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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Controle de capital já afeta importação na China

Por Don Weinland

A guerra movida pela China contra a fuga de capital está ameaçando o seu fluxo comercial. Recentes restrições ao uso de instrumentos básicos de financiamento interfronteiras começam a inibir os negócios que impulsionam o US$ 1,7 trilhão gasto pelo país anualmente em importações.

Embora reguladores que tentam manter o dinheiro chinês no país continuem focados no investimento direto chinês no exterior, que acreditam estar sendo usado para tirar dinheiro do país, os pagamentos por produtos e serviços também sentiram o aperto. As transações estão sendo adiadas, enquanto as seguradoras de crédito para o comércio exterior estão reduzindo a exposição ao país.

“A retenção de dinheiro na China não tem nada de novo, mas agora estamos vendo esse problema migrar lentamente da conta de capital para a conta corrente”, disse Jolyon Ellwood­Russell, advogado de crédito a comércio exterior do escritório Simmons & Simmons.

Agências de vários bancos de Shenzhen, metrópole chinesa que fica do outro lado da fronteira com Hong Kong, congelaram a emissão de cartas de crédito no mês de dezembro, segundo aviso que circulou num banco chinês em Hong Kong, ao qual o “FT” teve acesso. A interrupção ocorreu após reguladores do governo terem instruído os bancos a reduzir sua emissão.

Outro canal cortado pelos reguladores recentemente foi o “nei bao wai dai”, mecanismo que permite que bancos externos emprestem a empresas chinesas no exterior usando garantias na China.

O registro de transações no Departamento Governamental de Moeda Estrangeira (Safe, nas iniciais em inglês) ficou cada vez mais difícil, o que leva a uma paralisação no processamento de transações que dependiam desse método de financiamento, segundo David Lam, sócio do escritório de advocacia King & Wood Mallesons. “Por isso, muitos bancos estão buscando estruturas alternativas.”

Em resposta sobre as medidas restritivas, o Departamento não negou que operações de financiamento tinham sido limitadas.

Com o aperto em dezembro de controles informais de métodos de pagamento ao exterior, a incerteza reverberou pelas complexas relações que mantêm o fluxo comercial destinado ao principal país em termos de comércio internacional. A remessa de produtos antes de o comprador fazer o pagamento, conhecida como transação com conta em aberto, começou a ser suspensa com a alta da incerteza.

“Os compradores chineses negociavam com contas em aberto e tinham boas relações com órgãos reguladores [para fazer pagamentos fora da China]”, disse Ellwood­Russell. “O que vemos agora é que os que vendem para a China precisam de uma ampliação adicional do crédito devido à incerteza.”

Prevê ­se que mais importadores chineses solicitarão prorrogação de suas condições de pagamento neste ano, segundo Mark Houghton, da seguradora XL Catlin.

À medida que empresas de comércio exterior enfrentam dificuldades para fazer pagamentos, disse Houghton, haverá provavelmente mais pedidos de resgate antecipado de garantias em território chinês por parte terceiros que respaldam empréstimos bancários de curto prazo para o comércio exterior, o que traz riscos para os bancos locais da China. “Vimos [garantias cruzadas] serem alvo de resgate antecipado recentemente”, disse Houghton. “Isso é alarmante, pois pode ter um ‘efeito acordeão’ sobre toda a economia”

Nos últimos dois anos, a seguradora de crédito de comércio exterior Coface rebaixou a China para mercado de “risco significativo” devido ao potencial de importadores não honrarem dívidas. “Não nos surpreenderia ver mais aperto [dos controles de capital]”, disse Jackit Wong, economista da Coface. “E isso atingiria com especial violência os importadores chineses.”

O Goldman Sachs estima que US$ 1,1 trilhão que saíram da China entre agosto de 2015 e novembro passado, com desvalorização do yuan de 9,8% ante o dólar. Num sinal do desespero crescente para estancar essa sangria, os reguladores tentaram de tudo: de bloquear a repatriação de dividendos de multinacionais até limitar a compra de apólice de seguro por chineses em Hong Kong.

Valor Econômico – 27/01/2017

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Muro de Trump preocupa Brasil

O governo brasileiro demonstrou “preocupação” com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende construir um muro na fronteira com o México. A reação ocorreu por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

“A grande maioria dos países da América Latina mantêm estreitos laços de amizade com o povo dos EUA. Por isso, o governo brasileiro recebeu com preocupação a ideia da construção de um muro para separar nações irmãs do nosso continente sem que haja consenso entre ambas”, diz o texto.

Em seguida, a nota diz que “o Brasil sempre se conduziu com base na firme crença de que as questões entre povos amigos – como é o caso de EUA e México – devem ser solucionadas pelo diálogo e pela construção de espaços de entendimento”.

Abinee/Valor Econômico – 27/01/2017

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Medida poderia violar regras da OMC

A idiea ventilada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de forçar o México a pagar pela construção de um muro na fronteira entre os dois países, mesmo indiretamente, tem alta probabilidade de ser ilegal pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Pelas explicações do porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, a imposição de uma tarifa de 20% sobre produtos mexicanos não seria um imposto de importação, e sim parte de uma ampla reforma fiscal, o que mostra que nada será simples também nesse caso.

Uma taxação específica contra o México quase seguramente viola as regras da OMC, por ser discriminatória – a não ser que essa taxação ocorra por meio do cancelamento de concessões dadas a empresas mexicanas no âmbito do Nafta (sigla em inglês do acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México), segundo avaliação de importantes especialistas.

Ou seja, o México perde o que ganhou em termos de baixa de alíquota obtida com o Nafta.

A segunda opção seria a equipe de Trump tentar adaptar a nova taxação a uma regra básica da OMC, de que o que é aplicado a um parceiro deve ser estendido a todos os demais. Mas isso tampouco legaliza a ação, dependendo dos detalhes. E tenderia a piorar as coisas para Washington, com a reação dos parceiros em geral, e não apenas dos mexicanos.

Na terceira hipótese, se Trump esquecer a chamada “taxa de ajustamento na fronteira”, e decidir simplesmente aumentar as tarifas de importação, isso precisaria ser aplicado a todos os países, não apenas contra o México fora do Nafta. Mas a margem de manobra de Washington não é grande: a tarifa média de importação aplicada nos EUA é de 2,2% e o governo Trump poderia aumentá-la para até 3,5%, conforme seus compromissos na OMC.

Já o México, se quiser retaliar nesse caso, tem maior margem de manobra. Atualmente, a alíquota média que aplica fica em 7,1%, mas pode ser elevada para até 36,2% pelos acordos da OMC. Vários parceiros importantes dos EUA têm situação similar.

Existe evidente inquietação na cena comercial internacional sobre a beligerância de Trump. A maneira como ele humilhou publicamente o México nos últimos dois dias fez uma alta autoridade de um país emergente resumir a situação dizendo que “está duro” o começo do novo governo americano.

Diariamente, US$ 1,4 bilhão em mercadorias atravessam a fronteira EUA-México. Milhões de empregos estão vinculados ao comércio entre os dois países. Cerca de 80% das exportações mexicanas vão para o mercado americano.

Redação On janeiro - 27 - 2017
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