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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Minério e combustíveis pressionam inflação no atacado, estimam analistas

Ainda sob o efeito do reajuste de combustíveis no fim de 2016 e da pressão do minério de ferro, a inflação no atacado aumentou novamente em janeiro, avaliam economistas. Por isso, a estimativa média de 14 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data aponta que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,72% no primeiro mês do ano, depois de alta de 0,54% em dezembro.

As projeções para o indicador, a ser divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), vão de 0,57% até 0,79%. Caso as previsões se confirmem, a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M, que indexa diversos contratos, deve continuar em desaceleração relevante, ao passar de 7,17% para 6,7% neste mês.

Embora os produtos agropecuários tenham acentuado sua deflação na passagem mensal, a ascensão dos produtos industriais teve peso maior em janeiro, afirma Márcio Milan, economista da Tendências Consultoria. Em seus cálculos, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, subiu 0,89% no mês, ante 0,69% na medição anterior. Já o IGP-M deve ter avançado 0,75%.

Segundo Milan, o maior impacto sobre o índice veio dos itens industriais, cuja inflação aumentou de 1,52% para 1,9% entre dezembro e janeiro. As oscilações, agora mais frequentes, dos preços de combustíveis desde a mudança da política de correções da Petrobras tiveram efeito de alta sobre o IPA industrial, diz. Ao mesmo tempo, o minério – item de maior peso no indicador da indústria – seguiu em aceleração no mercado internacional.

Na contramão dos preços industriais, os itens agropecuários devem ter registrado redução mais forte em janeiro. Nas estimativas do economista, esse conjunto de preços recuou 1,95% neste mês, depois de já ter caído 1,39% na leitura anterior. De acordo com o economista, a deflação mais intensa ocorreu em função principalmente dos grãos, como soja, milho e feijão. “Há uma recomposição generalizada da oferta de grãos”, observa Milan, o que tem feito a inflação de produtos agrícolas ficar bem mais comportada do que o padrão sazonal sugere.

“As quedas dos preços dos produtos agropecuários deverão se intensificar novamente, ajudando a contrabalançar em parte a alta do IPA Industrial, determinada pelos combustíveis”, afirma a equipe econômica da MCM Consultores em relatório. Para a consultoria, o IGP-M registrou alta de 0,72% neste mês, o que levaria a inflação acumulada em 12 meses a cair para 6,7%.

Para o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M), que representa 30% do IGP-M, a expectativa também é de aceleração no mês, acrescenta a MCM, a ser influenciada pelos reajustes anuais de mensalidades escolares – que, na metodologia da FGV, são incorporados em janeiro -, correções de transporte público e a volta dos alimentos ao campo positivo. “Com esse resultado, a taxa de variação acumulada em 12 meses cederá de 7,17% para 6,7%”, estima a consultoria.

Milan, da Tendências, projeta que o IPC subiu de 0,20% para 0,60%, puxado pela sazonalidade mais pressionada de início de ano. Para o economista, a inflação maior no atacado e no varejo não anula a trajetória de desinflação que vem sendo observada desde os últimos meses de 2016.

“Esses movimentos de alta tendem a ser mais pontuais, principalmente no IPA industrial”, diz o economista, para quem a descompressão em 12 meses do IGP-M será rápida. Já em fevereiro, estima, o índice deve ficar abaixo de 6%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção Civil – M (INCC-M), já divulgado pela FGV e responsável por 10% dos IGPs, desacelerou a 0,29% em janeiro, de 0,36% em dezembro.

Abinee/Valor Econômico – 30/01/2017

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35,4% das pequenas devem para o Simples

A crise econômica afetou em cheio os pequenos empreendedores e mais de um terço das pequenas empresas que aderiram ao Simples tem pagamentos atrasados com a Receita Federal. Das cerca de 5 milhões de empresas optantes desse sistema tributário simplificado federal, 1,77 milhão (35,4%) não está com o imposto em dia. Ao todo, esse grupo tem R$ 49 bilhões em impostos atrasados.

Para tentar amenizar o quadro de inadimplência, a Receita Federal tem convocado os maiores devedores a renegociar. Essa repactuação foi aprovada em outubro do ano passado em Lei e prevê parcelamento em até 120 meses. Ao mesmo tempo, foram intimadas 577 mil pequenas empresas com as maiores dívidas – que respondem por débitos de R$ 21 bilhões.

