Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Montadoras brasileiras, o “digital labor” e a cibersegurança

 A indústria 4.0, ou a quarta revolução industrial, como vem sendo considerada, pode ainda estar distante da realidade do setor produtivo brasileiro, mas algumas empresas começam a dar passos importantes rumo ao sistema produtivo totalmente informatizado.

A KPMG, especializada na prestação de serviços profissionais, iniciou o desenvolvimento para montadora local de um programa de “digital labor” – tecnologias para automatizar tarefas realizadas pelos trabalhadores.

O nome da empresa que fez a encomenda ainda é mantido em sigilo. O objetivo é substituir processos repetitivos em setores como Recursos Humanos, contas a pagar e faturamento, explica Ricardo Bacellar, responsável pela área automobilística da KPMG.

“O processo permite grande economia nessas áreas, que normalmente utilizam mão de obra menos qualificada, o que pode levar a uma série de erros”, afirma Bacellar. Há também importantes ganhos em produtividade. Nesta segunda-feira, dia 8, ele participou em São Paulo do seminário “A indústria 4.0 e a revolução automotiva”, organizado pela publicação Automotive Business.

Cibersegurança

O projeto, inédito no País, deve estar pronto em até dois anos, prevê Bacellar. Outro projeto inédito desenvolvido pela KPMG é um programa de cibersegurança para outra montadora, cujo nome também não pode ser revelado, por enquanto.

De mais longo prazo – cerca de cinco anos –, vai ajudar a indústria a evitar problemas, como ataques de hackers aos sistemas de conectividade, cada vez mais presentes nos automóveis.

Será também uma antecipação de programas de proteção ao carros autônomos. O sistema bancário, quando criou os caixas eletrônicos e o internet banking, sofreu ataques que resultaram em grandes prejuízos. “No caso dos automóveis o risco é maior, pois não é apenas dinheiro envolvido, mas vidas”, ressalta Bacellar.

Na opinião do especialista, o Brasil não pode ficar esperando que as soluções para a indústria 4.0 cheguem pronta de fora, das matrizes das empresas. “As soluções precisam ser desenvolvidas internamente, de acordo com nossa infraestrutura, nossos descartes e estrutura de dados”.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

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Usiminas desenvolve blocos intertravados de calçamento

 Em uma iniciativa pioneira no país, a Usiminas começa a utilizar blocos de calçamento – ou blocos intertravados – produzidos a partir do agregado siderúrgico. O material é um coproduto gerado no processo produtivo do aço e suas propriedades permitem substituir a areia, pó de brita e a brita empregados na fabricação dos blocos.

O produto final é fruto de uma parceria entre a siderúrgica, a Fiemg e a empresa Precomol, sediada no Vale do Aço. Foram cerca de dez meses de pesquisas e testes para se alcançar a mistura ideal entre o agregado e as demais matérias primas. “O bloco tem que atender a especificações mercadológicas, ambientais e apresentar uma resistência mecânica alta”, conta Henrique Hélcio Eleto, coordenador do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas. Segundo o analista de processos, Falkner da Silva Ramos, que faz parte da equipe desenvolvedora, os primeiros blocos apresentam resistência de 35 Mpa, o que possibilita o uso em áreas de trânsito de pedestres e tráfego de carros de passeio. “Continuamos o trabalho de pesquisa conjunta para chegarmos ao bloco com resistência da ordem de 50 Mpa, que suportam o tráfego de veículos pesados como ônibus e caminhões e também para o desenvolvimento comercial de outros produtos como manilhas, muros, mourões, boca de lobo, entre outros”, destaca Silva.

Inicialmente, os novos blocos serão utilizados em dois projetos pilotos, em Ipatinga. A primeira obra será o calçamento do estacionamento do Hospital Marcio Cunha, totalizando 4 mil m². Outros 300 m² serão instalados no canteiro central da Avenida 5, entre o Gasômetro e a portaria Centro da Usiminas. Para o canteiro, também está previsto projeto de paisagismo. A partir desses resultados, serão avaliadas as condições para produção em larga escala e comercialização dos blocos ao público.

