Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Exportações aumentam em SP e PE, mas vendas de MG, DF e PI diminuem

Nove estados do Brasil ampliaram suas exportações no ano passado. Em São Paulo, foi o avanço dos embarques de açúcar que possibilitou o aumento da receita. As estatísticas são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

O crescimento de 1,4% das vendas paulistas veio graças à principal mercadoria exportada no estado. Com o recuo da oferta de açúcar no mundo, o preço e a demanda pelo produto subiram, o que causou uma alta de 56% nos ganhos de São Paulo com a exportação do item.

Um aumento maior foi registrado nos embarques pernambucanos, que avançaram 35,5% ante 2015. No estado nordestino, o destaque foi a venda de combustíveis.

“Como o consumo interno do óleo caiu, o excedente acabou exportado pelo Porto de Suape”, explica José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Já o crescimento de 0,9% nos embarques do Rio de Janeiro foi causado pelo aumento das vendas de plataformas para exploração de petróleo e de automóveis.

No Pará, a evolução do volume exportado de minério de ferro superou a queda do preço do produto no mercado internacional. Com isso, os embarques locais tiveram alta de 2,3% em 2016.

Reversão em 2017

Em Minas Gerais, por outro lado, o avanço da quantidade exportada do minério não foi suficiente para compensar as perdas de outras mercadorias, como o café. Assim, a receita com as vendas internacionais caiu 0,4%.

Também foi registrada queda, de 33,6%, no Espírito Santo, com diminuições no volume e no valor dos embarques de minério de ferro, principal item vendido no estado.

Segundo Castro, a situação dos estados exportadores de minério deve mudar neste ano. Com a valorização estimada para o produto, as vendas paraenses, mineiras e capixabas devem subir neste ano.

A reversão também deve ser vista pelos estados que vendem soja, afirma Castro. Depois da quebra de safra do ano passado, é esperada produção recorde em 2017.

O grão é o item mais exportado no estado do Piauí. Com os problemas na colheita de 2016, a receita com a venda de soja caiu 66%. Esse foi principal motivo do recuo de 56,5% dos embarques do estado.

Situação parecida foi vista no Mato Grosso do Sul. A venda do grão caiu 20,6%, no ano passado, causando uma diminuição de 14% no rendimento das exportações.

Em queda

Os embarques brasileiros recuaram 3,1%, em 2016, para US$ 185,2 bilhões. Em 2015 também houve diminuição das vendas (-15,1%, para US$ 191,1 bilhões). Naquele ano, apenas oito estados ampliaram suas exportações.

O último aumento dos embarques foi marcado em 2011: um crescimento de 26,8%, para US$ 256 bilhões. Só três estados reduziram suas vendas naquele ano.

De acordo com especialistas consultados pelo DCI, uma provável valorização das commodities, em 2017, pode trazer o primeiro avanço das exportações em seis anos.

Abinee/DCI – 30/01/2017

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Brasil deve manter postura cautelosa e discreta na relação com EUA

Perplexo com as primeiras iniciativas de Donald Trump, o governo brasileiro acredita que o novo presidente dos Estados Unidos perseguirá o estilo linha dura demonstrado em sua retórica de campanha, frustrando as expectativas de moderação depois de sua vitória. Apesar de uma nota na semana passada em que se diz “preocupado” com a construção do muro na fronteira com o México, o Itamaraty adota uma postura de cautela e buscará discrição. A hora, conforme afirma um diplomata experiente, é de “colocar a cabeça para fora de casa apenas quando a tempestade acabar”.

Sinais de moderação emitidos pelo primeiro escalão de Trump nas sabatinas no Congresso americano foram interpretados somente como uma necessidade momentânea de não prejudicar a aprovação, mesmo apertada, de seus nomes pelos parlamentares.

Na visão do Itamaraty, foi o caso de declarações mais suaves dos futuros secretários Rex Tillerson (Departamento de Estado) e Rick Perry (Energia). O primeiro disse, em sua sabatina, que não se opunha à Parceria Transpacífica (TPP), cuja adesão americana já foi revogada por Trump. Perry relativizou suas posições céticas sobre o aquecimento global.