O coordenador de cobrança da Receita Federal, o auditor Frederico Faber, explica que o calote nas pequenas empresas cresceu em duas ondas recente de aumento da inadimplência. Primeiro, os indicadores pioraram após 2012. “Estudos técnicos mostram que esse fenômeno foi diretamente influenciado pelo parcelamento oferecido naquele ano. Quando é concedida chance de parcelar dívidas, o comportamento dos contribuintes muda e a inadimplência parece ser incentivada nos anos seguintes”, diz Faber.

A segunda onda de piora da inadimplência veio com a crise . “Entre 2014 e 2016, tivemos aumento dos atrasos pela situação econômica. Em momentos de crise, muitos optam por deixar de pagar impostos”, explica.

Com um comportamento muito semelhante ao da pessoa física, muitos pequenos empresários (que faturam até R$ 3,6 milhões por ano) em dificuldade preferem pagar dívidas com juros mais altos e atrasar pagamentos que têm custo menores por inadimplência. “É só comparar para ver que há operações muito mais caras”, diz Faber. Dados do Banco Central mostram que a conta garantida – crédito de curto prazo com funcionamento comparável ao cheque especial, por exemplo, chega a ter juro anual de 240%. É muito mais que o atraso no Simples, que gera multa de 20% e juro que segue taxa Selic, atualmente em 13%.

Até meados de janeiro, a Receita registrou 85,3 mil empresas que pediram parcelamento da dívida. Esse grupo tem R$ 6,9 bilhões em impostos atrasados. “Esperamos que a iniciativa atraia 150 mil contribuintes. Agora, estamos no meio do prazo do programa, que termina em 11 de março, e estamos com a metade da meta”, diz.

Questionado sobre a baixa adesão ao programa – já que é esperada a participação de menos de 10% das empresas com tributos atrasados –, Faber minimiza o tema.

“Acreditamos que a maioria dessas empresas (inadimplentes) não está mais operando no mercado. Então, é difícil aumentar essa adesão.”

O auditor nota ainda que o universo de empresas com dívida é proporcionalmente maior que o montante financeiro devido por esses contribuintes. Segundo Faber, os R$ 49 bilhões devidos pelas pequenas equivalem a cerca de 10% do valor que deveria ter sido recebido pelo Fisco nos últimos cinco anos no Simples. Assim, 35,4% dos CNPJs devem 10% do valor que deveria ter sido recolhido.

Reenquadramento. O coordenador da Receita cita ainda que a adesão ao programa tende a ganhar forçar até o último dia do mês. Isso porque contribuintes inadimplentes que repactuarem as dívidas até a data poderão permanecer no Simples. Se a repactuação acontecer depois, a empresa será tributada, neste ano, pelo sistema tradicional de lucro presumido ou lucro real. “É um sistema mais complexo operacionalmente com várias guias e declarações, além de a carga tributária ser maior”.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 30/01/2017

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Brasil começa a deixar a lista dos ‘5 frágeis’

Ajuste das contas externas e um empurrãozinho da recuperação dos preços das commodities já liberam o Brasil de integrar o indigesto grupo de países considerados “5 frágeis” em relação ao câmbio. Em relatórios de bancos estrangeiros e veículos de informação, o País ainda é lembrado como um dos seus membros, mas economistas que atuam na Europa consideram a colocação injusta.

O termo foi cunhado em 2013 pelo banco Morgan Stanley e englobava as economias mais vulneráveis ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e ao fortalecimento do dólar por causa de seus grandes déficits em conta corrente e de seu nível de inflação para o consumidor relativamente alto. Integram a lista o real brasileiro, a lira turca, o rand sul-africano, a rupia indiana e a rupia indonésia.

Desde que Donald Trump passou a ser avaliado como uma possibilidade real na Casa Branca, o termo voltou a surgir junto com a disparada do dólar. Algumas moedas de países emergentes simplesmente ficaram à mercê das apostas a favor da retomada da economia dos EUA.

“Chamar o Brasil hoje de um dos países mais frágeis é um exagero”, resume o chefe de pesquisa macroeconômica para América Latina da consultoria Oxford Economics, em Londres, Marcos Casarin. Dado o novo cenário político mundial, avalia, já seria hora de alguma substituição, como a saída da Índia e do Brasil e a entrada do México, cujo peso vem sentindo os efeitos da nova administração americana.

O analista lembra que os cinco países foram considerados frágeis porque tinham problemas em seus balanços de pagamento. “A necessidade de financiamento externo era maior do que o Investimento Direto no País (IDP) e esses países precisavam ir a mercado buscar dólares”.

