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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Economia do México perde força após eleição de Trump

Por Eric Martin

O crescimento do México desacelerou no quarto trimestre, deprimido pela queda da produção de petróleo, antes mesmo de se fazer sentir o pleno impacto do potencial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prejudicar a economia do país.

O Produto Interno Bruto (PIB) mexicano aumentou 0,6% em comparação com o trimestre anterior, segundo dados preliminares divulgados ontem pelo instituto nacional de estatística. O percentual representa uma desaceleração em relação ao terceiro trimestre, quando a economia cresceu ao ritmo mais forte dos últimos três anos. Comparada ao quarto trimestre do ano anterior, a expansão do PIB do país foi de 2,2%.

As perspectivas para 2017 se deterioraram significativamente com a eleição de Donald Trump, em novembro. Os economistas reduziram as expectativas de crescimento diante de suas promessas de extinguir ou reformular o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, nas iniciais em inglês) e de fazer o México pagar por um muro na fronteira, que transtornaram décadas de sólida cooperação entre os dois países, diminuíram as projeções de investimentos e fizeram com que o peso mexicano registrasse queda recorde. A disparada dos preços da gasolina reforçou as expectativas de aceleração da inflação, alta das taxas de juros e enfraquecimento da economia como um todo.

“A incerteza quanto às políticas de Trump é o principal problema”, disse Marco Oviedo, do Barclays, que prevê que o crescimento do México desacelerará para 0,3% no primeiro trimestre deste ano.

Analistas ouvidos pelo levantamento do Citibanamex preveem que a economia do país crescerá 1,5% neste ano, o menor percentual desde 2013, e que a inflação subirá para 4,8%.

“A desaceleração que projetamos para este ano pouco tem a ver com o que aconteceu no quarto trimestre”, disse Carlos Capistrán, do Bank of America para o México e o Canadá, antes de vir a público o relatório sobre o PIB. “Há incerteza gerada por Trump e por todas as políticas que possam ser implementadas pelos EUA, mas também há incerteza gerada pelo próprio México, e pelo fato de que haverá eleições presidenciais no ano que vem e de as pessoas já se perguntarem o que poderá acontecer”.

O protecionismo de Trump também reduziu as perspectivas de investimento estrangeiro direto (IED). O governo do México cortou sua projeção de IED em 16%, para US$ 21 bilhões, no início deste mês, em relação à estimativa anterior de US$ 30 bilhões.

Valor Econômico – 01/02/2017

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UE avaliará novos acordos comerciais

A União Europeia (UE) terá de estabelecer novas parcerias comerciais se os Estados Unidos, tradicional aliado político e econômico do bloco, optarem pelo caminho do protecionismo, alertou ontem o presidente do Eurogroup, Jeroen Dijsselbloem.

“Ainda não sabemos se isso realmente irá acontecer”, disse Dijsselbloem à rede “RTL”. “A Europa não deve ficar sentada e esperar cegamente para ver o que acontece nos EUA, mas avançar ela própria, inclusive na área comercial.”

Os comentários de Dijsselbloem surgem em meio a uma reação na Europa e em outras regiões do mundo às primeiras medidas do presidente americano, Donald Trump, como a retirada dos EUA da Parceria Transpacífico (TPP).

Ele disse que enquanto os EUA continuam a ser um parceiro comercial-chave para a região, é importante também a UE finalizar acordos em negociação com Ásia, América Latina e África. “Nossa cooperação com a China é muito importante. Cada vez mais economicamente, mas também politicamente”, disse. “Se os EUA realmente optarem por maior protecionismo, uma abordagem voltada para dentro, e não forem mais defensores do livre comércio e da cooperação, a Europa terá de assumir esse papel com determinação.”

Abinee/Valor Econômico – 01/02/2017

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Para EUA, Alemanha usa euro fraco contra parceiros

A Alemanha vem se valendo de um euro “grosseiramente subvalorizado” para explorar os Estados Unidos e seus parceiros na União Europeia (UE), segundo o principal assessor de comércio exterior de Donald Trump, cujos comentários provavelmente vão alarmar a maior economia da Europa.

Peter Navarro, chefe do novo Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, disse ao “Financial Times” que o euro é uma espécie de “marco alemão implícito”, cujo baixo valor relativo dá à Alemanha vantagem sobre seus principais parceiros comerciais. Seus comentários indicam que o câmbio será um dos focos do novo governo americano como parte de sua abordagem linha-dura sobre os laços comerciais do país.

