Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Em maratona com empresários, Temer defende terceirização

O presidente Michel Temer fez ontem uma maratona de três solenidades com empresários em São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma rápida entrevista coletiva. Em um dia em que a sorte de seu mandato foi discutida na sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente privilegiou a pauta econômica. Praticamente descartou estabelecer salvaguardas para as contas públicas e direitos trabalhistas em razão da terceirização irrestrita aprovada pela Câmara. Acenou com negociação na reforma da Previdência e foi otimista ao prever uma inflação abaixo da meta este ano.

Segundo o presidente afirmou na feira do setor de defesa e segurança Laad (do inglês Latin America Aerospace and Defense), no Rio de Janeiro, a terceirização sancionada com vetos pela Presidência é de uma “leveza e simplicidade extraordinárias” e não prejudica “minimamente” os trabalhadores. “Se houver necessidade de salvaguarda, nós faremos. Por enquanto, pelo que eu pude verificar no exame do projeto, não identifiquei necessidade para isso”, disse o presidente, ao lado do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). Alvo de denúncias em um desdobramento da Lava-Jato, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), não estava presente.

Horas, antes, em São Paulo, ao ser abordado por jornalistas no “Bradesco’s Brazil Investment Forum”, o presidente afirmou que uma eventual complementação da terceirização poderia ser feita, “seja na reforma trabalhista ou por algum outro meio qualquer”, mas na pouco provável hipótese dela ser necessária, de acordo com Temer. “Tenho certeza que a terceirização vai incentivar o emprego. Não tem um prejuízo sequer para os trabalhadores”, disse. Mais adiante, afirmou: “A última coisa que o governo quer é prejudicar o trabalhador”.

O presidente sugeriu que os interessados sobre o tema leiam o artigo da Constituição que trata dos direitos sociais. “É que aqui no Brasil nós achamos que se não estiver na lei, não vale”, completou.

Temer mostrou mais transigência quando se referiu à reforma da Previdência. Segundo o presidente, o governo pretende fazer “adequações compatíveis” com o que o Congresso está pensando sobre o projeto. O presidente declarou que o Congresso é “senhor” para definir o desenho final da reforma. “Não queremos impor essa ou aquela lei, queremos é a compreensão da absoluta necessidade desta reforma, inclusive para desfazer muita inverdades sobre o déficit da Previdência”, disse.

Ao falar da economia, adotou um tom de euforia, no evento promovido pelo Bradesco. “Quem investir aqui [no Brasil] não vai se arrepender. O nosso Brasil está de volta”. Sobre inflação, destacou que a taxa cai rapidamente desde o início de seu governo e deve continuar caindo. Temer disse que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode fechar o ano entre 4,10% e 4,12%, abaixo do centro da meta do Banco Central (BC), de 4,5%. Segundo o presidente, os juros, hoje em 12,25% ao ano, terminarão 2017 em um dígito. “Tudo isso de uma forma muito responsável, paulatina e segura, diferente do passado”.

Ao longo de sua fala, o presidente afirmou que a “recessão está no retrovisor” e repetiu medidas econômicas de seu governo que estão em curso, como as mudanças nas regras do pré-sal, o novo compliance das empresas estatais e as privatizações.

Logo pela manhã, em outro evento empresarial em São Paulo, Temer reconheceu que a crise econômica atingiu “os segmentos mais vulneráveis” da população. “As crianças não foram exceção”, disse Temer durante pronunciamento realizado na abertura do “Global Child Forum”, o Fórum Global da Criança, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento conta com a participação do rei da Suécia, Carlos XVI, e da rainha Silvia.

Sobre o julgamento no TSE que analisa eventuais crimes cometidos por sua chapa nas eleições de 2014, o presidente afirmou limitou-se a afirmar que aguardava com tranquilidade o julgamento, em um momento em que a corte já havia decidido estender os prazos do processo. “O Judiciário fará aquilo que for melhor e aquilo que for compatível com o direito. Tenho absoluta convicção disso. Resolveram ampliar a discussão processual; é uma decisão que cabe ao TSE. Nós vamos sempre ter de estar obedientes às decisões do Judiciário”, afirmou.

Fonte: Valor / Abinee

Meirelles projeta crescimento ‘em ritmo de 3%’ no fim deste ano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça (4) esperar que o país esteja crescendo até 2,7% no quarto trimestre, e em “ritmo de 3%” no fim do ano.

“Se olharmos a previsão do crescimento do quatro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, esperamos um crescimento de 2,7%. Vamos entrar em 2018 com um crescimento, um ritmo, acima de 3%. Portanto, está dentro da previsão”, disse.

Presente à abertura de uma feira de defesa no Rio, Meirelles disse esperar recuperar “nos próximos trimestres” os 30% perdidos em investimentos nos dois últimos anos.

O quadro róseo foi reforçado pelo crescimento da produção automotiva, comemorado por Meirelles, ainda que não reflita a indústria como um todo.

Sobre o contingenciamento de R$ 41 bilhões anunciados na semana passada, Meirelles disse ser possível abater algo disso com o uso de precatórios depositados pela União em bancos e não retirados.

“Existe a disponibilidade de precatórios que foram depositados pela União nos bancos e que os beneficiários não retiram. Serão vários bilhões de reais”, disse, complementando ao citar a expectativa de arrecadar R$ 8 bilhões com leilões do pré-sal ainda neste ano.