Para dar mais versatilidade ao produto, o grupo também desenvolveu blocos coloridos. “O pigmento vem de outro coproduto gerado pela Usiminas na laminação do aço, o óxido de ferro. O produto é adicionado à massa do bloco, garantindo que toda a peça seja colorida. Assim, mesmo que seja necessário fazer algum corte no bloco em uma quina, por exemplo, não haverá diferença de cor. Os blocos são produzidos em cinza, vermelho e roxo e atendem todos os requisitos técnicos e de aplicabilidade”, afirma o pesquisador do Centro de Pesquisa da Usiminas e integrante da equipe desenvolvedora, Wilton Pacheco de Araujo.

Além de ser uma opção econômica e de qualidade para o consumidor, o bloco traz uma série de outros benefícios ambientais e econômicos. O uso do agregado siderúrgico substitui recursos naturais finitos, reduzindo a necessidade de extração da natureza. Soma-se, ainda, a redução do volume de agregado siderúrgico enviado para aterros ou depósito e a permeabilidade do material, o que possibilita a infiltração da chuva no solo. Do ponto de vista econômico, a fabricação e comercialização dos blocos abre uma nova frente de negócios na região. “A partir da parceria, a Precomol incrementou a sua linha de produção com a inclusão de um novo produto. “Há uma perspectiva real de geração de novos empregos a partir da produção em escala comercial. Temos aí um exemplo claro de economia circular, um dos conceitos mais modernos de integração entre empresas, sociedade e meio ambiente”, explica o coordenador.

Sobre o agregado siderúrgico

É um produto oriundo do processo de produção de Aciaria, composto de óxidos e silicatos, com alta resistência ao desgaste. Depois de segregado e beneficiado, pode ser utilizado em obras de pavimentação, artefatos de concreto, contenção de encostas, agricultura e lastro ferroviário, dentre outras aplicações. Além da fabricação dos blocos, o agregado siderúrgico também já vem sendo aplicado, com sucesso, na pavimentação de estradas rurais no Vale do Aço e, recentemente, foi homologado pelo DNIT para uso em rodovias federais.

Fonte: Infomet

 

 

Indústria do CE cai 2,2%; 2º maior recuo do País

Principal impacto na retração veio do setor de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis A produção industrial avançou em 12 dos 14 locais pesquisados no primeiro trimestre de 2017, em relação a igual período de 2016, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Ceará, houve o segundo maior recuo (-2,2%) dentre os estados que integram o levantamento.

No comparativo entre março deste ano e igual mês de 2016, o recuo na produção industrial cearense foi de 3,8%. A principal influência sobre essa queda, segundo o IBGE, veio do setor de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-56,8%). Esse número é explicado, principalmente, pela menor fabricação de óleos combustíveis e asfalto de petróleo, esse último item produzido e comercializado pela Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), situada na Capital.

Paradas

Como o Diário do Nordeste já havia noticiado, a Lubnor entrou em parada geral a partir do dia 13 de março, alegando a necessidade de manutenção. A refinaria permaneceu nesta situação até o início deste mês, e desde então teve pelo menos mais uma interrupção de suas atividades, o que deixou o setor da indústria pesada apreensivo quanto à continuidade da produção.

A Petrobras, que reponde pela Lubnor, disse em nota que a refinaria “encontra-se em pleno funcionamento, com entregas normais de produtos. Em março, a Lubnor interrompeu a produção de asfalto para realização de manutenção geral programada e o mercado foi atendido normalmente com estoque de asfalto disponível na refinaria”.

O consultor na área de petróleo e gás, Bruno Iughetti, defende que não está nos planos da Petrobras se desfazer do ativo.

“O que a Lubnor está fazendo agora é uma manutenção chamada severa, que demanda tempo. Em certos momentos, pode haver interrupção na produção, mas não é prejudicial aos seus compromissos. Não há nenhum fundamento em dizer que a Petrobras esteja querendo desativar a Lubnor. Ela é estratégica nas regiões Norte e Nordeste, onde é praticamente é a única a produzir e comercializar asfalto”, salienta o consultor.