Afastando-se da política anterior dos EUA, Navarro disse ainda que a Alemanha é um dos maiores obstáculos para um acordo comercial dos EUA com a UE e que as negociações da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) estão mortas. O governo de Trump busca negociar acordos bilaterais em vez dos multilaterais defendidos por Barack Obama, seu antecessor.

“Um grande obstáculo à TTIP como acordo bilateral é a Alemanha, que continua a explorar outros países na UE e os EUA com um ‘marco alemão implícito’ que está grosseiramente subvalorizado”, disse Navarro. “O desequilíbrio estrutural alemão no comércio com o resto da UE e os EUA enfatiza a heterogeneidade econômica na UE – assim, este é um acordo multilateral, vestido como bilateral.”

Os comentários colocam em evidência a disposição cada vez maior do governo Trump de antagonizar com líderes da UE, em particular com Angela Merkel, a premiê da Alemanha. Além de apoiar publicamente a premiê do Reino Unido, Theresa May, em suas negociações com a UE para o Brexit, Trump também já disse que o bloco econômico servia de veículo para beneficiar a Alemanha.

As declarações de Navarro ocorrem após a visita de May aos EUA, na qual ela e Trump discutiram formas de iniciar a negociação de um acordo comercial entre EUA e Reino Unido. “O Brexit matou a TTIP nos dois lados do Atlântico antes mesmo da eleição de Donald Trump”, escreveu Navarro em respostas por e-mail a perguntas do “FT”. “Pessoalmente, vejo a TTIP como um acordo multilateral com muitos países sob o mesmo ‘teto’.”

Na semana passada, Trump também excluiu os EUA da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), com 12 países, iniciadas por Obama. Navarro disse que uma das prioridades comerciais do governo é desfazer as cadeias internacionais de suprimentos, das quais muitas empresas multinacionais americanas dependem, e repatriá-las, direcionando a mira do novo governo a um dos pilares da economia moderna mundial.

“Não é mais bom para a economia americana no longo prazo apenas ter grandes fábricas de caixas, onde agora estamos montando produtos ‘americanos’ compostos essencialmente de componentes estrangeiros”, disse. “Precisamos fabricar esses componentes em uma cadeia de suprimento doméstica sólida, que incentive o emprego e o crescimento salarial.”

Navarro, que assessorou a campanha de Trump e é autor do livro “Morte pela China”, é um crítico da política comercial dos EUA. Ele está entre os nacionalistas econômicos que culpam a China e a globalização pelo que veem como o esvaziamento da indústria americana.

Ele praticamente endossou o plano de um imposto sobre as importações levado por líderes republicanos à Câmara dos Deputados e que vem dividindo opiniões na comunidade empresarial americana. A proposta impediria empresas de deduzir custos de importação de sua receita tributável e tornaria qualquer receita com exportação livre de impostos. A ideia atraiu mais atenção na semana passada quando a Casa Branca a destacou como um modo de pagar o muro na fronteira com o México.

A General Electric, entre outros exportadores, saudou a proposta de um sistema tributário ajustável pelo destino dos bens e disse que isso a deixaria em igualdade de condições com concorrentes no exterior que têm restituição do imposto de valor agregado em suas exportações. Já varejistas como o Walmart, e outras empresas que dependem de importações disseram que o plano representaria um imposto de 20% sobre importações e iria elevar os preços ao consumidor e afetar seus negócios.

Navarro rejeitou o argumento de que o consumidor americano acabaria pagando o custo de uma reforma tributária tão grande. Esse é “um argumento velho e batido que a ala da globalização, do lobby da terceirização ao exterior vem usando há anos para deixar os americanos sem trabalho e reduzir os salários, remetendo nossos empregos ao exterior”.

Abinee/Valor Econômico – 01/02/2017

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Discurso duro não trará empregos de volta

Por Martin Wolf

Primeiro culpe os estrangeiros. Essa estratégia é sempre companheira de nacionalismo ressentido. Ela pode ser vista na proibição de Donald Trump à entrada de imigrantes de sete países. Ela será vista em seu protecionismo. Um pouco de verdade ­ terrorismo e o impacto direto das importações sobre o emprego ­ reforça uma mentira: minhas ações são suficientes para mantê­los seguros e restaurar a prosperidade passada.

