Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Indústria deixa para trás o pior da recessão, mas recuperação é lenta

A indústria brasileira dá sinais de ter entrado numa fase de estabilidade, após um período de profunda recessão, mas dados do setor corroboram análises mais cautelosas em relação ao ritmo de recuperação da economia.
Segundo as estatísticas divulgados ontem pelo IBGE, a produção industrial cresceu apenas 0,1% em fevereiro deste ano, com relação ao mês imediatamente anterior.
O resultado está próximo das expectativas mais pessimistas dos analistas, que esperavam uma pequena contração da atividade do setor, do que das mais otimistas, que previam expansão próxima a 1%. Em média, o mercado estimava crescimento de 0,5%.
Na comparação com o mesmo mês de 2016, a produção industrial recuou 0,8%. Nos últimos 12 meses, a retração acumulada é de 4,8%.
Há resultados mistos em diferentes segmentos examinados pelo IBGE. Entre os 24 ramos industriais pesquisados, 13 registraram expansão.
A produção de máquinas, considerada importante termômetro dos investimentos, por exemplo, avançou 9,8% em fevereiro. O segmento de automóveis também teve expansão significativa, de 6,1%.
Setores que refletem melhor o consumo das famílias, como alimentos e o grupo que engloba perfumaria, limpeza e higiene pessoal, tiveram queda de, respectivamente, 2,7% e 3,7%. O movimento é condizente com o desemprego, que ainda está em alta.
Apesar do resultado modesto de fevereiro, outros dados referentes ao desempenho da indústria divulgados recentemente indicam quadro de início de estabilidade.
A utilização da capacidade instalada, por exemplo, tem aumentado, embora permaneça em patamar historicamente muito baixo. Isso indica que o número de máquinas paradas tem diminuído e que a produção pode entrar em uma tendência de crescimento nos próximos meses.
Exportações de bens manufaturados também tiveram desempenho positivo em março.
Além disso, índices de confiança de empresários do setor apresentam forte recuperação desde o início do ano, embora também sigam em nível historicamente baixo. Há maior otimismo em relação ao futuro e também melhora da percepção da situação atual.
A mesma tendência tem sido apontada pelos dados de confiança dos consumidores.
Quando o país ensaiou uma recuperação que não se sustentou em meados do ano passado, empresários e consumidores mostravam maior otimismo em relação ao futuro, mas tinham avaliação negativa do presente. O fato de que ambos os indicadores estão em expansão agora reforça a percepção de recuperação, ainda que lenta, da economia.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

Faturamento do setor de máquinas cresce 14,5%

O faturamento do setor de máquinas e equipamentos somou R$ 4,86 bilhões de receita líquida em fevereiro, o que significou crescimento de 14,5% na comparação com janeiro. Os dados são da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). As exportações do setor em fevereiro somaram US$ 607,2 milhões, aumento de 36,2% em relação a janeiro e resultado 4,2% superior ao do mesmo mês do ano passado. As importações caíram 21,1% em relação a janeiro e 14% na comparação com fevereiro de 2016, alcançando US$ 887,7 milhões.
Fonte: Abimaq

Parlamentares se mobilizam por conteúdo local e contra destruição da indústria naval

