Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Boas notícias na economia começaram a aparecer, diz presidente do BNDES

Para a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, as boas notícias na economia começaram enfim a aparecer.
Segundo ela, diferentemente do ano passado, quando a expectativa de recuperação econômica não se concretizou, agora há sinais concretos de retomada.
“Temos números, fatos, indicando que setores da indústria começam a apresentar recuperação. No BNDES, as aprovações nesse primeiro trimestre estão muito positivas”, disse a executiva após participar de evento promovido em São Paulo pelo Lide. “Isso se soma à melhora dos índices de confiança”.
Maria Silvia citou o crescimento de 32% nas aprovações do Finame no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2016. Trata­se de linha do BNDES que financia aquisição de máquinas e equipamentos. Excluindo­se o setor agrícola e de ônibus e caminhões, a alta foi de 128%, afirmou Maria Silvia.
Como sinais de retomada, ela elencou ainda a revisão pela agência Moody’s da perspectiva de classificação de risco do Brasil, que passou de negativa para estável, a alta na produção de veículos neste ano, e a elevação da expectativa do mercado para o crescimento do PIB neste ano.
“É uma coisa mais espalhada, que vem na esteira da redução da taxa de inflação”, afirmou, lembrando que a taxa de inflação em 2017 deve ficar abaixo do centro da meta definida pelo governo, de 4,5%. “Isso tudo faz com que a economia possa se planejar e se reaquecer”, completou.
De acordo com Maria Silvia, da mesma forma que as famílias, as empresas brasileiras buscaram nos últimos meses a redução de seu endividamento. Esse fator deve dar combustível à retomada econômica, avaliou.
Segundo ela, a dívida elevada de pessoas físicas e jurídicas fez com que a recuperação fosse “mais lenta e mais dolorosa” do que em outras crises enfrentadas pelo país.
Nomeada para o comando do BNDES logo após Michel Temer assumir o poder, a executiva reafirmou o valor das reformas promovidas pela equipe econômica do peemedebista.
Segundo ela, o teto dos gastos, já aprovado pelo Congresso, fará com que o Brasil passe a ter de debater o Orçamento, o que antes não ocorria em bases realistas.
“O Brasil viveu durante muitos anos como se pudesse fazer tudo ao mesmo tempo. A sociedade terá de verdade que elencar suas prioridades”, disse

Fonte: Folha de São Paulo

 

Leia ainda:

 

Mercado prevê inflação em alta em 2018, diz pesquisa

Os analistas do mercado financeiro continuam otimistas com a queda da inflação neste ano, mas começaram a expressar preocupação com o comportamento dos preços no ano que vem, segundo a pesquisa semanal feita pelo Banco Central com economistas de bancos e consultorias.

De acordo com as projeções reunidas pelo Boletim Focus divulgado pelo BC nesta segunda-feira (8), os analistas esperam que o IPCA, índice oficial da inflação, suba de 4,01% neste ano para 4,39% no próximo. Há uma semana, eles esperavam aumento de 4,03% para 4,30%.

A diferença é pequena, mas expressa a incerteza de muitos analistas diante das dificuldades encontradas pelo governo para aprovar a reforma da Previdência no Congresso, dizem economistas.

A hipótese de uma derrota do governo é considerada remota, mas as concessões feitas nas negociações com o Congresso Nacional devem diluir a reforma, reduzindo a economia esperada com as mudanças nas regras de aposentadorias e pensões.

Esse cenário poderia provocar uma valorização do dólar em relação ao real, alimentando pressões sobre os preços, segundo os analistas.

“Se tivermos um movimento estranho na Previdência, como a não aprovação ou a aprovação desidratada em relação à proposta do governo, poderá haver fundamentos para apreciação do dólar”, afirmou o economista Leandro Negrão, do Bradesco.

Ele não vê outros motivos convincentes para se preocupar com a inflação do ano que vem. As projeções do Bradesco vão na direção contrária das estimativas medianas apresentadas pelo Focus. O banco reduziu de 4,5% para 4,1% sua previsão para 2018.

A redução, disse Negrão, foi motivada pela expectativa de que os efeitos do fenômeno climático El Niño no segundo semestre serão mais amenos, reduzindo o risco de uma inflação de alimentos mais forte no início em 2018. No ano passado, o El Niño foi um dos principais fatores que fizeram a inflação aumentar.

