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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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O Brasil e o protecionismo de Trump

É verdade que a recusa dos Estados Unidos em assinar oo Tratado da Parceria Transpacífica (TPP), determinada ontem pelo presidente Donald Trump (foto), abriu uma oportunidade comercial para o Brasil. Mas é preciso tomar cuidado com as celebrações antecipadas. Haverá boas chances para o Brasil em mercados deixados de lado pelos americanos. Nos Estados Unidos, especificamente, nada garante que o Brasil se dê bem com o novo protecionismo do governo Trump.

O histórico das relações comerciais Brasil-Estados Unidos sofreu diversos solavancos nos últimos anos. Comparando 2006 a 2015, segundo os últimos dados fechados do Ministério das Relações Exteriores, as exportações brasileiras para os americanos caíram ligeiramente, de US$ 24,5 bilhões (18% do total) para US$ 24 bilhões (13%). As importações, ao contrário, cresceram de US$ 14,7 bilhões (16%) para US$ 26,5 bilhões (15%) – atingiram o pico de US$ 36 bilhões em 2013.

Graças à alta de 81% nas importações, o intercâmbio comercial com os Estados Unidos subiu 30%. Mas sua participação no total do comércio exterior brasileiro caiu de 17% para 14%. O quadro resulta não apenas da progressiva relevância de outros mercados, em especial o chinês, no comércio exterior brasileiro, mas também da política atabalhoada na negociação com os americanos.

Ao contrário de países como Chile, Peru e Colômbia, o Brasil preferiu ao longo das últimas décadas a abordagem multilateral nas relações comerciais com os americanos. No governo Fernando Henrique, o Itamaraty pretendia usar nossa posição como líder do Mercosul para alavancar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

O naufrágio da Alca levou o governo Lula a apostar em outros parceiros. Ganhou fôlego o tratado de livre-comércio com a União Europeia, aumentou o comércio com a China, África e com países da América Latina. Em nenhum momento, a prioridade foi estabelecer um acordo bilateral com os Estados Unidos.

 

Brasil poderia ganhar com onda protecionista dos EUA, avalia governo

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), confirmada ontem pelo presidente Donald Trump, foi comemorada, discretamente, pelo governo brasileiro. Entre as razões para isso, a principal é que os produtos em que o Brasil concorre com os EUA (soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, entre outros) nesses mercados do Pacífico, especialmente o Japão, ficariam mais caros em relação aos americanos. Isso porque as exportações americanas deixariam de ser tributadas, ao contrário das vendas provenientes do Brasil.

Na avaliação de fontes que estão na linha de frente da política externa brasileira, outro ponto favorável diz respeito às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE). Espera-se que, com essa postura protecionista de Trump, os negociadores europeus voltem a focar o bloco sul-americano. Mesmo porque as perspectivas em torno da conclusão do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio entre EUA e UE são praticamente nulas neste momento.

— Com o TPP, o produto brasileiro sairia mais caro que o americano. Ficará mais fácil para nós — afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Para Roberto Abdenur, exembaixador do Brasil em Washington, a saída do TPP é boa para o Brasil “entre aspas”.

— O TPP agravaria a marginalização do Brasil no comércio internacional, prejudicaria nosso acesso aos mercados dos países participantes e imporia novos padrões técnicos e regulatórios que iriam além do que nosso visceral protecionismo admite — completou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, enfatizou que a saída do TPP já era esperada. Segundo ele, Trump tenta, com isso, proteger industriais americanos mais antigos e menos competitivos. Ele concorda com o fato de o Brasil se beneficiar com a medida, mas acredita que os chineses é que sairão ganhando.

— Será aberto um enorme espaço de negociação comercial para a China — disse Castro Neves.

No campo bilateral, equipes dos governos do Brasil e dos EUA começam a se reunir no mês que vem, para construírem uma agenda comum, com itens como facilitação de comércio e investimentos. Os primeiros contatos se darão através das embaixadas dos dois países. Na avaliação do Itamaraty, o aumento do protecionismo a ser patrocinado por Trump não preocupa tanto o Brasil como os outros parceiros internacionais.

