facilitação de investimentos, não tratando de acesso ao mercado, proteção de investimentos e nem incluir mecanismo de disputa entre investidor e Estado.

Mesmo com esses limites, porém, a tensão pode aumentar e a conferência ministerial marcada para o fim do ano, em Buenos Aires, corre o risco de não aprovar o mandato para essa negociação.

Fonte: Valor

Estados Unidos aplicarão tarifas sobre produtos do Japão

A Comissão do Comércio Internacional dos EUA irá aplicar tarifas de sanções sobre os produtos siderúrgicos importados de 8 países devido ao preço “ilegalmente” barato que são comercializados, afetando as vendas de empresas americanas. Os países alvos são Japão, Taiwan, França, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália, Bélgica e Itália.Com essa medida, tarifas anti-dumping de até 48.67% serão aplicadas sobre produtos japoneses.

Esta será a primeira tarifa imposta sobre o Japão desde a posse de Trump.Para outros países e regiões, as tarifas anti-dumping máximas serão de 148.02%. Além disso, uma tarifa compensatória de 4.31% será aplicada sobre os produtos coreanos.O governo de Trump pretende intensificar as revisões de comércios injustos para diminuir o déficit comercial. Também se espera que novas tarifas de sanções sejam aplicadas futuramente.

Fonte: Inda

Redação On maio - 10 - 2017
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