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Domingo, 23 de Julho de 2017






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EUA reforçam temores de posicionamento unilateral

A rejeição dos Estados Unidos em se comprometer contra o protecionismo foi uma clara sinalização às outras grandes economias desenvolvidas e emergentes do G-20 de que o governo de Donald Trump perseguirá uma política comercial apoiada em ameaças unilaterais, ampliando os riscos de conflitos com outras nações.

Como o Valor antecipou, a delegação americana esvaziou no G-20 tanto o compromisso sobre comércio baseado em regras internacionais, como eliminou menções de cooperação internacional envolvendo meio ambiente e refugiados, duas outras prioridades no mundo atual.

“Houve desacordo entre um país e todos os outros”, resumiu o ministro de Economia da França, Michel Sapin. “Teve um impasse”, acrescentou o ministro alemão Wolfgang Schäuble. Depois de muita insistência, o alemão arrancou dos americanos uma frase genérica sobre comércio na declaração final do G-20. Foi uma maneira de atenuar o impacto simbólico do repúdio de Washington a décadas de doutrina do livre comércio.

Os EUA recusaram o compromisso anterior do G-20 de que os países “resistirão a todas as formas de protecionismo”. Aceitaram a platitude de que “os países estão trabalhando para reforçar a contribuição do comércio para suas economias”. Essa fórmula sobre comércio internacional significa “que não estamos de acordo com os EUA”, segundo o francês Sapin, decepcionado em meio ao fiasco da Europa, China e de outros emergentes em manter o compromisso contra o protecionismo.

De seu lado, o secretário do Tesouro americano Steven Mnuchin minimizou a ausência do compromisso contra o protecionismo. Alguns negociadores diziam que, de toda maneira, as decisões do governo americano serão tomadas independentemente da posição adotada no G-20.

Mas a postura americana ilustrou como a política de “America First” (EUA em 1º) deverá afetar os acordos comerciais atuais e futuros, impondo nova atitude dos EUA ao exportar e importar do resto do mundo.

Mnuchin avisou que Washington está focado agora na redução do déficit comercial. “Temos um novo governo e uma visão diferente sobre comércio”, declarou, insistindo em “comércio equilibrado”.

Os EUA ficaram satisfeitos com a inclusão no comunicado do compromisso assumido pelos países para se empenharem em reduzir os desequilíbrios externos. O alvo americano são os enormes superávits em conta corrente da Alemanha e da China, obtidos com muita exportação e pouca importação.

Desapareceu do comunicado final o encorajamento do G-20 para os países implementarem o Acordo de Paris sobre mudança climática o mais rápido possível, refletindo a oposição do governo Trump ao acordo.

Também sumiu do texto o apoio do G-20 às ações de organizações internacionais para coordenar ações de ajuda aos refugiados.

Abinee/Valor Econômico – 20/03/2017

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Não há desvalorizações entre emergentes, diz Ilan

Está muito longe o risco de uma guerra de moedas, avaliou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sobre o compromisso do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo) de recusar desvalorizações competitivas de divisas. “Se olharmos bem o mundo, não se está observando desvalorizações no mundo emergente”, afirmou Ilan. “Não é o caso. A China está trabalhando no outro lado de valorização.”

Por sua vez, “o Brasil está reduzindo o estoque de swaps cambiais, é para o outro lado também”, acrescentou.

Os EUA se alinharam rapidamente ao consenso nesse ponto. O G-20 reiterou que excessiva volatilidade e movimentos desordenados nas taxas de câmbio podem ter implicações adversas para a estabilidade econômica e financeira.

As maiores economias desenvolvidas e emergentes confirmaram que vão fazer consultas entre elas sobre os mercados de câmbio. E reafirmaram os compromissos de não definir taxas para propósitos competitivos.

O Valor indagou ao presidente do BC se no G-20 houve alguma inquietação de outros países de que, diante da aceleração da economia dos EUA, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) eleve os juros mais rapidamente. “Falou-se de normalização [da política monetária dos EUA], com menos ansiedade do que antes”, disse Ilan.