A recuperação da economia, que deve começar neste ano e ganhar força em 2018, também não será suficiente para causar pressão inflacionária, afirmou Carlos Pedroso, economista sênior da holding bancária japonesa Mitsubishi UFJ Financial Group.

“As empresas vão recuperar as margens que foram reduzidas nos últimos dois anos por causa da recessão, mas ainda terão dificuldade de repassar o aumento”, diz. Ele trabalha com uma inflação de 4,5% no próximo ano.

DEMANDA FRACA

Segundo o Boletim Focus, os analistas preveem que o PIB (Produto Interno Bruto) crescerá 0,47% neste ano e 2,5% no próximo, pondo fim à recessão iniciada em 2014.

A demanda fraca é a razão apontada por Rafael Cardoso, economista da Daycoval Investimentos, para manter sua projeção de inflação. “Estimamos que o IPCA deve avançar 4%. Há uma ausência de demanda generalizada por causa da crise.”

A revisão da inflação para o próximo ano não teve impacto no mercado de juros. Os contratos futuros, que servem como um termômetro para a expectativa em relação à taxa básica da economia, fecharam com sinais mistos.

As taxas do contrato com vencimento em janeiro de 2018, um dos mais negociados, tiveram leve alta, mas outros contratos com vencimento no próximo ano recuaram, sinal de que os investidores não esperam que o BC tenha que aumentar os juros.

Fonte: Folha de SP

Política fiscal será contracionista neste ano, estima Ministério da Fazenda

A política fiscal do setor público neste ano será contracionista em 0,49 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com estimativa divulgada ontem pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Isto ocorrerá, segundo o estudo, porque os gastos do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central), em proporção do PIB, serão menores na comparação com o ano passado. Se isso se confirmar, a política fiscal não será um obstáculo ao afrouxamento monetário executado pelo Banco Central.

A previsão para 2017 reverte a trajetória registrada no ano passado, quando a política fiscal foi expansionista em 0,9 ponto percentual do PIB, na comparação com 2015, de acordo com o Boletim “Resultado Fiscal Estrutural – 2016”, editado pela SPE. No cálculo, o governo central contribuiu com impulso fiscal expansionista equivalente a 1,1 ponto percentual do PIB, enquanto os Estados e municípios e as empresas estatais registram uma contração fiscal equivalente a 0,2 ponto percentual do PIB.

Para chegar a esses números, o governo utilizou a metodologia de cálculo do resultado fiscal estrutural, que ajusta o resultado ao ciclo econômico e exclui as receitas e as despesas não recorrentes. O impulso fiscal obtido é função da diferença entre os resultados estruturais de dois exercícios.

O resultado estrutural é diferente do resultado primário, utilizado como meta fiscal para o setor público brasileiro, e que corresponde ao total das receitas primárias menos as despesas primárias (exclui os pagamentos dos juros da dívida pública). Os especialistas consideram que o resultado estrutural é um melhor indicativo da trajetória da política fiscal, se ela está sendo expansionista ou contracionista.

Para calcular o resultado estrutural de 2016, o governo, em primeiro lugar, considerou que houve um aprofundamento da recessão econômica, em comparação com o ano anterior. Como consequência, houve um forte impacto negativo da atividade na arrecadação e consequentemente para o resultado fiscal no ano passado. Dito de uma forma mais técnica, o resultado fiscal foi ajustado ao ciclo econômico, tendo como base o PIB referencial do Brasil, estimado pelo filtro Hodrick-Prescott (HP).

Depois, o governo excluiu os componentes não recorrentes da receita e da despesa. Para chegar ao impulso fiscal de 1,1 ponto percentual do PIB do governo central no ano passado, a SPE excluiu do cálculo a receita obtida com a regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, a chamada “repatriação de recursos” no montante de R$ 46,8 bilhões (incluindo a parte destinada aos Estados e municípios) e a arrecadação obtida com as concessões de serviços públicos (no valor de R$ 21,9 bilhões). Não houve exclusão de despesas.

Ao analisar a composição do impulso fiscal, a SPE constatou que a maior parte foi devida às despesas da Previdência Social. Somente a Previdência foi responsável por um impulso equivalente a 0,84 ponto percentual do PIB. A quitação de restos a pagar de anos anteriores, realizada em 2016, e a regularização de passivos (como o pagamento de tarifas bancárias e de contribuições a organismos internacionais, ambos em atraso) corresponderam a impulso de 0,45 ponto percentual do PIB.