— Nós não somos uma fonte de problemas para os EUA. Temos um déficit comercial com eles (US$ 646 milhões em 2016) e, portanto, não somos um país com o qual os EUA precisam consertar a relação comercial — disse uma fonte do Itamaraty.

Além disso, os EUA são o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs). No acumulado de janeiro a novembro de 2016, os EUA investiram US$ 5,66 bilhões no Brasil, o que o posiciona como o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Já os investimentos brasileiros diretos tiveram nos EUA (US$ 1,354 bilhão) o quarto principal destino em 2016, atrás das Ilhas Cayman, Bahamas e Países Baixos.

O Globo

Trump promete a empresários reduzir impostos e regulações

O presidente americano, Donald Trump, recebeu na manhã desta segunda-feira 12 empresários na Casa Branca e prometeu cortes de impostos e a redução de até 75% das regulações.

“Acreditamos que podemos reduzir as normas em 75%, quem sabe mais”, afirmou, assegurando, sem dar detalhes sobre seus projetos, que a segurança dos trabalhadores e a proteção do meio ambiente serão garantidas.

“Vamos baixar os impostos maciçamente, tanto para a classe média como para as companhias”, afirmou, ressaltando sua vontade de “fazer os empregos voltarem” aos Estados Unidos e favorecer a produção em território americano.

Segundo o mandatário, os impostos sobre a classe média serão reduzidos dos atuais 35% para algo “entre 15% e 25%”.

Trump também pediu que os empresários mantenham suas operações em território americano: “Tudo o que vocês têm que fazer é ficar. Não saiam. Não demitam seus empregados nos EUA”.

Entre os dirigentes e empresas presentes na Casa Branca estavam Mark Fields (Ford), Marillyn Hewson (Lockheed Martin), Alex Gorsky (Johnson & Johnson), Michael Dell (Dell), Elon Musk (SpaceX) e Kevin Plank (Under Armour).

No passado, o escolhido por Trump para ocupar o cargo de secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, prometeu realizar os maiores cortes de impostos desde a administração Ronald Reagan.

Folha

Trump é a maior preocupação da indústria automobilística hoje

A diretora-presidente da General Motors, Mary Barra (centro), numa coletiva durante o Salão do Automóvel de Detroit.

Mike Colias, Christina Rogers e Joann S. Lublin

Executivos do setor automobilístico normalmente passam o fim do ano preparando lançamentos e elaborando estratégias para impulsionar as vendas.

Mas este ano, os líderes de Detroit dedicaram um tempo considerável tentando descobrir como negociar com o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os líderes sindicais estão sendo consultados sobre como reformar o trabalho nas fábricas, membros do conselho estão tentando descobrir quem tem amigos no novo governo deTrump, e comitês especiais foram criados para monitorar a conta do presidente no Twitter.

Em um jantar comemorativo durante o Salão do Automóvel de Detroit no início do mês, o diretor-presidente da Ford Motor Co., Mark Fields, disse que releu “A arte da negociação”, de Trump, nos feriados de fim de ano (Editora Campus, 1989, edição em português esgotada). Ele leu o livro pela primeira vez nos anos 80, mas queria entender melhor o novo morador da Casa Branca.

As empresas americanas, várias atacadas por Trump frequentemente via Twitter, de repente tiveram que passar a enfrentar uma nova e imprevisível força em suas operações. Entre as farpas, estão o preço pago pelo Pentágono pelos caças da Lockheed Martin Corp. e se a Carrier Corp. fabrica fornalhas em Indiana.

Randall Stephenson, diretor-presidente da telefônica AT&T Inc., recentemente se reuniu com Trump, que tem expressado preocupações sobre a proposta de compra da Time Warner Inc. pela gigante das telecomunicações.