Outros segmentos

Com relação à queda mensal da produção industrial no Ceará, outros impactos negativos vieram dos ramos de produtos de minerais não-metálicos (-17,6%) de produtos de metal (-31,8%) de outros produtos químicos(-16,9%) e também de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,2%).

Estados

Os avanços mais acentuados na produção industrial do primeiro trimestre deste ano foram registrados em Goiás (6,6%), Santa Catarina (5,2%), Rio de Janeiro (4,8%), Paraná (4,6%), Pernambuco (4,2%), Espírito Santo (4,0%) e Minas Gerais (3,6%). Também houve crescimento no Rio Grande do Sul (1,9%), Amazonas (1,3%), Pará (0,6%), Mato Grosso (0,4%) e São Paulo (0,1%) no fechamento do primeiro trimestre do ano.

Segundo o IBGE, o resultado positivo foi impulsionado, sobretudo, pela expansão na fabricação de bens de capital voltados para o setor agrícola e para a construção; de bens intermediários como minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia, autopeças e derivados da extração da soja; de bens de consumo duráveis como automóveis e eletrodomésticos; e de bens de consumo semiduráveis e não duráveis como carnes de aves, bebidas, produtos têxteis e vestuário.

Retrações

Na direção oposta, a Bahia (-8,3%) teve o recuo mais elevado no trimestre, puxado pelos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram na Região Nordeste (-2,5%) e no Ceará (-2,2%). Na média da indústria, houve avanço de 0,6% ante o primeiro trimestre de 2016.

Opinião do Especialista

‘Recessão já atingiu a sua fase mais aguda’

A queda da produção em março foi puxada principalmente pelo setor de petróleos e refinados, de óleos lubrificantes, mais especificamente. Esse setor tem um peso muito grande para a pesquisa do IBGE que, inclusive, deveria ser reavaliada. Pelos nossos cálculos, esse peso está um pouco superestimado. Por outro lado, os setores de alimentos, couros e calçados e têxtil tiveram resultados positivos importantes. Desde novembro de 2016, temos sinais claros de que a recessão já atingiu sua fase mais aguda. Mas como ela foi muito profunda, já sabíamos que a recuperação seria lenta. Essa oscilação já era esperada e deve se manter até atingirmos uma maior estabilização. A instabilidade vai continuar enquanto os juros para o consumidor permanecerem altos e não houver estabilidade institucional – Carlos Manso

Fonte: Diário do Nordeste / Infomet

 

Exportação volta a impulsionar produção de veículos no país em abril

 A exportação de veículos montados do Brasil em abril saltou 48% sobre o mesmo período do ano passado, ajudando a indústria a acumular um recorde de vendas externas no primeiro quadrimestre do ano e a ocupar fábricas que exibem níveis de ociosidade acima de 50%.

Segundo dados divulgados na última sexta-feira (5) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as exportações brasileiras somaram 58.753 veículos em abril ante 39.661 unidades no mesmo período de 2016.

“Foi o melhor quadrimestre em exportações da história, ajudou bastante a indústria a lidar com o problema de excesso de capacidade”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

Do total exportado no quadrimestre, 68% foi para a Argentina, mercado que está atravessando forte crescimento das vendas internas neste ano, disse o diretor executivo da Anfavea, Aurélio Santana. O México foi destino de aproximadamente 13% dos veículos exportados pelo Brasil no período, seguido pelo Chile, com 6%; e Colômbia e Uruguai, com 4% cada, acrescentou.

O mercado brasileiro de veículos acumula quatro anos de quedas e montadoras instaladas no país têm focado esforços na ampliação de exportações como forma de compensar um encolhimento de 50% em suas vendas no país desde 2012.

O movimento tem sido favorecido por variações cambiais, investimentos em produtos e por novos acordos comerciais, como o acertado com a Colômbia neste ano.

“Estamos vendo que a estabilidade (do mercado interno) está chegando”, disse Megale ao ser questionado sobre o desempenho do setor no atual semestre. Ele acrescentou que a expectativa da Anfavea segue sendo de recuperação mais significativa das vendas de veículos novos no Brasil a partir do segundo semestre, impulsionada pelos movimentos de redução de juros e aumento da confiança na economia.

 

Fonte: G1

Redação On maio - 10 - 2017
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