A conclusão a que o estudo chega é que, se forem consideradas apenas as despesas discricionárias, ou seja, aquelas que o governo não é obrigado a executar por lei, teria ocorrido uma contração fiscal equivalente a 0,29 ponto percentual do PIB no ano passado, na comparação com 2015.

Na previsão para 2017, feita com base no relatório extemporâneo de avaliação de receitas e despesas do 1º bimestre, o impulso fiscal contracionista do governo central será de 0,58 ponto percentual do PIB. Mas como os Estados e municípios terão um resultado primário pior do que em 2016, registrarão um impulso fiscal expansionista de 0,09 ponto percentual do PIB, a contração fiscal de todo o setor público neste ano ficará em 0,49 ponto percentual do PIB, de acordo com o estudo da SPE.

Neste ano, a previsão é que os gastos da Previdência resultarão em um impulso fiscal expansionista de 0,26 ponto percentual do PIB. Assim, o governo terá que contrair as despesas discricionárias em 0,85 ponto percentual do PIB para que o impulso total do governo central seja equivalente a 0,58 ponto percentual.

Fonte: Abinee / Valor

Lenta retomada

Depois de enfrentar retração de 1,5% no faturamento no ano passado, o setor supermercadista brasileiro acredita em uma melhora lenta e gradual da economia, que deve se traduzir em crescimento real de 1,3% neste ano. A expectativa de tempos melhores, porém, não muda o fato de que as dificuldades econômicas dos últimos anos provocaram alterações nos hábitos de compra dos consumidores e que estes poderão persistir mesmo no pós-crise, afetando as vendas.

Entre essas mudanças está a volta da “compra do mês”, o costume dos tempos da hiperinflação em que as pessoas corriam ao supermercado quando recebiam o salário para preservar o poder de compra. “Esse fenômeno vem acontecendo há uns dois anos. Mas, ao invés de ir para o hipermercado, como acontecia antes, os consumidores estão procurando mais o atacarejo, que oferece preços melhores”, diz a diretora de atendimento ao varejo da Nielsen, Daniela Toledo.

De acordo com ela, o atacarejo já vinha crescendo em número de lojas e em faturamento antes da crise, mas ganhou mais força à medida que o bolso do consumidor ficou mais apertado. Os dados da Nielsen mostram que no ano passado o faturamento nominal do segmento cresceu 30% na comparação com o ano anterior, número bem superior aos 16,1% registrados em 2015. Considerando o valor deflacionado, a alta foi de 14,8%, enquanto, nos hipermercados, houve queda de 5,9%.

Outra alteração importante diz respeito às marcas. Em 2016, os consumidores não só colocaram menos itens no carrinho como também abandonaram seus produtos preferidos para adquirir similares mais baratos. O consumo da cesta pesquisada pela Nielsen, que inclui produtos de limpeza, higiene e beleza, bebidas, perecíveis e outros itens de mercearia, recuou 5,8% no ano passado.

Mudanças de hábitos e freio no consumo impactaram nos números do setor, que faturou R$ 338 bilhões no ano passado em nível nacional, mas teve seu crescimento nominal de 7,1% corroído pela inflação. Regionalmente, houve exceções, como São Paulo, que faturou R$ 102 bilhões e conseguiu manter o faturamento real positivo em 1,1%. “Esperamos uma recuperação lenta este ano. Os trabalhadores que tiveram seus dissídios até o mês passado receberam correções de 9% ou 10% e vão consumir produtos com correção de 4% a 5%, que é a inflação prevista para este ano. Isso vai dar um fôlego para o consumo”, acredita João Sanzovo Neto, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Daniela Toledo, da Nielsen, também espera recuperação gradativa da economia mas ressalta que a reação do consumo só deverá ser sentida um pouco mais para frente. “Após a crise, o consumidor provavelmente vai manter a cautela e não irá aumentar o consumo imediatamente. Além disso ele poderá incorporar alguns dos hábitos de consumo adquiridos durante os anos difíceis”, diz ela.

Apesar do cenário econômico ainda ruim, consultores e especialistas que palestraram durante a Apas Show 2017, realizado de 2 a 5 de maio, em São Paulo, destacaram a importância de os supermercadistas investirem em ferramentas digitais e no aumento da presença em redes sociais.