Mas poucos setores passam tanto tempo na mira de Trump como a indústria automobilística americana. Menos de dez anos depois de as montadoras americanas se recuperarem de um colapso graças ao socorro financeiro de Washington, elas vêm sendo chacoalhadas por uma série de tweets de Trump, que as acusa de não estarem suficientemente comprometidas com empregos e investimentos nos EUA, considerando sua forte dependência na produção internacional.

“É um novo território para a maioria de nós”, disse o diretor-presidente da Fiat Chrysler Automobiles NV, Sergio Marchionne, durante uma conversa com repórteres no início do mês. “Nenhum de nós tinha um presidente que usava o Twitter antes. É uma nova forma de comunicação e nós vamos ter que aprender como responder.”

Um porta-voz do governo Trump não respondeu a pedidos de comentários. Em uma entrevista recente, Trump defendeu a pressão sobre empresas como tática para que elas se comprometam a investir nos EUA. “Não estou microgerenciando”, disse ele.

Os líderes da General Motors Co. e da Ford já falaram com Trump. Bill Ford, presidente do conselho da Ford e bisneto de Henry Ford, o fundador da montadora, foi até Manhattan em meados do ano passado em uma tentativa de amenizar a retórica da campanha.

Decisões recentes das montadoras americanas, incluindo mais de US$ 3 bilhões em investimentos nos EUA anunciados no prazo de duas semanas, foram elogiadas pelo presidente. Durante sua primeira coletiva de imprensa depois de vencer as eleições, ele agradeceu as “três grandes” de Detroit, mas continua a ameaçá-las com um imposto de fronteira sobre importações.

“Essa nova noção de discutir relações comerciais [no Twitter], eu estou no escuro tanto quanto vocês”, disse Marchionne aos repórteres.

Marchionne não usa o Twitter e Fields não usa sua conta pessoal ativamente. A diretora-presidente da GM, Mary Barra, usa a ferramenta de vez em quando. E sua foram publicados 318 tweets em 47 meses de existência.

Marchionne foi um dos poucos líderes da indústria automobilística a sair na dianteira de Trump, anunciando às vésperas do Salão do Automóvel de Detroit que a Fiat Chrysler iria investir US$ 1 bilhão em duas fábricas no Meio Oeste americano, criando 2 mil novos empregos. Investimentos em produção não são o tipo de notícia distribuída em comunicados de imprensa durante uma feira automobilística importante. Marchionne negou qualquer influência de Trump no anúncio. Os investimentos estavam em estudo há muitos meses.

Executivos do setor automobilístico, que hoje se vê numa situação financeira mais sólida, esperam que haja um lado positivo na atenção dada a eles por Trump — caso eles possam usar as disputas comerciais como uma oportunidade para avançar seus próprios interesses. As montadoras continuam despreparadas para atingir as metas severas de eficiência de combustível impostas pelo governo de Obama, padrões que o indicado de Trump para dirigir a Agência de Proteção Ambiental disse que irá rever. Os executivos das montadoras também dizem que compartilham das preocupações de Trump sobre o risco de outros países desvalorizarem suas moedas.

De Detroit a Munique e Seul, eles estão empregando táticas similares para ressaltar bilhões de dólares em planos existentes de investimentos nos EUA. Todo o setor é globalmente integrado, na produção, vendas e cadeias de fornecimento, o que o novo governo pode destruir, e o mercado americano é de vital importância para a maioria dos fabricantes de carros.

Em 3 de janeiro, Mary Barra, da GM, leu um tweet de Trump criticando a empresa por importar o modelo Chevrolet Cruze do México. Ela ligou para o novo presidente e disse a ele que a empresa estava preparando anúncios de investimentos que incluíam o compromisso com a criação de novos empregos nos EUA. Cerca de uma semana mais tarde, durante uma coletiva de imprensa, Trump previu a notícia da GM ao dizer que esperava mais anúncios sobre o setor automobilístico depois de a Ford ter se comprometido a investir US$ 700 milhões na modernização de uma fábrica de Detroit e a Fiat Chrysler prometer US$ 2 bilhões para fábricas em Ohio e Michigan.