Enquanto aguarda as indicações dos principais responsáveis do novo governo pela relação com a América Latina, como o subsecretário para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, a diplomacia brasileira prepara uma lista de prioridades. Por determinação do chanceler José Serra, o Itamaraty quer enfocar entre cinco a dez áreas para estreitar a cooperação com os Estados Unidos durante a era Trump.

O diálogo na área de defesa e as iniciativas de harmonização regulatória, que tentam uniformizar padrões de certificação para alguns setores da indústria, estão entre as prioridades. Da mesma forma, um acordo de salvaguardas tecnológicas para o uso da Base de Alcântara (MA) pelos Estados Unidos é apontado como possível. “Não se trata de deixar de lado uma agenda ambiciosa no longo prazo, mas trabalhar em uma pauta que possa nos gerar resultados palpáveis no curto prazo”, diz um diplomata.

Abinee/Valor Econômico – 30/01/2017

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OMC prepara acordo comercial na linha oposta à de Trump

A Organização Mundial do Comércio (OMC) se prepara para um evento de peso tanto comercial quanto simbólico nos próximos dias, que choca-se frontalmente com a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de colocar o protecionismo no centro de sua política econômica.

Trata-se da entrada em vigor do Acordo de Facilitação de Comércio (AFC), aprovado em 2013, que prevê a simplificação e agilização dos trâmites para o comércio de bens entre os mais de 160 países-membro da OMC. Faltam apenas dois países para o AFC conseguir as 110 ratificações necessárias, o que poderá ser alcançado nesta semana.

A expectativa da OMC é de que esse acordo aumente anualmente as exportações em US$ 1,3 trilhão, sendo US$ 750 bilhões a partir dos países em desenvolvimento. O AFC reduzirá tempo, custo e complexidade na passagem das mercadorias nas aduanas e terá grande impacto nas operações comerciais.

“É a maior sinalização de que o sistema multilateral de comércio está forte e funcionando, e de que a cooperação internacional é o melhor instrumento que temos para reavivar a economia mundial”, afirmou ao Valor Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC.

Na cena internacional, o acontecimento deverá ser usado em contraposição à tentativa de Trump de mudar as regras do jogo em meio à intransigência e à tendência ao isolamento mostrados por ele em uma semana na Casa Branca.

Além da ameaça de taxar as empresas que deslocam sua produção para fora dos EUA e de taxar importações a partir do México em 20% para pagar o muro na fronteira, a retirada dos EUA da Parceria Transpacífica (TPP) e a exigência de renegociação do Nafta (o acordo de livre comércio com o México e o Canadá) continuam a alarmar dentro e fora dos EUA.

Tanto o plano de construir um muro na fronteira com o México – visto cada vez mais como um muro contra a América Latina – quanto a ordem para proibir a entrada de muçulmanos de sete países nos EUA têm sido condenados internacionalmente. A Casa Branca, por sua vez, parece indiferente.

A equipe de Trump diz que o plano protecionista busca defender trabalhadores de antigos Estados industriais do chamado Rust Belt, ou “Cinturão da Ferrugem”, no Nordeste dos EUA. Além disso, argumenta, quer reduzir o déficit comercial americano de US$ 475 bilhões por ano e alcançar o prometido crescimento anual de 4% – depois de chegar a 1,6% em 2016.

A Alemanha e a China, que têm superávit comercial de US$ 300 bilhões e de US$ 265 bilhões, respectivamente, sinalizaram durante a semana passada uma aliança global para ser opor ao protecionismo de Trump. A premiê alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, insistiram na importância de “livre comércio e ordem comercial global estável”.

No sábado, em conversa telefônica com Trump, François Hollande, presidente da França – país onde o movimento antiglobalização é importante – também atacou a abordagem protecionista dos EUA. Ele alertou que essa postura terá consequências econômicas e políticas, especialmente em um mundo instável e incerto.