Fonte: Folha SP

Serasa libera consulta gratuita do consumidor à sua pontuação de crédito

A partir desta quarta-feira, 5, consumidores poderão consultar pela internet sua pontuação de crédito junto à Serasa. O dado é usado por bancos e outras financeiras para conceder financiamentos e empréstimos e também para determinar o limite de cartões de crédito.

O chamado score de crédito é um cálculo estatístico que retorna determinada pontuação com base no comportamento de grupos de consumidores de mesma faixa etária. Nessa pontuação está implícita a possibilidade de o consumidor dar calote.

Esse cálculo leva em conta o histórico de inadimplência do consumidor, seu relacionamento com empresas financeiras e dados cadastrais. Quanto mais alta é a pontuação, maior é a probabilidade do pagamento de contas em dia. No caso da Serasa, essa pontuação vai de 0 a 1.000 pontos.

“Esta é uma grande vitória para o consumidor. A informação dará a ele poder, pois permite o controle do seu currículo financeiro”, afirma em nota José Luiz Rossi, presidente da Serasa Experian. A consulta é feita por meio de cadastro no site da empresa.

Outro birô de crédito, a Boa Vista SCPC também permite ao consumidor a consulta gratuita à sua pontuação, porém a resposta pode vir em até dois dias. Há sites que cobram até R$ 20 por essa consulta.

Além disso, o Banco Central do Brasil também disponibiliza ao cidadão informações a respeito de sua situação no mercado de crédito. A consulta também é gratuita e deve ser solicitada em formulário pelo site do BC.

Para melhorar o score de crédito, as empresas recomendam o pagamento de contas em dia e a utilização de serviços financeiros diversos, como movimentação de contas bancárias, empréstimos e investimentos.

Para aumentar essa pontuação, há ainda o cadastro positivo. A adesão é gratuita e deve ser feita por iniciativa do consumidor nos sites desses birôs de crédito. Porém, como revelou reportagem do Estado, ainda há resistência em relação ao compartilhamento de informações entre grandes empresas.

Fonte: O Estado SP

FGTS já pode ser usado como garantia a consignado

A Caixa Econômica Federal publicou ontem as regras para empréstimos consignados com uso do FGTS como garantia. Dessa forma, os bancos ficam liberados para começar a firmar convênios com empresas para que os trabalhadores tenham acesso a essa linha de crédito. A taxa máxima de juros fixada é de 3,5% ao mês, e o trabalhador terá até 48 meses para quitar o montante.

Os bancos consideram a taxa baixa e não estão satisfeitos com as regras impostas pelo Conselho Curador do FGTS. Eles chegaram a sugerir aos conselheiros uma taxa de 6% mensal e alegam que há um custo alto de operacionalização. O valor, contudo, foi considerado muito alto pelos membros do conselho. O GLOBO procurou os principais bancos: o Itaú e o Banco do Brasil afirmam que estão avaliando as regras divulgadas, e o Bradesco diz que ainda não tem informações sobre o tema.

O uso do FGTS como garantia está previsto na Lei 13.313/ 2016, aprovada em julho do ano passado. Com a medida, o governo espera estimular o consumo por meio do fornecimento de crédito com juros mais baixos, mas de forma segura para os bancos. As projeções da equipe econômica quando o projeto foi divulgado, ainda no governo Dilma Rousseff, eram que a medida teria potencial de viabilizar operações de crédito da ordem de R$ 17 bilhões.

ABISMO ENTRE PÚBLICO E PRIVADO
Pelas regras, o trabalhador poderá utilizar como garantia até 10% do que possui no fundo mais a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa. Esses valores só podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador rompe o contrato com a empresa em que trabalhava quando fez o empréstimo.

Como o saldo do fundo é uma garantia segura, a intenção é diminuir o abismo que há entre os juros do consignado para o setor privado e para o setor público.

Atualmente, os servidores públicos têm um volume de empréstimos contratados nessa modalidade de R$ 167 bilhões. Na iniciativa privada, o volume é de R$ 18,4 bilhões. A predominância dos servidores entre os clientes de crédito consignado ocorre porque, como esses funcionários têm estabilidade no emprego, o risco é baixo e, portanto, as taxas são menores. Segundo nota técnica divulgada pela Fazenda no ano passado, os juros médios para o setor público são de 26,5%. E, para o setor privado, 41,3%.

PARA MUITOS, ÚNICA POUPANÇA
O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, considera que a ideia de transformar o FGTS em ativo é inteligente e potencial propulsor da economia. Ele pondera, no entanto, que é necessário cautela para não acabar dissolvendo o fundo que funciona como única poupança para milhares de brasileiros.

— Todo o sistema financeiro está tentando capturar o FGTS de alguma forma. Eu acho isso interessante. A única ressalva é que estamos no meio de uma reforma previdenciária. O FGTS é uma das poucas fontes de poupança para milhares, senão milhões, de brasileiros — diz Perfeito.

Para Flávio Naufel, vicepresidente da Zetra, empresa de gestão de margem de consignados, a expectativa do setor é que o consignado tenha um salto de dois dígitos com a mudança. Ele estima, ainda, um crescimento de, pelo menos, 7% na participação do setor privado.

— Em um período de crise, o crédito consignado aparece como possibilidade. Com o FGTS, há um motivador maior — comenta Naufel.

Fonte: O Globo

Redação On abril - 5 - 2017
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