Balança. Em 2016, o déficit da conta corrente brasileira fechou em US$ 23,5 bilhões, ou 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Um ano antes, a relação era de 3,3%. A principal contribuição para a redução do rombo veio da balança comercial,.

Casarin ressalta que, para o mercado, não vale a pena apostar contra o real. Para forçar uma corrida contra o câmbio no País seria preciso levar em conta a taxa de juros, que, apesar de o Banco Central ter sinalizado que entrará em trajetória de queda, ainda é muito mais alta do que em outros países. Se a Selic está em 13% ao ano no Brasil, no México, por exemplo, é de 5,75%. “O Brasil não é o País vulnerável no momento. Se o mercado escolher, vai ser quem estiver mais desguarnecido.”

A diretora de Pesquisas Econômicas do Haitong Bank em Lisboa, Sandra Utsumi, ressalta que o Brasil sofreu menos com a volatilidade recente em relação a outras moedas porque foi visto uma retomada dos preços das commodities. “Com isso, houve melhora da performance dos países que são exportadores de matérias-primas metálicas”.

Outro ponto favorável ao país citado pelos dois profissionais tem relação com a mudança da percepção política, com a aprovação de temas pelo Congresso que vão melhorar os fundamentos do País, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que impõe um teto para o crescimento dos gastos.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 30/01/2017

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Após rotativo, governo pressiona por juro menor no cheque especial

Depois da pressão para a queda nos juros do cartão de crédito, com a imposição de prazo máximo para que um cliente fique no rotativo, o governo agora cobra dos bancos a redução das taxas do cheque especial.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) montou um grupo de trabalho para buscar alternativas que possam diminuir o custo da linha, hoje em 328,6% ao ano.

Ela é a segunda mais cara do sistema financeiro, atrás apenas do rotativo, que custa 484,6% ao ano.

Até então, bancos não discutiam medidas para reduzir o juro do cheque especial.

De forma sigilosa, a Febraban tenta buscar uma alternativa que não afete a rentabilidade de seus associados.

Um modelo parecido com o adotado no cartão de crédito, que obriga o consumidor endividado a buscar uma linha mais barata e a parcelar a dívida, deve ser descartado.

Os bancos ganham dinheiro com o spread (que é a diferença de taxas que pagam em relação ao que cobram nos empréstimos), e créditos como o cheque especial geram ganhos elevados mesmo que as instituições tenham que separar mais dinheiro para cobrir eventuais calotes.

A inadimplência no cheque especial alcança 17%, ante 6% de todos os empréstimos para pessoa física.

MANCHA

Quando o governo começou a exigir das empresas que as taxas no cartão fossem menores, a Abecs (associação da indústria de cartões) já discutia mudanças no produto.

O argumento era que os juros do cartão manchavam a imagem dos bancos. A associação planejava um prazo limite para que o cliente ficasse no rotativo e, depois, a dívida deveria ser parcelada.

A divergência que ainda existia entre as instituições era sobre qual seria esse prazo. As discussões indicavam entre 60 e 180 dias, mas o limite vencedor foi 30 dias, por imposição do governo.

Na entrevista na qual anunciou que o juro do rotativo cairia pela metade com a nova regra, em dezembro do ano passado, o presidente Michel Temer teve preocupação em dizer que a medida era uma solução de mercado, e não uma intervenção estatal no sistema financeiro.

Com isso, a equipe econômica atual tentava se diferenciar das ações promovidas no primeiro mandato do governo Dilma. Em 2012, o governo usou bancos públicos para tentar forçar uma queda nas taxas de juros, na expectativa que os bancos privados fossem acompanhá-los.

COBRANÇA EM CASA

Em almoço com banqueiros, promovido pela Febraban em novembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que os juros ao consumidor não estavam caindo porque os bancos estavam embolsando a queda da taxa básica da economia (Selic).

“Diante de um grande grupo de banqueiros”, destacou o ministro em sua fala, “houve queda no endividamento, mas o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida praticamente não mudou. A maior explicação para isso é que a queda da Selic foi contrabalançada pelo aumento do spread.”

Em outubro, o Banco Central promoveu o primeiro corte nos juros no atual ciclo, de 14,25% para 14% ao ano. Hoje, a Selic está em 13%.

A autoridade monetária também lançou medidas para simplificar o compulsório (dinheiro que os bancos depositam no Banco Central). Para o governo, essas medidas podem reduzir o custo do crédito e justificar a queda nas taxas para o consumidor.

Abinee/Folha de S.Paulo – 30/01/2017

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Redação On janeiro - 30 - 2017
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