Enquanto Trump afunda os EUA em uma política de permanente tensão e contra estrangeiro, os países na OMC visivelmente querem enfatizar a importância da cooperação internacional.

Abinee/Valor Econômico – 30/01/2017

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Com regras mais severas para saída de capital, aquisições da China no exterior desaceleram

 Kane Wu e Julie Steinberg

O ritmo das grandes aquisições da China no exterior diminuiu com as dificuldades dos compradores em lidar com as novas leis que limitam o fluxo de recursos para fora do país e ampliaram a análise criteriosa feita pelo governo chinês no mercado doméstico e internacional.

Profissionais de bancos dizem que grande parte das aquisições internacionais recordes que somaram US$ 225 bilhões anunciadas no ano passado pelas empresas chinesas está emperrada diante de problemas financeiros ou regulatórios — incluindo o maior negócio já feito pela China, a oferta de US$ 43 bilhões da China National Chemical Corp. pela fabricante suíça de pesticidas e sementes Syngenta AG. Os reguladores europeus este mês adiaram o fim do prazo de análise da oferta da ChemChina pela segunda vez, agora para abril.

Mais compradores chineses estão recuando nos negócios anunciados. Embora as empresas chinesas tenham anunciado no ano passado negócios cujo valor somado é mais que o dobro do ano anterior, o valor dos negócios suspensos em 2016 cresceram sete vezes, para US$ 38,39 bilhões, segundo a firma de dados Dealogic.

O número médio de dias que um comprador chinês levou para concluir uma transação internacional em 2016 foi aumentando ao longo do ano, com novembro e dezembro registrando os maiores níveis, em mais de 140 dias, segundo a Dealogic.

Um fator importante por trás da desaceleração foi a implementação de políticas mais restritas pelos reguladores chineses referentes a aquisições internacionais para reduzir o fluxo de dinheiro saindo do país.

A incerteza resultante com relação às aprovações regulatórias abalou parte do entusiasmo de investidores com as compras internacionais. “É indiscutível que os investidores chineses estão muito mais cautelosos com o aumento das incertezas”, Fred Hu, presidente do conselho da Primavera Capital. A firma de private equity de Hu é uma negociadora proeminente envolvida em uma reviravolta surpreendente no ano passado: a desistência da seguradora chinesa Anbang Insurance Group Co. em comprar a rede hoteleira americana Starwood Hotels & Resorts Worldwide Inc. por US$ 14 bilhões.

As fusões e aquisições ao redor do mundo atravessam ciclos. Considerando o porte, valor e ambição das empresas chinesas, os financiadores dizem que o interesse do país em negócios internacionais não deve parar, apenas dar uma pausa.

Alguns compradores chineses bem conectados ainda estão fechando negócios menores. A Ant Financial Services Group, afiliada da gigante chinesa do varejo on-line Alibaba Group Holding Ltd., fechou um acordo na quinta-feira para comprar a empresa americana de transferências de recursos MoneyGram International Inc. por US$ 880 milhões. No início do mês, a Valeant Pharmaceuticals International Inc. também concordou em vender sua unidade de tratamento contra o câncer Dendreon para o conglomerado chinês Sanpower por US$ 820 milhões.

“No longo prazo, a tendência das empresas chinesas serem globais não deve ser afetada” pelos atuais controles cambiais, diz Wang Hongzhang, presidente do conselho do banco estatal China Construction Bank Corp., em um evento em Hong Kong realizado este mês. Seu banco oferece financiamento para muitos acordos internacionais chineses, incluindo a oferta da Anbang pela Starwood.

Agora, contudo, as empresas chinesas estão cada vez mais receosas com relação a negócios no exterior — especialmente os maiores, que passam por uma análise mais detalhada.