“Há um diálogo expressivo entre a equipe administrativa e entre a equipe administrativa e nosso conselho sobre como o cenário se desenvolver e mudar”, diz Craig Glidden,disse o diretor jurídico geral da General Motors em uma entrevista ao The Wall Street Journal, referindo-se às mensagens de campanha de Trump. “Certamente com o resultado da eleição, essas discussões se intensificaram.”

Em uma reunião de conselho da GM em dezembro, não houve uma discussão formal sobre Trump, disse uma pessoa a par do assunto. Alguns diretores conversaram entre eles sobre se alguém conhecia os indicados de Trump para o gabinete.

“Qual caminho uma empresa tem?”, disse a pessoa. “Se você o apoiar [publicamente], isso afeta o preço de suas ações.”

Barra procurou opiniões de alguns membros do conselho sobre se ela deveria aceitar um convite para integrar um painel consultivo de 20 membros de Trump sobre o setor, disse essa pessoa. Os membros do conselho a incentivaram a aceitar — o que ela fez mais tarde.

Barra e sua equipe começaram a preparar um “pacote” de planos de investimento nos EUA que ressaltaria a Trump o compromisso da montadora de criar empregos no país, disse outra pessoa a par dos planos. Na semana passada, a GM anunciou cerca de 1 mil novos empregos ou a manutenção de vagas existentes e US$ 1 bilhão em novos investimentos nos EUA, sendo a mais recente montadora a mudar seus planos de investimentos para se adequar à agenda de Trump.

A GM havia se comprometido em dobrar a capacidade de produção do México até 2018. Os membros do conselho da GM, que se reunirão em fevereiro, podem discutir a expansão futura do México e considerar a visão de Trump como “mais uma variável” antes de agir, disse uma pessoa a par do assunto. Os membros do conselho também pedirão aos executivos para descrever outras possíveis ações de Trump “que terão publicidade negativa”, disse essa pessoa.

Como candidato, Trump não criticou os planos de investimentos da GM no México, que são maiores do que suas rivais de Detroit.

Em vez disso, ele colocou a mira na Ford. Em setembro, quando Trump fazia campanha em Flint, no Estado americano de Michigan, no mesmo dia em que Fields, diretor-presidente da Ford, disse a investidores que iria migrar sua produção de carros pequenos para San Luis Potosí, no México, para melhorar suas margens de lucro, deixando claro que manteria os empregos nos EUA, Trump disse a uma multidão que o plano da Ford era “horrível” e disse que “nós não deveríamos permitir que isso aconteça”.

[A declaração de Trump] frustrou alguns executivos da Ford, que haviam ressaltado que a medida não iria eliminar empregos nos EUA porque a fábrica afetada iria produzir novos modelos.

“Nós achamos que tínhamos um bom plano”, disse o líder da Ford para a América do Norte, Joe Hinrichs. “Nós achamos que a equação completa funcionava bem, mas ela se perdeu no mundo do Twitter.”

Em dezembro, membros do conselho da Ford foram informados por executivos dos planos de cancelar a fábrica do México, e a administração aprovou uma nova estratégia para reinvestir nas fábricas existentes da empresa, incluindo uma modernização na fábrica da região de Detroit.

Em 3 de janeiro, Ford ligou novamente para informar que a montadora havia desistido da fábrica do México.

Dias depois, o presidente do conselho da Toyota Motor Co., Akio Toyoda, também foi desafiado por Trump e anunciou que investiria US$ 10 bilhões em fábricas americanas nos próximos cinco anos em reformas há muito planejadas.

Toyoda se encontrou com o vice-presidente Mike Pence em Washington um dia depois da apresentação do executivo em Detroit. A Toyota é um grande empregador em Indiana, Estado natal de Pence. (Colaboraram Chester Dawson e Sean Mclain.)