Para Claudia Sciama, diretora comercial do Google Brasil, mesmo em anos de crise, como foi 2016, há oportunidades que os supermercados podem aproveitar. “No ano passado houve uma queda na frequência de restaurantes. Por outro lado, registramos alta de 100% nas buscas de receitas de restaurantes famosos dentro do Youtube. É nesse tipo de situação que o supermercado poderia ganhar mais, relacionando os ingredientes dos pratos com seus produtos.”

Antes da chegada da internet, a tarefa dos departamentos de marketing de empresas varejistas era mais simples, bastando anunciar na TV, outdoor ou mídia impressa, explica Fiamma Zarife, diretora geral do Twitter Brasil. Mas agora a atenção das pessoas está fragmentada em diferentes plataformas e o grande desafio é atraí-las e criar conexões com esses consumidores. “No Twitter há milhares de conversas acontecendo neste instante. As pessoas estão falando de marcas e produtos à revelia das empresas. Entender e entrar nessas conversas no tempo e contexto corretos é fundamental”, diz Fiamma, acrescentando que 80% dos usuários seguem alguma empresa ou marca no Twitter.

As pesquisas da rede social apontam ainda que 69% dos internautas que seguem empresas se mostram mais propensos a comprar seus produtos e 83% dos que entraram em contato com essas companhias por meio do Twitter e receberam respostas mostraram ter uma imagem mais positiva delas.

Para criar elos significativos com o público, ela diz que é preciso que o varejo acompanhe a evolução de cada rede social. “Visitei alguns perfis de supermercados e vi páginas inteiras apenas com texto. O Twitter não se resume mais a postagens com 140 caracteres. É preciso criar conteúdo relevante com vídeo e imagens.”

Não é só no ambiente das redes sociais que as mudanças acontecem de forma rápida. “Estamos desenvolvendo tecnologia de inteligência artificial para a compreensão de vídeos captados em tempo real por câmeras de segurança instaladas em empresas, indústrias, lojas”, conta Luiz Sergio Pires, diretor da Microsoft Brasil.

No Brasil, a Microsoft fez parceria com o Hospital 9 de Julho, que já utiliza a novidade para prevenir acidentes com pacientes. A aplicação no varejo está em fase de testes no exterior. “Será possível desenvolver toda uma análise demográfica que permitirá avaliar os vídeos e saber, por exemplo, quais corredores das lojas os consumidores de determinada faixa etária frequentam mais e quanto tempo passam lá”, diz.

Apesar de mais amadurecido, o e-commerce também é um terreno que ainda tem grande potencial a ser explorado pelos supermercadistas. “No ano passado, apesar dessa crise, 48 milhões de consumidores fizeram compras on-line pela primeira vez, o que representa um aumento de 22% em relação ao ano anterior. O varejo tradicional encolheu 10% nos últimos dois anos enquanto o digital cresceu 7,4%”, diz Solange Oliveira, especialista em e-commerce da E-Vision Group.

Fonte: Abinee / Valor

Se houver mudanças no Refis, governo ampliará corte no orçamento, diz ministro

Para fechar contas, governo já bloqueou R$ 42,1 bilhões do orçamento de 2017, aumentou tributação sobre a folha de pagamentos e subiu IOF de cooperativas.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta terça-feira (9) que o governo ampliará o corte no orçamento deste ano caso o Congresso Nacional altere as regras do programa de parcelamento em vigor, o Refis, para torna-las mais favoráveis aos devedores.

“Não pode nessa altura do campeonato tomar decisões que impliquem em perda de receita do governo. Se as coisas avançarem dessa maneira [mudanças no Refis], teremos de ampliar o contingenciamento”, disse o ministro do jornalistas.

A perda de arrecadação dificultaria ainda mais o cumprimento, pelo governo, da meta de fiscal para 2017, que já é de déficit (despesas maiores que receitas com impostos) de R$ 139 bilhões. Essa conta não inclui gastos com pagamento de juros da dívida.

Num esforço para cumprir a meta, o governo já anunciou um bloqueio de R$ 42,1 bilhões no orçamento deste ano. Além disso, elevou a tributação sobre a folha de pagamentos e instituiu um Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de cooperativas, antes isentas.

O ministro do Planejamento disse que o governo já está operando “dentro de uma restrição muito dura”.

“Os órgãos estão com recursos muito escassos. Ter uma restrição de recursos nesse momento é muito grave. Não podemos trabalhar com essa hipótese”, acrescentou Oliveira.