No G-20, o presidente do BC relatou que a economia brasileira está se recuperando, a inflação caindo e a percepção de risco-país melhorando. Aos jornalistas, ele confirmou que seguiria a mesma linha do ministro Henrique Meirelles, ou seja, de que a economia pode crescer 2,4% entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, e cerca de 3% em 2018.

Para Ilan, uma recuperação robusta da economia brasileira é uma combinação de quatro elementos. Primeiro, as reformas macroeconômicas, como previdência, fiscal, tributária e trabalhista. Segundo, reformas microeconômicas, que facilitam o ambiente de negócios. Terceiro, os programas de infra-estrutura. E, quarto, “a política monetária pode ajudar na recuperação”.

“Falamos de recuperação, que o crescimento vem este ano e que será melhor no ano que vem”, afirmou. “A recepção foi mais positiva do que eu esperava, [porque] às vezes, pode ser morna, pode ser ok.”

Sua conclusão, após dois dias de discussões no G-20, é de que a recuperação global está vindo de uma forma “muito mais clara”. Disse que todas as regiões indicaram melhora da atividade, sinalizando que o momento econômico é bom “num tom até mais positivo do que esperava”.

Nos EUA, o crescimento é tal que o Fed está num processo de elevação dos juros. Na zona do euro, é um crescimento sem chegar no potencial. Na China, o crescimento já faz política monetária ficar mais cautelosa.

Abinee/Valor Econômico – 20/03/2017

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Alemanha pode abrir ação na OMC contra EUA por tarifa

A Alemanha pode iniciar uma ação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) em reação à proposta do presidente Donald Trump de adotar tarifa de fronteira, disse a ministra das Finanças alemã, Brigitte Zypries, na sexta-feira, antes de um encontro entre o líder norte-americano e a chanceler alemã, Angela Merkel, no último sábado. Após se encontrar com a chanceler alemã, Trump disse não acreditar no isolacionismo, mas afirmou que a política comercial deve ser mais justa para os trabalhadores norte-americanos.

Abinee/DCI – 20/03/2017

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China se opõe ao protecionismo e apoia o livre comércio

A afirmação foi do vice-primeiro-ministro do país, Zhang Gaoli. A China está lutando para lidar com uma demanda global fraca e enfrenta riscos de um crescente protecionismo dos Estados Unidos. “Não podemos parar nossos avanços por conta de dificuldades temporárias”, disse.

Abinee/DCI – 20/03/2017

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Brasil precisa entender a China atual

Folha de S.Paulo – Ronaldo Lemos – 20/03/2017

Se tem uma coisa que quem trabalha com política pública no Brasil precisa fazer é parar de se informar sobre a China a partir da perspectiva da imprensa norte-americana. O único jeito de entender o país é vendo de perto como ele funciona. Em outras palavras, é preciso “guanxi”, termo que indica o costume chinês de só confiar em uma pessoa depois de ter tido um encontro pessoal com ela.

A China está deixando de ser o “chão de fábrica” do planeta para se tornar um país gerador de design e propriedade intelectual. Há uma forte reorientação em busca de inovação ocorrendo.

O país já ocupa o segundo lugar no número de patentes registradas, ficando atrás apenas dos EUA. Em nanotecnologia, a China já está no primeiro. Em patentes de robótica, está em segundo, só atrás do Japão.

A China se tornou o país do WeChat, aplicativo criado pela empresa local Tencent. Ele é difícil de descrever. Funciona como rede social, mensageiro eletrônico, app de transporte urbano, de paquera e meio de pagamento. É impressionante ver que quase ninguém usa mais dinheiro ou cartão. Todo pagamento é feito por celular com o WeChat. Inclusive quando alguém manda dinheiro para outra pessoa (o app se integra à conta bancária diretamente).