Fonte: The Wall Street Journal Americas / Infomet

Rumo a acordos bilaterais

O governo de Donald Trump deverá substituir os tratados multilaterais de comércio por tratados bilaterais. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer (foto). a saída dos EUA da TPP “foi um ato simbólico de uma nova era de política comercial”. “O presidente (…) vai mostrar ao resto do mundo a maneira como vamos negociar. Queremos obter benefícios desses acordos”, disse. Para Spicer, “acordos multilaterais (…) não estão de acordo com os interesses dos EUA”. Em seguida, o próprio Trump falou a respeito: “Vamos parar com esses estúpidos acordos multilaterais de comércio.” Negociar bilateralmente deixa os EUA em posição de força. O país também estender concessões feitas a um determinado parceiro.

Valor / Abinee

EUA e Canadá sinalizam negociação sem o México

Os EUA e o Canadá sinalizaram que a renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) vai punir especialmente o México. Ontem, um conselheiro do presidente Donald Trump viajou para Calgary para dizer ao governo do premiê canadense, Justin Trudeau, que o comércio está equilibrado e funcionando sem problemas na fronteira norte americana.

O Gabinete de Trudeau está reunido em Calgary, capital do petróleo no Canadá, para avaliar o impacto do novo governo Trump. No domingo, David MacNaughton, o embaixador do Canadá nos EUA, disse que seu país vai considerar medidas comerciais bilaterais na renegociação do Nafta, em um sinal de que pode avançar, pelo menos parcialmente, sem o México.

“Não acho que ele [Trudeau] deva estar preocupado, porque o Canadá é muito prestigiado”, disse Stephen Schwarzman, executivo-chefe da Blackstone e chefe do fórum político e estratégico de Trump. “Temos um comércio equilibrado entre os EUA e o Canadá.”

Os comentários sugerem que o governo americano está fragmentando o pacto da América do Norte enquanto o Trump se prepara se reunir com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, no fim do mês. Trudeau também vai se encontrar com o líder americano, em data ainda não confirmada.

Em Calgary, MacNaughton disse que seu objetivo é evitar que o Canadá seja um “dano colateral” em medidas comerciais dos EUA direcionadas à China e ao México.

Desde a eleição de Trump, especialistas e autoridades comerciais do Canadá alimentam esperanças de não serem alvo de Trump. O Canadá é o maior importador de bens dos EUA e o maior comprador de 35 Estados americanos individualmente – detalhe que Trudeau mencionou a Trump em telefonema no sábado. O temor canadense é ser afetado por tarifas ou medidas aplicadas de forma ampla. Praticamente 70% das trocas comerciais do Canadá são com os EUA.

“Não acho que o Canadá seja o foco, mas acho que somos parte disso”, disse MacNaughton. “É com isso que precisamos nos preocupar – em sermos dano colateral.”

A relação Canadá-EUA “é um modelo para a forma que as relações comerciais devem ser”, afirmou Schwarzman, acrescentando que os países do Nafta estariam em boa posição para evitar qualquer imposto de ajuste de fronteira.

Trudeau conversou com Peña Nieto no domingo e disse que os dois “falaram sobre a importância do relacionamento bilateral Canadá-México e da parceria trilateral da América do Norte.”

Segundo MacNaughton, a equipe de Trump ainda não apresentou questões específicas ao comércio com o Canadá. “A maior preocupação deles, em termos de comércio são os déficits com China e México. Foi isso que eles levantaram.”

Trudeau se preparou para a era Trump promovendo a ministra do Comércio, Chrystia Freeland, a ministra das Relações Exteriores. Ela chefiará negociações com Trump. Ele nomeou ainda um general da reserva como vice de Freeland, com o objetivo específico de atrair o governo americano, e reorganizou sua equipe para concentrar esforços nos laços com os EUA.

Freeland minimizou os riscos de grande impacto comercial afirmando estar “realmente confiante” de que o Canadá conseguirá construir uma relação firme com a equipe de Trump. “Houve quase uma dúzia de mudanças significativas no Nafta desde que o acordo foi concluído, por isso estamos animados para essas conversas”, afirmou ela no dia da posse de Trump.

Valor

Redação On janeiro - 24 - 2017
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