Os reguladores chineses, como o Ministério do Comércio e a principal agência de planejamento econômico do país, devem agora analisar muitos dos negócios internacionais superiores a US$ 1 bilhão, assim como todos os com valor acima de US$ 10 bilhões, antes de as empresas receberem autorização para transferir recursos para o exterior, segundo pessoas a par do assunto e documentos analisados pelo The Wall Street Journal. Os reguladores também estão examinando retroativamente muitos negócios pendentes que já haviam sido aprovados, provocando atrasos, de acordo com pessoas a par do assunto.

Em dezembro, a cervejaria estatal China Resources Beer (Holdings) Co. desistiu de uma disputa por ativos do leste europeu que estavam sendo vendidos pela cervejaria Anheuser-Busch InBev SA depois que a agência de planejamento econômico da China não aprovou sua oferta, segundo pessoas a par com a situação. Representantes da China Resources e da AB InBev não comentaram.

Enquanto isso, negócios da China continuam passando por análise criteriosa de reguladores internacionais. A Austrália informou, este mês, que formará um novo órgão para avaliar os riscos de segurança de investimentos estrangeiros depois de verificar um aumento nas ofertas chinesas para comprar vários ativos no país, de portos a empresas de energia. A aquisição da seguradora americana Fidelity & Guaranty Life pela Anbang por US$ 1,57 bilhão ficou paralisada por mais de um ano porque a seguradora chinesa não forneceu detalhes suficientes sobre seus proprietários que satisfizessem os reguladores estatais do setor de seguros, segundo pessoas a par do assunto. Uma dessas pessoas disse que a Anbang está negociando com os reguladores de Nova York e planeja reapresentar seu pedido no primeiro trimestre.

Muitos vendedores estão solicitando que recursos sejam colocados em contas de depósito garantido para assegurar o pagamento, uma medida que se tornou comum nos últimos 12 meses, afirmam profissionais de bancos e advogados. O HNA Group depositou US$ 500 milhões em uma conta americana para serem usados como multa no caso de rompimento da sua proposta de compra de uma fatia de 25% da rede hoteleira Hilton Worldwide Holdings Inc., por US$ 6,5 bilhões.

A estatal ChemChina já enfrentava dificuldades com uma dívida expressiva antes de fechar o acordo com a Syngenta. Preocupações com seu nível de endividamento levaram um banco estatal chinês a se recusar a financiar a oferta de compra, segundo pessoas a par da situação. O presidente do conselho da ChemChina, Ren Jianxin, consultou o HSBC Holdings PLC e o China Citic Bank International Ltd. para liderar o empréstimo para cumprir a oferta de US$ 33 bilhões.

A ausência de um apoio expressivo dos grandes bancos estatais levantou dúvidas entre os investidores sobre se o acordo contava com apoio irrestrito de Pequim.

Um porta-voz da ChemChina não comentou e não disponibilizou Ren para entrevistas.

O negócio foi aprovado em agosto pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA, ou CFIUS, que analisa os riscos de segurança nacional de acordos e já bloqueou vários negócios chineses importantes nos últimos anos. Na Europa, reguladores que analisam o risco de monopólios ainda estão analisando os ativos da ChemChina e da Syngenta para determinar o que pode precisar ser vendido depois de adiarem o fim do prazo por duas vezes.

O Ministério do Comércio da China também precisa dar sua aprovação, diz uma pessoa a par da questão. Não está claro se a agência de planejamento econômico da China está atualmente examinando o acordo.

“A ChemChina e a Syngenta permanecem totalmente compromissadas com a transação e estão confiantes no seu fechamento”, disse um porta-voz da Syngenta.

Ren não tem demonstrado preocupação com os atrasos, dizendo às pessoas ao seu redor para não se preocuparem com o destino do acordo com a Syngenta e que os obstáculos atuais não irão influenciar outros negócios em potencial, dizem pessoas a par do assunto. (Colaboraram Lingling Wei, Leslie Scism e Natalia Drozdiak.)

Fonte: The Wall Street Journal Americas

Redação On janeiro - 30 - 2017
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