No âmago do debate americano sobre política comercial está a história dos empregos na indústria de transformação. O fato individual mais importante é o declínio constante da proporção de empregos no setor de manufatura: de cerca de 30% do emprego total no início dos anos 1950 para pouco mais de 8% no fim de 2016.

A principal explicação para esse declínio de longo prazo nos EUA (e em outras economias de alta renda) foi o aumento do emprego em outros setores. Em 1950, o setor de manufatura empregava 13 milhões de pessoas, ao passo que no restante da economia o número era de 30 milhões. Até o fim de 2016, eram 12 milhões e 133 milhões, respectivamente. Assim, todo o aumento do emprego entre 1950 e 2016 ocorreu fora do setor de manufatura. Mas a produção americana não ficou estagnada. Entre 1950 e 2016, ela cresceu 640%, enquanto o emprego caiu 7%. Mesmo entre 1990 e 2016 a produção aumentou 63% e o emprego caiu 31%.

As políticas propostas por Trump e pelos republicanos provavelmente imporá grandes custos a setores desprotegidos, deixando seus apoiadores ainda mais desesperados. Nada que Trump faça trará a indústria a seu antigo papel de gerador de “bons empregos”

A explicação para o contraste entre produção e emprego é o aumento da produtividade. E com efeito, o problema está na recente estagnação da produtividade: em manufatura, a produção por hora aumentou apenas 1% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2016. Como resultado, o emprego cresceu um pouco. Mas esse é um mau resultado: a economia precisa incrementar a produtividade, se quiser gerar uma melhoria sustentada dos padrões de vida.

Entre 1997 e 2005, o déficit comercial americano em produtos manufaturados cresceu 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas hoje está no mesmo nível que em 2005, depois de encolher durante a crise financeira. Quão maior poderia ser a produção do setor de manufatura se esse aumento no déficit comercial não tivesse ocorrido?

Façamos a suposição plausível de que o impacto sobre o valor agregado é cerca de dois terços do valor bruto dos produtos. Então, o valor agregado pela indústria poderia ser cerca de 1,7% do PIB maior. Suponhamos que o efeito sobre o emprego seja proporcional. O setor de manufatura empregaria cerca de 2,5 milhões de pessoas a mais do que atualmente. Isso poderia ter evitado metade das perdas de postos de trabalho na indústria desde 1997 e elevado a participação do setor de manufatura no emprego em mais de 10%.

Em suma, o aumento do déficit comercial no início dos anos 2000 teve um efeito significativamente negativo sobre o emprego na indústria de transformação, porém quase nenhum sobre a diminuição, no longo prazo, do percentual do emprego total na indústria de transformação. Mesmo se a balança comercial tivesse se mantido inalterada no início dos anos 2000, ainda haveria grande redução na participação do emprego na indústria de transformação a partir do fim dos anos 90. A principal razão para isso foi a fraca demanda: não é de surpreender que a queda absoluta do emprego na indústria manufatureira ocorreu durante as duas recessões, no início dos anos 2000 e novamente em 2007­09

Que parte do aumento do déficit comercial se deveu ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e à adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC)? Bradford DeLong, de Berkeley, conclui que foi bastante modesto. Uma análise mais sofisticada, de Daron Acemoglu, do MIT, e outros, concluiu que o comércio com a China causou a perda de cerca de 10% do número total de empregos perdidos no setor de manufatura entre 1999 e 2011. Mas a análise dos vínculos entre empresas e o impacto sobre a demanda local tem efeitos negativos muito maiores ­ entre 2 milhões e 2,4 milhões de empregos, embora estes números sejam ainda inferiores a 2% do emprego total.

Surgem, então, duas grandes questões. A primeira é que o efeito da concorrência das importações é frequentemente concentrado geograficamente. Esse é um problema particularmente relevante num país tão grande quanto os EUA. A melhor resposta deveria ser uma combinação de ajuda às comunidades afetadas para gerar novas fontes de emprego e ajudar os trabalhadores (e não apenas aqueles diretamente afetados) a adquirir habilidades e, portanto, novos empregos. Uma parte da estratégia também deveria envolver a provisão de ajuda para restaurar a mobilidade americana perdida.