Deputados tentam unir forças para evitar derrocada definitiva do setor, iniciada com a operação Lava Jato, que teve novo capítulo com a redução de conteúdo local em contratos da indústria de petróleo
A destruição da indústria naval brasileira, que começou com a operação Lava Jato em 2014, abriu seu segundo capítulo em fevereiro, quando o governo anunciou mudanças na exigência de conteúdo local para contratações de equipamentos pela indústria de petróleo. Os novos métodos, que reduzem de 65% para 25% o percentual de conteúdo local das plataformas, por exemplo, e em cerca de 50%, em média, o conteúdo de outras instalações provocaram reação no Congresso Nacional, com desdobramentos esta semana.
Depois de comissão geral para debater o tema, realizada na Câmara dos Deputados na quinta-feira (30), parlamentares prometem a criação de mais uma frente parlamentar em defesa da indústria naval do país esta semana. Na quarta-feira (5), devem realizar audiência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para discutir o assunto. As novas regras de conteúdo local estão previstas para vigorar em setembro, na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, e novembro, em nova rodada de leilões de blocos no pré-sal.
Parlamentares e membros de frentes parlamentares que têm afinidade com o tema conteúdo local e entidades como Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval) tentam unir interesses comuns para deter a derrocada da indústria brasileira.
“A direção da Petrobras está fazendo um desserviço ao país e à própria Petrobras. Quer a revisão das exigências de conteúdo local até para a produção na área de Libra, o que é um absurdo. O ataque ao conteúdo local parte principalmente dos interesses das grandes petroleiras mundiais, que querem vir ao Brasil trazer sua cadeia de fornecedores junto e exportar o emprego brasileiro para eles”, protesta o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), organizador da comissão geral.
Segundo ele, o principal objetivo da mobilização é evitar que o país volte a ser mero exportador de commodities. “É isso que a cabeça estreita da direção da Petrobras e do governo querem. Nós já vivemos isso no ciclo do ouro e da cana de açúcar.”
O Brasil chegou a ter, no final do governo Dilma Rousseff, ao final de 12 anos de recuperação, 83 mil trabalhadores na indústria naval. Hoje, os trabalhadores são pouco mais de 30 mil.
Esse processo só vai ser interrompido “com uma pressão muito grande da sociedade”, acredita o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Ele conta que na agenda de mobilizações em defesa da indústria naval e brasileira os parlamentares tentam “estruturar um grande ato político” com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ainda não há data para esse evento, que, de acordo com ele, pode ser realizado no Rio Grande do Sul, “para sensibilizar o Brasil inteiro”. “É um crime o que está sendo cometido contra a engenharia e a indústria nacional.”
Desemprego e tristeza
Em qualquer lugar do país onde a indústria naval ressurgiu na última década e meia, a promessa de desenvolvimento deu lugar ao desemprego e à tristeza. O polo naval de São José do Norte (RS), por exemplo, que já teve 20 mil trabalhadores, hoje tem apenas 3 mil.
O estaleiro do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, que em março de 2014 chegou a ter quase 8 mil trabalhadores e estava se tornando orgulho da indústria naval do Nordeste, hoje é um imenso canteiro de obras abandonado.
“Infelizmente, o governo Temer tem se especializado na lógica de exportar empregos. Seja na linha de gestão na atuação do BNDES, seja nas compras ou exigências feitas nos leilões para exploração de petróleo e nas compras da Petrobras, o conteúdo local tem sido abandonado. Estamos vivendo uma crise enorme na indústria naval”, diz Henrique Fontana. Ele lança nesta terça-feira (4) a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval Brasileira, às 17h30, na Câmara, “para unificar as diferentes frentes e defendermos a indústria nacional e o conteúdo local”.
Na semana passada, o presidente da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, chamou de “burra” a decisão do governo de reduzir os percentuais de conteúdo local no setor de petróleo. “A decisão é burra em relação à indústria brasileira, mas atende perfeitamente aos interesses das grandes companhias mundiais de petróleo”, declarou à revista CartaCapital.
Presente à comissão geral na Câmara na semana passada, o representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Artur Araújo, falou da gravidade da eliminação do conteúdo local em curso.
“Esse sinal que foi dado pelo governo e pela Petrobras, o que é mais grave, terá um custo para o país de 5 mil engenheiros dos mais capacitados. Isso não significa só 5 mil pessoas, 5 mil famílias. O que se perde violentamente é a capacidade de pensar. Se dispersa conhecimento, se desmonta equipes, em nome de abrir, de forma irresponsável, o setor para o mercado externo”, disse Araújo, segundo a Agência Câmara.