Se o Brasil quiser ter uma política externa capaz de alavancar o desenvolvimento nacional, um bom passo é bater às portas da China para cooperar em ciência e tecnologia. As Universidade de Pequim e Tsinghua ambicionam ser a Harvard e a Stanford chinesas. Os campi estão cercados de empresas de tecnologia. O iCenter de Tsinghua funciona como o laboratório de novas técnicas de manufatura e está aberto a colaboração internacional. Lá é possível ver impressoras 3D capazes de imprimir um carro de uma vez, supercomputadores e programadores especializados em bitcoin e blockchain.

Já a Academia Yenchin da Universidade de Pequim tem sistematicamente acolhido estudantes brasileiros interessados em construir pontes com a China, tal como a paulistana Lais Sachs. Ela e seis outros acabam de criar uma associação dos estudantes brasileiros espalhados pela China. Deveriam ganhar uma medalha da embaixada brasileira.

Brasil e China foram (e continuam sendo) dois grandes beneficiários do sistema da OMC. Isso em si já consiste em um ponto de cooperação entre os dois países, em especial neste momento de crescente reprovincialização do comércio.

Além disso, o Brasil tem a ambição de deixar de ser apenas um gigantesco mercado consumidor de tecnologia para se tornar produtor. Para isso, o papel do Estado como indutor de inovação é essencial. Nesse sentido, é importante a construção de um Plano Nacional de Internet das Coisas (iniciativa da qual, vale dizer, faço parte). Só nesse setor já há grande espaço de cooperação.

Nenhum país se desenvolve isoladamente. China e Brasil eram economias agrárias nos anos 1970.

Só um deles reverteu esse quadro.

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JÁ ERA Tolerar ineficiência na transmissão de eletricidade

JÁ É Linhas de transmissão em alta voltagem

JÁ VEM Linhas de transmissão em ultravoltagem e baixa perda (nova tecnologia chinesa)

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Líderes do G20 consideram fracas perspectivas econômicas para o médio prazo

Os representantes do grupo das 20 maiores economias do mundo, o G-20, concordaram que a recuperação econômica mundial continua em curso, mas que as perspectivas para o médio prazo continuam mais fracas que o desejável.

Segundo o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Jens Weidmann, a avaliação econômica do cenário atual feita no encontro foi mais positiva do que em ocasiões anteriores.

Ainda assim, é “importante que os países promovam reformas para garantir a continuidade desse momento”, acrescentou Weidmann.

O comentário foi feito após a divulgação de que a reunião derrubou a menção do texto do ano passado, que rejeita “todas as formas de protecionismo” entre os integrantes, medida que atende os pedidos do governo norte-americano.

A retirada do trecho, porém, “não significa um desentendimento entre os membros do grupo”, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. De acordo com ele, a adoção do novo texto foi aprovada de forma unânime, sem nenhum desacordo.

As dificuldades enfrentadas pelas autoridades globais para definir uma posição comum sobre o comércio, no entanto, já haviam sido sinalizadas na conclusão do primeiro dia de reunião, diante da insistência da administração Trump de que o comércio internacional deve ser “justo” e “livre”.

Na declaração, os ministros salientaram que “estão trabalhando para fortalecer a contribuição do comércio” para suas economias e reiteraram a defesa contra “desvalorizações competitivas” das moedas, além de também incluir um compromisso de aumentar a justiça na economia.

“Nós nos esforçaremos para reduzir excessivos desequilíbrios globais, promover maior inclusividade e equidade e reduzir a desigualdade em nossa busca do crescimento econômico”, disse o comunicado.

Recuperação brasileira

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, relatou que a recepção do G-20 à retomada do País foi mais positiva do que o imaginado e que os principais motivos são as reformas e a melhora do ambiente externo. “Há a percepção de que a recuperação vem junto com esse crescimento no mundo”, constatou.

Goldfajn traçou um panorama cambial no mundo e disse que o tema deve sofrer pouca alteração. “Não se vê desvalorizações nos emergentes. No Brasil, estamos reduzindo os estoques de swap, que é um movimento para o outro lado também”, considerou.

Ele mencionou ainda que os discursos de recuperação da atividade mundial foram bem claros. “Não é que os riscos desapareceram, mas a ênfase mudou”.

Abinee/DCI – 20/03/2017

Redação On março - 20 - 2017
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