Perda de recursos

Cálculos da Secretaria da Receita Federal, confirmados pelo G1, mostram que, com as mudanças feitas no Refis, a arrecadação prevista para este ano com o programa recuaria de R$ 8 bilhões para R$ 2 bilhões – uma perda de R$ 6 bilhões em 2017.

De acordo com o ministro do Planejamento, inicialmente esse seria o valor do bloqueio adicional no orçamento de 2017, caso as alterações que o Congresso busca fazer no Refis não sejam revertidas.

“O Refis merece ser melhor avaliado pelo Congresso. Nossa sugestão é que haja uma alteração do relatório para que não haja esse prejuízo”, declarou ele.

O ministro Dyogo Oliveira disse ainda que vai sugerir ao presidente Michel Temer que vete o texto, caso o Legislativo realize de fato as alterações que geram essa perda de arrecadação.

“Não pode haver redução de receitas. Havendo, sugeriremos o veto”, concluiu.

Refis em vigor e mudanças

O Refis proposto pelo governo, que já está em vigor, não contempla, ao contrário de programas de parcelamento anteriores, desconto no valor dos juros e de multas. O programa foi instituído por meio de Medida Provisória, que tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Pelas regras, as dívidas vencidas até 30 de novembro do ano passado poderão ser parceladas de 24 meses a 120 meses, dependendo da modalidade de parcelamento escolhida pelo devedor.

No programa, os contribuintes poderão utilizar créditos para liquidar até 80% da dívida, desde que pague os outros 20% à vista – ou parcelar 24% em 24 meses.

Caso não tenha créditos junto ao Fisco, o contribuinte poderá liquidar essa mesma dívida em até 120 parcelas, com o comprometimento de menos recursos nos primeiros anos, ou seja, 0,5% da dívida em 2017; 0,6% em 2018; 0,7% em 2019 e 0,93% nos 84 meses restantes.

Para quem possui créditos em valor inferior aos 80% ou 76%, os débitos poderão ser parcelados em até 60 meses, que começam a contar após o pagamento à vista de 20%, ou após o pagamento da 24ª prestação.

Na semana passada, porém, a comissão mista do Congresso que analisa a medida provisória (MP) que instituiu o novo Refis, aprovou parecer que concede desconto nas multas e nos juros das dívidas parceladas, acaba com restrições ao uso de créditos fiscais, autoriza empresas em recuperação judicial a participarem do programa e dobra o prazo máximo de parcelamento.

Programas de parcelamento

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal nesta terça-feira (9), o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou que os programas de parcelamento instituídos nos últimos anos gerram uma perda anual de arrecadação de R$ 18,6 bilhões para o governo.

“Os parcelamentos especiais trazem problemas. Tivemos quatro grandes parcelamentos. Em termos de contribuintes ativos, o número, a quantidade [que permanece no programa] é muito pequena, e, em termos de valores [arrecadados], também é muito pequena”, declarou o secretário a parlamentares.

A Receita Federal já explicou, no passado, que grande parte dos contribuintes acaba ingressando nos programas, obtendo a Certidão Negativa de Débitos (CND), para continuar operando e, depois de alguns meses, deixam novamente de recolher os tributos. Com isso, obtém vantagem competitiva frente aos seus concorrentes.

Fonte: G1

Redução da Selic ajudará na reação da economia, diz Ilan

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, está em Tóquio, no Japão, onde defende que a redução da taxa básica de juros (Taxa Selic) vai contribuir para a retomada da economia brasileira.

Ele participa da Reunião Bimestral de Presidentes de Bancos Centrais do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e de encontros com investidores.

De acordo com os apontamentos que o presidente do Banco Central apresenta em Tóquio, a redução da Selic, complementada por outros esforços políticos, ajudará na recuperação da economia brasileira futuramente.

Para Goldfajn, as reformas e ajustes aumentaram a confiança e reduziram a percepção de risco associada à economia brasileira. Ele citou as reformas da Previdência, a trabalhista e a da educação, além do teto dos gastos públicos. O presidente do BC lembrou que a Selic caiu de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para 11,25% ao ano na última reunião do Comitê de Polícia Monetária (Copom), em abril.

O presidente do BC reforçou que o ritmo de cortes na Selic depende da estimativa de extensão do ciclo de ajustes na Taxa Selic e da antecipação dos cortes.

Fonte: DCI

Redação On maio - 9 - 2017
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.