Fonte: Abimaq

Governo trata como irreversível revisão de conteúdo local

A ABIMAQ e a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMaq) mantiveram reunião  com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, em mais uma rodada de negociações na tentativa de convencimento sobre a importância de se manter a política nacional de conteúdo local para o setor de óleo e gás.
Apesar dos argumentos apresentados, o ministro tratou como irreversível a decisão do governo federal em acabar com os subsídios para a indústria nacional, o que deixou inconformado o presidente da FPMaq, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), com a falta de visão estratégica do Palácio do Planalto. “O Brasil vai jogar fora toda uma estrutura de alta tecnologia, levando ao colapso do setor e transferindo investimentos e empregos para o exterior, levando à demissão de mais um milhão de trabalhadores”, criticou.
O presidente executivo da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos -, José Velloso, afirmou que a conclusão a que se chega é que o governo não tem interesse de manter no Brasil a indústria de alta tecnologia criada nos últimos 50 anos para atender a demanda da Petrobras. “Estão optando por um modelo adotado por Venezuela, Nigéria e Angola, países altamente produtores, mas sem uma cadeia forte. Ou seja, quando acabar o petróleo, acabou a riqueza”, lamentou o dirigente.
Velloso argumentou que a estratégia é mais perversa ainda, uma vez que o povo brasileiro estará subsidiando companhias estrangeiras. Ele ressaltou que a decisão representa um “cavalo de pau” na estratégia de fortalecimento da estrutura tecnológica. “Isso significa que não haverá a necessidade de se produzir no Brasil nenhuma máquina ou equipamento de alta tecnologia. Como ficam os US$ 60 bilhões de investimentos feitos por empresas que acreditaram no país”, questionou.
Durante o encontro, o presidente da  ABIMAQ também mostrou ao ministro as assimetrias provocadas pelo Repetro. Trata-se de um regime aduaneiro que isenta a aquisição de bens e investimentos feitos por companhias petrolíferas internacionais. “Esse é o maior subsídio que existe no Brasil. Ele desonera totalmente o bem importado. A companhia de petróleo vem para cá, importa máquinas e equipamentos, não paga impostos de importação, PIS, Cofins, ICMS, nada”, explica Velloso.
Ele destacou que, no sentido inverso, a indústria nacional paga todos os tributos. “Nós ficamos com todos esses impostos e não conseguimos nos debitar. Onera-se mais o nacional do que o importado. É uma política nacional às avessas”, finalizou.

Indústria calçadista se une para cobrar continuidade da desoneração da folha

Elevando custo da força de trabalho, taxação aumentará entre 5% e 11% o preço dos calçados
Entidades que representam setores industriais de mão de obra intensiva estão se unindo para cobrar do governo a continuidade da desoneração da folha de pagamento, após o anúncio de que o beneficio será retirado como parte das medidas anunciadas na quarta-feira, 29, para cobrir o rombo das contas públicas.
Três associações representativas das indústrias de produtos têxteis (Abit), de calçados (Abicalçados) e de móveis (Abimóvel) encaminharam ao Ministério da Fazenda uma petição conjunta de audiência para discutir a reoneração da folha com o titular da pasta, Henrique Meirelles.
A ideia é levar a Meirelles argumentos contra a medida, apontando seus efeitos sobre a retomada dos empregos e a competitividade dos produtos brasileiros.
Segundo a Abicalçados, ao elevar o custo da força de trabalho, a taxação da folha vai aumentar entre 5% e 11% o preço dos calçados ao consumidor, o que deve esfriar a reação de consumo esboçada no início do ano.
Ao comentar o fim do benefício, a entidade disse que as expectativas de recuperação gradual tanto da economia quanto da demanda por calçados foram “limadas” depois do anúncio.
Heitor Klein, presidente da Abicalçados, destacou em nota distribuída à imprensa que a desoneração da folha de salários vinha permitindo aliviar custos de produção, bem como o impacto da valorização do real sobre a competitividade do produto nacional em mercados internacionais.
Conforme a entidade, que representa uma indústria que emprega aproximadamente 300 mil pessoas, o fim da desoneração terá, caso entre em vigor, “consequências importantes na queda dos níveis de emprego do setor calçadista”.
A ABIMAQ, que representa os fabricantes de máquinas e equipamentos, também reagiu contra o fim do estímulo.
Num breve encontro com Meirelles na Câmara dos Deputados, o presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, pediu a manutenção da desoneração da folha de pagamento para o setor.
A reação diverge do posicionamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que, em nota assinada por seu presidente, Paulo Skaf, classificou como sensata a decisão do governo de não aumentar nem criar impostos. “Foi uma medida sensata e responsável, que evita um mal maior”, comentou Skaf.

Fonte: Jornal da Franca / Abimaq

 

Redação On abril - 5 - 2017
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