O segundo ponto é a necessidade de sustentar a demanda e assim garantir que novos postos de trabalho substituam os antigos na economia como um todo. A visão ortodoxa é que os EUA podem sempre alcançar o pleno emprego por meio do uso ativo de instrumentos de política fiscal e monetária. A experiência desde 2000, e especialmente desde a crise financeira, sugere que isso pode ser difícil. Como já argumentei, enormes superávits em conta corrente em alguns países obrigaram países deficitários a praticar excessos financeiros como uma forma (em última instância, insustentável) de manter a demanda ao nível da produção potencial. A crise confirmou a preocupação de John Maynard Keynes sobre o papel potencialmente maligno dos países superavitários na economia mundial.

Infelizmente, as políticas propostas por Trump e pelos republicanos no Congresso ­ uma combinação de protecionismo fragmentado com um grande estímulo fiscal, bem como a eliminação de grande parte da rede de segurança social ­ provavelmente imporá grandes custos a setores desprotegidos, deixando os apoiadores [de Trump] ainda mais desesperados. Nada que ele faça trará o setor de manufatura ao seu antigo papel de gerador de “bons empregos”. Importações baratas e a capacidade de oferecê­las também trouxeram grandes benefícios aos consumidores domésticos e aos trabalhadores estrangeiros.

A abordagem correta seria proativa, e não defensiva: abriria mercados em todo o mundo; forçaria os países com enormes excedentes a focar mais a demanda interna e menos em demanda externa; ajudaria os trabalhadores e as comunidades atingidos por mudanças adversas, e não os abandonaria; deixaria de culpar os estrangeiros pelo “crime” de vender bens a preços baixos. Essas políticas fariam excelente sentido. Infelizmente, não são o que vamos ver. (Tradução de Sergio Blum) Martin Wolf é editor e principal analista econômico do FT.

Valor Econômico – 01/02/2017

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Ferramenta facilita acesso a dados de comércio exterior dos municípios 

Prefeitos, gestores públicos e privados, acadêmicos, empresários e cidadãos poderão navegar e interagir com gráficos e informações das exportações e importações dos municípios de uma forma mais simples e moderna.

Os dados, que até então eram publicados em planilhas de Excel e banco de dados, agora são disponibilizados a partir de visualizações gráficas amigáveis e interativas, que permitem uma análise direta da informação.

Além de tornar o acesso mais intuitivo e transparente, a inovação apoiará ações de incentivo às exportações nos estados, como o Plano Nacional da Cultura Exportadora.

Disponível no site do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Comex Vis Municípios apresenta um recorte municipal dos dados de comércio exterior, com informações sobre valores de exportação, importação e saldo; participação e ranking do município nas exportações e importações brasileiras e estaduais; número de empresas exportadoras e importadoras; produtos exportados e importados; e destinos das exportações e origens das importações.

O Comex Vis Municípios suprirá a carência de informação que certas instituições municipais, por motivos de limitações de recursos financeiros ou técnicos, possuem dificuldade em prover.

Também estão disponíveis, no site do MDIC, as versões do Comex Vis: Brasil (Geral), Blocos e Continentes, Países Parceiros e Unidades da Federação. A ferramenta é responsiva, o que permite leitura em smartphones e tablets igualmente, e de baixo custo, pois foi desenvolvida por servidores do ministério e baseada em uma plataforma livre.

Fonte: Portal Brasil

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Emissão de dívida na América Latina terá ritmo moderado

A emissão de dívida na América Latina continuará em um ritmo moderado e seletivo no ano de 2017, em meio à lenta melhora das condições de crédito, depois de as companhias da região venderem um valor recorde de US$ 22,3 bilhões em dívida em 2016.

Os dados foram divulgados ontem pela Moody’s Investors Service em um novo relatório. No entanto, apesar do volume elevado de vendas, uma análise mais aprofundada do mercado indicou um grau de aversão a risco do investidor externo em relação aos emissores da região.

De acordo com o relatório “High Yield Interest – Latin American Edition”, novas emissões continuarão concentradas em poucas companhias, com os instrumentos apresentando custos mais elevados e prazos menores em comparação com os anos anteriores. Essa é uma tendência que a Moody’s espera que persista em 2017. Os custos médios ponderados (WAC, em inglês) aumentaram para 7,8% ao ano em 2016, de 7,6% em 2015, enquanto os prazos médios ponderados diminuíram para 6,3 anos, ante 7,5 anos anterior.

DCI – 01/02/2017

Redação On fevereiro - 1 - 2017
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